Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador economia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Buenos Aires perde status de metrópole com preços baixos


A capital argentina barata que fazia a alegria (e enchia as malas) dos brasileiros ficou para trás. Pelo menos em itens como perfumaria, roupas, sapatos e miscelâneas, que encareceram e deixaram de ser uma pechincha.

Ingressos para eventos também têm saído por um preço salgado entre os portenhos: o show da banda escocesa de rock Primal Scream, cuja entrada mais barata (meia) custou R$ 60 em São Paulo, saiu em Buenos Aires por, no mínimo, 225 pesos (R$ 93), uma diferença razoável.

Alimentação, passeios e transporte, contudo, ainda compensam. Um bom jantar em Puerto Madero -uma das regiões chiques da cidade- para duas pessoas com um vinho argentino pode sair, em média, 240 pesos (ou R$ 99), valor ainda abaixo dos restaurantes mais sofisticados de São Paulo, por exemplo.

"Os restaurantes são a melhor opção", diz a relações públicas Marina Mosol, 29, que esteve na cidade no início do mês. "A comida é saborosa e os preços são atraentes. O uso de táxi também é opção que sai em conta." A analista de mídias sociais mineira Mônica de Paula, 32, que estava m Buenos Aires no final de setembro, concorda. Ainda dá para comer e beber pagando pouco. Comprar maquiagem e produtos de beleza compensa."

Isso depende, na verdade, do produto: batons da grife americana Mac e cremes hidratantes da francesa Rok custam, em média, o mesmo que no Brasil -R$ 70 e R$ 120, respectivamente.
"Quando fui em 2009 para Buenos Aires, comprei mais roupa que dessa vez", observa Mônica. "As roupas estão mais caras agora. Mas procurando, você acaba achando algumas com preço bom. Comprei uma blusa lá por 120 pesos (R$ 50) que aqui não seria menos de R$ 120."

Livros, porém, ainda valem a pena. "Os que comprei compensaram: custavam R$ 60 e, aqui no Brasil, valeriam, no mínimo, R$ 90. Além da livraria El Ateneo ser linda", afirma ela, sobre o edifício da livraria na avenida Santa Fé.

MARINA LANG, Folha de São Paulo

Em novo mandato, Cristina adota medidas 'impopulares' e causa incertezas


Duas semanas após ser reeleita, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, iniciou a implementação de ajustes da política econômica de seu marido e antecessor, Nestor Kirchner (2003-2007), como o fim de subsídios e mudanças na política cambial --medidas que, segundo analistas, podem causar incerteza e voltar a opinião pública contra o governo.

Neste período de oito anos, o país registrou forte expansão econômica e de consumo, com a moeda desvalorizada, estabilidade financeira, tarifas de serviços públicos congeladas e uma inflação tida por muitos como "maquiada" desde 2007.

Na semana passada, em uma tentativa de conter a fuga de capitais registrada nos dias anteriores, o governo aumentou o controle para a venda de dólares no país. A moeda americana funciona como referência para os argentinos, tanto na hora de poupar quanto de comprar imóveis, por exemplo.

"Sabemos quanto cada pessoa recebe, quanto gasta e se tem ou não dinheiro sobrando para comprar dólares", afirmou nesta semana o diretor da Afip (Administração Federal de Ingressos Públicos, equivalente à Receita Federal), Ricardo Echegarray.

Se o órgão entender que o comprador não tem recursos para a compra da moeda americana, não autorizará sua venda nos bancos ou casas de câmbio.

"VERDADEIRO OPOSITOR"

"O dólar pode se transformar no verdadeiro opositor do novo governo", escreveu o colunista Eduardo van der Kooy, do Clarín, jornal critico do governo, sugerindo que a medida poderia gerar mau humor na classe média argentina.

Desde a semana passada, a Afip enviou fiscais, com cães, para as filas das casas de câmbio para fiscalizar os motivos da compra da moeda americana, gerando criticas dos analistas. O professor de Economia Pública da Universidade Católica Argentina (UCA), Gerardo Sanchis Muñoz, disse à BBC Brasil que a medida poderia provocar "incertezas" entre os argentinos.

"Se as instituições fossem respeitadas, o governo precisaria de uma ação judicial para mandar soldados para as filas de câmbio. Mas na Argentina, o regime presidencialista é concentrado e assim funciona, há pelo menos vinte anos. Mas este estilo se intensificou a partir do governo (Nestor) Kirchner e continuou com Cristina." O economista Orlando Ferreres, da consultoria Ferreres e Associados, afirmou que o governo não implementou "uma só medida impopular" desde 2003, e que era esperado que o governo implementasse alguns ajustes.

"Era esperado que o governo reduzisse os subsídios para diminuir seu gasto público e organizar seu caixa, ainda mais num momento de fuga de capitais. Mas o que não era esperado é que mandasse controlar a venda de dólares, moeda de referência para os argentinos", disse ele à BBC Brasil.

Cristina foi reeleita com ampla margem de votos frente aos candidatos opositores. Por isso a referência agora ao dólar como possível "verdadeiro opositor" diante da fragilidade dos opositores políticos nas urnas.

Segundo o economista Marcelo Elizondo, da consultoria DNI, a presidente, que dá início ao novo mandato no dia 10 de dezembro, pode estar "arrumando a casa" antes da posse. No entanto, para especialistas, a maior dúvida é quando e como o governo reconhecerá "a inflação real", como afirma o economista Ernesto Krtiz, da Sel Consultores.

FIM DE SUBSÍDIOS

Nesta quarta-feira, os ministros da Economia, Amado Boudou, e do Planejamento, Julio de Vido, anunciaram a eliminação da transferência de recursos do governo, chamados de subsídios, para bancos, empresas e até cassinos e hipódromos, que assim deverão pagar mais pelo fornecimento de água, luz e gás.

A ajuda do governo foi decisiva para manter congeladas as tarifas dos serviços públicos privatizados, nas empresas e residências, apesar da disparada da inflação registrada recentemente.

