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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Nossa Senhora de Guadalupe: A protetora dos mexicanos


Nossa Senhora de Guadalupe (em espanhol Nuestra Señora de Guadalupe), também chamada de Virgem de Guadalupe, é um culto mariano originário do México. É considerada pelos católicos a Patrona da Cidade do México (1737), do México (1895), da América Latina (1945) e Imperatriz da América (2000). Sua origem está na aparição da Virgem Maria a um pobre índio da tribo Nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, em Tepeyac, noroeste da Cidade do México, em 9 de Dezembro de 1531.

Pelos relatos, uma "Senhora do Céu" apareceu a Juan Diego, identificou-se como a mãe do verdadeiro Deus, fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo, que exigira alguma prova de que efetivamente a Virgem havia aparecido. Juan foi instruído por ela a dizer ao Bispo que construísse um templo no lugar, e deixou sua própria imagem impressa milagrosamente em seu Tilma, em um tecido supostamente de pouca qualidade (feito a partir do cacto), que deveria se deteriorar em 20 anos mas que não mostra sinais de deteriorização até ao presente. Um estudo realizado no Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do Méximo, em 1946, comprovou que as fibras do tecido correspondem as fibras de agave, tais fibras não duram mais do que vinte anos.

Em ampliações da face de Nossa senhora, os seus olhos, na imagem gravada, parecem refletir o que estava à Sua frente em 1531 - Juan Diego, e o bispo. Porém, alguns acreditam que isto pode ser explicado pelo fenômeno da pareidolia. O assunto tem sido objeto de inúmeras investigações científicas. É venerada no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e a sua festa é celebrada em 12 de Dezembro.

Texto do Wikipédia

sábado, 22 de outubro de 2011

América Latina é mais autônoma em relação aos EUA, diz Dosman

A América Latina está mais autônoma em relação aos EUA. O Brasil desempenha um papel-chave para conter nacionalismos e precisa controlar suas próprias tentações. A crise atual vai aumentar o protecionismo.

As avaliações são de Edgar Dosman, cientista político e professor da Universidade de York, no Canadá, onde é pesquisador do Centro York de Estudos Internacionais e de Segurança.

Ele lança no Brasil o livro "Raúl Prebisch, a Construção da América Latina e do Terceiro Mundo", biografia do estruturalista argentino que construiu a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina), imaginou a integração regional e defendeu a industrialização no continente.

A seguir, trechos da entrevista que concedeu à Folha. Dosman estará no Brasil em agosto para o lançamento do livro.

Como o sr. qualifica a situação na América Latina, os blocos econômicos e a emergência da China na região?
Edgar Dosman - É complexa. A arquitetura regional está em transição com numerosas iniciativas simultâneas, incluindo o esforço liderado pelo Brasil para consolidar a comunidade sul-americana. A criação de um novo processo latino-americano exclui os Estados Unidos e o Canadá e desafia a tradicional máquina interamericana centrada na Organização dos Estados Americanos (OEA). Há o experimento da Alba. Também o México faz uma nova aliança no Pacifico, com os países andinos. O processo de integração regional, que começou em 1960, teve uma segunda fase com a formação de blocos subregionais, como o Mercosul e o Nafta. Agora há um terceiro período, de conteúdo ainda indefinido. Todos os blocos existentes têm problemas de legitimidade, incluindo o Mercosul e o Nafta. A Alca está morta. O que é certo é que a América Latina tem hoje muito mais autonomia em relação aos EUA do que tinha no passado. Não apenas como resultado da afluência de atores poderosos como a China e a Índia, o que favorece um sistema econômico internacional multipolar, como também pelas conquistas macroeconômicas feitas a duras penas pelos governos latino-americanos, que deram uma resposta anticíclica à recessão de 2008. O declínio da influência norte-americana também reflete, é claro, a paralisia do governo de Washington, o que afeta o seu prestígio.


A questão do nacionalismo está de volta?
O Mercosul tomou o lugar da rivalidade militar entre Brasil e Argentina, com uma comunidade segura. Foi uma grande conquista. Também a diplomacia conteve crises como a entre Equador e Colômbia, administra as relações com a Venezuela, e aceita a liderança do Brasil no Haiti. É possível que a nova aliança do Pacífico alivie as tensões entre Chile e Peru. Mas há desafios. Na América hispânica, há resentimentos em relação ao poder do Brasil. Algumas das antigas rivalidades continuam (Chile-Bolívia, Colômbia-Venezuela, América Central etc), complicando o diálogo continental. A questão do crime na região precisa ser constatemente atacada. O principal fator de sucesso será a qualidade da liderança brasileira. Como lider regional, o país tem a responsabilidade de conter o nacionalismo e, mais do que isso, controlar suas próprias tentações.

Qual sua visão do Mercosul?
Tem apoio forte, apesar das tensões. Enquanto existe hoje o início de um diálogo continental, o escopo da integração dos sistemas produtivos é muito mais profundo. O desafio continua sendo a disparidade na região entre países em diferentes níveis de capacidades e desenvolvimento.

"Raúl Prebisch, a Construção da América Latina e do Terceiro Mundo"
  • Autor: Edgar Dosman
  • Editora: Contraponto
  • Páginas: 656
  • Quanto: R$ 80
    Entrevista feita por Eleonora de Lucena da Folha de São Paulo

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Novo edifício no Panamá é o mais alto da América Latina

Vista do Trump Ocean Club Tower, localizado no Panamá, na costa para o oceano Pacífico

O empresário norte-americano Donald Trump inaugurou nesta quarta-feira seu primeiro hotel latino-americano, um luxuoso complexo de 70 andares, de frente para o oceano Pacífico, na capital do Panamá. Torna-se o edifício mais alto da América Latina.

