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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dilma participa da posse de Ollanta Humala no Peru

Foto: Roberto Stuckert Filho/PresidênciaAmpliar

A presidenta Dilma Rousseff iniciou nesta quinta-feira uma agenda de dois dias voltada para as relações com vizinhos da América do Sul ao participar da posse do presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, em Lima. A cerimônia começa no Congresso Nacional e termina com um almoço oferecido por Humala, no Palácio do Governo. Na sexta-feira, Dilma recebe a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, como parte da agenda periódica de encontros bilaterais.

A presidenta está no Peru desde a noite de ontem (27) e retorna ao Brasil no fim do dia. Dilma deve participar ainda de uma reunião extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Um dos temas será a necessidade de integração regional para fazer evitar consequências da crise que afeta os Estados Unidos e países da União Europeia.

"O continente tem que estar preocupado com a situação mundial porque estamos assistindo a modelos econômicos derretendo", disse o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, em entrevista a imprensa.

Segundo ele, uma recessão nos países desenvolvidos afetara a região – especialmente as economias de países como o Peru, que dependem mais de exportações. Daí a importância de uma maior integração regional e da busca de novos mercados, como China e Índia.

Marco Aurélio também falou da tendência de aliar crescimento econômico à melhor distribuição de renda. “Não basta só crescer e a população ficar ao Deus dará", disse ele. Como exemplo, citou o caso de Humala, que inspirou-se no ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu ampliar os projetos sociais, sem mexer no modelo econômico.

Presidente do Congresso, Daniel Abugattas, coloca a faixa no presidente Ollanta Humala, durante cerimônia de posse

Posse de Humala

O nacionalista Ollanta Humala assume a presidência do Peru após ter vencido uma disputa acirrada com a conservadora Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000).

Humala escolheu o Brasil como destino para a primeira visita após a eleição e explicou ter feito a opção por considerar o país modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social. Durante a visita, em junho, Humala declarou a intenção de reforçar a atuação do Peru na Unasul e no Mercosul, onde é membro associado. Citou ainda o narcotráfico como um dos desafios a ser enfrentado em conjunto com os países vizinhos.

Analistas políticos e econômicos avaliam que, internamente, um dos principais desafios de Ollanta Humala será a falta de emprego no Peru e o elevado percentual de pobreza no país – aproximadamente 30% da população são considerados na faixa de pobreza.

Entre os presentes, também figuram o príncipe de Astúrias, Felipe de Bourbon, e os presidentes de Argentina, Cristina Kirchner; Equador, Rafael Correa; Colômbia, Juan Manuel Santos; Uruguai, José Mujica; e Chile, Sebastián Piñera, que chegaram a Lima nesta quarta-feira.

Embora ainda não tenha chegado à capital peruana, Evo Morales, presidente da Bolívia, também é esperado. Após a posse de Humala, os chefes de Estado presentes participarão de uma cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que será seguida por outra de presidentes dos países-membros da Comunidade Andina (CAN).


Com informações da EFE e Agência da Brasil

sábado, 23 de julho de 2011

'Lulismo' triunfou sobre 'chavismo', diz revista


A revista britânica "The Economist" traz em sua edição deste fim de semana uma reportagem afirmando que o "lulismo" triunfou sobre o "chavismo" na América Latina.

Um exemplo disso, segundo a revista, seria a eleição do presidente do Peru, Ollanta Humala, que era seguidor do venezuelano Hugo Chávez e hoje se diz convertido ao modelo de governar do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Para a revista, a combinação de economia estável, investimentos privados e programas sociais é "a fórmula da moda" na América Latina. O texto, no entanto, destaca que os gastos públicos nos últimos anos do governo Lula geraram um aquecimento econômico além da conta.
Da Folha de São Paulo

domingo, 26 de junho de 2011

Humala tem 70% de aprovação após eleição presidencial no Peru

Presidente eleito do Peru em discurso de posse na quarta-feira (15) (Foto: Reuters)

O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, tem 70% de aprovação duas semanas depois de ter vencido as eleições, e uma maioria acredita que ele terá um governo ao estilo do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, mostrou uma sondagem divulgada neste domingo(19).

