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terça-feira, 28 de junho de 2011

Mãe de Chávez diz que reza pela recuperação do filho


Há duas semanas internado em Havana, em Cuba, recuperando-se de uma cirurgia, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, recebeu no domingo (26) a bênção da mãe Elena Frías Chávez, que disse rezar por seu restabelecimento. A mensagem da mãe do presidente foi divulgada pela Presidência da República da Venezuela.

"A bênção para o meu filho amado. Que o poder de Deus o abençoe a curar-se o mais rapidamente para poder voltar”, disse Elena Chávez. "Desejo meu amor a todos que estão com meu filho e que Deus os abençoe". No blog de Chávez, postado na página da Presidência da República da Venezuela, há uma fotografia do presidente abraçado à mãe.

No último dia 10, Chávez fez uma cirurgia de emergência, em Havana, para a retirada de um abcesso na pélvis. Desde então, ele está internado e governa a Venezuela a distância. A ausência de informações sobre o estado de saúde de Chávez gera especulações, como a que ele sofre de câncer. Porém, autoridades venezuelanas desmentem essa possibilidade.

Adán Chávez, irmão do presidente, que esteve em Havana, disse que ele retornará a Caracas até o próximo dia 6. Acrescentou que Chávez se recupera bem, mas pediu que todos mantenham a torcida por seu restabelecimento.

Em Maracaibo, na Venezuela, houve uma cerimônia indígena liderada pela etnia Wayuu para reunir energias positivas em favor do restabelecimento de Chávez. Segundo os simpatizantes do governo presentes ao ritual, o ato é um agradecimento a Chávez e o reconhecimento do apoio aos excluídos. O ritual foi acompanhado pela ministra do Poder Popular para Povos Indígenas, Nicia Maldonado, por representantes da Igreja Católica e de segmentos evangélicos.
Da Agência Brasil
Em Brasília

sábado, 25 de junho de 2011

Chávez reaparece no Twitter depois de 12 dias de silêncio

Reprodução do Twitter do presidente venezuelano, Hugo Chávez, em que ele lembra o Dia do ExércitoO presidente da Venezuela, Hugo Chávez, rompeu nesta sexta-feira o silêncio que mantinha há 12 dias com mensagens em seu perfil no Twitter em alusão ao aniversário da Batalha de Carabobo, que representou a independência definitiva do país.

"Estou aqui com vocês na dura jornada diária! Até a vitória sempre! Nós estamos vencendo! E Venceremos!", disse em sua conta @chavezcandanga o presidente, que se recupera de uma cirurgia na pélvis à qual foi submetido no último dia 10 em Havana.

"Bom dia meus candangueros! Hoje é dia do meu Exército e o sol amanheceu brilhante! Mando um gigantesco abraço aos meus soldados e meu povo amado!", diz Chávez em alusão ao Dia do Exército, celebrado nesta sexta-feira, feriado na Venezuela.

O presidente afirma ainda que a Batalha de Carabobo, ocorrida há 190 anos, "não terminou! É de todos os dias. Mando de minha trincheira o Canto Pátrio: Gloria ao Bravo Povo!!", acrescenta, em alusão ao hino nacional venezuelano.

As palavras de Chávez no Twitter são suas primeiras declarações diretas dele nos últimos 12 dias. O governante foi operado com urgência em Havana no último dia 10, quando se encontrava na etapa final de uma viagem que o levou ao Brasil e ao Equador. No dia 12, declarou em uma entrevista ao canal "Telesur" que sua convalescença não ia ser longa, mas que não podia responder "com precisão" sobre a data de seu retorno. Desde então, ficou em silêncio até esta sexta-feira.

O irmão do presidente, Adán Chávez, assinalou na quarta-feira que o líder pode retornar ao país em 10 ou 12 dias, às vésperas da cúpula presidencial da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos em 5 e 6 de julho em Caracas. "Não sabemos ainda exatamente quando voltará. É preciso esperar a avaliação dos médicos, mas em poucos dias, 10 ou 12, o presidente estará por aqui", disse após retornar de Cuba.