A expectativa é que o governo elimine a transferência de recursos para outros setores o que poderia provocar a alta no preço das tarifas para o consumidor final como se especulou na imprensa local.

"Queremos continuar trabalhando para combater a desigualdade social. Ninguém pode receber subsídio do governo se dele não precisa", disse Boudou. A interpretação dos especialistas foi a de que os que ganham mais poderiam passar a pagar mais pelos serviços e os que ganham menos pagariam tarifas menores.

AUMENTO NO METRÔ

O prefeito de Buenos Aires, o opositor Mauricio Macri, disse que o fim do repasse de verbas do governo central para o metrô da cidade, por exemplo, deverá triplicar o preço do bilhete, passando de 1,10 pesos para 3,30 pesos.

"Esse é o valor que estimamos porque o metrô era responsabilidade do governo nacional, e não do governo municipal", disse Macri. Num artigo no jornal "La Nación", o economista Roberto Cachanosky disse que o corte nos subsídios "pode ser apenas a ponta do iceberg do que virá" no novo mandato.

"O governo anunciou corte de uma parte mínima dos subsídios, mas pode ser um sinal das próximas medidas do governo", afirmou. Para ele, o governo poderia estar resolvendo os problemas que "varreu durante muito tempo para debaixo do tapete", como o congelamento das tarifas.

sábado, 22 de outubro de 2011

América Latina é mais autônoma em relação aos EUA, diz Dosman

A América Latina está mais autônoma em relação aos EUA. O Brasil desempenha um papel-chave para conter nacionalismos e precisa controlar suas próprias tentações. A crise atual vai aumentar o protecionismo.

As avaliações são de Edgar Dosman, cientista político e professor da Universidade de York, no Canadá, onde é pesquisador do Centro York de Estudos Internacionais e de Segurança.

Ele lança no Brasil o livro "Raúl Prebisch, a Construção da América Latina e do Terceiro Mundo", biografia do estruturalista argentino que construiu a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina), imaginou a integração regional e defendeu a industrialização no continente.

A seguir, trechos da entrevista que concedeu à Folha. Dosman estará no Brasil em agosto para o lançamento do livro.

Como o sr. qualifica a situação na América Latina, os blocos econômicos e a emergência da China na região?
Edgar Dosman - É complexa. A arquitetura regional está em transição com numerosas iniciativas simultâneas, incluindo o esforço liderado pelo Brasil para consolidar a comunidade sul-americana. A criação de um novo processo latino-americano exclui os Estados Unidos e o Canadá e desafia a tradicional máquina interamericana centrada na Organização dos Estados Americanos (OEA). Há o experimento da Alba. Também o México faz uma nova aliança no Pacifico, com os países andinos. O processo de integração regional, que começou em 1960, teve uma segunda fase com a formação de blocos subregionais, como o Mercosul e o Nafta. Agora há um terceiro período, de conteúdo ainda indefinido. Todos os blocos existentes têm problemas de legitimidade, incluindo o Mercosul e o Nafta. A Alca está morta. O que é certo é que a América Latina tem hoje muito mais autonomia em relação aos EUA do que tinha no passado. Não apenas como resultado da afluência de atores poderosos como a China e a Índia, o que favorece um sistema econômico internacional multipolar, como também pelas conquistas macroeconômicas feitas a duras penas pelos governos latino-americanos, que deram uma resposta anticíclica à recessão de 2008. O declínio da influência norte-americana também reflete, é claro, a paralisia do governo de Washington, o que afeta o seu prestígio.


A questão do nacionalismo está de volta?
O Mercosul tomou o lugar da rivalidade militar entre Brasil e Argentina, com uma comunidade segura. Foi uma grande conquista. Também a diplomacia conteve crises como a entre Equador e Colômbia, administra as relações com a Venezuela, e aceita a liderança do Brasil no Haiti. É possível que a nova aliança do Pacífico alivie as tensões entre Chile e Peru. Mas há desafios. Na América hispânica, há resentimentos em relação ao poder do Brasil. Algumas das antigas rivalidades continuam (Chile-Bolívia, Colômbia-Venezuela, América Central etc), complicando o diálogo continental. A questão do crime na região precisa ser constatemente atacada. O principal fator de sucesso será a qualidade da liderança brasileira. Como lider regional, o país tem a responsabilidade de conter o nacionalismo e, mais do que isso, controlar suas próprias tentações.

Qual sua visão do Mercosul?
Tem apoio forte, apesar das tensões. Enquanto existe hoje o início de um diálogo continental, o escopo da integração dos sistemas produtivos é muito mais profundo. O desafio continua sendo a disparidade na região entre países em diferentes níveis de capacidades e desenvolvimento.

"Raúl Prebisch, a Construção da América Latina e do Terceiro Mundo"
  • Autor: Edgar Dosman
  • Editora: Contraponto
  • Páginas: 656
  • Quanto: R$ 80
    Entrevista feita por Eleonora de Lucena da Folha de São Paulo

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brasil redujo su perspectiva de crecimiento para este año

El secretario ejecutivo del Ministerio de Hacienda de Brasil. Nelson Barbosa, afirmó esta tarde que esa secretaría de Estado revisó a la baja el crecimiento del PIB para 2011 situándolo en una franja de entre 3,5% y 4%. Hasta ahora la perspectiva era de 4,5%, informó el portal Folha.com.

El menor crecimiento del país vecino puede tener efectos negativos en la economía local, dado que Brasil es el mayor comprador de productos uruguayos.

En enero la estimación de crecimiento era de 5%, pero a fines de setiembre el Banco Central revisó sus proyecciones reduciendo la estimación a 3,5%.

"El Banco Central tiene sus estimaciones sy nosotros tenemos las nuestras. El PIB será de entre 3,5% y 4% este año", afirmó Barbosa.

El País Digital

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Conheça mais sobre Honduras e seus aspectos gerais


A palavra Honduras vem do espanhol e significa "profundezas" (no singular,hondura), em referência às águas profundas no litoral sul do país.