Humala, um nacionalista e militar reformado que moderou seu discurso radical de esquerda antes dos comícios, venceu a conservadora Keiko Fujimori com 51,4% dos votos em pleito realizado no início deste mês.

Durante a campanha eleitoral, Humala pregou sua admiração pelo modelo econômico brasileiro e se distanciou do presidente venezuelano Hugo Chávez, cujo apoio em 2006 lhe custou o fracasso em sua primeira tentativa de vencer a disputa presidencial.

O presidente eleito, de 48 anos, prepara agora sua segunda viagem pela América do Sul após as eleições no Peru, um grande produtor de matérias-primas que registra há alguns anos um forte crescimento econômico. Humala visitará na terça-feira o presidente da Bolívia, Evo Morales, e a partir de 28 de junho irá a Equador, Colômbia e Venezuela. Em sua primeira viagem, que durou uma semana, ele esteve no Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile.
Do G1

sábado, 11 de junho de 2011

Humala alaba el modelo brasileño tras su reunión con Lula

El presidente electo peruano Ollanta Humala con Lula da Silva

El presidente electo de Perú, Ollanta Humala, ha asegurado este viernes en Sao Paulo, tras reunirse con el exmandatario brasileño Luiz Inácio Lula da Silva, que afrontará los problemas sociales de su país con responsabilidad económica, inspirado en el modelo de Brasil.

"Reconocemos que Brasil es un Gobierno exitoso donde se ha combinado el crecimiento económico con la inclusión social y el respeto al manejo a la economía. Creo que eso es fundamental y en eso estamos nosotros también comprometidos", ha afirmado Humala en la rueda de prensa posterior al encuentro con Lula.

Ollanta Humala (centro) saluda a miembros de la patronalLos mercados dan un voto de confianza al nuevo presidente de Perú

El mercado ha decidido darle un voto de confianza al presidente electo de Perú, Ollanta Humala. Tras un batacazo histórico de la Bolsa de Lima el día después de conocerse la victoria electoral del político nacionalista, las agencias de calificación de solvencia financiera confirmaron las buenas perspectivas de la economía y un grupo de empresas mineras potentes informaron de que mantendrán sus proyectos de inversiones.
Del "El País"

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Humala diz que Brasil é modelo de crescimento econômico com inclusão social

Foto: EFE
Depois de se reunir nesta quinta-feira (9/6) com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, o presidente eleito presidente do Peru, Ollanta Humala, disse que o modelo econômico e social desenvolvido no Brasil deve ser tomado como exemplo por seu governo. No dia 28 de julho, ele toma posse e Dilma afirmou que estará presente. Para Humala, o crescimento econômico deve ocorrer paralelamente às ações de inclusão social.

“Um país não pode se considerar rico quando há tanta pobreza”, afirmou Humala. “O Brasil é o primeiro país que estou visitando. É um sócio estratégico e importante para nós, inclusive para o fortalecimento [da segurança] das fronteiras”, acrescentou.. “O Brasil é um modelo exitoso de estabilidade macroeconômica com inclusão social.”

O porta-voz da Presidência da República do Brasil, Rodrigo Baena, disse que os presidentes conversaram sobre os programas de transferência de renda em execução no país – o Brasil sem Miséria, o Bolsa Família e o Programa Universidade para Todos (ProUni).

No Peru, dos cerca de 29 milhões de habitantes pelo menos 30% estão na faixa de pobreza, sendo que 10% são considerados na extrema pobreza. Nem mesmo o crescimento anual de 8% conseguiu reduzir a pobreza no Peru. Para os especialistas, o principal desafio de Humala é diminuir a pobreza e melhorar a qualidade de vida da população.

