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sábado, 24 de setembro de 2011

Chávez diz que quer incluir a classe média em projeto socialista


Em uma entrevista por telefone para a televisão estatal, Chávez disse que está entrando em um período reflexivo de sua vida e que seu governo precisa convencer a classe média do país de que ela é necessária. O presidente se recupera de um tratamento contra o câncer em Cuba, mas afirmou que pretende se candidatar à reeleição em 2012.

O comentário de Chávez aconteceu um dia após a celebração de seu aniversário de 57 anos, quando disse a seus partidários que não tinha pretensões de deixar a presidência no futuro próximo. Durante a celebração, Chávez apareceu vestindo uma camisa amarela e disse que era preciso eliminar dogmas e acabar com o que ele chamou de abuso de símbolos, como o termo "socialismo".

"Por que temos sempre que usar uma camisa vermelha? O mesmo vale para a palavra 'socialismo'", disse.

Lições cubanas
Na entrevista por telefone, na última sexta-feira, Chávez afirmou que o tratamento para a retirada de um tumor na região pélvica o levou a mudar radicalmente sua vida e entrar em um período "mais diverso, mais reflexivo e mais multifacetado".

O líder venezuelano, que subiu ao poder em 1999, disse que o setor privado e a classe média eram "vitais" para seu projeto político e disse lamentar o fato de que suas tentativas de incluir estes grupos tenham sido criticadas por alguns oficiais do país.

"Raúl Castro está liderando um processo de auto-crítica", disse Chávez, sugerindo que a Venezuela pode aprender com as reformas feitas pelo atual presidente de Cuba, que fez concessões ao setor privado após substituir Fidel Castro em 2006. Segundo Chávez, o governo da Venezuela precisa corrigir a percepção de que pequenos negócios serão dominados pelo estado.

"Temos que garantir que ninguém acredite nisso. Temos que convencê-los do nosso projeto real, do fato de que precisamos desse setor e reconhecemos sua contribuição", disse.
Da BBC Brasil

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Hugo Chávez aparece de cabeça raspada na televisão

Com câncer, Hugo Chávez aparece careca na TV e diz "es my new look" (É meu novo visual)

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, apareceu de cabeça raspada nesta segunda-feira, na cerimônia de juramento dos novos ministros de seu gabinete, transmitida pela televisão local. Chávez passou recentemente por sessões de quimioterapia, como parte de um tratamento contra um câncer.

"É meu new look" (novo visual), disse o venezuelano, em inglês. Ele explicou que a queda de cabelo foi consequência da quimioterapia, que "ataca com prioridade aquelas células do corpo que experimentam rápido crescimento", entre as quais o folículo capilar.

O venezuelano disse ainda que a queda de cabelo é sinal de que a quimioterapia está funcionando. Ele questionou as especulações da oposição sobre sua doença e negou que tenha câncer de cólon, reto ou nariz. Insistiu ainda que não tem células cancerígenas no corpo.

Mais cedo, em entrevista telefônica, Chávez havia dito: "Ontem à noite tive que chamar o barbeiro e lhe disse: 'olha, meu cabelo está caindo'. Fui tomar banho, ia por o shampoo como sempre e senti que caiu um pedaço".

O presidente venezuelano contou que escolheu, então, fazer um corte de cabelo "militar". De terno e gravata vermelha, Chávez tomou o juramento dos ministros de Cultura, Pedro Calzadilla, e da Juventude, María del Pilar Hernández, além do comandante da Guarda de Honra presidencial, Wilfredo Figueroa Chacín.

SEM MORTE

Em clima de recuperação, Chávez mudou também seu lema de "pátria socialista ou morte" por uma frase mais otimista: "vencer e viver". "Independência e patria socialista, venceremos", disse Chávez nesta segunda-feira em uma entrevista por telefone ao canal estatal VTV.

As mudanças "refletem a condição de uma pessoa que se sente doente de uma coisa grave e obviamente isso a afeta", avaliou o sociólogo Ignacio Ávalos. Chávez revelou ter câncer em 30 de junho, após semanas de especulação, em uma mensagem lida em rede nacional em Havana, onde deveria encerrar uma turnê de visitas iniciada no Brasil no começo do mês.

Menos de quatro dias depois do anúncio da doença, Chávez retornaria de surpresa a Caracas, às vésperas do aniversário de 200 anos do país. Naquele momento, ele anunciou ter feito duas cirurgias em Cuba --uma delas para a retirada de um tumor. Chávez não informa que órgãos ou tecidos foram atingidos pelo câncer nem qual seu estágio. Negou, porém, que a doença tenha atingido o cólon ou o estômago.