Honduras, ou República das Honduras, é um país localizado na América Central. O mesmo limita-se com o Mar das Caraíbas ao norte, com a Nicarágua ao sul, e com El Salvador e o Golfo de Fonseca a oeste. O país ocupa uma área de 112, 088 km2, onde vivem cerca de 7,4 milhões de habitantes, o idioma oficial é o espanhol.
Aspectos naturais de Honduras

Relevo: as irregularidades da superfície do território são classificadas basicamente por quatro unidades de relevo: planície e encostas das montanhas orientais; ao norte, planícies aluviais e serras litorâneas, terras elevadas no centro do país e as planícies do Pacífico e baixas encostas das montanhas. Dentre os países da América Central, Honduras possui o território mais montanhoso. As altitudes ao longo do território oscilam entre 600 e 2.700 metros.

Vegetação: a composição vegetativa típica do país é de característica tropical, incluindo ainda florestas de pinheiros e carvalhos. Em áreas restritas do território ocorrem também manchas de savanas.

Hidrografia: o principal rio de Honduras é o Coco ou Segovia, sua extensão é de 275 km, existem ainda importantes rios como o Patuca, Aguán, Ulúa, Sico, Choluteca; são identificadas lagoas e lagos, como a Lagoa de Caratasca e o Lago Yojoa.

Economia: Honduras possui os piores índices de desenvolvimento econômico entre todos os países da América Latina. Grande parte da receita do país advém da atividade agrícola, isso faz com que cerca de 4,8 milhões de pessoas atuem nesse setor da economia. Os principais produtos agrícolas destinados à exportação são: café, banana e camarão.
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mergulhe na cultura do café colombiano

Vista aérea do parque nacional do café, na Colômbia; local é uma viagem pela cultura cafeeira do país

Um bom jeito se aproximar da cultura cafeeira é visitar Recuca ("Recorrido de la cultura cafetera"), literalmente, uma viagem pela cultura do café. Numa fazenda localizada a cerca de 20 minutos de Armênia, no povoado de Barcelona, guias conduzem os visitantes a um passeio de cerca de duas horas.

Começam demonstrando como o café era processado nos primeiros anos da colonização colombiana, desde a separação da casca pelo método rudimentar em pedra, passando por pequenas moendas. A visita passa ainda por uma vivência de colheita: o visitante veste um traje típico e entra no cafezal. No final, podem-se ver os grãos sendo torrados e moídos -e saborear um café.

TRIÂNGULO DO CAFÉ

O eixo cafeicultor colombiano fica no centro do país, no chamado Triângulo do Café, nos departamentos de Risaralda, Caldas e Quindío. Voos diários com cerca de uma hora ligam a região à capital Bogotá. Armênia, capital de Quindío, soube aproveitar melhor o lado turístico da cultura cafeicultora e hoje atrai visitantes de todo mundo. Para se hospedar, procure os hotéis da região norte, mais arborizada e tranquila. Ali se concentram os poucos bons restaurantes.


O aparecimento do café arábico na região tem algumas versões. Uma delas é que o cultivo foi introduzido pelos jesuítas em 1730, principalmente nas proximidades de Santander, nordeste da Colômbia, e, posteriormente, chegou à área conhecida hoje como Triângulo do Café.

Se a ideia é uma imersão total na cultura cafeicultora, procure se hospedar em uma "hacienda" ou "finca", antigas propriedades rurais transformadas em hotéis. Programe a viagem entre setembro e novembro, quando é feita a principal colheita do ano. Nessa época, em qualquer estrada será possível ver os cafezais vermelhos e floridos. A segunda colheita do ano, bem menor, é feita em maio e junho.

A enorme quantidade de cafezais é vista logo no curto trajeto entre o aeroporto El Éden e o centro de Armênia. Há também bananeiras, cujas folhas protegem as plantas em época de muito sol -e os pés de cafés afastam pragas que atacam as bananeiras. A altitude local, a 1550 metros, faz toda a diferença no cultivo. Segundo os produtores, os cafés cultivados na Colômbia são mais suaves. Em locais mais baixos, como é o caso da África e do Brasil, são mais amargos.

POR GUILHERME TOSETTO
ENVIADO ESPECIAL FOLHA DE SP À COLÔMBIA

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Famosa por 'Chaves', Acapulco busca limpar imagem degradada

Episódio do seriado mexicano "Chaves" com referência a Acapulco; acima, Quico, seu Madruga e ChiquinhaO balneário de Acapulco, entre os anos de 1940 e 1960, viveu um boom com a presença de estrelas de Hollywood como Johnny Weissmuller, o lendário "Tarzan". No Brasil, a cidade ficou famosa pelas referências no seriado "Chaves", exibido pelo SBT. O fato é que ela perdeu há muitos anos o glamour e a paz que a tinham tornado um lugar paradisíaco.

Há mexicanos até que consideram a cidade destino de "férias para pobre", em contraste a Cancun --o que combina com o seriado. Para resgatar Acapulco, o novo governo estadual, que assumiu o poder em abril, afirma ter lançado uma empreitada representada por Graciela Baez, secretária de Turismo de Guerrero, Estado ao qual pertence Acapulco.

A economista, ex-funcionária do governo da Cidade do México, tem um desafio em mãos: quatro anos para vencer resistências, limpar a imagem do balneário, reanimar o turismo nacional e internacional, abrir novas rotas áreas para os Estados Unidos e Canadá, e, embora não seja sua responsabilidade, garantir a segurança dos turistas.
CRIME ORGANIZADO

Uma epopeia em tempos de violência do crime organizado, da qual Acapulco foi palco e, embora não haja registros de turistas diretamente afetados, eles já puderam presenciar cenas de horror. Graciela deu os primeiros passos para limpar os 13 quilômetros de praias que foram invadidos por centenas de vendedores ambulantes, tendo alguns de seus acessos obstruídos ou sem sinalização.

