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domingo, 10 de julho de 2011

Integrantes do projeto participam de uma reunião com o NESCUBA da UnB

Gabriele e Marcos na sala do NESCUBA na UnB.
Na última terça feira, 05, dois integrantes do projeto, Marcos Roberto e Gabriele Fernandes, foram à UnB para uma reunião com o NESCUBA (Núcleo de Estudo Cubanos) do Centro de Estudos Aplicados Multidisciplinares da Universidade de Brasília.

O NESCUBA é um núcleo de estudos com o intuito de desenvolver ações relacionadas à difusão da realidade cubana e ao intercâmbio entre Brasil e Cuba. Os integrantes do núcleo são professores, universitários da UnB e pesquisadores interessados em analisar a realidade cubana. Quase todos os membros do núcleo já tiveram a oportunidade de visitar Cuba.

Juarez e Ricardina, membros do núcleo
Em uma reunião produtiva e esclarecedora, os membros do NESCUBA colocaram em evidência os seus interesses em relação a Cuba, sendo eles os mais variados possíveis, como a questão de reforma agrária, a participação da mulher na Revolução Cubana, a liberdade de credo, a educação, saúde, distribuição de renda e etc. Percebe-se que o fato que mais chama a atenção de todos é a política cubana, que a partir de uma ideologia socialista, o país consegue se manter estável mesmo após o bloqueio econômico norte americano.

O advento da Revolução Cubana e os pensamentos de Che Guevara, Fidel Castro e José Matír é o que sustenta a base teórica do núcleo. Outro fato que deve ser mencionado, é que a partir das idéias proporcionadas por essa base teórica, os membros do grupo tentam adaptá-las a realidade brasiliense, sempre buscando como referência a ideologia socialista, do bem social. Todos os membros do grupo são ligados a questões políticas e organizações que lutam por questões sociais como MST (Movimento dos Trabalhadores sem Terra) e CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Foi ressaltado ainda durante a reunião que, o ensino público de Cuba é uma das melhores do mundo, sendo o primeiro país a erradicar o anafalbetismo da população. Hoje, 99.8% da população cubana, acima de 15 anos, sabe ler e escrever. A saúde pública de Cuba é outro exemplo a ser seguido, podendo ser comparado a um sistema de saúde de primeiro mundo, os cidadãos não precisam de um plano de saúde para um bom atendimento, ao contrário da realidade vivida no Brasil. A expectativa de vida ao nascer em Cuba é de 75 anos para os homens e de 79 para as mulheres.

Foto durante a reunião.
Durante a reunião, os integrantes do grupo puderam explicar aos membros do NESCUBA sobre o projeto "¡Ven a bailar en la Cultura Hispana!", e comunicaram a eles a necessidade da comunidade escolar ter um conhecimento maior sobre Cuba, quebrando os estereótipos que envolvem a sociedade deste país, para isso, foi levantada a hipótese de haver um seminário na escola. Além disso, os integrantes do grupo foram convidados a apresentar o projeto na semana de extensão na UnB na data provável de setembro.

Em suma, a reunião com o NESCUBA foi muito produtiva, pois ampliou os conhecimentos do grupo em relação a este país singular pela sua política social e por sobreviver aos contínuos boicotes norte americano ao país.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Ciclo de Debates "A Revolução Cubana, 52 anos depois" reúne especialistas cubanos e brasileiros

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Foto: Ana Júlia Melo
O ciclo de debates sobre os 52 anos da revolução cubana ocorreu no auditório do Memorial Darcy Ribeiro na manhã da última quarta-feira, 29. O embaixador de Cuba no Brasil, Carlos Rafael Zamora Rodríguez, e o reitor da Universidade de Brasília, professor José Geraldo Júnior, abriram a cerimônia. Carlos Zamora agradeceu a oportunidade de aproximar os dois países. “É de grande importância esse intercâmbio entre Cuba e o Brasil depois de um período sem vínculos diplomáticos”, disse o embaixador.

Organizado pelo Núcleo de Estudos Cubanos (NESCUBA) em parceria com a Embaixada de Cuba, o evento contou com palestrantes cubanos e brasileiros. Amplamente discutido, o tema do processo de flexibilização e adaptabilidade do país ao mundo de hoje foi ressaltado na pergunta feita pelo professor do Instituto de Relações Internacionais, José Flávio Saraiva, sobre como avançar os valores cubanos, agora globalizados, no mundo que virá.