A construção, no formato de uma vela de barco, de 284 metros de altura, é um complexo turístico e residencial que amplia a explosão do setor imobiliário do Panamá, que planeja se tornar uma "mini Dubai". O edifício registrado como o mais alto do mundo atualmente, com 828 metros, é o Burj Khalifa, em Dubai (Emirados Árabes Unidos), que foi inaugurado ano passado.

Nas Américas como um todo, destaca-se o edifício Willis Tower, conhecido como Sears Tower, com 442 metros de altura, em Chicago (EUA). Mesmo sendo de 1973, ainda é o mais alto do continente americano.

Trump tinha provocado recentemente a ira da classe política panamenha ao declarar que os Estados Unidos entregaram "estupidamente" ao país o Canal interoceânico. O "Trump Ocean Club International Hotel&Tower" reflete "a sensibilidade moderna da nova geração do turismo de luxo", disse a empresa no convite para a inauguração do complexo hoteleiro, onde a diária do quarto mais barato custa US$ 300 e há até apartamentos vendidos a partir de US$ 250 mil até US$ 1 milhão.

Com um investimento de mais de US$ 400 milhões, o edifício projetado pela empresa colombiana de arquitetura Arias Serna Saravia, tem 47 suítes, 37 elevadores, spa, piscinas, marina, cassino, lojas, restaurantes, butiques e uma ilha com praia particular.

O edifício também tem um terraço de mais de 900 metros quadrados com uma piscina com vista para o oceano e um centro de convenções de 4.200 metros quadrados. "É o primeiro projeto Trump fora dos Estados Unidos", disse Eric Trump, filho do empresário, durante uma visita com jornalistas realizada recentemente.

A rede Trump tem hotéis em cidades como Nova York, Chicago e Las Vegas, e constrói atualmente um em Toronto (Canadá). Cerca de mil pessoas vão trabalhar no complexo em que celebridades e ricos já compraram quase todas as unidades, de acordo com a imprensa local. A empresa mantém sigilo sobre tais informações.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Problemas con BlackBerry se extienden a algunos países de América Latina


Los problemas de BlackBerry se ampliaron el martes luego que el fabricante de los teléfonos reportase interrupciones en los servicios por segundo día consecutivo en Europa, el Oriente Medio y África, y problemas nuevos en Latinoamérica e India.

Research in Motion Ltd., que produce los BlackBerry, reconoció que continuaban los problemas el martes, horas después de haber dicho que los servicios operaban normalmente y que la causa de la demora en los servicios a subscriptores la víspera había sido resuelta.

"Algunos usuarios en Europa, el Oriente Medio y África, India, Brasil, Chile y Argentina están experimentando demoras con sus mensajes y navegación de la internet", dijo la compañía en una declaración, y añadió que está "trabajando para restaurar el servicio normal lo más pronto posible".

Research in Motion Ltd. además se disculpó por "cualquier inconveniente", en momentos en que Twitter y la internet se llenaban de mensajes de crítica por la lenta respuesta a problemas que algunos usuarios habían reportado durante horas.

En Gran Bretaña, Vodafone le dijo a sus usuarios vía Twitter que el servicio no estaba completamente restablecido. T-Mobile UK dijo que "un corte de la red de Blackberry en Europa" estaba afectando a todos los operadores de celulares. Hubo reportes de problemas en otros lugares de Europa, como España.

Etisalat, que opera en los Emiratos Árabes Unidos, se disculpó por las interrupciones a los servicios de Blackberry, "nuevamente debidos a problemas en RiM".

Y Safaricom Ltd., de Kenya, dijo en Twitter que sus clientes con Blackberry estaban experimentando "dificultades técnicas", mientras que en Sudáfrica, Vodacom le dijo a sus subscriptores que los problemas estaban afectando a numerosas redes y países.

No hubo reportes de problemas en Estados Unidos. En Uruguay, EL PAÍS digital consultó a varios usuarios de las distintas compañías que ofrecen el servicio Blackberry, y ninguno reportó problemas de conexión en el correo electrónico ni el chat.

Muchos usuarios afectados se mostraron furiosos y ventilaron sus frustraciones en Twitter y lamentaron la pérdida de la funcionalidad de mensajes de texto, además de cuestionar por qué la compañía se tomó tanto tiempo para lidiar con el problema.

En base a AP
El País Digital

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Falar Portuñol com clientes e turistas não é suficiente


O Brasil vai receber dois grandes eventos nos próximos anos, a Copa do Mundo 2014 e os Jogos Olímpicos 2016. O país todo está se preparando estruturalmente para receber pessoas do mundo inteiro e uma das maiores preocupações será a comunicação em diferentes idiomas.

Apesar de ser muito conhecido pela sua hospitalidade, o Brasil também deve desenvolver suas habilidades de línguas, principalmente para receber eventos de tamanha proporção. Além de toda a infra-estrutura necessária para os atletas e turistas, as pessoas envolvidas direta ou indiretamente também precisarão estar prontas para o desafio de relacionar-se adequadamente com este público altamente exigente.

Serão pessoas do mundo inteiro aqui no Brasil, consumindo e visitando, e quem pensa que falar portuñol com esses clientes e turistas será aceitável e produtivo, está enganado. Ter pessoal capacitado para falar e compreender o Espanhol, é muito apreciado pelos clientes e pode refletir positivamente nas vendas e na imagem do País.