Nem toda Acapulco está assim, ainda há zonas exclusivas de grandes hotéis, clubes e marinas, mas a imagem da praia mais próxima da Cidade do México, uma das maiores capitais do mundo, contrasta com aquela que lhe deu fama e o apelido de "balneário paradisíaco".

Hoje a porcentagem de visitantes é de 90% mexicanos e 10% estrangeiros, entre eles turistas americanos que aproveitam as férias da Semana Santa. Baez disse em entrevista que seu trabalho é promover a imagem de Guerrero, um Estado que vive do turismo. Cerca de 70% do seu PIB provém deste setor e Acapulco é sua principal fonte de renda.
5 MILHÕES

Praia junto ao porto de Acapulco, no Estado de GuerreroNeste panorama, vê uma oportunidade para mudar a "cara de Acapulco", aonde chegam todo ano 5 milhões de turistas, um número que estagnou por diversas razões, mas que dada a beleza permanente de suas praias, pode voltar a crescer.

Um fator fundamental para afugentar a insegurança é criar trabalhos em Guerrero e Acapulco, onde o turismo é vital, pois se trata de um Estado que vive dessa atividade. Outro projeto que já começou é a construção de um túnel de 3 quilômetros de comprimento e que unirá a Acapulco tradicional com a da "zona dourada".

Baez considera que o desafio é romper a resistência de vendedores ambulantes, pescadores, empresários e funcionários para participar desta mudança a fim de recuperar o brilho deste balneário, cujo nome é uma marca internacional, o que explica em parte a persistência de milhões de turistas que, apesar de todos os problemas, continuam visitando a região.

GERARDO TENA
DA EFE, NO MÉXICO
Com Folha.com

sábado, 24 de setembro de 2011

Apesar de violência local, México recebe 41% mais brasileiros

Praia de Puerto Vallarta, importante centro turístico do México
Praia de Puerto Vallarta, importante centro turístico do México
Resorts de praia na península de Yucatán, no México, estão distantes e aparentemente imunes da intensa violência ao longo da fronteira entre o país e os Estados Unidos. Tanto que em 2011, até agora, o México teve um crescimento de turistas brasileiros de 40,9%, segundo seu Ministério do Turismo.

O site da emissora CNN, citando dados oficiais, relata que a imagem internacional do país latino-americano pode ter sido afetada, mas sua indústria turística segue ilesa.

De fato, a fronteira problemática fica a quase 2.000 quilômetros da cidade de resorts Cancún, por exemplo, uma das mais populares a brasileiros. O turismo internacional ao México aumetnou 2,1% nos primeiros cinco meses de 2011, comparados ao mesmo período de 2010.

E o país permanece como o destino principal de norte-americanos viajando ao exterior, que percentualmente escolhem mais o México para sua viagem. Há também registro de dois dígitos de porcentagem no aumento de visitantes a partir da Rússia e China, além do Brasil.
Folha de São Paulo

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Entenda a relação entre Porto Rico e os EUA


Porto Rico, oficialmente Estado Livre Associado de Porto Rico é um território autonômo dos Estados Unidos.

Porto Rico não é propriamente independente, mas estado associado e depende dos Estados Unidos da América para garantir sua defesa. Além disso, a ajuda financeira que recebe é vital para sua economia, cujos setores mais importantes são a indústria química e o turismo.

  • Puerto Rico – Porto Rico
  • Capital – San Juan.
  • Condição – Membro da Comunidade dos EUA (Commonwealth)
  • Governo - República de três-ramos
  • Presidente (Chefe de Estado) - Barack Obama
  • Governador - Luis Fortuño
  • Ramo Legislativo Federal - Congresso dos Estados Unidos da América
História

Descoberto por Cristóvão Colombo em 19/11/1493, Porto Rico é colonizado pelos espanhóis a partir de 1509. Cerca de 1511, Juan Ponce de Leon funda a cidade chamada de Porto Rico (por razões desconhecidas, os nomes se inverteram, a cidade passou a ser chamada de San Juan e a Ilha de Porto Rico)...

Foi colônia da Espanha até o final da Guerra Hispano-Americana, em 1898, quando foi cedido aos EUA. Em 1917, a população consegue a cidadania norte-americana e, 30 anos depois, adquire o direito de eleger o governador. Uma Constituição própria é promulgada em 1952. Em 1989, o furacão Hugo arrasa sua economia.

Durante décadas, o Partido Popular Democrático (PPD), favorável à manutenção de Porto Rico na Comunidade dos EUA (na qual fora incluído em 1952), domina a política local. Nos anos 60 é fundado o Partido Novo Progressista (PNP), com a proposta de transformação da ilha em estado norte-americano. Desde então, os dois partidos revezam-se no poder.

Em um referendo de 1993, 48% dos votantes são favoráveis à permanência na Comunidade dos EUA, 46% apóiam a condição de estado norte-americano e 4% defendem a independência.

Com o plebiscito, o inglês, que havia sido abolido em 1991, volta a ser a língua oficial. Em julho de 1996, uma comissão da Câmara dos Deputados dos EUA recomenda aos eleitores de Porto Rico que se manifestem novamente sobre o status do território até 1998.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Saiba como está organizada a economia do Panamá

Foto da Cidade do Panamá, capital do Panamá.
A principal fonte de recursos do Panamá está associada às operações realizadas no Canal do Panamá, cujo controle total passou ao Panamá em 1999. O Produto Interno Bruto é de 24.711 bilhões de dólares (2009), equivalentes a 7.155 dólares per capita.

A fortemente dolarizada economia do Panamá apóia-se num bem desenvolvido setor de serviços, que responde por 3/4 do Produto Interno Bruto. Os serviços estão associados à operação do Canal do Panamá, cujo controle total passou ao país em 1999, e também ao setor bancário e à zona de livre comércio de Colón, além do aluguel da bandeira panamenha para registro de navios.

Os principais cultivos são a banana, a cana-de-açúcar, o arroz, o milho e o café. A pesca é uma das atividades mais importantes do país. O principal produto mineral é o sal. Os produtos industriais abastecem somente o mercado local.

