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sábado, 8 de outubro de 2011

Conheça dez mitos (e curiosidades) da história da América Latina


No livro "Guia Politicamente Incorreto da América Latina", os autores Leandro Narloch e Duda Teixeira tentam desmistificar alguns conceitos da história do subcontinente. Veja dez curiosidades selecionadas por Narloch para o UOL Educação.
  1. Tenochtitlán -Quando os conquistadores espanhóis chegaram ao México, espantaram se com as escadarias das pirâmides astecas. Estavam manchadas de marrom-avermelhado -o sangue seco das vítimas dos rituais de sacrifício. Ao conquistar Tenochtitlán, uma das primeiras ações do conquistador Hernán Cortés foi mandar lavar os monumentos.
  2. Cuba - Nos anos 50, pouco antes da revolução comunista em Cuba, as propriedades de americanos na ilha passavam de 1 bilhão de dólares. Pouco se fala que o contrário também ocorria: o imperialismo cubano nos Estados Unidos era de 500 milhões de dólares. Tendo em vista o tamanho dos países, o investimento cubano nos EUA é muito mais impressionante.
  3. Comunismo - Em julho de 1956, Fidel Castro, que seria o mais longo dirigente comunista do século 20, acusou o ditador cubano Fulgencio Batista de ser... comunista. "Qual é o direito moral que o senhor Batista tem de falar em comunismo, quando ele era o candidato presidencial do Partido Comunista nas eleições de 1940, quando seus slogans eleitorais se escondiam atrás da foice e do martelo?", escreveu Fidel à revista Bohemia.
  4. Bolívar - O libertador Simón Bolívar, hoje ídolo do presidente venezuelano Hugo Chávez, já teve admiradores do lado oposto do espectro político. O líder fascista italiano Benito Mussolini dizia que Bolívar era um "herói honesto, empurrado por uma energia incontrolável e às vezes cruel, semelhante à que animava aos primeiros conquistadores, digna de sua própria linhagem".
  5. Haiti - A colônia francesa de São Domingos, hoje Haiti, era um dos territórios mais ricos do planeta nas vésperas da Revolução Haitiana de 1791. Apesar do pequeno tamanho a colônia produzia 40% de todo o açúcar consumido no mundo durante boa parte do século 18 -uma produção maior até mesmo que a do Brasil, colônia com um território 300 vezes maior.
  6. Revolução Haitiana - No início da Revolução Haitiana, em 1791, Jean-François e Biassou (na imagem), líderes de grupos rebeldes, atacavam outros grupos de rebeldes negros para vendê-los como escravos para fazendeiros espanhóis.
  7. Perón e os nazistas - Em 1949, o presidente argentino Juan Perón teve um encontro amigável com o alemão Helmut Gregor, especialista em genética. "Ele me mostrou me mostrou as fotos de um estábulo que tinha por ali onde todas as vacas pariam gêmeos". O cientista, na verdade, era um carrasco nazista disfarçado. Seu nome verdadeiro: Josef Mengele. Perón e Eva, conhecida como Evita.
  8. Evita - Na década de 1970, Perón se mudou para a Espanha com sua nova mulher, Isabelita. Evita, morta em 1952, acompanhou o casal. Seu corpo embalsamado dormia no sótão da casa, diante de um pequeno altar.
  9. Pancho Villa - Os soldados de Pancho Villa frequentemente entravam em batalhas chapados de maconha. A erva era tradicionalmente usada por índios da região e até então pouca gente pensava em proibi-la. Quando o grupo de Pancho invadiu uma fazenda do milionário da imprensa americana William Hearst, o cerco à erva ganhou força.
  10. Allende e Pinochet - Quem promoveu o militar Augusto Pinochet a chefe das Forças Armadas do Chile foi o próprio Salvador Allende. Em 1972, quando as políticas de Allende provocaram inflação, racionamento, protestos de estudantes e greves pelo país, Pinochet foi ágil ao reprimir as manifestações. Atraiu assim a confiança do presidente que seria deposto no ano seguinte.

domingo, 21 de agosto de 2011

Hugo Chávez diz que sairá do poder somente em 2031


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que planeja deixar o cargo em 2031, e não mais em 2021, como havia anunciado anteriormente. A declaração foi feita quando o mandatário, apesar da saúde debilitada, saiu ao "balcão do povo", no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, para cumprimentar milhares de partidários que se reuniam na frente do local por ocasião do aniversário de 57 anos do presidente.

Chávez aproveitou a oportunidade para fazer um chamado ao fortalecimento dos movimentos revolucionários. "Peço aos indecisos que se juntem à revolução", disse o presidente, que pretende ser reeleito nas eleições do ano que vem.