Ollanta e Dilma
O presidente eleito afirmou, porém, que acrescenta aos seus desafios o enfrentamento ao narcotráfico. Assunto que, segundo ele, também é preocupação da presidenta Dilma Rousseff. O Peru é o segundo maior produtor do mundo de cocaína depois da Colômbia. Há estimativas indicando que o narcotráfico representa de 2,5% a 6% do Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil e o Peru mantêm um acordo de cooperação na tentativa de conter a ação de traficantes.

“Temos de fortalecer as relações com os Estados Unidos por causa da nossa luta contra o narcotráfico. O combate ao narcotráfico envolve uma cooperação com todos os países”, afirmou Humala, que seguiu de Brasília para São Paulo. Ele informou que vai se reunir amanhã (10) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Do Correio Braziliense

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Supercomícios marcam último dia de campanha no Peru

                      Ollanta Humala e Keiko Fujimori
O último dia da campanha oficial dos dois candidatos à presidência do Peru teve supercomícios de Ollanta Humala e Keiko Fujimori, com a presença de milhares de partidários. Refletindo a polarização, intensa rivalidade e indefinição nas pesquisas que têm marcado o segundo turno, os palanques de cada candidato estavam distantes apenas 1.500 m e os comícios finais ocorreram quase que simultaneamente.

O dia também foi marcado pela divulgação de uma nova pesquisa de intenção de voto mostrando Keiko com uma ligeira vantagem, mas ainda dentro da faixa de empate técnico. Segundo o instituto de pesquisa Ipsos Apoyo, a conservadora está com 51,1% dos votos válidos e Humala, 48,9%. A acirrada disputa presidencial será decidida no domingo, com uma votação que já vem sofrendo acusações de possíveis fraudes.

A candidata conservadora Keiko Fujimori acena em comício na reta final de sua campanha para a Presidência Cavalaria: Entre um palco e outro, centenas de policiais patrulhavam as ruas para garantir que os partidários dos candidatos rivais não se encontrassem. Apesar da tensão, o clima no centro da capital era de festa. Aos gritos de "Se siente, se siente, Ollanta presidente", o candidato de centro-esquerda, subiu ao palco vestido de jeans e camisa azul, que passou a vestir após aposentar a vermelha, numa tentativa de deixar sua imagem mais palatável para os eleitores moderados.

Ele estava acompanhado da família, de Alejandro Todelo, ex-presidente peruano e candidato derrotado no primeiro turno, e também de Álvaro Vargas Llosa, filho do mais reconhecido escritor peruano, Mario Vargas Llosa.

Sem medo:  Humala pediu que os eleitores não tivessem medo da mudança que ele representava e atacou Keiko, alegando que ela representa a continuidade do governo de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2000 e foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão por violação de direitos humanos no país.

"É preciso dizer aos eleitores mais jovens o que aconteceu na década de 90, para que a ditadura não seja instalada de novo", disse Humala. "Dizem que queremos mudar a Constituição. Eles já mudaram para fechar o Congresso, não respeitaram a liberdade de expressão e os que pensavam diferente." Vestindo uma camiseta estampada com um grande "O" (de Ollanta), a estudante de direito Diana Pabón, de 29 anos, era uma das mais empolgadas ao lado do palco do nacionalista.

"Sua maior qualidade (de Humala) é representar a mudança. É isso que queremos, pois estamos cansados de tanta corrupção. Ele vai cobrar imposto das grandes empresas e valorizar os que precisam de ajuda", disse. "E o pior da Keiko é aquela equipe que a cerca. Se ela ganha, o que os outros países vão pensar de nós peruanos?"

