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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Governo do Equador aposta em expertise de professores da UnB


A excelência da Universidade de Brasília no conhecimento sobre biodiversidade atraiu dois ministros do Equador. Guillermo Solórzano, do Conhecimento e Talento Humano, e René Ramirez, do Planejamento, propuseram ao reitor José Geraldo de Sousa Junior um acordo de cooperação com instituições de ensino superior equatorianas para troca de conhecimentos. “Estamos interessados, em especial, nos campos da ecologia, antropologia e geociências”, afirmou Guillermo durante encontro, nesta terça, 25 de outubro.

Segundo o ministro, o conhecimento desenvolvido no Brasil sobre biodiversidade é estratégico no Equador. “Lá nos temos quatro biomas principais: as ilhas Galápagos, a costa do oceano pacífico, as montanhas dos Andes e a floresta amazônica”, conta. “As parcerias com a UnB podem nos ajudar a descobrir como explorar e aproveitar essas riquezas”.

O reitor destacou o interesse da UnB na aproximação com os países latino-americanos. “As universidades da América Espanhola são bem mais antigas do que as brasileiras. Temos muito a aprender com elas”, disse.

Ana Flávia Granja e Barros, assessora de assuntos internacionais da UnB, destacou que os contatos com os professores das áreas de interesse já começaram a ser feitos. “Vamos conversar pessoalmente com os pesquisadores que possam se interessar pelas parcerias”.

A assessora propôs como forma de aproximação entre os especialistas dos dois países a realização de acordos de co-tutela. “Esses acordos permitem que a mesma tese possam ser orientada por professores de dois países diferentes”, explica. “No final, o estudante recebe um diploma dos dois países”. Segundo Ana Flávia, a universidade tem 20 projetos como esse, a maioria com universidades francesas. Ela defende que, além de permitir que os estudantes conheçam universidades estrangeiras, o programa é uma oportunidade para a realização de pesquisas em conjunto entre duas instituições. “Eles funcionam muito bem, queremos ampliar esses acordos também com as universidades latino-americanas”.

PESQUISA – Para Guillermo, os acordos podem ajudar a consolidar a pós-graduação do país. “Estamos reestruturando nossos programas de doutorado e esse tipo de parceria será estratégica”, afirmou.

Os ministros também ficaram interessados no intercâmbio de estudantes entre as instituições dos dois países. “Nesse caso, temos vagas reservadas em algumas unidades para estudantes estrangeiros”, explicou Ana Flávia. Segundo a assessora, fazer um acordo entre duas universidades também é um caminho possível. “Esses acordos prevêem também o intercâmbio entre as instituições”, explica.

Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB

terça-feira, 4 de outubro de 2011

UnB é a quarta melhor do Brasil e 11ª da América Latina

A Universidade de Brasília é a quarta melhor do país e a 11ª da América Latina de acordo com o ranking QS Top Universities de instituições de ensino superior. A lista foi elaborada pela Quacquarelli Symonds a partir de dados publicados em setembro deste ano pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 34 países. Com escritórios em 11 capitais do mundo, a empresa oferece serviços para alunos de graduação e pós-graduação interessados em fazer intercâmbio.

Divulgado nesta segunda-feira, 3 de outubro, o ranking lista as 200 melhores universidades da América Latina. Sessenta e quatro delas são brasileiras. Isso significa que as instituições de ensino superior do Brasil representam 32% da lista.

A Universidade de São Paulo (USP) está no topo do ranking, seguida pela Universidade Católica do Chile e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Outra instituição brasileira que aparece dentre as 12 primeiras colocadas, imediatamente antes da UnB, é a Universidade Federal de Minas Gerais. "O ensino superior tem sido marcado como a principal engrenagem para ajudar o Brasil alcançar seu potencial massivo de crescimento econômico, com o número de matrículas subindo de 2 milhões para 6 milhões na última década", afirma David Byrne, editor do site QS Top Universities

O ranking leva em conta a reputação acadêmica da universidade, medida por meio de pesquisas com acadêmicos e empresas. Considera ainda os números de artigos científicos publicados pelos pesquisadores das universidades, de citações em revistas científicas e de professores com doutorado e pós-doutorado, além de medidas de impacto da universidade na internet.