DA EFE, EM CARACAS

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Veja algumas curiosidades da Venezuela:


O nome oficial da Venezuela é República Bolivariana da Venezuela.

O nome oficial de Caracas, a capital, é Santiago de León de Caracas.

A versão mais aceita para o surgimento do nome Venezuela é a de que, ao chegar na região pouco tempo depois do descobrimento da América, o italiano Américo Vespúcio encontrou nativos cujas casas haviam sido construídas sobre estacas de madeira fixas no lago Maracaibo. Vespúcio achou que as construções eram semelhantes às da cidade de Veneza e, por isso chamou, a região de Venezuela, ou seja, Pequena Veneza.

Além do hino, da bandeira e de outros símbolos comuns à maioria dos países, a Venezuela tem como símbolos nacionais uma árvore, uma flor e um pássaro. Típicos do país, a árvore é o araguaney (Tabebuia chrysantha), o pássaro é o turpial (Icterus icterus) e a flor, a orquídea (Cattleya mossiae.

Tal como o Brasil, a Venezuela é dividida em estados (23), além de um Distrito Federal. Os estados mais populosos são Zulia, Miranda, Bolívar, Carabobo, Aragua e Lara.

O Brasil não é o único país com um estado chamado Amazônia. O Peru e a Venezuela também possuem estados com esse nome – que, aliás, fazem fronteira com a Amazônia brasileira.

Um dos nomes mais comuns na geografia venezuelana é Símon Bolívar, herói da independência do país. Além de um estado chamado Bolívar, existe uma cidade, uma montanha…. Aliás, a moeda venezuelana é o bolivar. E o nome do país é República Bolivariana da Venezuela. E o presidente Hugo Chávez segue uma ideologia de esquerda chamada por ele e por seus seguidores de bolivariana.

A cor amarela na bandeira venezuelana simboliza as riquezas do país, o azul representa o mar e o vermelho, o sangue derramado pelos heróis da independência. As sete estrelas no centro da bandeira simbolizam as sete províncias que declararam a independência da Espanha em 1811. Em 2006, o governo venezuelano incluiu mais uma estrela na bandeira.

Maltin
Acredite, se há uma coisa difícil para um brasileiro encontrar nas cidades venezuelanas é o número de uma casa. Isso por quê as residências simplesmente não tem numeração.

Uma das bebidas mais consumidas na Venezuela é o Maltin, uma espécie de refrigerante feio de malte e, segundo os que puderam provar, “com gosto de ovomaltine”.

A cozinha venezuelana é uma das inúmeras expressões da mistura de raças que formou o país (europeus, índios e negros). Os pratos mais consumidos pelos venezuelanos são são: arepas, cachapas, pabellón criollo, hallaca, tequeños e empanadas. O mais representativo da culinária nacional é o pabellón criollo – um prato constituído de feijão preto, feijão e carne desfiada.

Por falar nisso, o pabellón criollo e as arepas (pequenos bolos achatados de farinha de milho ou de arroz) são comidos pelos venezuelanos até no café da manhã.

A dança típica da Venezuela é chamada de joropo.

O Brasil pode ser o país das modelos, mas o país que forneceu o maior número de vencedoras dos concursos de Miss Universo e Miss Mundo foi a Venezuela. Aliás, os concursos de miss são uma verdadeira mania no país.

Em se tratando de futebol, os venezuelanos estão a milhas de brasileiros e argentinos. Mas quem disse que eles ligam para isso? O futebol nunca foi muito popular no país. O esporte nacional da Venezuela é o beisebol.

Venezuela e Equador são os únicos membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) nas Américas. Aliás, a Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
Salto Angel

Acredite se quiser, mas circula na Venezuela uma moeda de 12 e ½ centavos de bolívares.

A maior cachoeira do mundo é a venezuelana Salto Angel, com 979 metros de altura.

O principal rio do país é o Orinoco (sim, é aquele mesmo da música, Orinoco Flow, da cantora Enya).