Nos próximos 4 anos, a procura de cursos rápidos de idiomas vai crescer e uma dica é escolher línguas que são bastante difundidas e utilizadas, como o inglês e o espanhol. Você sabia que o espanhol é a 4ª língua mais falada no mundo? O idioma perde apenas para o Inglês, o Mandarim e o Hindu.

Por isso, mãos à obra! É importante começar a estudar o idioma o quanto antes, participar de cursos especializados em vendas e negociação, e já se manter atualizado das oportunidades que as empresas, redes hoteleiras, restaurantes, lojas e etc. oferecem. Certamente haverá oportunidades para todos que começarem desde já a aprender idiomas.

Conhecer outras línguas é um bem adquirido para a vida toda. No caso do idioma Espanhol, ainda existe uma outra vantagem para o Brasileiro: O crescimento do mercado Latino-Americano e a liderança cada vez maior do Brasil no continente, o que exige cada vez mais dos profissionais a aptidão de atender, negociar e vender em bom Espanhol.

Durante uma negociação, por exemplo, dominar o idioma transmite credibilidade e segurança à pessoa com quem se está negociando. Além disso, existem peculiaridades de cada nação, no momento da negociação; Uruguaios e Argentinos, por exemplo, apreciam a necessária proximidade profissional, no decorrer do processo de negociação. Os Uruguaios, durante as reuniões, preferem cores sóbrias para a apresentação do vestuário profissional. O Argentino é um negociante firme, de presença, perfil internacional e aberto para o mundo, porém muito apegado a suas tradições e cultura.

Já os Venezuelanos, costumam agir de maneira bastante informal. Uma dica é não se ofender com a quantidade de palavrões durante uma reunião, já que faz parte da cultura local. Já os Colombianos e os Mexicanos, no extremo oposto, mantêm um ambiente bastante formal e apreciam as cerimonialidades. No Chile, uma particularidade é a necessidade que o Chileno tem de conhecer a casa de seu parceiro de negócio, para desenvolver maior confiança e fechar um negócio. Os Espanhóis, podem ser duros na negociação, sendo necessário ter paciência e estar bem preparado e disposto a neutralizar inflexibilidades. Como via de regra, na América Latina, é bom saber que uma reunião que começa com “Usted”, sempre deve finalizar com “Tu”, para sair negócio.

Curiosidades como estas, podem fazer a diferença para quem está aprendendo uma nova língua, pois aproxima o idioma da vida real, faz compreender melhor por que as palavras são faladas de determinadas maneiras, sotaques e gírias, facilitam o aprendizado e tornam o aluno cada vez mais interessado.

Por Ana Zalcberg
Do Dicas de Espanhol

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Brasil lidera primeiro ranking de universidades latino-americanas


Brasil, com a Universidade de São Paulo (USP) no topo, lidera com folga, à frente de México, Argentina e Chile, o primeiro ranking QS de Universidades latino-americanas, publicado esta terça-feira no site TopUniversities.com. Impulsionado pelo aumento do investimento público em educação, o Brasil emplacou 65 universidades entre as 200 primeiras da lista, quase o dobro do México (35) e muito mais do que Argentina e Chile (25 cada).

Segundo os autores do estudo, as universidades brasileiras adquiriram oito dos dez primeiros lugares em produtividade de pesquisa e tiveram a maior proporção de acadêmicos com doutorado. Eles destacaram, ainda, que o número de matrículas universitárias triplicou nos últimos 10 anos no Brasil. "A economia brasileira já é a sétima do mundo e a Goldman Sachs previu que superará as de Canadá, Itália, França, Reino Unido e Alemanha nos próximos 20 anos", disse Ben Sowter, chefe de pesquisas do ranking QS.

"Enquanto muitos governos de países desenvolvidos cortam os gastos em universidades, os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) estão investindo grandes quantias de dinheiro na construção de universidades de nível internacional", avaliou o diretor da página TopUniversities.com, Danny Birne, para quem o denominador comum é que todos consideram a educação um "elemento chave" para seu desenvolvimento. "Uma educação superior de nível mundial será central para seu desenvolvimento e o novo ranking QS mostra que os investimentos do Brasil já estão começando a colher frutos", acrescentou, em um comunicado.

A classificação é liderada pela Universidade de São Paulo, seguida da Pontifícia Universidade Católica do Chile, em segundo lugar, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em terceiro. Com relação a outros países, a primeira instituição de ensino mexicana, a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), apareceeu em quinto lugar; em sexto está a primeira de 21 instituições colombianas, a Universidade dos Andes; e a primera da Argentina, a Universidade de Buenos Aires, em oitavo.

Nesta primeira edição do ranking regional, o QS se baseou em critérios específicos da América Latina, como a proporção de professores com doutorado, a produtividade de pesquisas per capita e a presença na internet, assim como pesquisas existentes. Os pesquisadores, no entanto, se questionam se o Brasil poderá chegar a ser a próxima superpotência universitária. No mais recente ranking QS das melhores universidades do mundo 2011, liderado pela primeira vez pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a USP só alcançou o 169º lugar, sendo a única instituição de ensino latino-americana entre as 200 melhores do mundo.

Correio Braziliense

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Apresentadora Xuxa também é conhecida nos países hispânicos

Criticada por muitos, adorada por milhões, devemos reconhecer que Xuxa é um ícone cultura no Brasil e no exterior.