A moeda do Panamá é o Balboa
Agricultura, pecuária e pesca: As grandes empresas agrícolas convivem com as pequenas propriedades e lavouras de subsistência. A maior parte da produção agrícola destina-se à exportação e é obtida em fazendas mecanizadas, mas persistem os núcleos de subsistência, que utilizam técnicas tradicionais. Nas planícies plantam-se arroz, cana-de-açúcar e frutas tropicais; nas terras temperadas são produzidos tomates, batatas e cebolas. O milho é cultivado em quase todas as zonas agrícolas do país. Exportam-se café, açúcar e bananas.

A pecuária tem importância nas províncias de Chiriquí, Veraguas e Los Santos, que contam além dos pastos naturais para o gado bovino, com grandes fazendas de suínos. Nos últimos decênios do século XX, a pesca se desenvolveu em todo o litoral, tanto na costa como no alto-mar. São exportados sobretudo crustáceos.

Indústria e energia: Apesar do considerável desenvolvimento registrado nas últimas décadas, o setor industrial panamenho é relativamente fraco. Destacam-se a produção de plásticos, as indústrias têxteis, as de confecção de artigos de couro e, sobretudo, as alimentícias: carne, cereais, açúcar e laticínios. Os principais centros industriais são a capital do país e zona franca de Colón, criada em 1953, onde reúnem montandoras de produtos procedentes dos Estados Unidos, Japão e Europa ocidental, que são posteriormente exportados para os países das Américas Central e do Sul.

Zona franca de Colón, Panamá
Existe petróleo nas plataformas marinhas. No entanto, o subsolo não é rico em jazidas minerais e somente calcário e sal são obtidos em quantidades signficativas. A maior parte da energia elétrica provém ainda de usinas termelétricas, mas na segunda metade do século XX foram construídas várias usinas hidrelétricas.

Turismo: Turismo na República do Panamá cresceu nos últimos 5 anos, graças, em parte, ao governo oferecer desconto de impostos e preços à visitantes e aposentados extrangeiros. Esses incentivos financeiros levaram o Panamá a ser conhecido como um bom lugar para se aposentar, sendo um dos destinos que mais recebe aposentados americanos e europeus. Investidores imobiliários no Panamá aumentaram a quantidade de destinos de turismo nos últimos 5 anos. A quantidade de turistas no Panamá entre Janeiro e Setembro de 2008 foi de 1.100.000, um aumento significativo de 13.1%(128.452) em relaçao ao mesmo período do ano anterior, quando as chegadas totalizaram 982.640. As chegadas de turistas da Europa ao Panamá cresceram 23.1% durante os 9 primeiros meses de 2008. 

De acordo com a Autoridade de Turismo do Panamá (ATP), entre Janeiro e Setembro, 71.154 turistas do velho continente entraram no país, 13.373 mais do que o mesmo período do ano anterior. A maioria dos europeus que visitaram o Panamá sao espanhois (14.820), italianos (13.216), franceses (10.174), britanicos (8.833) e alemaes (6997).Europa se tornou um dos mercados chave para promover o Panamá como destino de turismo. Em 2007 1.445.500 turistas visitaram o Panamá. Isso gerou 9.5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, sendo o maior setor da economia.
Textos do Wikipédia

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Por que o carro é mais barato na Argentina e no Chile?


A ACARA, Associacion de Concessionários de Automotores De La Republica Argentina, divulgou no congresso dos distribuidores dos Estados Unidos (N.A.D.A), em São Francisco, em fevereiro deste ano, os valores comercializados do Corolla em três países:

No Brasil o carro custa US$ 37.636,00, na Argentina US$ 21.658,00 e nos EUA US$ 15.450,00. Outro exemplo de causar revolta: o Jetta é vendido no México por R$ 32,5 mil. No Brasil esse carro custa R$ 65,7 mil.

Por que essa diferença? Vários dirigentes foram ouvidos com o objetivo de esclarecer o “fenômeno”. Alguns “explicaram”, mas não justificaram. Outros se negaram a falar do assunto. Quer mais? O Gol I-Motion com airbags e ABS fabricado no Brasil é vendido no Chile por R$ 29 mil. Aqui custa R$ 46 mil.

O Corolla não é exceção. O Kia Soul, fabricado na Coréia, custa US$ 18 mil no Paraguai e US$ 33 mil no Brasil. Não há imposto que justifique tamanha diferença de preço. A Volkswagen não explica a diferença de preço entre os dois países. Solicitada pela reportagem, enviou o seguinte comunicado: “As principais razões para a diferença de preços do veículo no Chile e no Brasil podem ser atribuídas à diferença tributária e tarifária entre os dois países e também à variação cambial”.
Do UOL Carros

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sorveteria argentina Freddo quer investir até R$ 2 milhões no Brasil

Loja da Freddo em Alphaville, em São Paulo, inaugurada no dia 28 de abril. (Foto: Divulgação)

A rede de sorveterias argentina Freddo desembarcou em São Paulo em abril, com uma loja em Moema, na zona sul da capital paulista, e outra em Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo. Muito conhecida dos brasileiros que visitam Buenos Aires, a rede pretende investir até R$ 2 milhões no país este ano e abrir as primeiras lojas no Rio de Janeiro no próximo ano.

Em entrevista, Sergio Gratton, diretor geral da empresa que existe desde 1969 na Argentina, onde tem 70 lojas e fatura US$ 60 milhões por ano, diz que o foco da empresa no Brasil será abrir lojas em shoppings, além de ruas com grande movimento de pedestres. Além do mercado brasileiro, a Freddo deve entrar também no Chile no fim de 2011.

Já faz tempo que a Freddo é muito popular entre os brasileiros que visitam Buenos Aires e outras cidades da Argentina. Por que só agora a empresa decidiu vir ao Brasil? Há algo de especial neste momento?
Sergio Gratton - O Brasil é um mercado muito importante e levamos o tempo necessário para encontrar o administrador com a experiência correta. Operar bem um negócio com a Freddo é essencial, é preciso ter pessoal preparado e motivado; isso é o mais difícil de conseguir.

Quais os planos da Freddo para o Brasil este ano? Quais as inaugurações previstas?
Sergio Gratton - Este ano queremos focar na cidade de São Paulo, abrindo cinco ou sete lojas.

Qual a previsão de investimentos no Brasil neste primeiro ano?
Sergio Gratton - Entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

Quando se devem inaugurar as lojas do Rio? Quantas lojas?
Sergio Gratton - No Rio queremos inaugurar no próximo ano. Para 2012 esperamos ter um mínimo de 15 locais.


Em que lugares de São Paulo e Rio serão essas novas lojas? Já se sabe?
Sergio Gratton - Basicamente em shoppings, além de bairros com ruas de grande trânsito de pedestres, como (no bairro paulistano de) Moema, onde abrimos a primeira loja em São Paulo.

O que falta para a data e os planos sobre essas inaugurações serem definidas?
Sergio Gratton - Alguns locais já estão confirmados, outros estão sendo negociados. Estamos otimistas de que vamos concretizar a quantidade de aberturas que mencionamos.

Qual será a estratégia da Freddo para entrar no Brasil? Lojas próprias? Há planos de franquias?
Sergio Gratton - Queremos fazer acordos com administradores locais que tenham a estrutura e o pessoal para levar adiante o negócio; que conheçam bem o mercado. O modelo de franquias é uma possibilidade que consideramos, claramente.

Em quais outros países a Freddo está presente? Há outros previstos?
Sergio Gratton - Está no Uruguai, Paraguai, Bolívia, Inglaterra e Brasil. No final deste ano abriremos no Chile.

Há diferença em agradar brasileiros e argentinos com sorvete? Há especificidades do mercado aqui?
Sergio Gratton - O público brasileiro será exigente em relação a produto e serviço; vamos fazer o impossível para agradá-los e achamos que temos como fazê-lo. O que for preciso ajustar, ajustaremos.

Qual a sua percepção sobre a receptividade do mercado brasileiro à Freddo?
Sergio Gratton - Muitos brasileiros conhecem a Freddo há muitos anos, sempre tivemos uma resposta muito positiva e achamos que continuará assim. E ainda melhor, porque estaremos mais perto (deste público).

Por Ligia Guimarães
Do G1

domingo, 14 de agosto de 2011

Uruguay atento a posible ajuste de Brasil si hay cambio brusco global


Un cambio brusco en el ciclo de la economía global no es un escenario inminente, pero si ocurriera Brasil deberá ajustar fuerte su tipo de cambio. Ante un impacto en el principal socio comercial, analistas y agentes locales aconsejan cautela.

Brasil no escapó al pánico que se desató el lunes en los mercados tras la rebaja de la nota de la calificación de la deuda de Estados Unidos que efectuó Standard and Poor`s el viernes 5 a última hora. Ese fenómeno llevó a que los inversores retiraran sus fondos de economías emergentes en unas jornadas donde reinó la incertidumbre.

El real es una de las monedas que más sobrevalorada está frente al dólar, pero el movimiento de capitales que comenzó el lunes hizo que la tendencia cambiara y por tres días depreciara su valor. Aun así, cerró la semana en 1,611 reales y en el mercado se sostiene que el efecto fue coyuntural. El promedio de los consultados por Bloomberg pronostica un dólar a 1,58 reales a fin de año.

Pero la falta de respuestas políticas ante la crisis en Europa hace prever que el escenario internacional pueda volverse más sombrío de lo esperado, abriéndose nuevas interrogantes sobre qué tan preparado está el gigante norteño para enfrentarlo. De confirmarse ese panorama, analistas y agentes económicos uruguayos estiman que Brasil se verá forzado a hacer un ajuste fuerte en su tipo de cambio y que Uruguay deberá seguir sus pasos.

DOS ESCENARIOS. "Pese a la evolución desfavorable que mostraron las variables financieras en las últimas jornadas o semanas, en nuestro escenario base de proyección mantenemos perspectivas positivas para Brasil", dijo a El País la economista Florencia Carriquiry, de la consultora Deloitte.

Agregó que en la medida en que prevalezcan bajas tasas de interés en los países desarrollados y los precios de los commodities se mantengan en niveles elevados, "las economías emergentes en general (y Brasil entre ellas) van a seguir creciendo a buen ritmo y con monedas fuertes en relación al dólar y al euro".

La previsión de bajas tasas de interés se ve reforzada por el anuncio del presidente de la Reserva Federal de Estados Unidos, Ben Bernanke, que el martes expresó su compromiso con mantener la tasa en 0% hasta 2013. Esto favorece a las economías emergentes, porque se vuelven más atractivas para los inversores al ofrecer un interés más alto en sus títulos de deuda pública. Por tanto, los gobiernos tienen facilidad para captar financiamiento e inversiones.

No obstante, Carriquiry dijo que si se constatara "un agravamiento importante y duradero del escenario internacional" -por ejemplo, que Italia o España fueran arrastrados a una crisis más severa-, entonces los impactos en Brasil "podrían ser significativos". Eso se sustenta en que podría revertirse el ingreso de capitales a ese país, lo que a la postre "repercutiría probablemente en un necesario ajuste contractivo del gasto doméstico y en un aumento persistente del dólar en Brasil".

Carriquiry resaltó que los síntomas de recalentamiento de la economía (crecimiento por encima de la tendencia con exceso de demanda e inflación elevada) constituyen "desequilibrios" que ante un cambio de escenario mundial harían que "Brasil sufra un ajuste más o menos importante".

Por su parte, el socio de la consultora CPA/Ferrere, Gabriel Oddone, dijo en una conferencia el jueves en el hotel Radisson que Brasil "está en situación de ciclo económico muy acelerado, está creciendo por encima de su tendencia, con la inflación muy elevada y aplicando políticas monetarias contractivas para evitar que la inflación se dispare, lo que hace que el tipo de cambio se aprecie todavía más, todo lo cual nos deja un Brasil muy caro. Si el mundo revirtiera el ciclo económico en los próximos meses y la situación para los países fuera menos favorable, el ajuste que tendrá que hacer Brasil es significativo".