Os resultados refletem dados obtidos em estudo da OCDE que analisou investimentos em educação em 34 países. "O ranking mostra que a UnB está aproveitando a oportunidade desses investimentos para aumentar a qualidade", afirma Márcia Abrahão, decana de Ensino de Graduação. Ela atribuiu a boa colocação à expansão da graduação e pós-graduação nos últimos cinco anos. "Contratamos professores doutores em quantidade e assim pudemos também aumentar a pesquisa e os cursos de mestrado e doutorado na universidade. É uma marca de qualidade dentro da expansão", completa.

UnB Agência. Foto: Ana Grilo/UnB Agência

Brasil lidera primeiro ranking de universidades latino-americanas


Brasil, com a Universidade de São Paulo (USP) no topo, lidera com folga, à frente de México, Argentina e Chile, o primeiro ranking QS de Universidades latino-americanas, publicado esta terça-feira no site TopUniversities.com. Impulsionado pelo aumento do investimento público em educação, o Brasil emplacou 65 universidades entre as 200 primeiras da lista, quase o dobro do México (35) e muito mais do que Argentina e Chile (25 cada).

Segundo os autores do estudo, as universidades brasileiras adquiriram oito dos dez primeiros lugares em produtividade de pesquisa e tiveram a maior proporção de acadêmicos com doutorado. Eles destacaram, ainda, que o número de matrículas universitárias triplicou nos últimos 10 anos no Brasil. "A economia brasileira já é a sétima do mundo e a Goldman Sachs previu que superará as de Canadá, Itália, França, Reino Unido e Alemanha nos próximos 20 anos", disse Ben Sowter, chefe de pesquisas do ranking QS.

"Enquanto muitos governos de países desenvolvidos cortam os gastos em universidades, os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) estão investindo grandes quantias de dinheiro na construção de universidades de nível internacional", avaliou o diretor da página TopUniversities.com, Danny Birne, para quem o denominador comum é que todos consideram a educação um "elemento chave" para seu desenvolvimento. "Uma educação superior de nível mundial será central para seu desenvolvimento e o novo ranking QS mostra que os investimentos do Brasil já estão começando a colher frutos", acrescentou, em um comunicado.

A classificação é liderada pela Universidade de São Paulo, seguida da Pontifícia Universidade Católica do Chile, em segundo lugar, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em terceiro. Com relação a outros países, a primeira instituição de ensino mexicana, a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), apareceeu em quinto lugar; em sexto está a primeira de 21 instituições colombianas, a Universidade dos Andes; e a primera da Argentina, a Universidade de Buenos Aires, em oitavo.

Nesta primeira edição do ranking regional, o QS se baseou em critérios específicos da América Latina, como a proporção de professores com doutorado, a produtividade de pesquisas per capita e a presença na internet, assim como pesquisas existentes. Os pesquisadores, no entanto, se questionam se o Brasil poderá chegar a ser a próxima superpotência universitária. No mais recente ranking QS das melhores universidades do mundo 2011, liderado pela primeira vez pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a USP só alcançou o 169º lugar, sendo a única instituição de ensino latino-americana entre as 200 melhores do mundo.

Correio Braziliense

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Maioria dos formados na Bolívia não consegue revalidar diploma no país


A baixa concorrência, os menores preços e a proximidade fazem com que muita gente atravesse as fronteiras com Paraguai e Bolívia para cursar o ensino superior. Mas voltar para o Brasil e exercer a profissão nem sempre é fácil.

O sonho de se tornar médico motivou o técnico em contabilidade Estevão de Queiroz, de 48 anos, a procurar uma universidade boliviana. Ele mora na cidade sul-mato-grossense de Corumbá, que fica a cerca de oito quilômetros de Porto Quijarro, na Bolívia. "Optamos por questão financeira mesmo, porque lá o custo é bem mais barato do que aqui", afirma.

Enquanto nas escolas brasileiras de medicina as mensalidades variam de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil, na Bolívia o custo fica em torno dos R$ 375 por mês. Além do preço, a facilidade para entrar na faculdade é outro atrativo. O folheto - em português e espanhol - diz que não é preciso fazer vestibular e oferece serviços para ajudar o candidato brasileiro a obter os documentos exigidos pelo governo para estudar na Bolívia.

