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domingo, 5 de junho de 2011

Vulcão causa saída de 3.500 pessoas de suas casa no Chile e cobre cidade argentina de cinzas

Nuvem de fumo do vulcão Puyehue (foto AP)

A cidade argentina de Bariloche foi afetada neste sábado por uma intensa chuva de cinzas devido à atividade do vulcão chileno Puyehue, que entrou em erupção no sul do país andino. O Corpo de Bombeiros da cidade, a 1,6 mil quilômetros ao sudoeste de Buenos Aires, está disposto a declarar "alerta vermelho" na região.

Por causa da situação, o prefeito de Bariloche, Marcelo Cascón, convocou à Polícia e a Defesa Civil para formar um comitê de emergência. As autoridades resolveram fechar a passagem de fronteira de Cardeal Samoré, um das divisas entre Argentina e Chile, e também o aeroporto local devido à baixa visibilidade.

"Em 44 anos nunca tinha visto algo assim", comentou um morador de Bariloche ao canal "Todo Noticias", da capital do país. "Uma camada de cinzas cobriu a cidade e era possível escutar trovões", ressaltou. A prefeitura pediu aos moradores que mantenham a calma, economizem água e permaneçam em suas casas porque a chuva de cinzas pode prolongar-se por muito tempo. Recomendou também, em caso de necessidade, a utilização de máscaras. "Pedimos à população que não abarrote os supermercados e os postos de combustíveis, e fique em suas casas na medida do possível. Os serviços públicos seguirão funcionando com normalidade", assinalou Cascón em entrevista coletiva.

Além de Bariloche, um dos centros turísticos mais importantes e belos do país, o fenômeno afeta a localidade de Villa La Angostura. O vulcão Puyehue, de 2.240 metros de altitude, fica no lado chileno da Cordilheira dos Andes. Sua última grande erupção ocorreu em 1960, ano em que aconteceu nessa zona um terremoto de magnitude 9,5, o mais forte registrado até agora no mundo todo. O vulcão obrigou o governo chileno a retirar cerca de 3.500 moradores próximos à montanha. De acordo com o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, uma enorme nuvem de fumaça foi formada que, segundo informações, já poderia ser vista da Argentina.

O intendente da região de Los Rios, Juan Andrés Varas, disse à Cooperativa que nas localidades próximas há um forte "cheiro de enxofre e cinzas" e que de alguns locais é possível ver uma "boca de fogo e uma coluna de fumaça". Após seguidos tremores de terra, o governo chileno emitiu código vermelho para a região do vulcão. De acordo com o Escritório Nacional de Emergências, são registrados em média 230 tremores por hora.

Veja um vídeo a seguir dos primeiros momentos de erupção do vulcão:

Do G1

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Multa ecológica no Equador coloca pressão em empresa norte americana


Um grupo de acionistas da Chevron, a terceira maior empresa nos Estados Unidos começaram a exigir que a empresa chegue a um acordo com os povos indígenas do Equador que reivindicam uma indenização milionária por um vazamento de óleo na Amazônia. Chevron realizou a sua assembleia de accionistas quarta-feira em San Ramon, Califórnia.

Conforme revelado pelo jornal Wall Street Journal, Thomas P. DiNapoli, gerente de um fundo de investimento em Nova York, de US $ 140 milhões, enviou uma carta a Chevron em que ele disse: É hora de desistir de enfrentar a realidade. "Os efeitos dessa poluição descontrolada e terríveis na Amazônia ainda estão sem solução hoje. " "Os investidores não recebem nenhum benefício a partir deste drama legal sem fim." A carta também assinada por outro grande financiamento.

O caso remonta a quase quatro décadas. A empresa petrolífera Texaco (comprada pela Chevron em 2000), operado há 25 anos na Amazônia equatoriana. Quando se aposentou em 1990, centenas de poços deixados ao ar livre com lodo tóxico que escoam para os rios da vida, pelo menos, cinco tribos indígenas.
Do El País

sábado, 28 de maio de 2011

Autoridades mexicanas decretam alerta por altas temperaturas no país

Foto da "Cidade do México", capital do México
As autoridades mexicanas de Defesa Civil emitiram nesta sexta-feira um alerta preventivo diante da onda de calor intenso que ultrapassa os 40 graus Celsius em várias áreas do norte e entre 32 e 40 graus na maior parte do país.

As administrações da maioria dos 31 estados e do Distrito Federal chamaram atenção da população para que tomem precauções a fim de evitar problemas de insolação e outras doenças, como diarreia que aumenta cerca de 5% o número de casos. O Sistema Nacional de Defesa Civil (Sinaproc) recomenda o consumo de água, evitar a exposição prolongada aos raios solares, usar roupa clara e utilizar bonés e sombrinhas.

O Sinaproc adverte que os idosos, as crianças e as indígenas devem receber um atendimento especial. O organismo informou que as altas temperaturas dos últimos dias são mostra dos efeitos da mudança climática no mundo e qualificou os atuais níveis alcançados pelos registrados de temperatura como históricos.

Da EFE