Na década de 90, Xuxa teve um programa na Argentina nos mesmos moldes do seu Xou da Xuxa aqui no Brasil. O programa em espanhol, transmitido pela Telefe, foi também visto em mais de 17 países da América Latina. Xuxa conseguiu o que poucos latinos conseguiram, ter seu próprio programa na rede americana CBS.

El Show de Xuxa (6 de Maio de 1991 a 31 de Dezembro de 1993) Como virou um fenômeno na Brasil, Xuxa assinou contrato com o canal Telefé de 1991 à 1993 para apresentar o El Show de Xuxa, Xou da Xuxa em português. A versão da Argentina foi um fenômeno, atingindo 24 pontos de audiência (mais que no Brasil). 

O programa tornou Xuxa uma celebridade em vários países da América Latina e serviu como ponto de apoio para a divulgação dos discos de Xuxa em espanhol. Um dos discos mais lembrados da carreira da apresentadora é o Xuxa. Nele contém grandes sucessos da apresentadora com Ilarié, Arco-Ires, Bombón, Quiero Pan, Campeón, Dulce Miel, Danza de Xuxa, Juguemos a los Indios, Receta de Xuxa e El Circo

O vídeo abaixo mostra um pouco de Xuxa falando espanhol e o faz de maneira até competente:


Do Dicas de Espanhol e Wikipédia

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Núcleo de Estudos Cubanos da UnB promove conferência sobre a realidade cubana

Auditório do CEAM, onde acontecerá a conferência.
O Nescuba/CEAM convida a todos para participar de uma Conferência e debate com o professor Dr. Luis Suárez, destacado intelectual cubano.

Temas:
  • A ALBA e a América Latina;
  • O Bloqueio dos EUA a Cuba.

Data: 29-09/2011 (quinta feira);
Horário: 18 h
Local: Auditório do CEAM- Campus Universitário Multiuso I Bloco A (em frente ao BRB).

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ônibus urbano na América Latina

Uma das coisas mais difíceis em Santiago do Chile é pegar o ônibus urbano (tomar un autobus), eles dificilmente param no ponto. Quando estive lá, vi muitas pessoas subindo no ônibus ainda em movimento. Já andei muito de ônibus pela América, de um país para outro, ou até mesmo de uma região para outra. Os ônibus em espanhol recebem vários nomes como: bus, autobús (plural autobuses), colectivo, ómnibus e autocar.

Alguns países dão nome singular aos ônibus. Em Cuba, Porto Rico e nas Ilhas Canárias, onde chamam-no de “Guagua”. Vale fazer uma breve nota sobre esta palavra “Guagua”, no Chile ela significa bebê. Já na Venezuela, Costa Rica, Colombia e Equador, se chama de “buseta” e para o mais conhecido e simpático micro ônibus: busetilla (as vezes chamam também de “buseta”).

Na Colômbia, os ônibus interurbanos, aqueles que percorrem grandes distâncias (largos recorridos) e geralmente usam estradas (carretera) eles o chamam de “Chiva”. Há também os “bus articulado”, como os que tem em Curitiba e outras cidades do Brasil. Foi o sistema integrado de transporte de Curitiba que inspirou uma das cidades que renasceu para o turismo: Bogotá. Muitas cidades já copiaram esse modelo pelo mundo afora.

O mais importante quando alguém tiver fazendo sujeira no ônibus você fala: 
“No haga eso, por favor”.


Um dos piores ônibus que já peguei foi no Paraguai, tanto o urbano quanto o intermunicipal. Os alguns urbanos têm piso de madeira, cortinas nas janelas e alguns bordados de lã na janela da frente do ônibus, na maioria das vezes (quase sempre) estão sujos (sucio) e coberto de poeira; as janelas laterais que abrem estão soltas, fazendo um barulho ensurdecedor. Em algumas cidades as ruas tem tanto buraco que parece que estamos andando de barco.

Quando fui a Trindad, 249 km de Foz do Iguaçu, passei por quase tudo no ônibus, pessoas vomitando no chão, ou mijando na poltrona, ou comendo no ônibus (comendo peixe empanado, o preferido, principalmente para colocar no pão) e depois limpando a mão na cortina (enfim descobri o uso delas).

Uma coisa devo destacar, ônibus da América Latina são “graciosos e hermosos”. É como os defino para muitos dos ônibus coloridos e de design peculiar, como os da Colômbia, Paraguai, Venezuela, para o delírio de todos os amantes e apaixonados por ônibus.

Palavras relacionadas:
  • Butaca: poltrona
  • Peaje: pedágio
  • Autopista: estrada
  • Calle ancha: rua larga, como Avenida Paulista
  • Tarjeta: cartão de transporte

Por Jairo Moreira
Do Dicas de Espanhol

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vocabulário: Lanches em Espanhol

Durante as viagens é muito comum a gente parar em algum lugar e pedir um lanche (tentempiés) para matar a fome. Por isso esse é um vocabulário bastante útil para quem quer se aventurar por terras estrangeiras. Seguem abaixo alguns lanches em espanhol com exemplos de uso:

Cachorro-quente: Perro caliente
Ex.: ¿Qué prefieres hamburguesa o perro caliente?

Hambúrguer: Hamburguesa
Ex.: Pero también hay platos innovadores, como algún que otro tipo de hamburguesa.

Sanduíche de Presunto: Sándwich de Jamón
Ex.: Yo ya estoy deseando comerme un sándwich de jamón.