A sede da universidade boliviana está sendo ampliada. A intenção é aumentar o acervo da biblioteca, que tem apenas uma estante, e estruturar novos laboratórios. Tudo para atender a demanda. "É uma universidade que está em estruturação ainda, mas temos recursos necessários para fazer medicina. A profissão é igual em toda a parte", relata Estevão.

Para atuar no Brasil, quem se forma na Bolívia ou em qualquer outro país precisa da revalidação do diploma. Desde o ano passado, o processo começou a ser padronizado. Todos os candidatos precisam passar por várias etapas de avaliação para que a formação em outro país tenha validade no Brasil.

Este ano, mais de 600 candidatos se inscreveram para participar do programa de revalidação de diplomas médicos, segundo o Ministério da Educação. A maioria deles, 320, é de profissionais formados em universidades bolivianas. Mas só a inscrição no programa não garante a revalidação. No ano passado, dos 281 médicos formados na Bolívia, apenas dois tiveram o diploma revalidado.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina, as provas aplicadas para revalidação não são mais difíceis do que a realidade que os médicos encontrarão nos hospitais. "É uma prova de conhecimentos gerais da área médica normalmente aplicada para os formandos no Brasil que tentam acesso aos programas de residência", explica Luís Mascarenhas, vice presidente do CRM-MS.

Em Porto Quijarro, a universidade defende que as disciplinas e a carga horária são muito parecidas com as de instituições brasileiras. "Estamos com o mesmo nível e isso ajuda bastante para que os estudantes formados nesta universidade possam revalidar com muita facilidade e atingir o objetivo de poder exercer sua profissão no país irmão Brasil", defende o vice-reitor da faculdade Edwin Delgadillo.

Veja quais as principais dificuldades de quem tenta validar diploma estrangeiro (Foto: Reprodução/TV Morena)
(Foto: Reprodução/TV Morena)
Para o CRM-MS, não há como garantir a qualidade da formação no país vizinho. "Não temos nenhum acesso a essas universidades, do ponto de vista de avaliação ou fiscalização do ensino", diz Mascarenhas.

O médico legista Riad Ali Hamie estudou em uma universidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra, e se formou em 2004. Exibe com orgulho dezenas de certificados e o diploma de médico. Mesmo depois de seis anos de estudo e muitos cursos, ele ainda levou anos para conseguir o direito de revalidar o documento no Brasil. "É uma jornada longa. Para aqueles que acham que foi fácil para mim, pelo contrário, foi muito difícil", conta. Atualmente, Riad é perito da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul, além de atuar em postos de saúde.

Da TV Morena

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Pesquisador espanhol quer filmes com legendas para surdos e audio para cegos

A indústria cultural ainda não atende plenamente as pessoas com necessidades especiais. Para o pesquisador Angel Garcia Crespo, da Universidade Carlos III de Madrid, a produção cultural deve considerar a existência de um público que não vê e que não ouve. Angel é responsável pela sensibilização social no Centro Espanhol de Legendas e Áudio-Descrição (CEyA) e luta para que filmes possam apresentar recursos que permitam a a cegos e surdos alcançar o sentido das obras cinematográficas. Ele trabalha para difusão de técnicas como legendas especiais para surdos e descrição em áudio para cegos. O professor falou sobre o assunto nesta quinta, 28 de julho, no Auditório da Reitoria da UnB.

No Brasil, a pesquisa e o debate sobre o assunto ainda são muito recentes. A Espanha já conta com uma norma que regulaments as descrições em áudio para filmes há mais de dez anos, enquanto que aqui essas regras ainda estão em discussão. Há um ano, a UnB deu os primeiros passos nessa direção com a criação de grupo de pesquisa do Departamento de Letras e Tradução (LET) que estuda a acessibilidade nos meios de comunicação. “Estamos pesquisando várias normas que existem no mundo para estabelecer os critérios para o Brasil”, afirma a professora Helena Santiago. A universidade já prepara profissionais para atuar na produção de legendas e material de áudiodescrição, no curso de graduação Línguas Estrangeiras Aplicadas, também ligado ao LET.


