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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Maioria dos formados na Bolívia não consegue revalidar diploma no país


A baixa concorrência, os menores preços e a proximidade fazem com que muita gente atravesse as fronteiras com Paraguai e Bolívia para cursar o ensino superior. Mas voltar para o Brasil e exercer a profissão nem sempre é fácil.

O sonho de se tornar médico motivou o técnico em contabilidade Estevão de Queiroz, de 48 anos, a procurar uma universidade boliviana. Ele mora na cidade sul-mato-grossense de Corumbá, que fica a cerca de oito quilômetros de Porto Quijarro, na Bolívia. "Optamos por questão financeira mesmo, porque lá o custo é bem mais barato do que aqui", afirma.

Enquanto nas escolas brasileiras de medicina as mensalidades variam de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil, na Bolívia o custo fica em torno dos R$ 375 por mês. Além do preço, a facilidade para entrar na faculdade é outro atrativo. O folheto - em português e espanhol - diz que não é preciso fazer vestibular e oferece serviços para ajudar o candidato brasileiro a obter os documentos exigidos pelo governo para estudar na Bolívia.

A sede da universidade boliviana está sendo ampliada. A intenção é aumentar o acervo da biblioteca, que tem apenas uma estante, e estruturar novos laboratórios. Tudo para atender a demanda. "É uma universidade que está em estruturação ainda, mas temos recursos necessários para fazer medicina. A profissão é igual em toda a parte", relata Estevão.

Para atuar no Brasil, quem se forma na Bolívia ou em qualquer outro país precisa da revalidação do diploma. Desde o ano passado, o processo começou a ser padronizado. Todos os candidatos precisam passar por várias etapas de avaliação para que a formação em outro país tenha validade no Brasil.

Este ano, mais de 600 candidatos se inscreveram para participar do programa de revalidação de diplomas médicos, segundo o Ministério da Educação. A maioria deles, 320, é de profissionais formados em universidades bolivianas. Mas só a inscrição no programa não garante a revalidação. No ano passado, dos 281 médicos formados na Bolívia, apenas dois tiveram o diploma revalidado.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina, as provas aplicadas para revalidação não são mais difíceis do que a realidade que os médicos encontrarão nos hospitais. "É uma prova de conhecimentos gerais da área médica normalmente aplicada para os formandos no Brasil que tentam acesso aos programas de residência", explica Luís Mascarenhas, vice presidente do CRM-MS.

Em Porto Quijarro, a universidade defende que as disciplinas e a carga horária são muito parecidas com as de instituições brasileiras. "Estamos com o mesmo nível e isso ajuda bastante para que os estudantes formados nesta universidade possam revalidar com muita facilidade e atingir o objetivo de poder exercer sua profissão no país irmão Brasil", defende o vice-reitor da faculdade Edwin Delgadillo.

Veja quais as principais dificuldades de quem tenta validar diploma estrangeiro (Foto: Reprodução/TV Morena)
(Foto: Reprodução/TV Morena)
Para o CRM-MS, não há como garantir a qualidade da formação no país vizinho. "Não temos nenhum acesso a essas universidades, do ponto de vista de avaliação ou fiscalização do ensino", diz Mascarenhas.

O médico legista Riad Ali Hamie estudou em uma universidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra, e se formou em 2004. Exibe com orgulho dezenas de certificados e o diploma de médico. Mesmo depois de seis anos de estudo e muitos cursos, ele ainda levou anos para conseguir o direito de revalidar o documento no Brasil. "É uma jornada longa. Para aqueles que acham que foi fácil para mim, pelo contrário, foi muito difícil", conta. Atualmente, Riad é perito da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul, além de atuar em postos de saúde.

Da TV Morena

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Conheça o curso de Letras - Espanhol da UnB


A Licenciatura em Língua Espanhola e Literatura Espanhola e Hispano-americana visa à formação de docentes para o ensino fundamental e médio em Língua Espanhola e Literaturas de Língua Espanhola. Visa a atender a evidente demanda da rede do ensino público e particular do DF e entorno, indo ao encontro da solução de dificuldades amplamente constatadas, sobretudo na formação do especialista em Língua Espanhola, visa também a formar, em nível universitário, profissionais do Distrito Federal.