Ex-rivais: Tomada por bandeiras laranja, a multidão na outra ponta da avenida ouviu Keiko prometer intensificar os programas sociais e anunciar que fariam parte de seu governo os candidatos derrotados do primeiro turno que a estão apoiando, como Pedro Pablo Kucynski.
Acompanhado da mulher, Wilfredo Huarsaya, um professor de matemática de 32 anos, dizia ter certeza que Keiko seria eleita. "Ela merece vencer pela competência que sempre mostrou, desde que assumiu como primeira-dama no governo do pai dela." A mulher do professor, Cristina, logo intervém para acrescentar: "E ela é nova. Todos os jovens merecem uma chance."

O voto feminino tem sido uma grande base de apoio para Keiko, especialmente no segundo turno. "Nossa economia está crescendo há 20 anos, quando se fizeram reformas. Por isso é fundamental que nosso país continue seguindo esse rumo", disse a candidata. Ela também disse ter certeza que Humala recebeu financiamento do presidente venezuelano, Hugo Chávez, tocando em um ponto que é o maior fator de rejeição para seu rival: "Eu não vou permitir ingerências de outros países em nossa soberania."

Da Folha de São Paulo

Simon Bolívar: Um homem libertador e sonhador


De família criolla, Simon Bolívar nasceu em Caracas (hoje Venezuela), em 1783. Seu pai era um rico fazendeiro, mas sua mãe era descendente de negros. Estudou na Europa e nos EUA, onde aprendeu a gostar dos filósofos gregos e dos pensadores iluministas franceses, especialmente J. J. Rousseau. Desde jovem, Bolívar entregou-se à luta pela independência da América espanhola. Com dinheiro de herança, formou um exército rebelde que comandou em inúmeras batalhas vitoriosas contra os espanhóis. 

Foi o comandante das guerras de independência da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela! E, em 1825, no auge do prestígio, abriu mão de seus poderes de general. Não aceitou tornar-se rei da América recém emancipada e recusou homenagens oficiais. Seu ideal agora era o pan-americanismo: unir todos os países libertados. As elites criollas, entretanto, tinham outros projetos. Iriam se devorar em guerras civis.

Bolívar morreu triste e solitário, com apenas 47 anos de idade. A história não é feita pelos heróis. Mas existe algumas circunstâncias históricas especiais em que as ações de um indivíduo podem ser relevantes. Bolívar foi o homem relevante naquelas circunstâncias da América Hispânica.

Retirado do livro "Nova História Crítica" de Mario Shmidt 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Arte Inca: Saiba mais sobre a arte desta civilização antiga

A cultura inca, resultado da mistura das culturas preexistentes na região andina — era muito rica, principalmente no que se refere à arte, intimamente ligada à ciência, à religião e ao cotidiano.