Angel acredita que é preciso estimular uma mudança de mentalidade para que as pessoas com deficiência sejam incluídas na vida cultural. “Não acredito num estado intervencionista. É preciso adotar políticas baseadas em subsídios e financiamentos”, defende. Cineasta e engenheiro, o pesquisador que consegue conciliar interesses tão distintos falou a UnB Agência sobre os desafios da acessibilidade.

Quais as principais estratégias para tornar o cinema mais acessível?
Angel Garcia Crespo: As estratégias dependem do tipo de necessidades de cada pessoa. No caso dos surdos, os principais recursos são as legendas. Com o detalhe que as legendas não podem ser apenas uma transcrição das falas, devem indicar também os efeitos sonoros do filme – como o disparo de uma pistola ou o tipo de música. Também é necessário ter a indicação do personagem que está falando. É preciso ainda ter uma atenção especial para pessoas que são surdas de nascimento, normalmente elas crescem com uma capacidade de leitura muito baixa. Nesses casos é necessário utilizar as linguagens de sinais por meio de um interprete no canto das telas para contar o filme para essas pessoas. Já para as pessoas cegas o principal instrumento é a áudio-descrição. Nesses casos se aproveitam os momentos em que nenhum personagem está falando para um locutor fazer uma narração do filme.

Quais os principais desafios no mundo para a acessibilidade de produtos culturais?
Angel: O principal desafio é fazer com que as pessoas se conscientizem que existem pessoas que têm deficiências. Normalmente elas são invisíveis para grande parte da população. É preciso explicar que há um grupo de pessoas amplo que não pode desfrutar da cultura. A partir disso é preciso reconhecer que a acessibilidade não é um problema técnico nem um problema econômico. Na verdade é uma questão de vontade, de querer fazer produtos mais acessíveis.

Por Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB

sexta-feira, 1 de julho de 2011

A nova Revolução Cubana

Professor Alexei na UnB
Desde 2000, quando deixou Cuba para morar no Brasil, Alexei Ramirez, professor da UnB há dois anos, tornou-se mais um cubano a espalhar os ensinamentos da vitoriosa escola de boxe da ilha.

Ouça a reportagem feita por Felipe Matheus do Campus Online da UnB:

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Crise na Espanha empurra latino-americanos para o Brasil

Charge humorístico sobre a imigração espanhola no Brasil.
Entre 2003 e 2007, a Espanha recebeu dezenas de milhares de imigrantes, mas a crise econômica que persiste no país está alterando o fluxo migratório. Sem emprego no presente e sem perspectivas para o futuro, os estrangeiros procuram saídas em outros lugares. E o Brasil virou meta para os latino-americanos de baixa formação.

De acordo com quatro relatórios que investigam as respostas dos imigrantes diante da crise, o Brasil aparece entre os três destinos preferidos de sul-americanos hispânicos (junto com Estados Unidos e Argentina) como opção para conseguir emprego.

Uma pesquisa da agência de empregos Randstad revelou que 65% dos imigrantes ilegais na Espanha estão pensando ou decididos a trocar a Europa por outro mercado se não encontrarem trabalho até 2012. Os estudos antecipam um fluxo que já pode ter começado. Em 2010, pela primeira vez nos últimos 35 anos, a Espanha registrou uma taxa de saída de população ativa maior do que a de entrada.

No ano passado, 48 mil imigrantes chegaram e 43 mil estrangeiros retornaram aos seus países de origem, mas 90 mil espanhóis também foram morar no exterior.

O ritmo de redução é tão vertiginoso que em cinco anos o fluxo de chegada pode ser praticamente nulo. Pelas previsões da Fundação de Estudos de Economia Aplicada, se a crise se mantiver como agora, em 2014 chegariam apenas 3 mil imigrantes.


Bolivianos aguardam no aeroporto; sem emprego ou perspectiva, os estrangeiros fogem da Espanha
Bolivianos aguardam no aeroporto; sem emprego ou perspectiva, os estrangeiros fogem da Espanha.
SAÍDAS

Josep Oliver, professor de economia da Universidade Autônoma de Barcelona e um dos autores do Anuário de Imigração da Espanha, do Ministério do Interior, disse à reportagem que "80% dos imigrantes não têm outras saídas além do aeroporto rumo a mercados com melhores opções, como o Brasil, que oferece oportunidades sólidas".