MARCELA DOBAL, EL PAÍS

Argentinos se preocupam com efeitos do plano Brasil Maior


Os empresários argentinos estão preocupados com os eventuais efeitos que o pacote do plano Brasil Maior possam causar ao país. O anúncio em Brasília gerou em Buenos Aires temores de que a competitividade brasileira - velho pesadelo dos argentinos - aumente, e, consequentemente, intensifiquem os riscos de uma suposta "invasão" de produtos 'Made in Brazil' no mercado local. Fontes da União Industrial Argentina (UIA) afirmam que é preciso verificar qual será o impacto das medidas brasileiras nos denominados "setores sensíveis" da indústria argentina, entre os quais estão os calçados, têxteis, móveis e autopeças.

No entanto, o economista e ex-secretário de Indústria, Dante Sica, relativiza os temores: "se o plano do governo Dilma tiver sucesso e isso gere uma maior reativação econômica no Brasil, implicará na melhora de nossas exportações ao mercado brasileiro".

O ex-secretário de Comércio Exterior, Raúl Ochoa, disse ao Estado que, "caso o plano Brasil Maior funcione, seus efeitos não serão imediatos. Eles poderiam começar a ser sentidos no ano que vem na Argentina. Especialmente no que concerne aos bens de capital". Oficialmente a presidente Dilma Rousseff nada comentou sobre estes assuntos comerciais com a presidente Cristina Kirchner, quando esta esteve em Brasília na sexta-feira passada para uma visita de pouco menos de 24 horas.

Os temores argentinos são acompanhados pelo crescimento persistente do superávit que o Brasil possui com seu parceiro do Mercosul na balança comercial. Segundo um relatório da consultoria Abeceb, em julho o Brasil teve US$ 516 milhões de superávit na relação comercial com a Argentina. O volume implica em um aumento de 37% em comparação com o mesmo mês de 2010.


As exportações brasileiras para a Argentina em julho - as maiores da história da relação bilateral - foram de US$ 2,041 bilhões. Esse volume equivale a um aumento de 25,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. A compra de produtos Made in Brazil em julho colocou a Argentina no terceiro posto do ranking de maiores importadores mundiais do Brasil, atrás da China e dos EUA.

Na contra-mão, as vendas argentinas para o Brasil aumentaram 21,9%, chegando a US$ 1,525 bilhão. Nos primeiros sete meses do ano o Brasil teve um superávit de US$ 2,96 bilhões com a Argentina. No mesmo período do ano passado o superávit acumulado favorecia o Brasil em US$ 1,46 bilhão.

Entre janeiro e julho as vendas brasileiras para a Argentina aumentaram 32,2% em comparação com o mesmo período de 2010. Simultaneamente, as exportações argentinas para o Brasil cresceram 19,5% nos primeiros sete meses deste ano.
Agência Estado

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pelos Andes: Com caminho asfaltado, Brasil alcança Pacífico via Transoceânica

Estrada Transoceânica faz a ligação do Brasil com o Pacífico e o Peru / Foto: DivulgaçãoFoi preciso domar os caprichos da natureza para transformar em realidade o sonho de pavimentar o caminho do Brasil ao Oceano Pacífico. Mas, para tirar definitivamente do papel a Transoceânica - projeto que nasceu em 2000 -, faltava construir uma pequena ponte sobre o Rio Madre de Dios, no Peru. Inaugurada, enfim, no último dia 15, a ponte se tornou um marco dessa complexa, singular e desafiadora rodovia, cujo megaprojeto binacional é assinado por um pool de empreiteiras brasileiras: Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão.

Pensada para ser um corredor de commodities, ainda não se sabe, contudo, se a rodovia vai realizar o sonho acalentado por anos pelo ex-presidente Lula. Talvez ela funcione mais como ferramenta de integração regional, incorporando áreas isoladas do Peru, e menos como uma estrada para escoar para a Ásia, via Pacífico, produtos do Centro-Oeste brasileiro, como carne, minério e soja. Isso porque a rodovia é estreita, sinuosa e remota, o que aumenta os gastos com combustível e manutenção dos caminhões.

- A integração física poderia ser também comercial, se fosse assinado acordo de livre comércio entre os dois países - avalia o diretor de Sustentabilidade da Odebrecht Peru, Delcy Machado Filho, comentando que o megassonho de um corredor de commodities talvez não se realize, mas o fato de o Brasil já ter acesso irrestrito ao Pacífico é, sem dúvida, mais uma porta que se abre aos itens made in Brazil. Se a origem for Santos (SP), para se chegar ao Pacífico pela estrada é preciso percorrer 2,6 mil quilômetros até os portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan de Marcona, todos à beira do oceano.

A Odebrecht investiu US$ 1,25 bilhão para explorar por 25 anos o maior trecho da estrada, batizado de Interoceânica Sul. São 710 km de asfalto no pedaço que começa em Cuzco, passa por Puerto Maldonado, na região de Madre de Dios, e chega a Assis Brasil, no Acre. É nesse ponto, na fronteira entre os dois países, que foi preciso levantar a ponte Billinghurst sobre o Rio Madre de Dios, que desemboca no Brasil com o nome de Madeira.

Ao custo de US$ 32 milhões, a enorme estrutura metálica da Billinghurst, de 722,9 metros de extensão e altura correspondente a um prédio de 25 andares, era o último elo que faltava para concluir um negócio que começou a ser discutido nos anos 2000, durante a Cúpula dos Presidentes da América do Sul.

Por Liana Melo, do O Globo

domingo, 7 de agosto de 2011

Paraguaios invadem o bairro do Bom Retiro


Nos últimos anos, os paraguaios estão ocupando muito espaço nas confecções do Bom Retiro (região central de São Paulo). Eles formam a nova onda de migração ao bairro --local histórico por sempre receber comunidades de todo o mundo.

