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quarta-feira, 8 de junho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Curiosidade: O som do “v” no espanhol
Em espanhol existem alguns sons que confundem muito os brasileiros, principalmente quando temos que ler um texto. Geralmente a letra “v” é uma pegadinha “mortal”. O som de “v”, da maneira que o conhecemos, não existe no espanhol (talvez exista em alguma variação ou dialeto do espanhol). O certo é que na maioria das vezes o som do “v” é substituído pelo “b”, às vezes um “b” acentuado e em outras situações um “b” bem fraco. Veja os exemplos:
- Verano (verão): aqui o som inicial do “v” vira um “b” mais acentuado, a pronúncia fica mais ou menos assim “beráno”.
- Primavera (primavera): aqui no final da palavra “vera” há uma clara diferenciação do “v”, que se torna um “b” bem fraquinho. Na pronúncia, os lábios nem se tocam: “primabera”.
Do site "Dicas de Espanhol"
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Professora mexicana é homenageada por acalmar crianças durante tiroteio
Martha Rivera Alanis recebeu homenagem do governador do Estado, Rodrigo Medina (Foto: Reuters)
A professora mexicana Martha Rivera Alanis foi condecorada nesta segunda-feira por ter conseguido acalmar as crianças de uma pré-escola em Monterrey durante um tiroteio ocorrido em local próximo. Martha gravou a cena em seu celular na última sexta-feira e o vídeo ganhou repercussão no YouTube. Na gravação, Martha é vista pedindo às crianças - de em média quatro anos de idade - que se mantenham abaixadas e com a cara no chão enquanto, ao fundo, se ouvem tiros.
Para acalmar os alunos, ela pede que eles cantem canções. Para o governo de Nuevo Leon, onde fica Monterrey, no norte do país, a ação de Martha é 'um exemplo para todos'. Ela recebeu uma homenagem do governador do Estado, Rodrigo Medina. Em seguida, disse ter sentido medo durante o episódio, 'mas me ajudou estar com meus alunos'. Ela também declarou, via Twitter, que o vídeo foi postado na internet por 'terceiras pessoas' e que não pretendia ganhar notoriedade.
Cinco pessoas morreram no tiroteio, em um ponto de táxi próximo à pré-escola, em mais um capítulo da guerra do narcotráfico no México. De acordo com o jornal mexicano El Universal, citando estatísticas do governo federal, mais de 34,6 mil pessoas foram mortas entre dezembro de 2006 e dezembro de 2010 em episódios relacionados ao crime organizado no México.
Veja o vídeo da gravação:
Veja o vídeo da gravação:
En español...
Una maestra de guardería demostró gran valentía al conseguir que un grupo de niños se mantuviera bocabajo cantando durante un tiroteo en México. La docente grabó un video que demostró su aplomo y lo subió a Internet, convirtiéndose rápidamente en un éxito.
Las autoridades mexicanas homenajearon a Martha Ivette Rivera Alanis por proteger a niños de cinco y seis años, de la guardería Alfonso Reyes en Monterrey, capital del estado de Nuevo León. La balacera ocurrió en una parada de taxis pirata ubicada cerca de la guardería. La Policía dijo que un grupo armado asesinó a cinco personas que se encontraban en el lugar.
El gobernador de Nuevo León, Rodrigo Medina, reconoció a la maestra "por su valor, devoción y el coraje para enfrentar la situación de riesgo" y le entregó un reconocimiento, informó el gobierno en un comunicado.
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segunda-feira, 30 de maio de 2011
Livros doados pela professora da UnB já estão disponíveis para leitura
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| Alguns exemplares, há outros além desses, vale a pena conferir! |
A professora Rosilei, da UnB, nos doou alguns exemplares de livros literários e didáticos. Os livros literários já estão disponíveis para empréstimo na biblioteca da professora Lina, são livros em língua espanhola ou bilíngue, tanto no espanhol como no português. Há livros de grandes autores como Miguel de Cervantes, vale a pena conferir!
Vale ressaltar que os dicionários também já estão disponíveis na sala de espanhol para o uso durante as aulas, enquanto os livros didáticos, está sendo planejado, aos poucos, a montagem de um núcleo de estudos a cerca da temática abordada pelo projeto na biblioteca da escola, já que este é um assunto que ainda carece de livros.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Reportagem: Faltam professores de espanhol na rede pública
Veja a seguir, uma reportagem do ano passado sobre a implantação do ensino da língua espanhola nas escolas públicas, fazendo uma análise da situação atual do preparo das escolas que estão prestes a receberem a língua.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Cartaz sobre a "família real espanhola" foi colocado na sala de espanhol do CEM 01
A extensão da atividade do mural na escola ainda continua, foi colocado na sala de espanhol da professora Rejane, um cartaz sobre a "família real espanhola". Além de fotos dos integrantes da família, o cartaz apresenta informações importantes sobre a monarquia parlamentar espanhola e a forma política da Espanha, já foi postado aqui no blog uma reportagem a respeito disso.
O objetivo do cartaz é principalmente informar a todos os alunos do Centro de Ensino Médio 01 de Brazlândia sobre a política espanhola de acordo com o tema proposto pelas atividades de espanhol do 2º ano do ensino médio, que é a "família" ou "¿Qué es la familia?".
Há ainda, ao lado do cartaz, um trecho da entrevista que fizemos com a professora Rosilei da UnB que se encontra na íntegra aqui: Parte I e Parte II.