A pesquisa Mobilidade Laboral, da Randstad, indica que a Espanha perdeu interesse para o trabalhador estrangeiro de baixa formação. A razão é o perfil destes imigrantes, cujos currículos se limitam a ofícios relacionados a áreas que não se reativam, como serviços e construção.

O setor de construção foi precisamente o que detonou a crise de desemprego. De 2008 a 2010 quebraram mais de 200 mil empresas do ramo, que davam trabalho a 70% dos imigrantes sul-americanos, segundo dados oficiais.

Os estrangeiros entrevistados na pesquisa responderam que querem sair da Espanha, mas temem crises políticas e econômicas na América Latina e só vêem bonança financeira no Brasil, onde criticam a falta de segurança pública.

Mais ainda assim estão convencidos de que se não encontrarem emprego até 2012, o caminho é o aeroporto. Estados Unidos, Brasil ou Argentina, na ordem dos mais votados.

ALTA FORMAÇÃO

O Brasil também aparece como opção para espanhóis de alta formação.Um estudo elaborado pela consultora Adecco e pela Universidade de Navarra indica que os espanhóis com alto grau de formação e que também foram atingidos pela crise colocam o Brasil como um dos seis destinos preferidos para emigrar por emprego.

O mercado brasileiro é visto como opção para 55% dos entrevistados, junto com Alemanha, França, Reino Unido, Estados Unidos e Argentina. O perfil médio dos interessados em cruzar o Atlântico é de homens, entre 25 e 35 anos, com formações em engenharia, arquitetura, informática, medicina, biologia e investigação científica.


"Que engenheiro ou arquiteto não quer ir para o Brasil, de olho nas obras de infraestrutura? Está tudo por fazer, e agora há também recursos, referências de empresas espanholas já estabelecidas e a abertura ao (idioma) espanhol", disse à BBC Brasil o professor de Economia da Universidade de Navarra Sandalio Gómez, autor do relatório apresentado em janeiro.

"Essas pessoas entendem que insistir aqui é uma perda de tempo. O Brasil cresce a uma velocidade que nenhum país da Europa pode se comparar", concluiu. Os dados do Instituto Nacional de Estatística confirmam a tendência. Até janeiro de 2011, havia 1,8 milhão de espanhóis morando em outros países; 92.260 no Brasil, um aumento de 10.071 pessoas em um ano no território brasileiro.

PROBLEMAS

Mas, apesar das oportunidades, o país perde para outros destinos em vários quesitos. Os entrevistados da pesquisa ressaltam insegurança, falta de serviços públicos de qualidade, instabilidade econômica e jurídica para quem quer criar um negócio próprio e a distância de seus lugares de origem como barreiras a levar em consideração.

O governo espanhol reforça estas conclusões. A diretora-geral do Departamento de Emigração, (que estuda as condições dos espanhóis em outros países), Pilar Pin, define como impedimentos as carências nos sistemas de seguro-desemprego, rede púbica de saúde e educação e a legislação trabalhista.

Em um relatório oficial apresentado em maio depois de uma visita a Brasília, Pin afirmou que o Brasil tem "enorme potencial com seus iminentes eventos como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, além de obras para abastecimento de energia, proteção ambiental e turismo".

Apesar disso, o relatório observa: "A legislação de implantação de empresas no Brasil é restritiva demais. Nossos trabalhadores vão com licença de obra. No final do contrato encontram muitas dificuldades para estabelecer-se por conta própria". Mesmo assim, segundo o relatório, as autoridades brasileiras calculam que faltam 1,9 milhão de profissionais de alta qualificação. Uma lacuna que os espanhóis poderiam ocupar.

Reportagem da BBC Madrid, por ANELISE INFANTE

terça-feira, 28 de junho de 2011

Parceria do Santander Universidades e AfroReggae concederá bolsas de estudos na Espanha

Universidade de Salamanca - Espanha.
Nesta terça-feira,(28/6) o Santander Universidades e a ONG AfroReggae assinaram, no Rio de Janeiro, um convênio que prevê a concessão de bolsas de estudos para membros da ONG e da Polícia Pacificadora do Estado, as UPPs. O evento aconteceu na capital fluminense, no restaurante Marius Crustácius, Copacabana.