Os venezuelanos comemoram a independência do país em três datas diferentes, todas feriados nacionais: 19 de abril, 24 de junho e 5 de julho.
Do blog "Mais que  Curiosidade"

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Simon Bolívar: Um homem libertador e sonhador


De família criolla, Simon Bolívar nasceu em Caracas (hoje Venezuela), em 1783. Seu pai era um rico fazendeiro, mas sua mãe era descendente de negros. Estudou na Europa e nos EUA, onde aprendeu a gostar dos filósofos gregos e dos pensadores iluministas franceses, especialmente J. J. Rousseau. Desde jovem, Bolívar entregou-se à luta pela independência da América espanhola. Com dinheiro de herança, formou um exército rebelde que comandou em inúmeras batalhas vitoriosas contra os espanhóis. 

Foi o comandante das guerras de independência da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela! E, em 1825, no auge do prestígio, abriu mão de seus poderes de general. Não aceitou tornar-se rei da América recém emancipada e recusou homenagens oficiais. Seu ideal agora era o pan-americanismo: unir todos os países libertados. As elites criollas, entretanto, tinham outros projetos. Iriam se devorar em guerras civis.

Bolívar morreu triste e solitário, com apenas 47 anos de idade. A história não é feita pelos heróis. Mas existe algumas circunstâncias históricas especiais em que as ações de um indivíduo podem ser relevantes. Bolívar foi o homem relevante naquelas circunstâncias da América Hispânica.

Retirado do livro "Nova História Crítica" de Mario Shmidt 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

"Governador-galã" é aposta da oposição a Hugo Chávez

Desde este sábado está activa la ruta social turística “Miranda es tu Destino” - Gráfica venelogia.com

POR FLÁVIA MARREIRO, ENVIADA ESPECIAL DA FOLHA DE SÃO PAULO
Com pinta de galã esportistas, camisa polo e boné com as cores da Venezuela, o governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, 38, falou por duas horas com um grupo que lhe pedia de casas a tratamento médico. Foi na sexta, após comandar a entrega de crédito para material de construção numa zona pobre de Guatire, região metropolitana de Caracas. "Ele é belo. E muito humano", dizia momentos antes Yareli Fernández, 29, mãe de quatro filhos que recebera US$ 4.500 em crédito. Capriles é solteiro, não raro se desloca de moto pela cidade, e, por seu perfil, frequenta tanto o noticiário político como o de celebridades --namorou por anos a apresentadora da versão latina do programa "American Idol".

O de sexta era um evento modesto --três tendas armadas para cerca de 300 pessoas--, mas Capriles aposta na reprodução diária dele para pavimentar seu caminho à Presidência venezuelana. "Vou ser candidato. Anunciarei na semana que vem", o governador, encerrando semanas de evasivas sobre o tema. Capriles, do partido Primeiro Justiça, vai disputar a vaga de candidato da coalizão anti-Chávez nas inéditas primárias anunciadas para fevereiro.

Segundo os principais analistas e as esparsas pesquisas sobre o tema, ele é o mais forte nome da contenda interna hoje e um dos governadores mais bem avaliados. "Todas as vezes em que tive de enfrentar Chávez, ganhei. Não tenho medo dele." O confiante Capriles fala com a moral de quem ajudou a oposição a vencer o chavismo em Miranda na contagem geral de votos das eleições parlamentares de setembro. Foram 200 mil votos de diferença, um recorde no país.

Ele e seu partido defenderam, sem sucesso, que a escolha do oposicionista ocorresse neste ano. Afinal, Chávez é candidato único até agora e, após 12 anos de poder, tem 50% de aprovação. No que já virou espécie de clichê na região, Capriles diz que sua inspiração será o governo Lula. Diz que também fugirá de qualquer esforço para enquadrá-lo como integrante da elite venezuelana. O sobrenome Capriles batiza um grande conglomerado de mídia da Venezuela. Seu primo-irmão, que o iniciou na política, é acionista do grupo, no qual o governador diz não ter influência. "Não sou rico de berço. Meus avôs Radonski chegaram aqui fugindo do Holocausto, com uma mala de roupa."