Estamos preparando otras actividades prácticas para el curso del año!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Conheça o curso de Letras - Espanhol da UnB
A Licenciatura em Língua Espanhola e Literatura Espanhola e Hispano-americana visa à formação de docentes para o ensino fundamental e médio em Língua Espanhola e Literaturas de Língua Espanhola. Visa a atender a evidente demanda da rede do ensino público e particular do DF e entorno, indo ao encontro da solução de dificuldades amplamente constatadas, sobretudo na formação do especialista em Língua Espanhola, visa também a formar, em nível universitário, profissionais do Distrito Federal.
Os princípios e metas fundamentais da licenciatura em Língua Espanhola são os seguintes:
- centralização da formação do professor na realidade sócio-econômica e cultural do país, de modo que o processo acadêmico a ser desenvolvido venha a contribuir para que o docente atenda às necessidades requeridas pelo contexto educacional no qual se insira;
- formação de professores capazes de repensar o universo do ensino da língua espanhola e da sua literatura, tendo como alvo principal o ensino público brasileiro;
- desenvolvimento de uma política educacional, que leve em conta a prática da linguagem em suas diversas variedades, sem perder de vista a língua padrão espanhola, sua correção e adequação;
- efetiva integração do futuro docente à teoria e prática da aprendizagem e do ensino da língua espanhola capaz de assegurar a aquisição do saber e a competência para o ensino;
- integração daquelas funções da universidade que pressupõem envolvimento do professor: ensino, pesquisa e extensão, com a produção do conhecimento, cujo objetivo maior é propiciar melhores condições de vida à comunidade.
Perfil: Quem pretende ingressar no Curso de Letras deve estar ciente de que vai receber uma formação ampla e aprofundada dos conteúdos específicos do Curso, os quais se subdividem em três grandes áreas: formação em teoria e análise lingüística, formação em língua portuguesa ou na língua estrangeira objeto da sua habilitação, formação em teoria literária e na literatura específica da habilitação. Os licenciandos (futuros professores) recebem também uma formação na área pedagógica. O futuro profissional de língua/linguagem deve, ainda, desenvolver autonomia, discernimento e capacidade de refletir a respeito dos problemas com os quais vai se deparar em sua prática, para que possa construir alternativas teórico-metodológicas adequadas à realidade social com que irá se confrontar, no mercado de trabalho.
Mercado de Trabalho: Os licenciados em Letras atuam como professores da língua correspondente à habilitação em que se formaram. Essa atuação pode se dar em escolas de nível fundamental e médio, públicas ou privadas, em escolas de idiomas, ou em cursos de diversas naturezas. Licenciados são preparados também para desenvolver pesquisa acadêmica, na área de sua formação.
O curso na UnB: O Instituto de Letras (IL) oferece três cursos, com 15 habilitações possíveis. No período noturno, o IL disponibiliza a licenciatura em Espanhol, Japonês e Português, e o bacharelado em Tradução-Espanhol. O estudante receberá uma formação ampla e aprofundada dos conteúdos específicos do curso, os quais se subdividem em três grandes áreas: formação em teoria e análise lingística, formação em língua portuguesa ou na língua estrangeira escolhida, formação em teoria literária e na literatura específica da habilitação. Os futuros professores também são capacitados na área pedagógica.
Infraestrutura: Ressalta-se que não basta falar e conhecer a gramática do idioma escolhido. É fundamental dedicar-se ao aprendizado da linguística, da literatura e da leitura crítica de textos. Além disso, estudantes da licenciatura precisam fazer estágio em uma escola da rede pública. Já os futuros bacharéis aplicam o que aprenderam na sala de aula no Serviço de Apoio Linguístico, que funciona como um tira-dúvidas da comunidade acadêmica e em geral.
Saiba Mais
Habilitações: Letras - bacharelado em Língua Francesa, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e em Línguas Estrangeiras Aplicadas; e licenciatura em Língua Francesa, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Língua Espanhola, Língua Japonesa e Português do Brasil como Segunda Língua;
Tradução - bacharelado em Inglês, Francês e Espanhol
Unidade Acadêmica: Instituto de Letras (IL)
Campus: Plano Piloto
Turnos: diurno (Francês, Inglês, Português, Português do Brasil como Segunda Língua, Tradução/Inglês e Tradução/Francês, Língua Estrangeira Aplicada) e noturno (Espanhol, Português, Japonês e Tradução/Espanhol)
Vagas por semestre: Português (30 diurno e 40 noturno), Francês (26), Inglês (22), Português do Brasil como Segunda Língua (30), Tradução/Inglês (22), Tradução/Francês (18), Espanhol (30), Japonês (30), Tradução/Espanhol (25) e Língua Estrangeira Aplicada (20).
Número de semestres: 6 (mínimo) / 14 (máximo). Recomendado: 8
Site: http://www.il.unb.br
Telefones: (61) 3307 2855 / 2360
domingo, 8 de maio de 2011
Entrevista Parte II: Veja a seguir a segunda parte da entrevista com a professora Rosilei Justiniano da UnB
| Professora Rosilei Justiniano |
A entrevista com a professora foi dividida em duas partes, veja a baixo as outras informações proporcionadas com essa entrevista.
15. Você como professora de língua espanhola, o que acha das obras literárias de Pablo Neruda?
"Eu já li aqueles "Vinte poemas de amor & Uma Canção desesperada", eu acho que pra quem gosta de literatura, pode ser tão interessante como outros, é muito pessoal, outras pessoas gostam de outras formas de expressão artística da língua, eu particularmente, não sou muito amante da literatura, eu gosto de atualidades, notícias, paródias, humor, filmes, teatro, e tudo isso usa muito a língua, faz parte da minha personalidade. A literatura precisa evoluir muito para o aprendizado da língua, na Universidade você a aprende de forma separada."
16. Com a chegada de vários eventos esportivos mundiais no Brasil, você acha que a língua espanhola estará em alta no país?
"Eu acho que estará em alta a necessidade da língua, tanto o espanhol como o inglês, os países que falam espanhol têm a tradição do futebol, então a necessidade da língua estará em alta, mas como ela será usada eu não sei, espero que seja melhor utilizada."
17. Qual a participação das civilizações antigas, (Maias, Incas e Astecas) na cultura hispânica?
"Eu acho que é uma questão de fusão, porque como foram povos que se juntaram, como existiam essas civilizações aqui, e vieram os espanhóis, uma cultura influencia a outra, então houve essa mistura, aliás toda a América, tem uma característica de mistura, somos o resultado disso, e a gente percebe isso na língua, na Bolívia há muitas palavras de origem de línguas incas e do maia também no México, inclusive palavras que são usadas mundialmente como tomate, chocolate são palavras de origem astecas. Estão presentes no vocabulário, na cultura, alimentos, a batata, o tomate, foram levados daqui para lá."
18. As civilizações antigas, a colonização da América, independência da América hispânica e o próprio espanhol são cobrados nos grandes vestibulares de Universidades Federais como a UnB, com sua opinião profissional, gostaria que você comentasse a importância do estudo destes conteúdos.
"Pelo que eu conheço das provas da UnB, as provas são integradas, em só um problema, você vê questões de português de física, matemática, história, etc. Nessa questão de acontecimentos históricos, é uma importância da disciplina de história, embora esteja relacionado com povos que falam o espanhol, não é uma importância linguística no caso do vestibular, nele, ele quer saber se você sabe interpretar, vocabulário, estruturas."
19. O que você acha de trabalhar a música nas aulas de espanhol como instrumento de trabalho?
"Eu acho que a música como faz parte do dia a dia de todo mundo, é difícil uma pessoa não gostar de música, é um tipo de expressão artística que faz parte do popular, é uma coisa que relaxa, distrai e agrada. Toda atividade que é prazerosa é muito bem aproveitado para a aprendizagem, pela motivação e interesse. A música por esses motivos e entre outros eu acho muito positivo."
20. Em relação aos cantores que cantam em espanhol, qual você mais aprecia?
"Eu sou bem eclética, gosto de música de todo tipo, mas um cantor que eu aprecio são os populares, como a Shakira e vários outros."
21. A política dos países hispânicos é bem diversificada, há monarquia parlamentar, república, grandes ditadores, revolucionários, socialistas, capitalistas, qual a sua opinião em relação a isso?
"Cada política ela está de acordo com o contexto geográfico e histórico próprio de cada país, como a monarquia espanhola, e aqui na hispanoamérica, se olharmos eles têm muitas semelhanças pelo contextos da América Latina, então são circunstâncias. Todo sistema político ele pode melhorar, e eu não vejo de uma maneira muito simpática. Como você já morou na Espanha, eu já andei pesquisando, muitas pessoas questionam a família real, porque? Eu acho que a família real na Espanha, pelo que eu pude observar, essa rejeição de algumas regiões da Espanha, ela representa o Castellano e Leão, mas existem outras comunidades como Catalunha que têm outras línguas e eles têm interesses políticos diferentes, por isso essa rejeição, são tudo por interesses econômicos e políticos."
| Mural dos alunos de Letras - Espanhol da UnB. |
22. A culinária de tal cultura é bem diferente da nossa, quais os pratos principais e ingredientes marcantes?
"Então, os ingredientes são aqueles de acordo com a região, com o clima, por exemplo aqui na América do Sul, na Bolívia, eles produzem ingredientes típicos, existem muitos pratos que levam batatas de vários tipos, batata amarela, batata lisa, batata roxa, e outras com nomes indígenas, como a Saltenha. Na Espanha eles usam muito pratos com porco e na parte mediterrânea eles usam muito peixe, legumes é até parecida com a comida da Grécia, tanto que é chamada de comida mediterrânea, como a paella, frutos do mar como o camarão . No Paraguai tem muitos pratos com milho como a sopa paraguaia, tudo feito com polvilho. "
23. A cultura hispânica é rica na parte do entretenimento, da música (Shakira), artes (Pablo Picasso), personagens (Mafalda), danças (flamenco e Tango), futebol, o que você acha dessa parte da cultura?
"Eu acho que essa cultura é aquilo que é mais típico, e quando você aprende uma língua você tem que entrar em contato de acordo com as suas possibilidades, e quando você se aproxima de alguma comunidade você vai descobrir o que não é só o típico, vai descobrir um pouco de cada coisa e ver outras coisas que não sejam essas típicas. Por exemplo, quando eu tenho contato com pessoas de outros países você não vai ver nenhum desses pratos que a gente comentou, os cantores não vai ser nenhum desses, então esses são as coisas mais promovidas, mais divulgadas em uma promoção turística, mas isso não é representativo em determinado local, a cultura hispânica é muito mais rica. Eles vão destacar esses aspectos gerais, por que para a comunidade escolar, isso não é de conhecimento de todos. É, como sugestão, eu aconselho vocês uma aproximação real, prática com comunidade e que vocês conversem, perguntem quais são realmente os cantores, e vê quais os fatores representativos para eles, talvez vocês possam achar coisas mais interessantes."
24. Você acha que a população brasileira respeita uma cultura diferente da nossa?
"Eu acho, nós somos muito receptivos, mas não significa que o povo brasileiro não tem muito conhecimento, experiência para lidar com pessoas extrangeiras. Na Europa, os países são pequenos, e nas férias as pessoas viajam muito para outros países, é mais fácil, já estão acostumadas com culturas diferentes."
25. Em relação aos falsos cognatos, já aconteceu alguma coisa atípica no caso do espanhol?
"Muito, no dia dia por exemplo, vejo muitas pessoas falando errado a palavra "esquisito", quando um espanhol viaja pra cá, a primeira coisa que as pessoas falam é "nossa que coisa esquisita" e isso é um elogio, e o brasileiro pensa que "esquisito" é ruim, e "esquisito" é gostosa para os espanhóis. A palavra "tonto", o brasileiro acha que "tonto" é quando a pessoa está zonza, e "tonto" no espanhol é bobo. Normalmente são palavras que para uma língua é uma coisa boa, e na outra é uma coisa ruim."
26. O que você acha da iniciativa do nosso projeto em relação a cultura hispânica?
"Eu acho excelente pelo fato de vocês fazerem um projeto, pessoas que têm inciativa é sempre positivo, mais eu não entendi, vocês vão passar para outras pessoas depois? A gente desenvolve o projeto ao longo do ano, e depois podemos continuar no ano seguinte ou se alguma outra turma tiver interesse a gente deixaria para eles. Depois que vocês saem da escola acaba o projeto? Acaba, mas por isso que estamos pretendendo fazer atividades práticas na escola, como o núcleo de pesquisa sobre a cultura na biblioteca da escola. Eu acredito que esse projeto vai enriquecer muito vocês não só sobre a língua mais também culturalmente, é importante você ter a iniciativa, fazer novas escolhas e oportunidades e eu acho muito admirável, e inclusive usar de exemplo para outras escolas, para isso, precisa desenvolver para que depois possa ser mostrado."
sábado, 7 de maio de 2011
Entrevista Parte I: Veja a seguir a primeira parte da entrevista com a professora de espanhol Rosilei Justiniano da UnB
| Professora Rosilei, Elizabete, Gisele, Marcos e a orientadora Rejane Rodrigues. |
Como primeira atividade prática do projeto, ontem (06/05), os alunos Marcos Roberto, Elizabete e Gisele foram à UnB para uma entrevista com a professora Rosilei Justiniano, que leciona a disciplina de Estágio Supervisionado de Língua Espanhola 1, do curso de Letras - Espanhol, do LET (Departamento Línguas Extrangeiras e Tradução). A nossa professora orientadora, Rejane Rodrigues já foi aluna da professora entrevistada durante a sua graduação, veja a seguir as informações importantes que a entrevistada nos proporcionou.
1. Há todo um conflito a cerca de qual termo usar para se designar a cultura dos países que têm o espanhol como língua oficial, em sua opinião, qual o termo mais correto?
"Cultura Hispânica, por que o termo espanhol ele na verdade, é um termo mais moderno, do que o castelhano, a palavra castellano dá a origem do que hoje é o termo espanhol, por que quando esta língua se formou como língua neolatina, assim como o português, não existia o país Espanha, eram apenas reinos, um deles era o Reino de Castilla, de onde se originou o que hoje é o espanhol, então a partir dessa língua castellana, que os países daqui da América do Sul, que hoje em dia falam espanhol, foram colonizados e trouxeram a língua, por isso países vizinhos ao Brasil dizem "hablamos castellano y no español", mais o termo é o mesmo, mas recomenda-se o "Diccionario Panhispánico" que se use a palavra espanhol, por que ela é mais genérica. Na Espanha, se você usar o termo língua castellana, significa a língua de uma determinada região, e já na América eles preferem usar o termo língua castellana por que o termo espanhol parece que é próprio da Espanha, e castellano ninguém mais lembra de Castilla, então é uma língua que não tem um dono específico, mas o termo usado por professores, e escolas, ainda é espanhol."
2. O sociólogo Gilberto Freyre considera o Brasil como um país "pan-hispânico", que participa da cultura hispânica, você concorda com essa afirmação?
"Nós temos muitas coisas em comum, mas nós temos uma cultura diferente, nós não falamos espanhol por exemplo. Eu diria que somos culturas 'irmãs'.
3. Para você o que é a "Cultura Hispânica"?
"A Cultura Hispânica é a cultura que representa os países que falam espanhol, então qualquer país que tem a língua espanhola como língua materna, tudo que eles produzirem vai ser cultura hispânica, é claro que a cultura varia de uma região para outra, mas a cultura é a deles, os hábitos, costumes, literatura, folclore. Pelo fato deles falarem espanhol, tudo que eles produzirem é cultura hispânica, produzida na Bolívia e nas suas regiões tanto quanto produzida na Espanha, apesar de cada lugar ter interferência de outras línguas, como em Catalunha na Espanha, mas eles não deixam de usar a língua espanhola, então eles não deixam de produzir cultura hispânica, é a mesma coisa de algumas regiões da Bolívia que tem o 'quíchua' mas eles não deixam de usar o espanhol."
4. Por que você se interessou em estudar a língua espanhola?
"No meu caso, por que eu gosto de línguas extrangeiras em geral, talvez seja pelo fato de eu ter crescido em um ambiente meio meio de 'Babel', meu pai é grego, minha mãe boliviana, e quando ela veio para o Brasil ela não falava português e meu pai falava um 'portunhol', por que morava entre o Brasil e a Bolívia, na fronteira, e como ele era falante de uma outra língua, o grego, pra ele o português e o espanhol era a mesma coisa, ele não sabia distinguir, então tudo isso já me despertou desde cedo observar as diferenças de línguas e eu ficava prestando atenção no que eu iria falar é português ou espanhol e eu gostei quando eu comecei a estudar inglês na escola eu me identifiquei, sempre gostei de línguas, todas as línguas estrangeiras, eu gosto muito de culturas diferentes, viver as diferenças, a comunicação entre as pessoas, eu me interesso por culturas que eu nunca conheci, por exemplo as culturas que eu menos conheço são as orientais e isso me interessa muito, não só a língua, mais também o modos diferentes de se expressarem, pra mim é um tema apaixonante."
| "Conversar com uma profissional da UnB foi muito produtivo" enfatiza a aluna Elizabete, que também esteve presente na envrevista. |
"Sim, inclusive convivo com uma diariamente, em casa, com um espanhol e eu vejo programas espanhóis, eu acho que pra uma pessoa que aprende uma língua, ela tem que mergulhar na cultura, por isso eu acho que vocês acertaram plenamente, no sentido de absorver, de fazer parte do seu dia dia, pra você entender você precisa conhecer e pra você entender a língua você tem que entender a cultura. Por exemplo uma piada, que é mais claro, você só consegue entender a piada, quando você entende tudo que está por trás daquilo, tudo que não é tão literal, então se a piada se refere ao contexto político do momento então você acha graça, se você entende o contexto, você entende a piada. Igual as tiras da Mafalda? Ela é mais no sentido universal, tanto é que ela é traduzida para outras línguas, eu não conheço muitas, mais os que eu conheço tem um valor reconhecido internacionalmente, é meio filosófico. Mais isso que você me perguntou, não convivo só com pessoas, mais também assisto séries de televisão, assisto jornal, mais da Espanha, embora eu tenha família na Bolívia, mas como eu convivo com uma pessoa espanhola e recentemente passei 4 anos e meio na Espanha, então eu acho que não perdi esse vínculo, e ainda estou um pouco ligada a coisas que eu costumava fazer, determinados programas, jornais, séries, eu gosto de humor, então eu assisto diariamente esse tipo de programação, e na verdade eu não tenho TV a cabo, eu baixo da internet e assisto."
6. Você conhece outros países além da Espanha? Quais os costumes mais marcantes destes lugares que você já visitou?
"Minha mãe é boliviana, então eu ia muito pra Bolívia, e toda a família dela mora lá, então na verdade a minha primeira ligação telefônica em espanhol foi da Bolívia, e eu estudei lá no segundo ano do segundo grau também, e ainda vou lá pra visitar família. Você tem muito contato com a cultura então? Com a cultura boliviana uma parte, por que a cultura é uma questão de convívio, e não convivia lá, apenas me comunicava com as pessoas, com a minha irmã que mora lá, mais essa parte de comunicação não tanto. E você percebeu algum costume diferente? Da Bolívia para a Espanha por exemplo, totalmente, e muito, uma das coisas que me chama a atenção para mim por exemplo é a culinária, e faz parte do dia dia de qualquer pessoa, a gastronomia em si, o que as pessoas comem, o que o lugar produz. Tem toda a diferença e algumas semelhanças também. Entre regiões da Espanha também que eu morei é diferente, a Espanha é um país pluricultural, igual a Bolívia, inclusive quando eu estive no país, eles mudaram o nome da Bolívia para Estado Pluricultural por que realmente eles tem umas regiões, que tem influências indígenas, espanholas. Eu falo só os lugares que eu já morei, como em Santa Cruz na Bolívia, e em Barcelona na região de Catalunha, na Espanha, não é das mais castellanas, mas também temos contato com Granada, Madrid, Toledo, Galiza onde moram alguns amigos. Paraguai também já visitei."
7. Como a população destes países vê a cultura brasileira?
"No geral, é uma coisa assim que cada lugar tem uma característica própria, mas como eles vêem é bem geral a percepção, eles vêem a gente como pessoas muito simpáticas, bonitas, animadas, até por que ligam muito a questão do carnaval, futebol, feijoada e café, eles acham que todo mundo toma café aqui, então são essas as imagens que eles têm, nós temos uma boa imagem nesses países. É uma imagem muito estereotipada? Sim, é muito estereotipada. Até por que nós também temos uma visão assim da Espanha, pensamos que é só tourada e flamenco, no entanto, são poucos lugares onde tem isso."
6. Você conhece outros países além da Espanha? Quais os costumes mais marcantes destes lugares que você já visitou?
"Minha mãe é boliviana, então eu ia muito pra Bolívia, e toda a família dela mora lá, então na verdade a minha primeira ligação telefônica em espanhol foi da Bolívia, e eu estudei lá no segundo ano do segundo grau também, e ainda vou lá pra visitar família. Você tem muito contato com a cultura então? Com a cultura boliviana uma parte, por que a cultura é uma questão de convívio, e não convivia lá, apenas me comunicava com as pessoas, com a minha irmã que mora lá, mais essa parte de comunicação não tanto. E você percebeu algum costume diferente? Da Bolívia para a Espanha por exemplo, totalmente, e muito, uma das coisas que me chama a atenção para mim por exemplo é a culinária, e faz parte do dia dia de qualquer pessoa, a gastronomia em si, o que as pessoas comem, o que o lugar produz. Tem toda a diferença e algumas semelhanças também. Entre regiões da Espanha também que eu morei é diferente, a Espanha é um país pluricultural, igual a Bolívia, inclusive quando eu estive no país, eles mudaram o nome da Bolívia para Estado Pluricultural por que realmente eles tem umas regiões, que tem influências indígenas, espanholas. Eu falo só os lugares que eu já morei, como em Santa Cruz na Bolívia, e em Barcelona na região de Catalunha, na Espanha, não é das mais castellanas, mas também temos contato com Granada, Madrid, Toledo, Galiza onde moram alguns amigos. Paraguai também já visitei."
7. Como a população destes países vê a cultura brasileira?
"No geral, é uma coisa assim que cada lugar tem uma característica própria, mas como eles vêem é bem geral a percepção, eles vêem a gente como pessoas muito simpáticas, bonitas, animadas, até por que ligam muito a questão do carnaval, futebol, feijoada e café, eles acham que todo mundo toma café aqui, então são essas as imagens que eles têm, nós temos uma boa imagem nesses países. É uma imagem muito estereotipada? Sim, é muito estereotipada. Até por que nós também temos uma visão assim da Espanha, pensamos que é só tourada e flamenco, no entanto, são poucos lugares onde tem isso."
"Minhocão" na UnB |
8. Qual um fato, ou curiosidade que marcou a sua visita nestes lugares?
"Sim, por exemplo, na Espanha, uma coisa que me marcou muito, inclusive eu fiquei até com antipatia no início, mas é simplesmente por falta de conhecimento dos costumes, não só na Espanha, mas também em outros países europeus, o nosso jeito latinoamericano é muito cordial, gostamos muito de servir aos outros e eu não notei isso na Espanha, França ou Inglaterra, e isso me chocou, quando eu ia a um restaurante, e eu fazia um pedido por garçom eu notava que ele não tinha a menor paciência ou gentileza, então ele perguntava "¿qué va a querer?", rápido e seco, com uma entonação que parecia grosso, de forma diferente, e quando eu tenho um costume meu, uma coisa diferente, eu interpretava dentro daquilo que eu estou acostumada, então o dono da onde eu estava hospedada ou não gostavam de mim ou dos brasileiros, mas não era nada disso. Aqui no Brasil quando você que a pessoa é estrangeira você dá mais atenção, eles não fazem nada disso, até por que lá tem um monte de estrangeira, por que na Europa eles viajam muito. Na verdade, eles são sérios, a gente é mais sorridente, é o nosso jeito. Hoje em dia eu já não vejo mais dessa forma, foram anos até eu me acostumar e principalmente entender."
9. No ano de 2010, foi implantado nas escolas públicas do Distrito Federal o ensino do espanhol no currículo das escolas pela lei 11.161, o que você acha dessa iniciativa? Foi tarde?
"Não sei dizer se foi tarde, tudo isso foi resultado de um longo processo, pra você conseguir isso demora, como um projeto de lei. Eu acho positivo, por que se você não coloca como lei, os recursos para a educação já são reduzidos, então muitas escolas não oferecem não é por que não querem, é por causa dos recursos limitados, e não podem oferecer tudo, se não colocar como obrigatório, eles não vão oferecer por essa falta de recursos. O inglês e o espanhol são duas línguas importantes, não tem como oferecer apenas uma, foi muito positivo colocar como lei por que é uma maneira de garantir o direito da comunidade, dos alunos."
10. Quais os fatores importantes que levam o estudante a ter a necessidade de estudar o espanhol como língua estrangeira?
"Para o brasileiro, é importante estudar o espanhol, primeiro pelo contexto que nós estamos rodeados de países que são de língua espanhola, temos oportunidade de trabalho em língua espanhola, na área cultural, turismo, então tudo isso você acaba encontrando uma aplicação da língua. Muitas pessoas podem falar que se entendem, por que são línguas parecidas [português e espanhol], só que para um uso profissional, negócios, relações acadêmicas, culturais e para isso tipo de relação não basta você saber se comunicar razoavelmente, esse tipo de relação necessita de uma comunicação plena, e é importante você saber com quer você vai negociar com o seu interlocutor, você precisa saber a língua dele, a cultura dele para que você tenha um maior proveito dessa relação então eu acho que é um interesse para que tenha uma qualidade nas relações de negócios. Com o 'portunhol' a sua comunicação estará prejudicada, em questões de negócios, acadêmicos, tudo tem de ter qualidade. Fora isso, aprender uma língua estrangeira é muito importante para qualquer pessoa, você amplia a sua visão, você aumenta a sua capacidade de relacionamento, você não fica só com a sua visão única, com uma forma de ser, você pode ver novas formas de se expressar e de se comportar. Isso que você falou é importante, muitos questionaram: por que abordar cultura hispânica em Brazlândia? E esse é um dos nossos objetivos. Quanto maior a sua capacidade, maior o seu alcance e hoje em dia você pode viajar muito sem sair do lugar inclusive, há uma tecnologia que permite isso, e nada te impede que você faça isso, tudo depende da sua comunicação com esses meios."
11. Qual a língua mais falada na América Latina?
"Embora o Brasil seja muito grande, nos temos 19 países que falam espanhol na América Latina, o Brasil, fala Português, então eu acho que pela diversidade de países, está claro que é o espanhol, e não é uma questão assim: eles que aprendam o português, quanto mais você pode crescer a sua capacidade, é lucro para você, então é uma questão de você lutar pelo seu crescimento, ampliando a sua capacidade, é valido. Eu gostaria de conhece outras culturas inclusive, por eu acho que eu vou ganhar com isso."
12. Há algum lugar em Brasília que divulga a cultura em questão?
"Aqui em Brasília, mais pela internet eu vejo muito um país que promove muito a cultura e a língua é a Argentina, eu vejo em uma revista que eu assino, que eles oferecem muitos cursos, mas aqui em Brasília, eu não conheço instituições que promovam, acredito que tenha, aqui temos particularidade que nós temos comunidade de todos os países, por causa das embaixadas e cada embaixada têm a sua comunidade, mas são comunidades bem fechadas. Quando fui na embaixada da Bolívia eles me disseram que tem uma comunidade pequena, mas que trabalhe a difusão da cultura eu não ouço falar."
13. Qual a sua opinião a cerca do aprendizado do espanhol em relação ao inglês?
"A vantagem depende muito de cada pessoa, dos objetivos de cada pessoa que decide aprender uma língua ou outra. Se você vai se relacionar com pessoas fora da América, na Europa na Ásia, então o inglês é mais universal, mas as pessoas que pensam na América como os EUA, eles pensam muito no espanhol, interesse cultural ou comercial, já identificam o espanhol, por que a maioria dos países das Américas falam espanhol, então eu acho que a vantagem do espanhol em relação ao inglês para o brasileiro é que o espanhol é mais próximo ao português, mais isso não quer dizer que seja mais fácil."
OBS: Uma questão levantada pela professora no começo da entrevista, foi que a embaixada da Espanha oferece muitos cursos e oportunidade de bolsas, que inclusive ela já visitou outros países com auxilio de bolsas de estudo, ela também é professora de inglês, e não sentiu tal facilidade na época em que buscava por bolsas na embaixada americana.
14. Muitas pessoas deixam de estudar o espanhol com afinco, alegando que a língua é parecida com a nossa, o português, não tendo a necessidade de se dedicar para tal, o que você acha dessa situação?
"A questão não se restringe a estudar, para aprender a língua você tem que praticar, essa prática ela pode ser observando, fazendo exercícios em livros, mas isso não basta, estudo é você sentar e fazer exercícios e ficar lendo e isso não faz com que você aprenda 100% uma língua, para aprender 100% você tem que escutar e praticar, primeiro você tenta entender, e depois você tentar usar e vai aperfeiçoando. As pessoas quando elas estudam elas entendem o espanhol mais isso não significa que ela usem bem a língua, existem pessoas que estudam para ser professor de espanhol, eles ficam 4 anos, fazem um monte de matérias em espanhol e não aprendem, isso vendendo, lendo e fazendo trabalhos em espanhol todos os dias, e chegam no final desses 4 anos e estão falando 'portunhol', estão com um nível que esta longe de ser o ideal para um professor de espanhol, isso por que não é fácil aprender uma língua, mas muitas vezes é a maneira de como a pessoa esta aprendendo que não está adequada, por que ela pensa que só ler e ficar escrevendo vai fazer com que ela fale, o que faz você falar bem é usar essa língua constantemente, fazer ela fazer parte da sua vida, estar observando e utilizando estratégias de aperfeiçoamento constantemente e se fosse tão fácil aprender espanhol, todos que saíssem daqui estariam falando perfeitamente, e eu posso dizer que no máximo 5% saem daqui com um nível ideal."
OBS: Amanhã será postada a Parte II da entrevista com a professora Rosilei da UnB.
11. Qual a língua mais falada na América Latina?
"Embora o Brasil seja muito grande, nos temos 19 países que falam espanhol na América Latina, o Brasil, fala Português, então eu acho que pela diversidade de países, está claro que é o espanhol, e não é uma questão assim: eles que aprendam o português, quanto mais você pode crescer a sua capacidade, é lucro para você, então é uma questão de você lutar pelo seu crescimento, ampliando a sua capacidade, é valido. Eu gostaria de conhece outras culturas inclusive, por eu acho que eu vou ganhar com isso."
12. Há algum lugar em Brasília que divulga a cultura em questão?
"Aqui em Brasília, mais pela internet eu vejo muito um país que promove muito a cultura e a língua é a Argentina, eu vejo em uma revista que eu assino, que eles oferecem muitos cursos, mas aqui em Brasília, eu não conheço instituições que promovam, acredito que tenha, aqui temos particularidade que nós temos comunidade de todos os países, por causa das embaixadas e cada embaixada têm a sua comunidade, mas são comunidades bem fechadas. Quando fui na embaixada da Bolívia eles me disseram que tem uma comunidade pequena, mas que trabalhe a difusão da cultura eu não ouço falar."
13. Qual a sua opinião a cerca do aprendizado do espanhol em relação ao inglês?
"A vantagem depende muito de cada pessoa, dos objetivos de cada pessoa que decide aprender uma língua ou outra. Se você vai se relacionar com pessoas fora da América, na Europa na Ásia, então o inglês é mais universal, mas as pessoas que pensam na América como os EUA, eles pensam muito no espanhol, interesse cultural ou comercial, já identificam o espanhol, por que a maioria dos países das Américas falam espanhol, então eu acho que a vantagem do espanhol em relação ao inglês para o brasileiro é que o espanhol é mais próximo ao português, mais isso não quer dizer que seja mais fácil."
OBS: Uma questão levantada pela professora no começo da entrevista, foi que a embaixada da Espanha oferece muitos cursos e oportunidade de bolsas, que inclusive ela já visitou outros países com auxilio de bolsas de estudo, ela também é professora de inglês, e não sentiu tal facilidade na época em que buscava por bolsas na embaixada americana.
14. Muitas pessoas deixam de estudar o espanhol com afinco, alegando que a língua é parecida com a nossa, o português, não tendo a necessidade de se dedicar para tal, o que você acha dessa situação?
"A questão não se restringe a estudar, para aprender a língua você tem que praticar, essa prática ela pode ser observando, fazendo exercícios em livros, mas isso não basta, estudo é você sentar e fazer exercícios e ficar lendo e isso não faz com que você aprenda 100% uma língua, para aprender 100% você tem que escutar e praticar, primeiro você tenta entender, e depois você tentar usar e vai aperfeiçoando. As pessoas quando elas estudam elas entendem o espanhol mais isso não significa que ela usem bem a língua, existem pessoas que estudam para ser professor de espanhol, eles ficam 4 anos, fazem um monte de matérias em espanhol e não aprendem, isso vendendo, lendo e fazendo trabalhos em espanhol todos os dias, e chegam no final desses 4 anos e estão falando 'portunhol', estão com um nível que esta longe de ser o ideal para um professor de espanhol, isso por que não é fácil aprender uma língua, mas muitas vezes é a maneira de como a pessoa esta aprendendo que não está adequada, por que ela pensa que só ler e ficar escrevendo vai fazer com que ela fale, o que faz você falar bem é usar essa língua constantemente, fazer ela fazer parte da sua vida, estar observando e utilizando estratégias de aperfeiçoamento constantemente e se fosse tão fácil aprender espanhol, todos que saíssem daqui estariam falando perfeitamente, e eu posso dizer que no máximo 5% saem daqui com um nível ideal."
OBS: Amanhã será postada a Parte II da entrevista com a professora Rosilei da UnB.
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Primeira Atividade Prática: Entrevista com a professora de espanhol, Rosilei Justiniano, da UnB
| Livros doados pela professora da UnB para a escola. |
Hoje a aconteceu a primeira das muitas atividades práticas que pretendemos fazer durante o ano. Fomos na Universidade de Brasília para uma entrevista com a professora Rosilei Justiniano C. Cardea, que leciona a disciplina de Estágio Supervisionado de Língua Espanhola 1 do curso de Letras-Espanhol no LET (Departamento Línguas Extrangeiras e Tradução). Três alunos do grupo, Marcos, Elizabete e Gisele foram acompanhados pela professora e orientadora Rejane, vale ressaltar que a professora Rejane já foi aluna da entrevistada durante a sua graduação.
A entrevista foi muito produtiva, a professora Rosilei abriu os horizontes do projetos através de uma entrevista com várias perguntas sobre a cultura hispânica, ela pôde responder com ricos detalhes já que ela teve a oportunidade de conhecer países como Espanha, Bolívia e Paraguai. Além de informações preciosas, a entrevistada nos deu sugestões para o projeto, comentou curiosidades e fatos que marcou a estadia dela nesses países hispânicos e ainda nos doou alguns exemplares de dicionários, livros didáticos e literários, para nossa escola. Aproveitamos ainda para colocar o cartaz de divulgação do blog pelo "Minhocão" da UnB.
Amanhã postaremos a entrevista na íntegra aqui no blog, não perca!
domingo, 1 de maio de 2011
"Dia Del Trabajo": Parabéns a todos os trabalhadores!
| Felicidades a todos los trabajadores! |
Comemorado no dia 1º de maio, o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador é uma data comemorativa usada para celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história. Nessa mesma data, em 1886, ocorreu uma grande manifestação de trabalhadores na cidade americana de Chicago.
Em muitos dos países hispânicos explorados pelo projeto, hoje é feriado nacional, por isso parabenizamos a todos os trabalhadores pelo seu dia, e que venham novas conquistas para o bem estar de todos os profissionais.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Jornalista da Secretaria de Educação entrevista alunos sobre a disciplina de IC do CEM 01
| Alunos que participaram da entrevista com a jornalista Aldenora Morares da Secretaria de Educação. |
A jornalista Aldenora Moraes, assessora especial de comunicação da Secretaria de Educação do Distrito Federal entrevistou os alunos do CEM 01 hoje a tarde. O tema da entrevista foi sobre a disciplina de Integrando a Ciência, uma iniciativa que já vem sendo feita por muitos anos no Centro de Ensino Médio 01 de Brazlândia onde os alunos desenvolvem um projeto durante todo o ano e expõe o que foi feito na sala ambiente.
Em um diálogo bem legal, explicamos para ela sobre o I.C., sobre o que a disciplina proporciona ao aluno para a formação do cidadão, sobre as atividades realizadas ao longo dos bimestres e etc. Além disso, a jornalista fez perguntas específicas sobre o projeto dos alunos presentes (2º E), sendo assim, um integrante do nosso grupo (2º F) também explicou um pouco sobre os objetivos do projeto sobre a cultura hispânica, o que queremos proporcionar a comunidade escolar, os materiais que usaremos, e inclusive o blog que é uma ferramenta importante para divulgação da cultura em questão. Foi ressaltado também que estamos baseando o nosso projeto em pesquisas, livros e a consulta de professores de língua espanhola da escola e do CILB.
Em resumo, a entrevista foi bem produtiva, e ao final ela foi entrevistar o diretor da escola, Anderson Santana Lima, sobre o mesmo tema. As fotos que temos até agora se encontram na página "fotos" e assim que a reportagem for publicada no site da Secretaria de Educação disponibilizaremos o link para os leitores do blog. "Siga-me os bons!"
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