O primeiro grupo, formado por 10 pessoas, embarcará para Salamanca, na Espanha, em 2 de julho de 2011. Eles farão um curso de língua e cultura espanhola de três semanas na Universidade de Salamanca – um dos centros de ensino superior mais tradicionais da Europa. Além do benefício das bolsas de estudo, o programa contempla as passagens aéreas de ida e volta, traslados, alimentação e hospedagem na própria universidade.

O objetivo da parceria é disponibilizar ferramentas e oferecer oportunidades de inclusão social e de transformação destes indivíduos. “O Santander Universidades quer ser protagonista e pioneiro na utilização da educação como agente transformador da sociedade. Por essa razão acreditamos que essa parceria será um marco na história de todos os envolvidos”, afirma Jamil Hannouche, diretor do Santander Universidades no Brasil. Segundo ele, esta é uma oportunidade inédita de união da comunidade com a polícia e a iniciativa privada, em prol da educação.

Esta comitiva integrará a turma de 61 pessoas, entre alunos e professores universitários, que participará da segunda edição do Programa de Mobilidade Internacional Top España. Ao todo, são cerca 300 pessoas contempladas.

Em todo o mundo, o Santander Universidades já investiu mais de 2 bilhões de reais desde 1996, e foram concedidas mais de 70 mil bolsas de estudos em 15 países. Para os próximos cinco anos, o presidente mundial, D. Emilio Botín, anunciou o investimento de mais de 600 milhões de euros destinados a projetos universitários e convênios com universidades. O Santander possui uma longa parceria com o AfroReggae que se expressa em diversas iniciativas junto às comunidades do Rio de Janeiro.

O critério usado para a escolha dos bolsistas, levou em consideração a importância da capacitação em espanhol para cada membro e a aplicabilidade deste conhecimento no dia a dia da instituição e à área de atuação.

José Junior, coordenador executivo do AfroReggae, estará neste grupo de estudo
Johayne Hildefonso (Diretor Artístico), Reginaldo de Lima (Coordenador de Projetos Governamentais), José Roberto Pacheco (Coordenador do Centro Cultural Waly Salomão), Vitor Luiz Onofre Alves (Assistente de Projetos), Robson Rodrigues da Silva (Comandante das UPPs), Major Felipe Gonçalves Romeu (Comandante da UPP da Cidade de Deus), Roberto Chaves de Almeida (Inspetor da Polícia Civil e Coordenador do projeto Papo de Responsa), José Luiz Pereira Magalhães (Inspetor da Polícia Civil e membro do projeto Papo de Responsa) e Marco Aurélio Pedra de Oliveira (Inspetor da Polícia Civil e membro do projeto Papo de Responsa) embarcarão para a Espanha, no dia 2 de julho de 2011.

José Junior, coordenador executivo do AfroReggae, estará neste grupo de estudo e avalia a importância desta experiência, “é importante eu ter uma noção da língua espanhola para eu poder abrir novas frentes estratégicas sociais para o AfroReggae e para o Santander na America Latina”.

Do site "Eu, Estudante"

Seminário na UnB reunirá especialistas brasileiros e cubanos para discutir os 52 anos da revolução cubana

Seminário mostrará Cuba vista por outros ângulos.
Apresentar Cuba sob um olhar diferente do que é propagado pela mídia é o objetivo do seminário a Revolução Cubana 52 anos depois: Transformações e Desafios. Os convidados para o debate vão mostrar o lado da ilha desconhecido pelo grande público. “A solidariedade cubana, por exemplo, não é conhecida da maioria das pessoas”, destaca o professor Juarez Rodrigues, do Núcleo de Estudos Cubanos da UnB (NESCUBA). “O país está atuando ativamente na reconstrução do Haiti depois do terremoto”.

O professor destaca que Cuba está presente no país assolado pelo terremoto através de uma brigada de médica que participa do atendimento às vítimas e na formação de profissionais de saúde Haitianos. “Cuba está presente também em outros países da América Latina e mesmo da África”, destaca Juarez.