Pizza: Pizza
Ex.: Los más demandados son la pizza barbacoa y la pizza de chocolate.

Agora ficou mais fácil matar a fome (mesmo que de forma não muito saudável) em suas andanças pela América Latina.
Por Alessandro
Do Dicas de Espanhol

domingo, 7 de agosto de 2011

Brasil é o 2º em mortes de jornalistas na América Latina

O Brasil está em segundo lugar, empatado com Honduras, no ranking de jornalistas assassinados na América Latina neste ano, divulgado pela SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa). A cinco meses do fim do ano, 2011 tem mais mortes de jornalistas no continente em duas décadas, diz a SIP. Foram 19 nesse período.

Os quatro jornalistas brasileiros citados no relatório são Luciano Leitão Pedrosa (morto em Pernambuco, em abril), Valério Nascimento (interior do Rio, em maio), Edinaldo Filgueira (Rio Grande do Norte, em junho) e Auro Ida (Mato Grosso, no mês passado).

Os números levam em conta só os crimes ligados ao exercício da atividade jornalística. O líder na lista de homicídios é o México, onde houve cinco assassinatos de jornalistas neste ano em meio a violentos conflitos nas regiões dominadas pelo tráfico.

Em entrevista em Miami (EUA), os diretores da SIP expressaram "estado de alerta e preocupação" pelas mortes. A entidade criticou a "perseguição judicial" aos jornalistas e citou o Brasil como um dos países em que a prática ocorre.
Da Folha de São Paulo

terça-feira, 26 de julho de 2011

Demi Lovato, que tem origem latina, revela versão em espanhol de "Skyscraper"


Após o sucesso de seu novo single, intitulado "Skyscraper", que foi direto para o primeiro lugar do iTunes dos Estados Unidos, Demi Lovato teve que honrar suas raízes latinas e revelou recentemente a versão em espanhol da faixa, agora intitulada "Rascacielo". Lovato tem ascendência mexicana.

Quase ao mesmo tempo, a ex-protagonista do seriado da Disney "Sonny With A Chance" revelou a data de lançamento de seu próximo álbum. Ainda sem título definido, o álbum será lançado no próximo dia 20 de setembro, como a própria Demi anunciou em seu Twitter:

"Eu espero que vocês estejam gritando e pulando em seus quartos agora porque estou prestes a dizer a vocês quando meu álbum será lançado. 20 de setembro. Aí vamos nós!".
Retirado do Portal Pop Line

sábado, 23 de julho de 2011

'Lulismo' triunfou sobre 'chavismo', diz revista


A revista britânica "The Economist" traz em sua edição deste fim de semana uma reportagem afirmando que o "lulismo" triunfou sobre o "chavismo" na América Latina.

Um exemplo disso, segundo a revista, seria a eleição do presidente do Peru, Ollanta Humala, que era seguidor do venezuelano Hugo Chávez e hoje se diz convertido ao modelo de governar do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

Para a revista, a combinação de economia estável, investimentos privados e programas sociais é "a fórmula da moda" na América Latina. O texto, no entanto, destaca que os gastos públicos nos últimos anos do governo Lula geraram um aquecimento econômico além da conta.
Da Folha de São Paulo

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mostra latino-americana exibe mais de cem filmes até domingo

 

Durante seis dias, a produção latino-americana vai ferver em seis salas de cinema da cidade de São Paulo. Em sua sexta edição, o Festival de Cinema Latino-Americano, que começa nesta terça-feira (12), vai homenagear o colombiano Gabriel García Márquez, Nobel de Literatura, e o diretor e roteirista baiano Orlando Senna.

Além de apresentar trabalhos e tributos dos homenageados, como "Diamante Bruto", de Senna, a mostra terá uma retrospectiva do novo cinema argentino, com longas como "Mundo Grua", de Pablo Trapero, com a exibição de títulos ainda inéditos no Brasil, como "Solidão e Fé", de Tatiana Lohmann, e com uma sessão para a diversidade sexual.
Do Guia Folha, Folha de São Paulo

domingo, 10 de julho de 2011

Repudio y dolor en América Latina por asesinato de Facundo Cabral


El asesinato a balazos en Guatemala del cantautor argentino Facundo Cabral desató una ola de rechazo en Latinoamérica, donde gobiernos y artistas recordaron al trovador pacifista de 76 años, célebre por temas como "No soy de aquí ni soy de allá".

"Guatemala repudia este cobarde hecho que enluta a toda Latinoamérica, en particular al noble pueblo argentino", señaló el gobierno de Alvaro Colom en una carta enviada a su par argentino.

El músico fue atacado a balazos por desconocidos cuando se dirigía en la madrugada del sábado del hotel en que se alojaba en Ciudad de Guatemala hacia el aeropuerto internacional La Aurora, desde donde tenía previsto viajar a Nicaragua. Recibió 16 balazos y murió en el acto, según la policía.


"Vamos a encontrar a estos criminales para hacer justicia", prometió a su vez el mandatario Alvaro Colom en declaraciones a la argentina Radio 10 desde su país.

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, expresó su consternación por el asesinato. "¡Ay que dolor! ¡Mataron al gran trovador de Las Pampas! ¡Viva Facundo Cabral! Lloremos con Argentina y con toda Nuestra Patria Grande!", escribió el mandatario en su cuenta en la red social Twitter.

Las autoridades guatemaltecas están tras la pista de los responsables de un asesinato que aumenta la de por sí abultada lista de muertes violentas en ese país, mientras el gobierno estadounidense ofreció su colaboración en las investigaciones.

