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domingo, 2 de outubro de 2011

Brooklyn Museum devolve espontaneamente objetos a Costa Rica

Peças devolvidas pelo Brooklyn Museum para a Costa RicaA Costa Rica vai exibir pela primeira vez uma coleção de artefatos, alguns aparentemente de mais de 2.300 anos, depois que eles foram devolvidos espontaneamente neste mês pelo Brooklyn Museuml, de Nova York.

Curadores do museu, uma das mais importantes instituições de arte dos Estados Unidos, disseram que precisavam colocar ordem em suas galerias, que estavam com peças em excesso. Devolveram assim a maior parte dos 5.000 objetos conhecidos como "Keith Collection", mas mantendo cerca de 10% do considerado com qualidade para exposição.

De qualquer maneira, os objetos pré-colombianos podem ajudar a preencher vazios na história da nação na América Central, onde dezenas de milhares de artefatos antigos foram perdidos para saqueadores. "Isto é praticamente uma mostra completa da história de nosso país", disse Marlen Calvo, chefe de preservação do patrimônio do Museu Nacional da Costa Rica.

Pedra e peças de cerâmica chegaram na semana passada e serão parte de uma mostra prevista para ser inaugurada no fim de outubro. Os artefatos, alguns produzidos para representar vida animal nativa, foram provavelmente feitos entre 300 a.C. e 1500 d.C. e devem ter sido utilizados em rituais indígenas antes da colonização espanhola.

A Costa Rica nunca pediu as peças, que foram levadas legalmente de sua costa entre o fim do século 19 e o início do século 20 por um barão das estradas de ferro e bananas, chamado Minor C. Keith. Mas o país acabou aceitando a oferta, recebida no ano passado.

DA REUTERS, EM SAN JOSE

terça-feira, 12 de julho de 2011

"Peru": Qual a origem do nome deste país?

O nome oficial do país é República do Peru – República del Perú, em espanhol. Ainda não há um consenso sobre a origem da palavra Peru, que dá nome ao país.

Uma das teorias mais difundidas é, até certo ponto, engraçada. Ao chegarem naquelas terras, os espanhóis perguntaram aos nativos qual o nome do lugar, e ouviram como reposta: “Biru”. O nome pegou, mas o detalhe é que “biru” significa “não entendo”.

Outra teoria é que o nome "Peru" deriva de uma palavra quechua que significa “abundância”, uma recordação a época do Império Inca.

Do blog "Mais que curiosidades"

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Simon Bolívar: Um homem libertador e sonhador


De família criolla, Simon Bolívar nasceu em Caracas (hoje Venezuela), em 1783. Seu pai era um rico fazendeiro, mas sua mãe era descendente de negros. Estudou na Europa e nos EUA, onde aprendeu a gostar dos filósofos gregos e dos pensadores iluministas franceses, especialmente J. J. Rousseau. Desde jovem, Bolívar entregou-se à luta pela independência da América espanhola. Com dinheiro de herança, formou um exército rebelde que comandou em inúmeras batalhas vitoriosas contra os espanhóis. 

Foi o comandante das guerras de independência da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela! E, em 1825, no auge do prestígio, abriu mão de seus poderes de general. Não aceitou tornar-se rei da América recém emancipada e recusou homenagens oficiais. Seu ideal agora era o pan-americanismo: unir todos os países libertados. As elites criollas, entretanto, tinham outros projetos. Iriam se devorar em guerras civis.

Bolívar morreu triste e solitário, com apenas 47 anos de idade. A história não é feita pelos heróis. Mas existe algumas circunstâncias históricas especiais em que as ações de um indivíduo podem ser relevantes. Bolívar foi o homem relevante naquelas circunstâncias da América Hispânica.

Retirado do livro "Nova História Crítica" de Mario Shmidt 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Aventureiros? Francisco Pizarro e Hernan Cortez os colonizadores espanhóis que dominaram as civilizações pré-colombianas


Que tipo de homem é capaz de sair da Espanha natal para enfrentar os perigos das salvas e montanhas de um continente quase desconhecido? De suportar as maiores dificuldades por anos a fio? Corajoso e enérgico e talvez desesperado a ponto de não respeitar nada a não ser sua ambição. Avaliação você, amigo leitor:
Francisco Pizarro conquistou o Peru. Em 1533, tomou  Cuzco, a capital inca. Analfabeto de pai e mãe, sabia enxergar de longe o ouro. Traiu, sequestrou e assassinou o rei dos incas, Atahualpa. Seus homens pegavam os índios, furavam-lhe os corpos com espetos, os penduravam e os deixavam assar lentamente na fogueira.

Hernán Cortez tinha curso universitário e aprendeu algo que geralmente as faculdades não ensinam: assassinar. Vestia-se com elegância e, na América, suas pegadas deixavam rastros de sangue e de morte. Em 1521 ele e seus soldados tomaram Tenochtitlén, a capital asteca. para comemorar, atiraram as crianças índias aos cães famintos.

Qual dos dois teria sido mais brutal? O analfabeto ou o letrado? Dúvida macabra. Malvados simplismente ou resultado das contradições da sociedade feudal da época?

Texto retirado do livro "Nova História Crítica", de Mario Schmidt.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Incas e os seus registros matemáticos feitos no "quipu"


O povo inca não desenvolveu a escrita, mas possuía um interessante sistema de registro: o quipu. O quipu era um cordão no qual estavam amarrados vários cordões menores, de cores e tamanhos variados, onde se faziam diferentes tipos de nós.

As cores dos cordões menores permitiam identificar os tipos de objetos. Os nós indicavam quantidades e datas. O nó mais próximo da ponta do cordão menor correspondia à unidade, o seguinte referia-se às dezenas, e assim sucessivamente. Pelo quipu, o imperador tinha informações importantes sobre a população, a administração e a economia. O quipu registrava tipos, quantidades de produtos armazenados, datas, número de pessoa, animais e armazéns existentes no Império.

O nome do armazém e da região representada, bem como outros detalhes, era memorizado por especialistas treinados para essa tarefa. Durante a conquista da América, os espanhóis queimaram milhares de quipus, que certamente poderiam ter-nos revelado muito sobre os incas e sua história.


Retirado do livro "História - Sociedade & Cidadania" de Alfredo Boulos Júnior,  2009.