Segundo a coluna de Mônica Bérgamo, da Folha, os médicos do Hospital Sírio Libanês viram os exames de Chávez e disseram que ele enfrenta lesões na próstata, em um nível avançado.

FLÁVIA MARREIRO
DE CARACAS, DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

domingo, 31 de julho de 2011

Governo cubano suspende proibição e libera compra de eletrodomésticos


O governo de Cuba suspendeu uma proibição que vigorava há oito anos. A partir deste sábado (30), os cubanos podem comprar eletrodomésticos como aparelhos de ar condicionado, fogões e chuveiros. O Ministério do Comércio Interior explicou, em nota, que o objetivo da medida é atender a população e criar empregos.
Do G1

domingo, 24 de julho de 2011

Chávez diz que se reuniu com Castros e presidente do Equador


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, informou através da rede social Twitter que nesta quinta-feira se reuniu em Cuba com o presidente do Equador, Rafael Correa, e com os líderes anfitriões, Fidel e Raúl Castro.

"Que bonita reunião tivemos nesta tarde com Fidel, Raúl e Rafael Correa. Fechamos cantando El Alma Llanera!", disse Chávez sem mais detalhes através da sua conta @chavezcandanga. Chávez voltou no fim de semana passado a Cuba, onde recebe tratamento contra o câncer. O presidente do Equador e seu chanceler, Ricardo Patiño, viajaram nesta quinta-feira a Cuba para visitar o governante venezuelano e se prevê que hoje mesmo retornem a Quito.

Correa e Chávez, que dizem promover o que chamam socialismo do século 21 através da revolução cidadã e a revolução bolivariana, respectivamente, mantêm uma estreita relação e se reúnem periodicamente em encontros bilaterais que se alternam no Equador e Venezuela

domingo, 10 de julho de 2011

Integrantes do projeto participam de uma reunião com o NESCUBA da UnB

Gabriele e Marcos na sala do NESCUBA na UnB.
Na última terça feira, 05, dois integrantes do projeto, Marcos Roberto e Gabriele Fernandes, foram à UnB para uma reunião com o NESCUBA (Núcleo de Estudo Cubanos) do Centro de Estudos Aplicados Multidisciplinares da Universidade de Brasília.

O NESCUBA é um núcleo de estudos com o intuito de desenvolver ações relacionadas à difusão da realidade cubana e ao intercâmbio entre Brasil e Cuba. Os integrantes do núcleo são professores, universitários da UnB e pesquisadores interessados em analisar a realidade cubana. Quase todos os membros do núcleo já tiveram a oportunidade de visitar Cuba.

Juarez e Ricardina, membros do núcleo
Em uma reunião produtiva e esclarecedora, os membros do NESCUBA colocaram em evidência os seus interesses em relação a Cuba, sendo eles os mais variados possíveis, como a questão de reforma agrária, a participação da mulher na Revolução Cubana, a liberdade de credo, a educação, saúde, distribuição de renda e etc. Percebe-se que o fato que mais chama a atenção de todos é a política cubana, que a partir de uma ideologia socialista, o país consegue se manter estável mesmo após o bloqueio econômico norte americano.

O advento da Revolução Cubana e os pensamentos de Che Guevara, Fidel Castro e José Matír é o que sustenta a base teórica do núcleo. Outro fato que deve ser mencionado, é que a partir das idéias proporcionadas por essa base teórica, os membros do grupo tentam adaptá-las a realidade brasiliense, sempre buscando como referência a ideologia socialista, do bem social. Todos os membros do grupo são ligados a questões políticas e organizações que lutam por questões sociais como MST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra) e CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Foi ressaltado ainda durante a reunião que, o ensino público de Cuba é uma das melhores do mundo, sendo o primeiro país a erradicar o anafalbetismo da população. Hoje, 99.8% da população cubana, acima de 15 anos, sabe ler e escrever. A saúde pública de Cuba é outro exemplo a ser seguido, podendo ser comparado a um sistema de saúde de primeiro mundo, os cidadãos não precisam de um plano de saúde para um bom atendimento, ao contrário da realidade vivida no Brasil. A expectativa de vida ao nascer em Cuba é de 75 anos para os homens e de 79 para as mulheres.

Foto durante a reunião.
Durante a reunião, os integrantes do grupo puderam explicar aos membros do NESCUBA sobre o projeto "¡Ven a bailar en la Cultura Hispana!", e comunicaram a eles a necessidade da comunidade escolar ter um conhecimento maior sobre Cuba, quebrando os estereótipos que envolvem a sociedade deste país, para isso, foi levantada a hipótese de haver um seminário na escola. Além disso, os integrantes do grupo foram convidados a apresentar o projeto na semana de extensão na UnB na data provável de setembro.

Em suma, a reunião com o NESCUBA foi muito produtiva, pois ampliou os conhecimentos do grupo em relação a este país singular pela sua política social e por sobreviver aos contínuos boicotes norte americano ao país.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ciclo de Debates "A Revolução Cubana, 52 anos depois" reúne especialistas cubanos e brasileiros

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Foto: Ana Júlia Melo
O ciclo de debates sobre os 52 anos da revolução cubana ocorreu no auditório do Memorial Darcy Ribeiro na manhã da última quarta-feira, 29. O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Rafael Zamora Rodríguez, e o reitor da Universidade de Brasília, professor José Geraldo Júnior, abriram a cerimônia. Carlos Zamora agradeceu a oportunidade de aproximar os dois países. “É de grande importância esse intercâmbio entre Cuba e o Brasil depois de um período sem vínculos diplomáticos”, disse o embaixador.

Organizado pelo Núcleo de Estudos Cubanos (NESCUBA) em parceria com a Embaixada de Cuba, o evento contou com palestrantes cubanos e brasileiros. Amplamente discutido, o tema do processo de flexibilização e adaptabilidade do país ao mundo de hoje foi ressaltado na pergunta feita pelo professor do Instituto de Relações Internacionais, José Flávio Saraiva, sobre como avançar os valores cubanos, agora globalizados, no mundo que virá.

A revolução cubana, que aconteceu em janeiro de 1959, além de um movimento armado que derrubou o ditador Fulgencio Batista, também é vista como uma série de programas sociais e econômicos implementados pelo novo governo. Essa prática política e social não se limitou à utopia. O país obteve conquistas como a eliminação da miséria, a alfabetização de massa e uma campanha de saúde que atinge toda a população. O apoio soviético e o alinhamento do país ao bloco socialista motivaram o embargo econômico americano ao país.

Na fala de Hélio Doyle, jornalista e professor da Faculdade de Comunicação, fica clara a dificuldade que sempre tivemos, os brasileiros, em compreender o que realmente foi e é o mito cubano. Segundo Doyle, o desconhecimento da situação levou a diversas conclusões erradas. “Sempre havia a dúvida da sobrevivência de Cuba, foi assim com a queda da União Soviética, com a saída de Fidel Castro, e agora com o movimento do congresso cubano”, afirmou o professor.

Evento foi realizado pelo Núcleo de Estudos Cubanos da UnB em parceria com a embaixada de Cuba.
Participação da imprensa

Rosa Miriam Elizalde, jornalista do site Cuba Debate, reclama das dificuldades enfrentadas pelo país no acesso a internet. Os Estados Unidos também impedem, não só a entrada comercial de tecnologia, mas o acesso e a produção de conteúdo. Segundo Elizalde, o governo tem investido nos jovens e no desenvolvimento tecnológico, mas isso não é suficiente. Ela explica que são necessários três pontos para solucionar o problema: cultura digital, infra-estrutura de rede e inversão para conexão. “Quem não tem aceso a tecnologia, não existe. Há um bloqueio tecnológico tão cruel quanto o econômico”, disse a jornalista.

O jornalista e presidente da TV Cidade Livre em Brasília, Carlos Alberto Almeida, conta que Cuba tem a maior taxa de justiça social do mundo e é exemplo no que se trata de políticas sociais. Para Zuleika Romay, presidente do Instituo do Livro em Cuba, o maior patrimônio do país é a população. “O debate sobre as transformações não dizem respeito à decadência ou fim do nosso socialismo”, afirma.

Por Ana Júlia Melo
Do Campus Online, da UnB

quarta-feira, 29 de junho de 2011

El Che Guevara, desclasificado

Ernesto Che Guevara y Fidel Castro
Ernesto Che Guevara, fumando una pipa, y Fidel Castro, a su izquierda, en Sierra Maestra, en septiembre de 1957.- ENRIQUE MENESES
El Centro de Estudios Che Guevara, que desde su fundación dirige la viuda del guerrillero cubano-argentino, Aleida March, ha decidido finalmente publicar los diarios originales que escribió Ernesto Guevara en pequeñas libretas de notas durante la lucha de Sierra Maestra. Dichas libretas fueron la materia prima que utilizó para elaborar su mundialmente famoso Pasajes de la guerra revolucionaria, su gran testimonio, mezcla de memoria y ensayo, de aquellos episodios que empezaron en la playa de Las Coloradas con el desembarcó del yate Granma, el 2 de diciembre de 1956, y acabaron el 1 de enero de 1959 con la huida del dictador Fulgencio Batista.

El libro, que será presentado hoy en La Habana, coincidiendo con la fecha en que el Che cumpliría 83 años, es publicado por la editorial australiana Ocean Press / Ocean Sur y lleva el título de Diario de un combatiente. Ha sido preparado por el Centro de Estudios Che Guevara, encargado de salvaguardar la obra y legado del legendario guerrillero. Pero no deben esperarse de él grandes sorpresas ni revelaciones extraordinarias.

La mayor parte de las anotaciones de Guevara en estas libretas son observaciones y comentarios breves sobre sucesos, combates, escaramuzas y hechos que sirvieron ya de materia prima a Pasajes de la guerra revolucionaria. Sin embargo, aun así, tienen el interés de poner de manifiesto cuáles fueron las primeras vivencias del Che al entrar en contacto con la realidad cubana -hasta ese momento solo conocía la isla y su situación a través de los ojos de Fidel Castro, su hermano Raúl y el resto de los revolucionarios cubanos en México-, y cómo sus pensamientos y sus percepciones se fueron transformando.

La propia editorial advierte que se trata de "notas muy escuetas", elaboradas "para su uso personal al no tener tiempo en aquellos momentos para desarrollarlas", e incluso admite que se puede "estar o no de acuerdo con algunas observaciones o afirmaciones" del Che.
Del "El País"

terça-feira, 14 de junho de 2011

Frase del Día : "El socialismo cubano"


Esta noche, millones de niños dormirão en la calle, pero ninguno de ellos es cubano.
Esta noite milhões de crianças dormirão na rua, mas nenhuma delas é cubana.
Fidel Castro

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Frida Kahlo: Artista mexicana que retratou a dor em seus quadros



Vítima de um terrível acidente que a prendeu sob um colete de gesso por toda a vida, a dor de Frida foi retratada em sua pintura de forma a marcar sua obra. Os auto-retratos e as representações de cenas do hospital ou de procedimentos médicos foram retratados de forma a fazer o observador partilhar da sua dor. Retratou a lápis a cena do acidente, sem respeito por regras ou perspectivas


Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, conhecida como Frida Kahlo, nasceu em 6 de julho de 1907, em Coyoacan, no México, para uma vida cheia de percalços. Frida era uma revolucionária. Ao contrário da elite de sua época, ela gostava de tudo o que era verdadeiramente mexicano: jóias e roupas das índias, objetos de devoção a santos populares, mercados de rua e comidas cheias de pimenta. Fiel ao seu país, a pintora gostava de declarar-se filha da Revolução Mexicana ao dizer que havia nascido em 1910.

Militante comunista e agitadora cultural, Frida usou tintas fortes para estampar em suas telas, na maioria auto-retratos, uma vida tumultuada por dores físicas e dramas emocionais. Aos seis anos contraiu poliomielite (paralisia infantil) e permaneceu um longo tempo de cama. Recuperou-se, mas sua perna direita ficou afetada. Teve de conviver com um pé atrofiado e uma perna mais fina que a outra.

O acidente:Em 1925, aos 18, sua vida mudou de forma trágica. Era setembro e o ônibus (novidade da época) em que Frida e o seu noivo Alejandro Gómez Arias estavam chocou-se em um trem. A pancada foi no meio do ônibus, onde estava sentado o jovem casal. Frida receberia todo o baque do acidente. Ela foi varada por um ferro que lhe atravessou o abdome, a coluna vertebral e a pélvis. Ela sofreu múltiplas fraturas, fez várias cirurgias (35 ao todo) e ficou muito tempo presa em uma cama. Foi nessa dolorosa convalescença, que Frida começou a pintar freneticamente, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua cama. Frida sempre pintou a si mesma.


O casamento: Rivera, socialista, foi o pintor mexicano mais importante do século 20 e fez parte do movimento muralista, que defendia a arte acessível. Quando se casou com Frida, a família dela comparou a união ao casamento de um elefante com uma pomba - ele era imenso e 21 anos mais velho. Mas os dois formaram o casal de artistas mais original da época. Frida amargou muitas amantes do marido, seu grande amor e reconhecido mulherengo. Diego ajudou Frida a revelar-se como artista. Em 1930, viaja com a esposa para os EUA, onde tinha trabalhos e exposições. Frida, mais mexicana do que nunca, chocava a todos com suas roupas, risos e gestos. Descobria-se uma forte e desejada mulher.