Ver un vídeo con los pensamientos de Facundo Cabral:


Del "El País"

quarta-feira, 6 de julho de 2011

México ainda está na briga pela liderança regional com o Brasil


Após uma década na qual passou de maior economia latino-americana a observador do protagonismo brasileiro na região, o México possui hoje 'as bases assentadas para surpreender muitos', na avaliação de artigo publicado nesta sexta-feira (24) pelo jornal britânico Financial Times.

O texto, intitulado 'Com tudo ainda a jogar na disputa com o Brasil', é assinado pelo ex-correspondente do jornal no México, John Authers, e faz parte de um caderno especial de quatro páginas sobre investimentos no país.

Authers comenta que há uma década, quando chegou ao país, o debate em voga na época, sobre quem era o verdadeiro líder econômico da América Latina, 'parecia desnecessário para os mexicanos'. Na ocasião, o país se mostrava totalmente recuperado da chamada Crise Tequila, de 1994, havia passado por uma transição democrática que acabou com mais de 70 anos de governos ininterruptos do PRI (Partido Revolucionário Institucional), tinha um sistema bancário robusto e era apontado como um dos principais mercados emergentes do mundo.

O artigo observa porém, que 'a história da rivalidade entre o Brasil e o México nos dez anos seguintes é dolorosa, ao menos para aqueles que gostam do México'. O texto observa que o Brasil hoje é parte do grupo BRIC e aparece apenas atrás da China na preferência dos investidores entre os países emergentes.

'Políticos errados'

O jornal aponta uma série de motivos para essa diferença, entre elas a debilidade das instituições políticas mexicanas e a 'escolha de políticos errados' em referência aos dois últimos presidentes, Vicente Fox e Felipe Calderón.

Outro problema, segundo o Financial Times, foi o aumento da dependência mexicana em relação aos Estados Unidos após o estabelecimento do Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). Mas a emergência da China e a entrada do país asiático à Organização Mundial do Comércio (OMC) levou as empresas mexicanas a perder mercado de exportação para as chinesas. Enquanto isso, o Brasil se beneficiou do crescimento chinês e do consequente aumento da demanda por suas commodities.

O artigo também afirma que o Brasil tem uma cultura política e de negócios melhor do que o México, controlado por oligarquias e oligopólios que reduzem 'cronicamente' a competitividade da economia mexicana. Para o autor, porém, 'talvez a mais profunda razão pela qual o México ficou para trás' está relacionada à aceitação, com o Nafta, de que suas empresas seguissem as normas para o resto da América do Norte'. 'Companhias que agora tinham a chance de competir nos Estados Unidos ou no Canadá tinham que se comportar como seus competidores americanos e canadenses', observa o artigo.



Recessão 'terrível'

Por fim, o texto comenta que, como resultado da crise de 1994, mais de 90% do sistema bancário do país foi parar em mãos estrangeiras, o que por um lado fortaleceu o sistema e permitiu a adoção de políticas monetárias que conseguiram conter a inflação, mas por outro deixou o país altamente vulnerável à recente crise nos bancos americanos.

O jornal observa que a recessão de 2009 no México foi 'terrível', com uma contração de mais de 9%. 'Enquanto isso, o Brasil e os grandes produtores sul-americanos de commodities sofreram apenas uma leve e passageira contração', comenta.

Apesar de todos os problemas, o artigo prevê um futuro melhor para os mexicanos. O jornal conclui dizendo que 'após anos de ortodoxia macroeconômica, o México tem as bases assentadas para surpreender muitos'.
Para o autor do texto, o México precisa ainda 'que seu poderoso vizinho do norte tenha sucesso e que seus políticos rompam uma década de impasses, mas pode ainda haver algo para debater'.

sábado, 2 de julho de 2011

Projeto "Soy loco por ti America" ocupa o palco do CCBB


O projeto realizará quatro diferentes shows promovendo encontros inéditos entre artistas brasileiros e de outros países da América do Sul. A cada apresentação um artista ou grupo estrangeiro divide o show com um artista nacional. Com direção artística e apresentação do cantor e compositor Paulinho Moska.

A interação entre a cultura musical brasileira e a de outros países latino-americanos é, em síntese, a proposta do Soy loco por ti America, projeto que vai ocupar durante este mês o palco do teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil. A abertura será hoje, às 21h, com o show que colocará lado a lado a banda de rock colombiana Aterciopelados — formada pela vocalista Andrea Echeverri e pelo baixista Hector Buitrrago — e a cantora Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu, com a participação de Paulinho Moska, diretor artístico da série.

Moska, que atuará, também, como mestre de cerimônia, explica que os artistas brasileiros serão convidados dos hermanos e com eles dividirão a interpretação de canções, “estabelecendo diálogo entre o contemporâneo e o regional, com sotaque de modernidade”. A produtora do evento, Amanda Menezes, prevê boa acolhida do brasiliense ao projeto: “Ultimamente, o público brasileiro tem recebido bem a oferta de bons espetáculos latino-americanos”, acredita.