Os princípios e metas fundamentais da licenciatura em Língua Espanhola são os seguintes:
  • centralização da formação do professor na realidade sócio-econômica e cultural do país, de modo que o processo acadêmico a ser desenvolvido venha a contribuir para que o docente atenda às necessidades requeridas pelo contexto educacional no qual se insira;
  • formação de professores capazes de repensar o universo do ensino da língua espanhola e da sua literatura, tendo como alvo principal o ensino público brasileiro;
  • desenvolvimento de uma política educacional, que leve em conta a prática da linguagem em suas diversas variedades, sem perder de vista a língua padrão espanhola, sua correção e adequação;
  • efetiva integração do futuro docente à teoria e prática da aprendizagem e do ensino da língua espanhola capaz de assegurar a aquisição do saber e a competência para o ensino;
  • integração daquelas funções da universidade que pressupõem envolvimento do professor: ensino, pesquisa e extensão, com a produção do conhecimento, cujo objetivo maior é propiciar melhores condições de vida à comunidade.
Em síntese, a Licenciatura noturna Letras  Espanhol proporciona ao aluno uma sólida fundamentação teórica,  metodológica, didática e lingüística para que o licenciado, por meio de uma formação geral e específica, possa exercer a profissão competentemente. A formação do profissional de Letras Espanhol é primordialmente dirigida ao ensino, no entanto ele também pode exercer funções ligadas a atividades administrativas no serviço público, prestar assessorias diversas, trabalhar com revisão de textos e editoração. O Instituto de Letras da UnB busca formar profissionais capazes de uma atuação competente, crítica e transformadora da realidade.


Gostar de literatura é um fator a se considerar.
Perfil: Quem pretende ingressar no Curso de Letras deve estar ciente de que vai receber uma formação ampla e aprofundada dos conteúdos específicos do Curso, os quais se subdividem em três grandes áreas: formação em teoria e análise lingüística, formação em língua portuguesa ou na língua estrangeira objeto da sua habilitação, formação em teoria literária e na literatura específica da habilitação. Os licenciandos (futuros professores) recebem também uma formação na área pedagógica. O futuro profissional de língua/linguagem deve, ainda, desenvolver autonomia, discernimento e capacidade de refletir a respeito dos problemas com os quais vai se deparar em sua prática, para que possa construir alternativas teórico-metodológicas adequadas à realidade social com que irá se confrontar, no mercado de trabalho.

Mercado de Trabalho: Os licenciados em Letras atuam como professores da língua correspondente à habilitação em que se formaram. Essa atuação pode se dar em escolas de nível fundamental e médio, públicas ou privadas, em escolas de idiomas, ou em cursos de diversas naturezas. Licenciados são preparados também para desenvolver pesquisa acadêmica, na área de sua formação.

O curso na UnB: O Instituto de Letras (IL) oferece três cursos, com 15 habilitações possíveis. No período noturno, o IL disponibiliza a licenciatura em Espanhol, Japonês e Português, e o bacharelado em Tradução-Espanhol. O estudante receberá uma formação ampla e aprofundada dos conteúdos específicos do curso, os quais se subdividem em três grandes áreas: formação em teoria e análise lingística, formação em língua portuguesa ou na língua estrangeira escolhida, formação em teoria literária e na literatura específica da habilitação. Os futuros professores também são capacitados na área pedagógica.

Infraestrutura: Ressalta-se que não basta falar e conhecer a gramática do idioma escolhido. É fundamental dedicar-se ao aprendizado da linguística, da literatura e da leitura crítica de textos. Além disso, estudantes da licenciatura precisam fazer estágio em uma escola da rede pública. Já os futuros bacharéis aplicam o que aprenderam na sala de aula no Serviço de Apoio Linguístico, que funciona como um tira-dúvidas da comunidade acadêmica e em geral.

Saiba Mais
Habilitações: Letras - bacharelado em Língua Francesa, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e em Línguas Estrangeiras Aplicadas; e licenciatura em Língua Francesa, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Língua Espanhola, Língua Japonesa e Português do Brasil como Segunda Língua;
Tradução - bacharelado em Inglês, Francês e Espanhol
Unidade Acadêmica: Instituto de Letras (IL)
Campus: Plano Piloto
Turnos: diurno (Francês, Inglês, Português, Português do Brasil como Segunda Língua, Tradução/Inglês e Tradução/Francês, Língua Estrangeira Aplicada) e noturno (Espanhol, Português, Japonês e Tradução/Espanhol)
Vagas por semestre: Português (30 diurno e 40 noturno), Francês (26), Inglês (22), Português do Brasil como Segunda Língua (30), Tradução/Inglês (22), Tradução/Francês (18), Espanhol (30), Japonês (30), Tradução/Espanhol (25) e Língua Estrangeira Aplicada (20).
Número de semestres: 6 (mínimo) / 14 (máximo). Recomendado: 8
Telefones: (61) 3307 2855 / 2360