E na madrugada de 13 de julho de 1954, Frida, com 47 anos, foi encontrada morta em seu leito. Oficialmente, a morte foi causada por 'embolia pulmonar', mas há suspeita de suicídio. No diário, deixou as últimas palavras: "Espero alegre a minha partida - e espero não retornar nunca mais". 

Veja algumas obras surrealistas de Frida Kahlo, é importante todos os estudantes conhecerem tanto a artista quanto as obras, pois os mesmos são objetos de avaliação do PAS/1ª etapa da UnB.

"As duas Fridas"
Raízes
Auto Retrato com Cabelo Solto
Retirado da Revista "Época"

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Entenda a reforma econômica em Cuba:


Cuba está desvalorizando em cerca de 8% a sua moeda paralela, o peso conversível, utilizada principalmente por turistas e por companhias estrangeiras, como parte dos esforços para reavivar a sua economia. A moeda agora passa a ter paridade com o dólar, mas seguirá valendo 24 pesos convencionais. O peso segue sendo a moeda de fato de Cuba e é a moeda usada para pagar os salários dos cubanos, ainda que muitos moradores já façam inúmeras transações em pesos conversíveis, dentro do sistema do país que utiliza simultaneamente as duas moedas.

A desvalorização, que é a primeira mudança no sistema de câmbio do país em seis anos, chega no momento em que o governo de Cuba está adotando medidas para reduzir o papel do Estado na economia e estimulando a iniciativa privada. Em setembro do ano passado, foi anunciado que 1 milhão de funcionários públicos do país perderiam seus cargos, mas agora acredita-se que as demissões não ocorrerão tão rapidamente quanto se esperava de início. Saiba mais sobre a reforma econômica em Cuba:

Que diferença fará a desvalorização da moeda?
Cuba ficará mais barata para os turistas, que representam uma importante fonte de renda para o país.

Por que Cuba está tomando essas medidas agora?
As medidas foram tomadas após as mudanças anunciadas no primeiro congresso do Partido Comunista de Cuba em 14 anos, que teve início no dia 16 de abril. O congresso deve endossar o projeto de reforma econômica do presidente Raúl Castro.

Peso cubano
Por que o governo sente que mudanças são necessárias?
Porque ele simplesmente não tem mais como arcar com o sistema antigo. A revolução cubana sempre foi financiada por alguma potência externa e o dinheiro internacional agora não está mais entrando. Durante a Guerra Fria, foi a União Soviética que ofereceu petróleo barato para a ilha em troca de açúcar cubano, bem como créditos e empréstimos. Estima-se que Cuba ainda deva um total de US$ 20 bilhões ao que hoje em dia é a Rússia, por conta das benesses oferecidas na era soviética. Agora, Cuba voltou a estar sujeita às vontades dos dois países e os chineses estão pressionando o sucessor de Fidel Castro, seu irmão Raúl, a seguir seu caminho de reformas econômicas.

Quais deverão ser as principais consequências das mudanças?
Se os cortes planejados forem adiante, um em cada cinco trabalhadores do país não será mais um funcionário do governo. No momento, o governo emprega cerca de 85% da força de trabalho que atua no país. Isso não significa que eles ficarão desempregados. Muitos seguirão fazendo o que fazem atualmente, mas o Estado não será mais o seu empregador. Raúl Castro disse que o objetivo é reduzir a folha de pagamento do governo, mas afirmou também que ''ninguém será abandonado ao relento''.

Seria o fim do socialismo cubano?
Que outras mudanças estão sendo adotadas?
O sistema inteiro passará a ser menos paternalista do que no passado. Subsídios que mantinham artificialmente baixos os preços de produtos alimentícios básicos, como açúcar e arroz, estão sendo retirados.

Isso representa o fim do socialismo em Cuba?
Não. Desde que Fidel deixou de comandar o país, em fevereiro de 2008, analistas vinham prevendo que Raúl Castro iria introduzir reformas mais profundas. De fato, a própria data de realização do congresso mostra o quanto a Revolução Cubana é, na maneira de pensar de Raúl Castro, um tema central na vida do país. O encontro do partido teve início no dia em que completou-se 50 anos da batalha da Baía dos Porcos, evento emblemático na história do país, quando exilados cubanos apoiados pelos Estados Unidos foram derrotados em uma tentativa de invadir a ilha e derrubar o regime comunista em vigor no país.

Adaptado da BBC BRASIL - Folha de SP