Fernanda Takai vê com entusiasmo o intercâmbio musical e aponta a Aterciopelados como sua banda preferida entre as latino-americanas. “Há uma grande afinidade entre nós. Junto a eles, vou cantar Tudo vai ficar bem, Fruto real e El álbum, entre outros”, afirma. (FONTE: Correio WEB)

PROGRAMAÇÃO:

1 a 3 de julho - Aterciopelados x Fernanda Takai
8 a 10 de julho - Fernando Cabrera e Pedro Luís
15 a 17 de julho - Lisandro Aristimuño e Marcelo Jeneci
22 a 24 de julho - Francisca Valenzuela e Ana Cañas

Informações
Data: 1º a 24 de julho
Classificação: 12 anos
Horário: às 21h
Local: Teatro I | SCES, Trecho 2, lote 22
Bilheteria: Terça a domingo, das 9h às 21h | Telefones: (61) 3108-7038
Ingressos: R$15,00 a inteira e R$7,50 a meia entrada

Vídeo: Orishas - "Represent"


"Orishas" é um grupo de rap originário de Cuba. (As) Suas músicas retratam os problemas da periferia de Havana. É muito popular na Europa e na América Latina. Os membros do grupo, Yotuel, Roldan e Ruzzo, conheceram-se em Paris e fundaram o grupo, que sofreu influências do hip-hop e de ritmos cubanos e latinos. O grupo integra a trilha sonora do filme "Dirty Dancing 2" com o single "Represent Cuba" ao qual juntaram a participação especial de Heather Headley.

O nome "Orishas" é uma alusão à crença dos integrantes nos orixás, entidades tidas como divindades pelos praticantes do candomblé, chamado de santeria no Caribe, e outras denominações de origem africanas. Isso é evidenciado em algumas de (das) suas letras como "Nací Orichas" e "Canto Para Elewa y Changó" (wikipédia).

A música do vídeo acima fez bastante sucesso nas rádios brasileiras.

Grupo cubano Orishas.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Crise na Espanha empurra latino-americanos para o Brasil

Charge humorístico sobre a imigração espanhola no Brasil.
Entre 2003 e 2007, a Espanha recebeu dezenas de milhares de imigrantes, mas a crise econômica que persiste no país está alterando o fluxo migratório. Sem emprego no presente e sem perspectivas para o futuro, os estrangeiros procuram saídas em outros lugares. E o Brasil virou meta para os latino-americanos de baixa formação.

De acordo com quatro relatórios que investigam as respostas dos imigrantes diante da crise, o Brasil aparece entre os três destinos preferidos de sul-americanos hispânicos (junto com Estados Unidos e Argentina) como opção para conseguir emprego.

Uma pesquisa da agência de empregos Randstad revelou que 65% dos imigrantes ilegais na Espanha estão pensando ou decididos a trocar a Europa por outro mercado se não encontrarem trabalho até 2012. Os estudos antecipam um fluxo que já pode ter começado. Em 2010, pela primeira vez nos últimos 35 anos, a Espanha registrou uma taxa de saída de população ativa maior do que a de entrada.

No ano passado, 48 mil imigrantes chegaram e 43 mil estrangeiros retornaram aos seus países de origem, mas 90 mil espanhóis também foram morar no exterior.

O ritmo de redução é tão vertiginoso que em cinco anos o fluxo de chegada pode ser praticamente nulo. Pelas previsões da Fundação de Estudos de Economia Aplicada, se a crise se mantiver como agora, em 2014 chegariam apenas 3 mil imigrantes.


Bolivianos aguardam no aeroporto; sem emprego ou perspectiva, os estrangeiros fogem da Espanha
Bolivianos aguardam no aeroporto; sem emprego ou perspectiva, os estrangeiros fogem da Espanha.
SAÍDAS

Josep Oliver, professor de economia da Universidade Autônoma de Barcelona e um dos autores do Anuário de Imigração da Espanha, do Ministério do Interior, disse à reportagem que "80% dos imigrantes não têm outras saídas além do aeroporto rumo a mercados com melhores opções, como o Brasil, que oferece oportunidades sólidas".

A pesquisa Mobilidade Laboral, da Randstad, indica que a Espanha perdeu interesse para o trabalhador estrangeiro de baixa formação. A razão é o perfil destes imigrantes, cujos currículos se limitam a ofícios relacionados a áreas que não se reativam, como serviços e construção.

O setor de construção foi precisamente o que detonou a crise de desemprego. De 2008 a 2010 quebraram mais de 200 mil empresas do ramo, que davam trabalho a 70% dos imigrantes sul-americanos, segundo dados oficiais.

Os estrangeiros entrevistados na pesquisa responderam que querem sair da Espanha, mas temem crises políticas e econômicas na América Latina e só vêem bonança financeira no Brasil, onde criticam a falta de segurança pública.

Mais ainda assim estão convencidos de que se não encontrarem emprego até 2012, o caminho é o aeroporto. Estados Unidos, Brasil ou Argentina, na ordem dos mais votados.

ALTA FORMAÇÃO

O Brasil também aparece como opção para espanhóis de alta formação.Um estudo elaborado pela consultora Adecco e pela Universidade de Navarra indica que os espanhóis com alto grau de formação e que também foram atingidos pela crise colocam o Brasil como um dos seis destinos preferidos para emigrar por emprego.

O mercado brasileiro é visto como opção para 55% dos entrevistados, junto com Alemanha, França, Reino Unido, Estados Unidos e Argentina. O perfil médio dos interessados em cruzar o Atlântico é de homens, entre 25 e 35 anos, com formações em engenharia, arquitetura, informática, medicina, biologia e investigação científica.


"Que engenheiro ou arquiteto não quer ir para o Brasil, de olho nas obras de infraestrutura? Está tudo por fazer, e agora há também recursos, referências de empresas espanholas já estabelecidas e a abertura ao (idioma) espanhol", disse à BBC Brasil o professor de Economia da Universidade de Navarra Sandalio Gómez, autor do relatório apresentado em janeiro.