Núcleo de Estudos Cubanos da UnB está ligada a organização do evento.
O professor da Faculdade de Comunicação da UnB Hélio Doyle critica o viés tendencioso que a grande mídia trata o país caribenho. “Os jornais disseminam uma visão de Cuba que soma o desconhecimento ao preconceito”, critica. O professor vai apresentar no seminário dados que contradizem o que se vê nos meios de comunicação. “Vou apresentar dados relacionados ao último congressso do Partido Comunista Cubano, que aconteceu em abril”. O congresso aprovou mudanças econômicas no país como uma maior abertura para investimentos e a criação de cooperativas agrícolas. “São alterações que procuram se adaptar às novas realidades do mundo, sem perder de vista o sistema socialista”, destaca.

Segundo o professor Juarez, outro tema importante que será discutido durante o evento é a prisão de cinco cubanos nos Estados Unidos há 11 anos, acusados de espionagem. “O presidente Barack Obama fala em abertura política em relação a Cuba, mas mantém prisioneiros políticos no próprio país”, critica. “Nossa campanha é pela libertação deles”.

O seminário da UnB destaca ainda a relação do presidente americano, Obama, com a Cuba.
O seminário começa nesta terça, a partir das 10h, no auditório do Memorial Darcy Ribeiro. O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior, participará da abertura do evento. Os debates contarão com a presença de convidados cubanos: a deputada Magaly Llort, Zuleika Romay, presidente do Instituto do Livro, a jornalista Rosa Miriam Elizalde – Jornalista e o representante do Ministério das Relações Exteriores, Alberto González Casals. Falarão os professores da UnB Hélio Doyle, José Flavio Sombra Saraiva e os jornalistas brasileiros Ivan Godoy, da Radio Senado e Carlos Alberto Almeida, da TV Cidade Livre.

Veja abaixo programação:

10h – Reitor José Geraldo de Sousa e embaixador de Cuba Carlos Zamora Rodríguez.

10h20 - Palestrantes Cubanos:
Magaly Llort - Deputada
Zuleika Romay – Presidente do Instituto do Livro
Rosa Miriam Elizalde – Jornalista
Alberto González Casals – Ministério das Relações Exteriores

11h20 INTERVALO

11h30 - Palestrantes Brasileiros:
José Flávio Saraiva - Professor Titular do Instituto de Relações Internacionais da UnB
Helio Doyle - Jornalista e Professor do Departamento de Comunicação da UnB
Ivan Godoy – Jornalista da Radio Senado
Carlos Alberto Almeida – Jornalista e Presidente da TV Cidade Livre
12h30 - Encerramento

Por Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Cultura Peruana: CAL traz para UnB espetáculo de música e dança tradicional peruana

Luiz Filipe Barcelos /UnB Agência
O anfiteatro 8 foi palco de espetáculo de música e dança tradicional peruana. O Elenco Nacional de Folclore do Peru apresentou o espetáculo “Orgullo de sentirse peruano”, em uma parceria entre Embaixada do Peru e UnB. Formado por quase trinta membros, entre dançarinos e músicos, é a primeira vez que o grupo vem ao Brasil.
Do site da UnB

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodríguez visita a UnB

Carlos Zamora quer estreitar relações com a universidade e convidou o reitor a participar de encontro acadêmico no ano que vem
O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Zamora Rodríguez, convidou o reitor José Geraldo de Sousa para participar de evento que reunirá universidades de todo mundo em Havana em fevereiro de 2012. “A aproximação da UnB com Cuba foi forte na época de Darcy, queremos retomar esse relacionamento”, afirmou o embaixador. “O encontro do anos que vem será uma reflexão sobre a universidade do futuro”.

José Geraldo aproveitou a oportunidade para convidar a embaixada a participar do Festival Latino Americano e Africano de Arte e Cultura (FLAAC), que marcará o aniversário da Universidade em 2012. “A nossa universidade tem uma atenção forte a Cuba, não só nos campos social e político, mas também no intelectual”, afirmou. “O nosso Núcleo de Estudos Cubanos (Nescuba) é apenas uma das expressões desse interesse”.

No próximo dia 29, a universidade vai sediar seminário com a presença de vários intelectuais cubanos. O evento terá como objetivo discutir a situação atual do país.