Muitos paraguaios chegam e vão trabalhar para os bolivianos, ainda maioria como dono das confecções. Mas, quando a situação melhora um pouco, eles abrem seu próprio negócio. É o caso de Esteban Rojas, 38, que diz, no vídeo acima, estar no Brasil há dez anos.

Todos que resolvem emigrar para o Brasil fazem isso por motivos econômicos, como mostra o vídeo e a reportagem de Eduardo Geraque, publicada na edição deste domingo da Folha.

Estimativas da associação Brasil-Paraguai Japayke (palavra em guarani que significa despertar) indicam a chegada de 10 paraguaios por dia na Grande São Paulo. Eles somam um contingente de 60 mil pessoas. Só 10%, aproximadamente, tem os documentos em dia.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Argentina cede protagonismo frente al impulso brasileño

Mientras Argentina no trasmite seguridad en la relación bilateral y retrocede su influencia relativa sobre la economía uruguaya, Brasil sigue avanzando paso a paso y la vieja política del equilibrio entre las partes va perdiendo vigencia.

El relacionamiento económico entre los países se da a través de varios canales. El más obvio es el comercial, tanto de bienes como de servicios. Pero existen otros muy importantes, tales como la integración energética, los flujos de inversiones, los movimientos a través del sistema financiero y las obras de infraestructura binacional.

Durante la década del noventa Argentina era el principal socio económico de nuestro país y en varios de los canales mencionados su rol era preponderante. Los lazos eran comerciales, pero también financieros y había un flujo de inversiones de ese origen importante, dirigido fundamentalmente al sector turístico.

En la última década esa relación se debilitó. Argentina se aisló del mundo, concentrándose en sus problemas internos. Como resultado de ello adoptó una serie de medidas que afectaron a nuestro país. El más notorio fue el bloqueo de los puentes sobre el Río Uruguay durante varios años, pero también cabe señalar las sucesivas trabas en materia comercial. En tal sentido, los encuentros al más alto nivel entre los gobiernos de ambos países son muy importantes para superar los desacuerdos, aunque la experiencia nos muestra que no cabe esperar mucho de ellos.

Las trabas existentes y los cambios que se fueron dando en el país en la última década determinaron que aquella estrecha relación, que hizo pensar a muchos con cierta razón que la suerte de Uruguay estaba atada a la de su vecino, se debilitó. Una serie de indicadores lo reflejan. En primer lugar las políticas cambiarias vigentes en cada uno de los países. Durante los años noventa los arreglos cambiarios en ambos márgenes del Plata fueron similares, sistemas de tipo de cambio fijo, en particular el uruguayo, que seguía al del socio mayor.

A través de este canal se formaron varios precios en nuestro país. Es más, en aquellos años se dio una situación de alta competitividad de los productos uruguayos frente a sus similares argentinos. Tan importante fue esa relación, que fue la devaluación argentina de diciembre de 2001 la que desencadenó la crisis posterior en nuestro país.

Hoy la situación es otra, en Uruguay rige un sistema de flotación sucia, que sigue muy de cerca al real. En tal sentido, el mecanismo de trasmisión de precios cambió, siendo actualmente Brasil el referente. Así como en los noventa, era Argentina el mercado frente al cual la competitividad era muy alta, en la actualidad es Brasil.


Del El País
HORACIO BAFICO/GUSTAVO MICHELIN

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Fique por Dentro: Mudanças em Cuba


Neste vídeo, a jornalista cubana da BBC Mundo Liliet Heredero responde algumas das questões mais prementes da Assembleia Nacional de Cuba.

Liliet Heredero, BBC Mundo
Liliet Heredero, BBC Mundo
Duas das reformas mais radicais desde a Revolução Cubana podem ser aprovadas neste encontro. De acordo com o jornal estatal Granma, existe um projeto de lei para uma nova Lei de Moradias. Ela vai permitir que os cubanos vendam as suas casas por dinheiro e que comprem novas residências.

Outra mudança que pode ser aprovada permitiria comprar quantos carros quiser e vender automóveis sem restrições.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Cristina e Dilma querem ação coordenada para lidar com crise



"Devemos definir ações conjuntas e concretas para defender nossos países da excessiva liquidez que valoriza artificialmente nossas moedas e da avalanche de produtos manufaturados que, não encontrando mercado nos países desenvolvidos, atingem o emprego e a indústria nas nossas regiões", afirmou Dilma.

Já Cristina afirmou que a região precisa ter iniciativa diante da crise. "Mas não se trata de uma posição agressiva, e sim de um reposicionamento da nossa região em um mundo diferente que estamos vislumbrando".
Ela afirmou ainda que Brasil e Argentina têm a responsabilidade de liderar a integração dos países da região.

Dinamismo
A presidente brasileira também destacou os "grandes avanços" na relação entre os dois países e disse que a intenção é aprofundá-la ainda mais. "O dinamismo do comércio entre a Argentina e o Brasil é poderoso instrumento de integração. Em 2010, com quase US$ 33 bilhões de intercâmbio, registramos recorde histórico", afirmou Dilma

"A qualidade de nossas trocas bilaterais – 90% das quais correspondem a produtos industrializados – reflete seu caráter estratégico e seu potencial de irradiação de desenvolvimento. De acordo com a brasileira, diante de uma integração dessa magnitude é esperado que ocorram problemas. Ela disse, porém, que eles estão sendo resolvidos.

Na última quinta-feira, o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, havia afirmado que as restrições ao comércio de produtos dos dois países não deveria entrar na pauta das presidentes, já que esse assunto seria tratado pelos ministérios da Indústria e Comércio de Argentina e Brasil.

Os dois países enfrentam divergências desde que a Argentina ampliou restrições a produtos brasileiros no primeiro semestre e, em retaliação, o Brasil também restringiu a importação de carros argentinos.

Da BBC Brasil