Ourivesaria: A ourivesaria inca possuía caráter funcional e ornamental; o desenho das peças, aspecto de desenhos geométricos. O figurativismo das estatuetas de metal era bem estilizado, tendo a cabeça mais trabalhada que o restante do corpo. A prata era um dos metais mais apreciados para as peças suntuosas, embora se tivesse conhecimento de metais como o ouro. Eles produziam belos objetos de ouro.
Artefatos Incas feitas em Ouro1 Artefatos Incas feitas em Ouro2
Artefatos: Nessa arte, destacam-se também as facas de sacrifício. As construções arquitetônicas, apesar da austeridade em relação às dos maias e astecas, não possuem hoje ornamentos esculpidos, o que se deve principalmente ao fato de os espanhóis terem extraído os trabalhos de escultura em ouro que revestiam as paredes dos aposentos internos.
Facas de Sacrifício1 Facas de Sacrifício2
Construções: Mas o que marcou a arquitetura inca foi o trabalho com a rocha; obras civis de pouca importância, fortalezas, torres, templos, palácios e edifícios do governo tinham em suas estruturas pedras arduamente trabalhadas e esculpidas pelos trabalhadores incas. Tais pedras eram constituídas do mais puro granito branco e seus vértices esculpidos em diversos ângulos (de até 40 graus) de tal maneira que os blocos se encaixassem perfeitamente uns nos outros sem a utilização de argamassa ou cimento e que o espaço entre um bloco e outro fosse impenetrável mesmo pela mais fina lâmina. As pedras, para que pudessem resistir aos freqüentes tremores de terra, tinham forma trapezoidal e eram tão pesadas que chegassem a atingir três toneladas. Não se sabe o tipo de instrumento utilizado na construção das cidades incas, já que não há vestígios de ferramentas ou rodas. Nativos da região dizem que tais ferramentas seriam feitas de hematita, oriunda de meteoritos. Segundo os cientistas, essa hipótese é um tanto improvável. É incontestável a engenhosidade de certas construções incas, como por exemplo, os canais que transportavam água a poderosas cisternas, para que fosse enfim armazenada sem desperdícios, ou mesmo os diversos níveis de terraços, nos terrenos íngremes da região, que permitiram um melhor aproveitamento da terra para a agricultura.
Construção Inca1 Construção Inca2
Artesanatos: Os incas produziam artefatos destinados ao uso diário ornados com imagens e detalhes de deuses. Era comum na cultura Inca o uso de formas geométricas abstractas e representação de animais altamente estilizados no feitio de cerâmicas, esculturas de madeira, tecidos e objetos de metal. As mulheres produziam tecidos finos com desenhos surpreendentes.
Atezanato Inca feito em Cerâmica Artezanato Inca feito em Tecido

Por Totzil, site 2012

sexta-feira, 15 de abril de 2011

No Peru, Brasil já atua como potência regional


O Brasil estreou no Peru como autêntica potência regional ao influir sem rodeios na vitória do candidato nacionalista Ollanta Humala no primeiro turno das eleições presidenciais. Dois assessores, ambos membros do Partido dos Trabalhadores (PT), no governo do Brasil, trabalham desde janeiro em Lima para moderar o discurso radical de Humala com o fim de ampliar a base eleitoral do candidato. 

Até agora o Brasil havia sido árbitro em vários conflitos regionais, como os que houve entre Venezuela e Colômbia, na crise interna da Bolívia e no golpe de Estado em Honduras, mas nunca se envolvera tão diretamente em uma corrida presidencial estrangeira.

Os assessores brasileiros Luis Favre e Valdemir Garreta imitaram a chamada estratégia de "paz e amor" idealizada pelo especialista João Santana para as eleições de outubro de 2002, em que Lula conseguiu a presidência depois de três tentativas fracassadas. A tática foi simples: evitar os confrontos e as propostas radicais para quebrar a resistência à imagem de líder sindical de Lula. Com Humala o trabalho foi mais duro porque é um ex-militar golpista e considerado um discípulo do chavismo.

El País
Fernando Gualdoni 
Enviado especial a Lima (Peru)

domingo, 10 de abril de 2011

Notícia: Contagem preliminar confirma vitória de Humala nas eleições do Peru

Humala manda beijos para o público após registrar seu voto em Lima (Foto: AP)

A contagem rápida das eleições presidenciais peruanas neste domingo (10), que representa um resultado preliminar do pleito, confirmou que o ex-militar de esquerda Ollanta Humala lidera com comodidade, à frente da parlamentar Keiko Fujimori, que o acompanharia no segundo turno, previsto para o dia 5 de junho.

Humala estaria com 31,8% dos votos, Keiko Fujimori, com 22,8%; e Pedro Pablo Kuczynski, com 19,6%, segundo a apuração realizada pela empresa de pesquisa Ipsos-Apoyo, responsável pela contagem rápida, com base em 58,6% de mostra representativa em 1.500 seções eleitorais. Segundo o diretor do instituto, Alfredo Torres, a contagem rápida é uma mostra estatística com base nos resultados apurados em seções eleitorais selecionadas, num total nacional de 40 mil.

O candidato e ex-presidente Alejandro Toledo (centro) tem 15,5%, ficando praticamente descartado.

Com informações G1