Por Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Brasileiros se formam em medicina no exterior, mas não conseguem trabalhar no Brasil


Na classe de uma faculdade de medicina na Bolívia em dia de prova, apenas um aluno era boliviano. Todos os outros eram brasileiros. “Só na minha faculdade, podemos falar em seis mil estudantes brasileiros em Cochabamba, Santa Cruz e Cobija”, afirma o vice-reitor da Universidad Técnica Cosmos (Unitepc), José Teddy.

Por que tanta gente está estudando medicina fora do Brasil? A resposta está na ponta da língua de todo aluno. “É bem mais fácil, a gente não tem vestibular”, declara Michel Mendonça, estudante sul-mato-grossense. “A gente vai pagar, mais ou menos, seis vezes menos do que se pagaria no Brasil”, afirma Pedro Adler, esutdante acreano.

As mensalidades dos cursos de medicina privados no Brasil variam de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil. Em uma faculdade de Cobija, fronteira da Bolívia com o Brasil, custa pouco mais de R$ 500. “Meus pais não têm condições financeiras de pagar e nem para me ajudar. Se eu tivesse condições, provavelmente eu estaria fazendo no Brasil. Eu sempre quis fazer medicina, acho que desde que eu me entendo por gente. Então, eu decidi vir para cá”, conta Antônia Maria Cândido, estudante acreana.

Para se manter em Brasiléia, no Acre, a poucos quilômetros da faculdade boliviana, Antônia trabalha como manicure e garçonete. O Brasil é o segundo país com maior número de escolas de medicina, só perde para a Índia. No Brasil, são 180 faculdades de medicina, todas com vestibular. “Eu tive que estudar por conta própria. Passei em algumas faculdades lá, mas não em medicina. Por isso, eu me arrisquei tudo vindo aqui”, diz Anderson Figueiredo, estudante carioca.

Anderson saiu do Rio para estudar medicina e morar em um em Cobija, na Bolívia. “Não fico muito aqui, porque é apertado e quente. É horrível ficar muito tempo aqui. Não tem uma cozinha, não posso te oferecer uma água, porque a água é quente. Então, eu tento passar o máximo de tempo na faculdade”, conta. “Fiquei dois dias com bala de hortelã no estômago. Não tinha dinheiro para o almoço, nem para o lanche. Espero que eu consiga continuar”.

No Brasil, medicina costuma ser o curso mais caro nas universidades e, muitas vezes, o mais concorrido.

A reportagem é de Eduardo Faustini, do Fantástico.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Manifestações no Mundo Hispânico: Cerca de 15 mil vão às ruas do Chile por melhorias na educação

Estudante é preso durante manifestação por melhorias no sistema educacional chileno
Estudante é preso durante manifestação por melhorias no sistema educacional chileno; cerca de 15 mil protestaram
Cerca de 15 mil estudantes se manifestaram nesta quarta-feira nas ruas do centro de Santiago para exigir melhorias no sistema educativo do país, assim como mais facilidades para o financiamento de seus estudos universitários. O Colégio de Professores e a Associação Nacional dos Funcionários Fiscais aderiram aos protestos, e suas exigências receberam o apoio da Universidade de Santiago do Chile e da Universidade do Chile.

"As universidades públicas, que realizam ensino de boa qualidade e pesquisa no Chile, estão há anos aguardando por um tratamento justo,e a verdade é que não queremos continuar esperando enquanto os sonhos e ideais de gerações de chilenos são frustrados", disse o reitor da Universidade do Chile, Víctor Pérez Vera, em um comunicado.

A manifestação ocorreu de forma pacífica, segundo a polícia. No entanto, na região do Ministério da Educação, um grupo de manifestantes protagonizou distúrbios, sendo contidos por jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo lançados pelas forças de segurança. A Confederação dos Estudantes do Chile (Confech) quer ampliar o acesso à educação universitária e facilitar o financiamento dos estudos por meio da concessão de bolsas e créditos, de acordo com a representante da Federação dos Estudantes da Universidad do Chile, Camila Vallejos.

Os estudantes denunciam a falta de financiamento das universidades públicas e a pouca regulamentação das universidades privadas. Uma drástica redução dos recursos, ocorrida durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), e a ampla privatização do setor educativo são apontados como as principais causas dos maus resultados.
Da Folha de São Paulo