Apesar de seu quadro de saúde instável, o mandatário cantou e dançou na presença de partidários que traziam bandeiras e cartazes de saudações pelo aniversário. O venezuelano ainda agradeceu aos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, da Bolívia, Evo Morales, e de Cuba, Raúl Castro, pelos votos de felicidades enviados.

Chávez anunciou que sofria câncer no início de julho, após ser submetido a uma cirurgia de emergência em Cuba, onde ficou por cerca de um mês. Até o momento, no entanto, não foi confirmada a região do corpo do mandatário atingida pela doença.
DA ANSA, EM CARACAS

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"As veias abertas da América Latina" - Eduardo Galeano

Las venas abiertas de América Latina (As veias abertas da América Latina em português) é um livro do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano.

Sinopse: No livro, de 1971, Galeano analisa a história da América Latina desde o período da colonização europeia até a Idade Contemporânea, argumentando contra a exploração econômica e a dominação política do continente, primeiramente pelos europeus e seus descendentes e, mais tarde, pelos Estados Unidos. Essa exploração e dominação política chegaram a ser muito violentas. Devido à sua perspectiva de esquerda, o livro foi banido da Argentina, do Chile e do Uruguai durante as ditaduras militares destes países.

Presente a Obama: O presidente da Venezuela Hugo Chávez deu uma cópia do livro de presente ao presidente estadunidense Barack Obama durante a 5ª Cúpula das Américas. As vendas do livro aumentaram drasticamente desde então. Um dia antes do evento, o livro estava na posição de número 54.295 dos livros mais populares do site Amazon.com, mas no dia seguinte já estava na segunda posição. Um dos porta-vozes da Casa Branca anunciou que o livro não está na lista de prioridades de leituras "pendentes" do presidente Obama, e que provavelmente ele nem lerá o livro, por ter outras prioridades e não saber falar espanhol. O livro pode ser lido em muitos idiomas, inclusive português e inglês.

Chávez dá o livro de presente a Obama.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Crise habitacional antecipa clima eleitoral na Venezuela


Convertida em motor de um megaprojeto governamental, a crise de moradia na Venezuela antecipou o clima de campanha eleitoral no país, apesar de as eleições presidenciais estarem previstas só para o ano que vem.

No pleito, o presidente venezuelano Hugo Chávez, há 12 anos no poder, disputará seu terceiro mandato presidencial. A "missão moradia", ambicioso programa social lançado por Chávez há duas semanas, promete entregar 150 mil casas neste ano e solucionar o deficit de 2 milhões de moradias do país até 2017.

"Esse é o desafio e vamos cumprir, mas temos que fazer um esforço muito grande", afirmou Chávez. "Mais do que construir casas, se trata da qualidade, de um novo habitat, uma nova vida", acrescentou.

Na opinião de analistas políticos ouvidos pela BBC Brasil, Chávez busca recuperar pelo menos 2 milhões de votos perdidos entre as eleições presidenciais de 2007 e as parlamentares do ano passado. "O governo tem um interesse particular em resolver o problema, que sem dúvida ameaça a recuperação da popularidade de Chávez", afirmou o analista político Luis Vicente León, presidente da consultoria Datanalisis.

CLAUDIA JARDIM
DE CARACAS PARA A BBC BRASIL

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Hugo Chávez aparece de cabeça raspada na televisão

Com câncer, Hugo Chávez aparece careca na TV e diz "es my new look" (É meu novo visual)

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apareceu de cabeça raspada nesta segunda-feira, na cerimônia de juramento dos novos ministros de seu gabinete, transmitida pela televisão local. Chávez passou recentemente por sessões de quimioterapia, como parte de um tratamento contra um câncer.

"É meu new look" (novo visual), disse o venezuelano, em inglês. Ele explicou que a queda de cabelo foi consequência da quimioterapia, que "ataca com prioridade aquelas células do corpo que experimentam rápido crescimento", entre as quais o folículo capilar.

O venezuelano disse ainda que a queda de cabelo é sinal de que a quimioterapia está funcionando. Ele questionou as especulações da oposição sobre sua doença e negou que tenha câncer de cólon, reto ou nariz. Insistiu ainda que não tem células cancerígenas no corpo.

Mais cedo, em entrevista telefônica, Chávez havia dito: "Ontem à noite tive que chamar o barbeiro e lhe disse: 'olha, meu cabelo está caindo'. Fui tomar banho, ia por o shampoo como sempre e senti que caiu um pedaço".

O presidente venezuelano contou que escolheu, então, fazer um corte de cabelo "militar". De terno e gravata vermelha, Chávez tomou o juramento dos ministros de Cultura, Pedro Calzadilla, e da Juventude, María del Pilar Hernández, além do comandante da Guarda de Honra presidencial, Wilfredo Figueroa Chacín.

SEM MORTE

Em clima de recuperação, Chávez mudou também seu lema de "pátria socialista ou morte" por uma frase mais otimista: "vencer e viver". "Independência e patria socialista, venceremos", disse Chávez nesta segunda-feira em uma entrevista por telefone ao canal estatal VTV.

As mudanças "refletem a condição de uma pessoa que se sente doente de uma coisa grave e obviamente isso a afeta", avaliou o sociólogo Ignacio Ávalos. Chávez revelou ter câncer em 30 de junho, após semanas de especulação, em uma mensagem lida em rede nacional em Havana, onde deveria encerrar uma turnê de visitas iniciada no Brasil no começo do mês.

Menos de quatro dias depois do anúncio da doença, Chávez retornaria de surpresa a Caracas, às vésperas do aniversário de 200 anos do país. Naquele momento, ele anunciou ter feito duas cirurgias em Cuba --uma delas para a retirada de um tumor. Chávez não informa que órgãos ou tecidos foram atingidos pelo câncer nem qual seu estágio. Negou, porém, que a doença tenha atingido o cólon ou o estômago.

Segundo a coluna de Mônica Bérgamo, da Folha, os médicos do Hospital Sírio Libanês viram os exames de Chávez e disseram que ele enfrenta lesões na próstata, em um nível avançado.

FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS, DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

sábado, 30 de julho de 2011

Chávez afirma que está começando uma 'nova vida'

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou nesta quarta-feira que está começando uma "nova vida", ao se referir à batalha contra um câncer diagnosticado no mês passado. "Olá, bom dia, minha pátria amada! 27 de julho e eu aqui, quase chegando aos meus 57 anos! Iniciando uma nova vida, um novo retorno! Viver vivendo", disse o mandatário em sua conta no Twitter.

Chávez informou que celebrará seu aniversário amanhã na Venezuela, junto com o "povo", como "nunca fez antes". Por motivos de segurança, ele não deu detalhes sobre as comemorações. Ontem, líderes do governista PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) disseram que estavam organizando um ato chamado "Uma canção para o comandante" para homenagear Chávez.

O presidente anunciou que tinha câncer no início de julho, após ser submetido a uma cirurgia de emergência em Cuba, onde ficou por cerca de um mês. Até o momento, no entanto, não foi confirmada a região do corpo do mandatário atingida pela doença. Durante o tratamento, Chávez delegou suas funções ao vice-presidente Elias Jaua, mas negou a possibilidade de se afastar do cargo ou desistir da candidatura para as eleições de 2012.
DA ANSA, EM CARACAS

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Na Venezuela, 56% acham que Chávez deve se afastar por doença

De acordo com pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira, 56% dos venezuelanos concordam com a frase: o presidente Hugo Chávez "deveria se afastar [do poder] enquanto sua saúde se recupera".

O dado é de um estudo do instituto GIS 21, dirigido por um ex-ministro de Chávez, Jesse Chacón, e amplamente difundido pelos meios estatais. Foram 2.500 entrevistas realizadas entre os dias 27 de junho e 3 deste mês, com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Em 30 de junho Chávez revelou que está estava recebendo tratamento para câncer e que havia feito uma cirurgia em Havana dez dias antes para a retirada de um tumor --ele não precisou que órgão ou órgãos a doença atingiu.

Durante os quase 30 dias em que permaneceu em Cuba em convalescência, o presidente venezuelano seguiu exercendo o poder máximo do país, apesar da exigência da oposição de que ele transferisse o cargo temporariamente ao vice. O próprio Chávez revelou que no período esteve quatro dias em terapia intensiva.

O barômetro mensal do GIS 21 também registra que 65% dos venezuelanos concordam que Chávez está doente e por isso precisa, mais do que nunca, de "confiança e apoio" do povo. No mesmo universo, 20% pensa que o presidente "não está doente" e que tudo é "uma desculpa para aumentar a popularidade".

A pesquisa registra que 55% dos entrevistados pensam que a gestão de Chávez é boa ou muito boa --leve subida em relação ao mês de maio. É praticamente a mesma taxa dos que dizem que votariam para reeleger o presidente esquerdista se as eleições fossem agora.

No histórico da GIS 21, a popularidade de Chávez chegou a seu nível mais baixo em fevereiro de 2010, no auge da crise elétrica: 37% somando avaliação da gestão boa e muito boa. Chávez completará 57 anos no próximo dia 28. Ele nega sofrer de câncer de cólon, como tem sido ventilado por jornais internacionais.
Folha de São Paulo, Flávia Marreiro

domingo, 24 de julho de 2011

Chávez diz que se reuniu com Castros e presidente do Equador


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou através da rede social Twitter que nesta quinta-feira se reuniu em Cuba com o presidente do Equador, Rafael Correa, e com os líderes anfitriões, Fidel e Raúl Castro.

"Que bonita reunião tivemos nesta tarde com Fidel, Raúl e Rafael Correa. Fechamos cantando El Alma Llanera!", disse Chávez sem mais detalhes através da sua conta @chavezcandanga. Chávez voltou no fim de semana passado a Cuba, onde recebe tratamento contra o câncer. O presidente do Equador e seu chanceler, Ricardo Patiño, viajaram nesta quinta-feira a Cuba para visitar o governante venezuelano e se prevê que hoje mesmo retornem a Quito.

Correa e Chávez, que dizem promover o que chamam socialismo do século 21 através da revolução cidadã e a revolução bolivariana, respectivamente, mantêm uma estreita relação e se reúnem periodicamente em encontros bilaterais que se alternam no Equador e Venezuela

sábado, 23 de julho de 2011

'Lulismo' triunfou sobre 'chavismo', diz revista


A revista britânica "The Economist" traz em sua edição deste fim de semana uma reportagem afirmando que o "lulismo" triunfou sobre o "chavismo" na América Latina.

Um exemplo disso, segundo a revista, seria a eleição do presidente do Peru, Ollanta Humala, que era seguidor do venezuelano Hugo Chávez e hoje se diz convertido ao modelo de governar do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Para a revista, a combinação de economia estável, investimentos privados e programas sociais é "a fórmula da moda" na América Latina. O texto, no entanto, destaca que os gastos públicos nos últimos anos do governo Lula geraram um aquecimento econômico além da conta.
Da Folha de São Paulo

terça-feira, 19 de julho de 2011

Chávez voltará a Cuba para continuar tratamento contra câncer


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez  que voltará no fim de semana a Cuba para dar continuidade ao tratamento contra o câncer, que a partir de agora incluirá sessões de quimioterapia.

"Solicito autorização para ausentar-me a partir de sábado, 16 de julho, para prosseguir, em Havana, o tratamento necessário para a plena recuperação de minha saúde", declarou à imprensa, lendo o texto enviado ao Parlamento. Hugo Chavez, de 56 anos, líder da esquerda radical latino-americana, foi operado no dia 20 de junho de um tumor canceroso na região pélvica, em Havana, onde permaneceu um mês antes de retornar ao país, na semana passada.

Desde seu retorno, o presidente do primeiro país exportador de petróleo latino-americano, apareceu brevemente várias vezes na televisão, para tentar fazer calar os rumores de afastamento da chefia de Estado. Os jornais dizem que ele sofreria de câncer no colo ou de estômago.

Tratamento no Brasil: A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que passou por um processo de cura de um câncer linfático antes da posse no dia 1º de janeiro deste ano, chegou a oferecer ao dirigente venezuelano a possibilidade de se tratar no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.


O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou a visitar o Brasil esta semana para discutir a possibilidade de internação de Hugo Chávez no hospital, o mesmo onde Dilma tratou seu câncer, mas não houve confirmação de que Chávez se trataria no país.
Do G1

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Doença de Chávez vira arma na política venezuelana


Líderes políticos opositores, colunistas, internautas no Twitter ou em conhecidos fóruns antichavistas não estão totalmente convencidos da doença do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

A demonstração é de que o manejo errático e impreciso do governo a respeito da saúde de Chávez --até agora não se sabe onde é o câncer e qual o seu estágio-- voltou a alimentar e expor a debilidade mais evidente da vida política do país: a polarização ou o sequestro da opinião pública por duas grandes minorias.

"Provável cirurgia" foi a expressão escolhida pelo principal presidenciável da oposição, o governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, para falar das intervenções do presidente.

"Onde está a muleta?", afirmou, questionando o que lhe pareceu uma súbita recuperação do presidente, que em maio anunciou ter sofrido uma lesão no joelho.

O veterano Henry Ramos Allup, do partido Ação Democrática, foi contraditório: "com ou sem câncer", Chávez deve dizer "quanto tempo vital lhe resta".

Por Flávia Marreiro, da Folha de São Paulo

terça-feira, 12 de julho de 2011

Governo brasileiro oferece tratamento de câncer a Hugo Chávez

O governo brasileiro ofereceu tratamento contra o câncer ao presidente venezuelano, Hugo Chávez. Chávez seria tratado no sistema privado brasileiro, e os custos ficariam por conta da Venezuela. A cortesia foi bem recebida pelo chanceler venezuelano, Nicolas Maduro, mas nenhuma resposta foi dada ao Brasil.

A oferta foi feita enquanto Chávez estava em Havana, onde ficou mais de 20 dias em recuperação das duas cirurgias a que foi submetido. Somente na última quinta-feira, o presidente venezuelano colocou um fim nas especulações, ao confirmar que estava com câncer.

No entanto, ele não precisou quais órgãos e tecidos foram atingidos pelo tumor. O presidente voltou à Venezuela nesta semana e, por conta de seu estado de saúde, não participou da festa do Bicentenário da Independência.

Reportagem de Isabel Fleck da Folha de São Paulo

domingo, 10 de julho de 2011

Repudio y dolor en América Latina por asesinato de Facundo Cabral


El asesinato a balazos en Guatemala del cantautor argentino Facundo Cabral desató una ola de rechazo en Latinoamérica, donde gobiernos y artistas recordaron al trovador pacifista de 76 años, célebre por temas como "No soy de aquí ni soy de allá".

"Guatemala repudia este cobarde hecho que enluta a toda Latinoamérica, en particular al noble pueblo argentino", señaló el gobierno de Alvaro Colom en una carta enviada a su par argentino.

El músico fue atacado a balazos por desconocidos cuando se dirigía en la madrugada del sábado del hotel en que se alojaba en Ciudad de Guatemala hacia el aeropuerto internacional La Aurora, desde donde tenía previsto viajar a Nicaragua. Recibió 16 balazos y murió en el acto, según la policía.


"Vamos a encontrar a estos criminales para hacer justicia", prometió a su vez el mandatario Alvaro Colom en declaraciones a la argentina Radio 10 desde su país.

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, expresó su consternación por el asesinato. "¡Ay que dolor! ¡Mataron al gran trovador de Las Pampas! ¡Viva Facundo Cabral! Lloremos con Argentina y con toda Nuestra Patria Grande!", escribió el mandatario en su cuenta en la red social Twitter.

Las autoridades guatemaltecas están tras la pista de los responsables de un asesinato que aumenta la de por sí abultada lista de muertes violentas en ese país, mientras el gobierno estadounidense ofreció su colaboración en las investigaciones.

Ver un vídeo con los pensamientos de Facundo Cabral:


Del "El País"

sábado, 2 de julho de 2011

Chefe militar da Venezuela garante calma e lealdade a Chávez

Homem lê em Caracas (Venezuela) jornal que noticia na capa o presidente Hugo Chávez confirmando que tem câncer

O chefe das Forças Armadas da Venezuela disse não haver nenhuma ameaça à ordem constitucional no país depois que o presidente Hugo Chávez revelou ter sido submetido a uma cirurgia para tratar de um câncer, em uma notícia que abalou o sistema político que ele comanda desde 1999.

Buscando afastar qualquer rumor de instabilidade ou conflitos internos na Venezuela durante a ausência de Chávez, que está sendo tratado em Cuba, o general Henry Rangel Silva afirmou que o presidente estava se recuperando "satisfatoriamente" e voltaria "em breve" para casa.

"Temos visto nosso comandante mais magro do que de costume, mas ainda está de pé. A verdade é que ele está melhorando, está bem", disse Rangel à TV estatal, acrescentando que Chávez ainda está comandando o governo. "O país está calmo."

"Os membros da Força Armada têm essa convicção democrática que nos levou a manter essa condição de instituição fiadora da Constituição Nacional", enfatizou o chefe do Comando Estratégico Operacional (CEO) da FANB em declarações à televisão estatal.

Apesar de reconhecer que sempre haverá antichavistas subversivos nas fileiras militares, ele destacou que os organismos militares de inteligência "não detectaram" até agora que alguém tenha incitado ao motim, por isso não haveria "ameaça à ordem constitucional do país".

Pronunciamento: O presidente Chávez, 56, geralmente animado, confirmou em um discurso austero na quinta-feira que foi submetido a uma cirurgia em Cuba para retirar um tumor cancerígeno e está recebendo mais tratamento.

Henry Rangel Silva
Incertezas política :Com a confirmação da doença, os venezuelanos se veem diante de um panorama político incerto em ano pré-eleitoral. Aliados de Chávez também se encontram sem rumo devido à falta de um sucessor claro caso o presidente tenha que ficar afastado do poder devido à doença. Desde a viagem de Chávez a Havana, a oposição já vinha cobrando informações claras sobre a saúde do presidente e a data de retorno à Venezuela.

"A Constituição será garantida", diz chefe do exército venezuelano: O chefe do Exército da Venezuela, Henry Rangel Silva, afirmou nesta sexta-feira que as Forças Armadas irão garantir a Constituição venezuelana e que o país estava calmo depois da revelação de que o presidente Hugo Chávez estava com câncer. Segundo o chefe do Exército, Chávez continuou governando a Venezuela de Cuba, onde está sendo tratado. Rangel Silva ainda disse que o presidente estava se recuperando "satisfatoriamente" da cirurgia e que voltaria para o país logo.

Da Folha de São Paulo

terça-feira, 28 de junho de 2011

Mãe de Chávez diz que reza pela recuperação do filho


Há duas semanas internado em Havana, em Cuba, recuperando-se de uma cirurgia, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu no domingo (26) a bênção da mãe Elena Frías Chávez, que disse rezar por seu restabelecimento. A mensagem da mãe do presidente foi divulgada pela Presidência da República da Venezuela.

"A bênção para o meu filho amado. Que o poder de Deus o abençoe a curar-se o mais rapidamente para poder voltar”, disse Elena Chávez. "Desejo meu amor a todos que estão com meu filho e que Deus os abençoe". No blog de Chávez, postado na página da Presidência da República da Venezuela, há uma fotografia do presidente abraçado à mãe.

No último dia 10, Chávez fez uma cirurgia de emergência, em Havana, para a retirada de um abcesso na pélvis. Desde então, ele está internado e governa a Venezuela a distância. A ausência de informações sobre o estado de saúde de Chávez gera especulações, como a que ele sofre de câncer. Porém, autoridades venezuelanas desmentem essa possibilidade.

Adán Chávez, irmão do presidente, que esteve em Havana, disse que ele retornará a Caracas até o próximo dia 6. Acrescentou que Chávez se recupera bem, mas pediu que todos mantenham a torcida por seu restabelecimento.

Em Maracaibo, na Venezuela, houve uma cerimônia indígena liderada pela etnia Wayuu para reunir energias positivas em favor do restabelecimento de Chávez. Segundo os simpatizantes do governo presentes ao ritual, o ato é um agradecimento a Chávez e o reconhecimento do apoio aos excluídos. O ritual foi acompanhado pela ministra do Poder Popular para Povos Indígenas, Nicia Maldonado, por representantes da Igreja Católica e de segmentos evangélicos.
Da Agência Brasil
Em Brasília

sábado, 25 de junho de 2011

Chávez reaparece no Twitter depois de 12 dias de silêncio

Reprodução do Twitter do presidente venezuelano, Hugo Chávez, em que ele lembra o Dia do ExércitoO presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu nesta sexta-feira o silêncio que mantinha há 12 dias com mensagens em seu perfil no Twitter em alusão ao aniversário da Batalha de Carabobo, que representou a independência definitiva do país.

"Estou aqui com vocês na dura jornada diária! Até a vitória sempre! Nós estamos vencendo! E Venceremos!", disse em sua conta @chavezcandanga o presidente, que se recupera de uma cirurgia na pélvis à qual foi submetido no último dia 10 em Havana.

"Bom dia meus candangueros! Hoje é dia do meu Exército e o sol amanheceu brilhante! Mando um gigantesco abraço aos meus soldados e meu povo amado!", diz Chávez em alusão ao Dia do Exército, celebrado nesta sexta-feira, feriado na Venezuela.

O presidente afirma ainda que a Batalha de Carabobo, ocorrida há 190 anos, "não terminou! É de todos os dias. Mando de minha trincheira o Canto Pátrio: Gloria ao Bravo Povo!!", acrescenta, em alusão ao hino nacional venezuelano.

As palavras de Chávez no Twitter são suas primeiras declarações diretas dele nos últimos 12 dias. O governante foi operado com urgência em Havana no último dia 10, quando se encontrava na etapa final de uma viagem que o levou ao Brasil e ao Equador. No dia 12, declarou em uma entrevista ao canal "Telesur" que sua convalescença não ia ser longa, mas que não podia responder "com precisão" sobre a data de seu retorno. Desde então, ficou em silêncio até esta sexta-feira.

O irmão do presidente, Adán Chávez, assinalou na quarta-feira que o líder pode retornar ao país em 10 ou 12 dias, às vésperas da cúpula presidencial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos em 5 e 6 de julho em Caracas. "Não sabemos ainda exatamente quando voltará. É preciso esperar a avaliação dos médicos, mas em poucos dias, 10 ou 12, o presidente estará por aqui", disse após retornar de Cuba.

DA EFE, EM CARACAS

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Invasão em prisão na Venezuela deixa um morto e 19 feridos

Invasão em prisão no subúrbio de Caracas, na Venezuela, deixa um morto e 19 feridos

Centenas de tropas da Guarda Nacional invadiram a prisão venezuelana El Rodeo 1 para desarmar os internos. A operação deixou ao menos um soldado morto e 19 feridos, segundo informou o ministro da Justiça, Nestor Reverol.

O número de presos mortos não foi informado. Segundo Reverol, "houve resistência por parte de alguns presos" e as forças de segurança teriam recebido tiros vindos de armas potentes.

"Nós não podemos permitir a anarquia na penitenciária. Nós pedimos que os presos mudem de atitude", afirmou o ministro enquanto ainda se ouviam tiros dentro da penitenciária. 

Do lado de fora da prisão, alguns familiares dos presos, em desespero, gritavam "ajude-os!" As tropas utilizaram gás e jatos de água para afastar os familiares, enquanto as ambulâncias chegavam para transportar os feridos. Mais de 3.500 guardas participaram da operação nas prisões de El Rodeo 1 e El Rodeo 2.

PRISÕES NA VENEZUELA

A rebelião, que começou no último domingo, deixou ao menos 22 mortos. No primeiro trimestre, 124 pessoas morreram nas prisões venezuelanas, houve um aumento de 22% em relação ao mesmo período no ano passado, segundo o Observatório das Prisões Venezuelanas.

Grupos de direitos humanos dizem que Rodeo foi construída para 750 pessoas, mas agora tem 3.600. Em nível nacional, os 49 mil detentos venezuelanos vivem em um espaço criado para suportar 13 mil.
Da Folha de São Paulo

sábado, 18 de junho de 2011

Cuba y Venezuela firman acuerdos multimillonarios

Presidente venezuelano, Hugo Chávez, é recebido pelo ex-ditador de Cuba Fidel Castro (esq.) e Raúl Castro (dir.)
Presidente venezuelano, Hugo Chávez, é recebido pelo ex-ditador de Cuba Fidel Castro (esq.) e Raúl Castro (dir.)
Los Gobiernos de Cuba y Venezuela firmaron el sábado en La Habana un centenar de nuevos convenios bilaterales por valor de 1.300 millones de dólares (750 millones de euros), con las ramas de la energía y la salud pública como pilares de los intercambios, que servirán de marco a las relaciones entre ambos países durante 2011. Los acuerdos fueron firmados durante la XI Comisión Intergubernamental Cuba-Venezuela, celebrada la semana pasada en la capital cubana coincidiendo con la visita oficial del presidente Hugo Chávez, quien el viernes fue operado de urgencia en la isla. La versión oficial venezolana atribuye el padecimiento del mandatario, de 56 años, a un "absceso pélvico" -sin explicar sus causas- que sorpresivamente le obligó a someterse a una intervención quirúrgica.

Según el ministro de Energía venezolano, Rafael Ramírez, quien encabezó la delegación de su país en la Comisión Mixta, Chávez "está mejor" y se recupera satisfactoriamente de la cirugía en un lugar de La Habana que no ha sido precisado, aunque se supone que es el mismo hospital en el que se atiende a Fidel Castro y otros dirigentes cubanos. "Pudimos verlo ayer... Todo va a ir bien", aseguró Ramírez en declaraciones publicadas por el diario Juventud Rebelde.


Chávez llegó a la isla en la madrugada del miércoles y antes de ser hospitalizado sostuvo reuniones con Fidel y Raúl Castro, con quien pasó revista a unas relaciones que son estratégicas para ambos países. Entre los acuerdos firmados destacan los vinculados a la industria petrolera y a la decisión de ampliar las capacidades de refino de crudo en la isla y construir una planta de gas licuado.

Otro pilar de las relaciones bilaterales es la colaboración médica y la participación de especialistas cubanos en el programa Barrio Adentro y diversas misiones educativas en Venezuela. En estos momentos, alrededor de 30.000 médicos, técnicos y educadores cubanos trabajan en el país sudamericano, que suministra a la isla unos 100.000 barriles diarios de petróleo a precios preferenciales y se ha convertido en el primer socio económico de Cuba, seguido de China.
Del "El País"

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Veja algumas curiosidades da Venezuela:


O nome oficial da Venezuela é República Bolivariana da Venezuela.

O nome oficial de Caracas, a capital, é Santiago de León de Caracas.

A versão mais aceita para o surgimento do nome Venezuela é a de que, ao chegar na região pouco tempo depois do descobrimento da América, o italiano Américo Vespúcio encontrou nativos cujas casas haviam sido construídas sobre estacas de madeira fixas no lago Maracaibo. Vespúcio achou que as construções eram semelhantes às da cidade de Veneza e, por isso chamou, a região de Venezuela, ou seja, Pequena Veneza.

Além do hino, da bandeira e de outros símbolos comuns à maioria dos países, a Venezuela tem como símbolos nacionais uma árvore, uma flor e um pássaro. Típicos do país, a árvore é o araguaney (Tabebuia chrysantha), o pássaro é o turpial (Icterus icterus) e a flor, a orquídea (Cattleya mossiae.

Tal como o Brasil, a Venezuela é dividida em estados (23), além de um Distrito Federal. Os estados mais populosos são Zulia, Miranda, Bolívar, Carabobo, Aragua e Lara.

O Brasil não é o único país com um estado chamado Amazônia. O Peru e a Venezuela também possuem estados com esse nome – que, aliás, fazem fronteira com a Amazônia brasileira.

Um dos nomes mais comuns na geografia venezuelana é Símon Bolívar, herói da independência do país. Além de um estado chamado Bolívar, existe uma cidade, uma montanha…. Aliás, a moeda venezuelana é o bolivar. E o nome do país é República Bolivariana da Venezuela. E o presidente Hugo Chávez segue uma ideologia de esquerda chamada por ele e por seus seguidores de bolivariana.

A cor amarela na bandeira venezuelana simboliza as riquezas do país, o azul representa o mar e o vermelho, o sangue derramado pelos heróis da independência. As sete estrelas no centro da bandeira simbolizam as sete províncias que declararam a independência da Espanha em 1811. Em 2006, o governo venezuelano incluiu mais uma estrela na bandeira.

Maltin
Acredite, se há uma coisa difícil para um brasileiro encontrar nas cidades venezuelanas é o número de uma casa. Isso por quê as residências simplesmente não tem numeração.

Uma das bebidas mais consumidas na Venezuela é o Maltin, uma espécie de refrigerante feio de malte e, segundo os que puderam provar, “com gosto de ovomaltine”.

A cozinha venezuelana é uma das inúmeras expressões da mistura de raças que formou o país (europeus, índios e negros). Os pratos mais consumidos pelos venezuelanos são são: arepas, cachapas, pabellón criollo, hallaca, tequeños e empanadas. O mais representativo da culinária nacional é o pabellón criollo – um prato constituído de feijão preto, feijão e carne desfiada.

Por falar nisso, o pabellón criollo e as arepas (pequenos bolos achatados de farinha de milho ou de arroz) são comidos pelos venezuelanos até no café da manhã.

A dança típica da Venezuela é chamada de joropo.

O Brasil pode ser o país das modelos, mas o país que forneceu o maior número de vencedoras dos concursos de Miss Universo e Miss Mundo foi a Venezuela. Aliás, os concursos de miss são uma verdadeira mania no país.

Em se tratando de futebol, os venezuelanos estão a milhas de brasileiros e argentinos. Mas quem disse que eles ligam para isso? O futebol nunca foi muito popular no país. O esporte nacional da Venezuela é o beisebol.

Venezuela e Equador são os únicos membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) nas Américas. Aliás, a Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Salto Angel

Acredite se quiser, mas circula na Venezuela uma moeda de 12 e ½ centavos de bolívares.

A maior cachoeira do mundo é a venezuelana Salto Angel, com 979 metros de altura.

O principal rio do país é o Orinoco (sim, é aquele mesmo da música, Orinoco Flow, da cantora Enya).

Os venezuelanos comemoram a independência do país em três datas diferentes, todas feriados nacionais: 19 de abril, 24 de junho e 5 de julho.
Do blog "Mais que  Curiosidade"

domingo, 12 de junho de 2011

Chávez y Castro crearán una escuela militar del ALBA

Raúl Castro y Hugo Chávez en La Habana

Solo unas horas después del fin de la visita del vicepresidente chino, Xi Jinping, el presidente cubano, Raúl Castro, recibió a Hugo Chávez en el aeropuerto de La Habana: imposible dejar más claro en qué cestas Cuba deposita sus huevos.

Si China es el segundo socio económico de la isla, Venezuela es el primero, con un volumen de intercambios que supera los 3.000 millones de dólares anuales. La cifra adquiere valor cuando se tiene en cuenta que Cuba recibe unos 100.000 barriles diarios de petróleo venezolano a precios preferenciales y "exporta" los servicios de 30.000 médicos y técnicos al país suramericano, un negocio que se ha convertido en la primera fuente de ingreso de divisas del país.

Las cuestiones económicas son vitales, pero en las relaciones cubano-venezolanas "lo político" también es clave. Y este viaje de Chávez a la isla -ha realizado alrededor de una veintena desde que llegó al poder- tiene una guinda singular: la escuela de formación de las Fuerzas Armadas de la ALBA (Alianza Bolivariana para los Pueblos de América).

El proyecto, en palabras del canciller venezolano Nicolás Maduro, "es un paso histórico para construir una doctrina latinoamericanista, independentista, de paz". Los países que integran el ALBA son Venezuela, Cuba, Bolivia, Nicaragua, Dominica, Honduras, Ecuador, San Vicente y las Granadinas y Antigua y Barbuda.

Del "El País"