"Essas pessoas entendem que insistir aqui é uma perda de tempo. O Brasil cresce a uma velocidade que nenhum país da Europa pode se comparar", concluiu. Os dados do Instituto Nacional de Estatística confirmam a tendência. Até janeiro de 2011, havia 1,8 milhão de espanhóis morando em outros países; 92.260 no Brasil, um aumento de 10.071 pessoas em um ano no território brasileiro.

PROBLEMAS

Mas, apesar das oportunidades, o país perde para outros destinos em vários quesitos. Os entrevistados da pesquisa ressaltam insegurança, falta de serviços públicos de qualidade, instabilidade econômica e jurídica para quem quer criar um negócio próprio e a distância de seus lugares de origem como barreiras a levar em consideração.

O governo espanhol reforça estas conclusões. A diretora-geral do Departamento de Emigração, (que estuda as condições dos espanhóis em outros países), Pilar Pin, define como impedimentos as carências nos sistemas de seguro-desemprego, rede púbica de saúde e educação e a legislação trabalhista.

Em um relatório oficial apresentado em maio depois de uma visita a Brasília, Pin afirmou que o Brasil tem "enorme potencial com seus iminentes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, além de obras para abastecimento de energia, proteção ambiental e turismo".

Apesar disso, o relatório observa: "A legislação de implantação de empresas no Brasil é restritiva demais. Nossos trabalhadores vão com licença de obra. No final do contrato encontram muitas dificuldades para estabelecer-se por conta própria". Mesmo assim, segundo o relatório, as autoridades brasileiras calculam que faltam 1,9 milhão de profissionais de alta qualificação. Uma lacuna que os espanhóis poderiam ocupar.

Reportagem da BBC Madrid, por ANELISE INFANTE

terça-feira, 28 de junho de 2011

Seminário na UnB reunirá especialistas brasileiros e cubanos para discutir os 52 anos da revolução cubana

Seminário mostrará Cuba vista por outros ângulos.
Apresentar Cuba sob um olhar diferente do que é propagado pela mídia é o objetivo do seminário a Revolução Cubana 52 anos depois: Transformações e Desafios. Os convidados para o debate vão mostrar o lado da ilha desconhecido pelo grande público. “A solidariedade cubana, por exemplo, não é conhecida da maioria das pessoas”, destaca o professor Juarez Rodrigues, do Núcleo de Estudos Cubanos da UnB (NESCUBA). “O país está atuando ativamente na reconstrução do Haiti depois do terremoto”.

O professor destaca que Cuba está presente no país assolado pelo terremoto através de uma brigada de médica que participa do atendimento às vítimas e na formação de profissionais de saúde Haitianos. “Cuba está presente também em outros países da América Latina e mesmo da África”, destaca Juarez.

Núcleo de Estudos Cubanos da UnB está ligada a organização do evento.
O professor da Faculdade de Comunicação da UnB Hélio Doyle critica o viés tendencioso que a grande mídia trata o país caribenho. “Os jornais disseminam uma visão de Cuba que soma o desconhecimento ao preconceito”, critica. O professor vai apresentar no seminário dados que contradizem o que se vê nos meios de comunicação. “Vou apresentar dados relacionados ao último congressso do Partido Comunista Cubano, que aconteceu em abril”. O congresso aprovou mudanças econômicas no país como uma maior abertura para investimentos e a criação de cooperativas agrícolas. “São alterações que procuram se adaptar às novas realidades do mundo, sem perder de vista o sistema socialista”, destaca.

Segundo o professor Juarez, outro tema importante que será discutido durante o evento é a prisão de cinco cubanos nos Estados Unidos há 11 anos, acusados de espionagem. “O presidente Barack Obama fala em abertura política em relação a Cuba, mas mantém prisioneiros políticos no próprio país”, critica. “Nossa campanha é pela libertação deles”.

O seminário da UnB destaca ainda a relação do presidente americano, Obama, com a Cuba.
O seminário começa nesta terça, a partir das 10h, no auditório do Memorial Darcy Ribeiro. O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior, participará da abertura do evento. Os debates contarão com a presença de convidados cubanos: a deputada Magaly Llort, Zuleika Romay, presidente do Instituto do Livro, a jornalista Rosa Miriam Elizalde – Jornalista e o representante do Ministério das Relações Exteriores, Alberto González Casals. Falarão os professores da UnB Hélio Doyle, José Flavio Sombra Saraiva e os jornalistas brasileiros Ivan Godoy, da Radio Senado e Carlos Alberto Almeida, da TV Cidade Livre.

Veja abaixo programação:

10h – Reitor José Geraldo de Sousa e embaixador de Cuba Carlos Zamora Rodríguez.

10h20 - Palestrantes Cubanos:
Magaly Llort - Deputada
Zuleika Romay – Presidente do Instituto do Livro
Rosa Miriam Elizalde – Jornalista
Alberto González Casals – Ministério das Relações Exteriores

11h20 INTERVALO

11h30 - Palestrantes Brasileiros:
José Flávio Saraiva - Professor Titular do Instituto de Relações Internacionais da UnB
Helio Doyle - Jornalista e Professor do Departamento de Comunicação da UnB
Ivan Godoy – Jornalista da Radio Senado
Carlos Alberto Almeida – Jornalista e Presidente da TV Cidade Livre
12h30 - Encerramento

Por Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB