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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Demografia: Peru e a sua sociedade multiétnica


A população peruana é formada por descendentes de ameríndios, europeus, negros e, em menor grau, árabes e japoneses. A maior parte dos peruanos é descendente dos povos incas que habitavam o Peru antes da chegada dos primeiros europeus. Em sua maioria, são mestiços.

Quando chegaram no território do atual Peru, os colonizadores espanhóis encontraram uma população de quase 10 milhões de indígenas. O problema foi que vírus, bactérias e escravidão vieram de carona e, como consequência, reduziram os nativos a apenas 600.000 pessoas em 100 anos.

Você sabia que um dos estados (províncias) peruano tem o mesmo nome de um estado brasileiro? É o estado do Amazonas, localizado na fronteira com o Equador.

Com cerca de 29 milhões de habitantes, o Peru era o quarto país mais populoso da América do Sul em 2007. A taxa de crescimento demográfico caiu de 2,6% para 1,6% entre 1950 e 2000, a população deverá atingir cerca de 42 milhões de pessoas em 2050.

Em 2007, 75,9% viviam em áreas urbanas e 24,1% nas zonas rurais. Suas maiores cidades são Lima, lar de mais de 8 milhões de habitantes, Arequipa, Trujillo, Chiclayo, Piura, Iquitos, Cusco, Chimbote e Huancayo, que relatou mais de 250.000 habitantes no censo de 2007. Na região amazônica, existem 16 famílias etnolinguísticas e mais de 65 grupos étnicos diferentes. Depois do Brasil e da Nova Guiné, o Peru tem a maior número de tribos isoladas em todo o mundo.

As leis feitas para proteger os povos indígenas não são sempre respeitadas pelo governo peruano ou pelas empresas, tais como Perenco, Repsol YPF e Petrobras, que procuram explorar os recursos naturais de suas terras.

Após a independência, houve um gradual imigração europeia da Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha. Chineses chegaram na década de 1850 como uma substituição de trabalhadores escravos e desde então se tornaram uma grande influência na sociedade peruana. Grupos de imigrantes árabes e japoneses também foram para o país.
Adaptado do Wikipédia 

sábado, 25 de junho de 2011

Japão surpreende e elimina a Argentina do Mundial sub-17

Hiroki Akino (esq.) comemora seu contra a ArgentinaA Argentina foi derrotada nesta sexta-feira pelo Japão, por 3 a 1, e está eliminada do Mundial sub-17, realizado no México. Os japoneses acabaram líderes do Grupo B, que teve a França como segunda seleção classificada para a próxima fase.

O Japão começou a construir a vitória logo aos 4min do primeiro tempo, com Takagi. Ueda, aos 20min, ampliou o marcador. Na segunda etapa, Akino fez o terceiro e sepultou as esperanças sul-americanas. Nem o golaço de Brian Ferreira, encobrindo o goleiro japonês, serviu para amenizar a dor da eliminação.

No outro jogo do grupo, França e Jamaica ficaram no 1 a 1. Lewis fez 1 a 0 para os jamaicanos e Benzia empatou para os franceses, que foram a quatro pontos no grupo, três a menos que o líder Japão. Já o Brasil lidera o Grupo F com seis pontos e enfrenta Costa do Marfim, segunda colocada, com três pontos, no domingo, na última partida da chave. Austrália, que tem três pontos, e Dinamarca, que ainda não pontuou, fazem o outro duelo.

DA LANCEPRESS

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Argentina eleva restrição ao Brasil na ONU após impasse comercial


A Argentina redobrou na segunda-feira suas ações de diplomacia contra a aspiração do Brasil para integrar o Conselho de Segurança da ONU como membro permanente, no momento em que as duas maiores economias sul-americanas mantêm uma disputa comercial. O chanceler argentino, Héctor Timerman, em Roma para uma reunião especial sobre a ampliação do organismo da Organização das Nações Unidas, fez comentários que foram interpretados por diplomatas como uma campanha contra a adesão do Brasil ao Conselho.

Timerman disse em nota oficial que "a reforma do Conselho de Segurança deve ganhar mais representatividade democrática e que não haja novos privilegiados", em uma frase que diplomatas consultados pela Reuters interpretaram como dirigida ao Brasil. Os comentários coincidem com o agravamento de uma disputa comercial entre Brasil e Argentina.

Ambos os países, que têm um comércio bilateral superior a US$ 30 bilhões, mantêm desde a semana passada uma disputa comercial, iniciada após a decisão do governo brasileiro de dificultar a entrada em seu mercado de automóveis importados, entre eles os fabricados na Argentina. Coincidentemente, opositores à proposta de ampliar o Conselho de Segurança da ONU convocaram uma reunião em Roma, na Itália, para acertar uma posição comum contra a possibilidade de permitir a entrada de nações como Alemanha, Japão ou gigantes emergentes, como Índia ou Brasil.


Os cinco membros permanentes, e que têm direito a voto, são Estados Unidos, França, Rússia, Reino Unido e China, um reflexo do cenário global surgido depois da Segunda Guerra Mundial. O Brasil, a maior economia latino-americana e que se converteu em um ator global graças à força de sua economia e às políticas sociais inovadoras, tem defendido há anos a ampliação do Conselho de Segurança. O país leva adiante uma campanha para se tornar um membro permanente do grupo que decide sobre sanções por guerra e o envio de missões de paz. "Nenhum país deve pensar que merece o eterno direito de pertencer ao Conselho de Segurança", porque que esse órgão "não é nem democrático nem multilateral", insistiu Timerman em mensagem no Twitter.

O chanceler argentino acrescentou que, se estavam superadas as condições criadas entre vitoriosos e derrotados da Segunda Guerra Mundial, também estavam as condições que justificaram a instituição do veto, segundo nota da chancelaria argentina. Segundo analistas e diplomatas, uma ainda hipotética reforma do Conselho de Segurança que reflita as ambições do Brasil deveria contar com o amplo apoio de países latino-americanos, mas México e Argentina se opõem às aspirações de Brasília.

CONFLITO DESNECESSÁRIO

"Brasil e Argentina mantêm seus critérios (sobre planos de reforma do Conselho de Segurança). Mas é uma pena exibir a diferença ao mais alto nível de chanceleres e convertê-la em um tema de alta visibilidade. Não acrescenta nada, exceto outro conflito desnecessário", disse à Reuters o ex-vice-chanceler argentino Andrés Cisneros. A participação de Timerman na reunião de Roma "é uma repetição da natureza da política exterior que este chanceler quer fazer, de uma grande exposição e conflito", acrescentou Cisneros.

A medida comercial do governo brasileiro provocou uma reclamação de Buenos Aires por problemas no acesso de vários produtos argentinos ao mercado do Brasil, país com o qual tem um crescente deficit nas suas trocas comerciais e para onde enviou no ano passado carros e autopeças por cerca de US$ 7 bilhões. Ministros dos dois países deverão se reunir em breve para tratar da disputa, segundo uma fonte diplomática.

Em fevereiro, a Argentina aumentou o número de produtos que precisam de licenças não automáticas de importação, afetando a entrada de produtos brasileiros e multiplicando queixas de empresários e importadores. O especialista em assuntos de comércio Félix Peña, presidente da Fundação Standard Bank e ex-subsecretário de Comércio Exterior da Argentina, disse que o setor automotivo de Argentina e Brasil está profundamente integrado, o que o faz acreditar que a disputa "amenizará logo". Peña afirmou que medidas de restrição ao comércio não deveriam ser aplicadas no Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

DA REUTERS, EM BUENOS AIRES, DA FOLHA DE SÃO PAULO