A revolução cubana, que aconteceu em janeiro de 1959, além de um movimento armado que derrubou o ditador Fulgencio Batista, também é vista como uma série de programas sociais e econômicos implementados pelo novo governo. Essa prática política e social não se limitou à utopia. O país obteve conquistas como a eliminação da miséria, a alfabetização de massa e uma campanha de saúde que atinge toda a população. O apoio soviético e o alinhamento do país ao bloco socialista motivaram o embargo econômico americano ao país.

Na fala de Hélio Doyle, jornalista e professor da Faculdade de Comunicação, fica clara a dificuldade que sempre tivemos, os brasileiros, em compreender o que realmente foi e é o mito cubano. Segundo Doyle, o desconhecimento da situação levou a diversas conclusões erradas. “Sempre havia a dúvida da sobrevivência de Cuba, foi assim com a queda da União Soviética, com a saída de Fidel Castro, e agora com o movimento do congresso cubano”, afirmou o professor.

Evento foi realizado pelo Núcleo de Estudos Cubanos da UnB em parceria com a embaixada de Cuba.
Participação da imprensa

Rosa Miriam Elizalde, jornalista do site Cuba Debate, reclama das dificuldades enfrentadas pelo país no acesso a internet. Os Estados Unidos também impedem, não só a entrada comercial de tecnologia, mas o acesso e a produção de conteúdo. Segundo Elizalde, o governo tem investido nos jovens e no desenvolvimento tecnológico, mas isso não é suficiente. Ela explica que são necessários três pontos para solucionar o problema: cultura digital, infra-estrutura de rede e inversão para conexão. “Quem não tem aceso a tecnologia, não existe. Há um bloqueio tecnológico tão cruel quanto o econômico”, disse a jornalista.

O jornalista e presidente da TV Cidade Livre em Brasília, Carlos Alberto Almeida, conta que Cuba tem a maior taxa de justiça social do mundo e é exemplo no que se trata de políticas sociais. Para Zuleika Romay, presidente do Instituo do Livro em Cuba, o maior patrimônio do país é a população. “O debate sobre as transformações não dizem respeito à decadência ou fim do nosso socialismo”, afirma.

Por Ana Júlia Melo
Do Campus Online, da UnB

terça-feira, 28 de junho de 2011

Seminário na UnB reunirá especialistas brasileiros e cubanos para discutir os 52 anos da revolução cubana

Seminário mostrará Cuba vista por outros ângulos.
Apresentar Cuba sob um olhar diferente do que é propagado pela mídia é o objetivo do seminário a Revolução Cubana 52 anos depois: Transformações e Desafios. Os convidados para o debate vão mostrar o lado da ilha desconhecido pelo grande público. “A solidariedade cubana, por exemplo, não é conhecida da maioria das pessoas”, destaca o professor Juarez Rodrigues, do Núcleo de Estudos Cubanos da UnB (NESCUBA). “O país está atuando ativamente na reconstrução do Haiti depois do terremoto”.

O professor destaca que Cuba está presente no país assolado pelo terremoto através de uma brigada de médica que participa do atendimento às vítimas e na formação de profissionais de saúde Haitianos. “Cuba está presente também em outros países da América Latina e mesmo da África”, destaca Juarez.

Núcleo de Estudos Cubanos da UnB está ligada a organização do evento.
O professor da Faculdade de Comunicação da UnB Hélio Doyle critica o viés tendencioso que a grande mídia trata o país caribenho. “Os jornais disseminam uma visão de Cuba que soma o desconhecimento ao preconceito”, critica. O professor vai apresentar no seminário dados que contradizem o que se vê nos meios de comunicação. “Vou apresentar dados relacionados ao último congressso do Partido Comunista Cubano, que aconteceu em abril”. O congresso aprovou mudanças econômicas no país como uma maior abertura para investimentos e a criação de cooperativas agrícolas. “São alterações que procuram se adaptar às novas realidades do mundo, sem perder de vista o sistema socialista”, destaca.

Segundo o professor Juarez, outro tema importante que será discutido durante o evento é a prisão de cinco cubanos nos Estados Unidos há 11 anos, acusados de espionagem. “O presidente Barack Obama fala em abertura política em relação a Cuba, mas mantém prisioneiros políticos no próprio país”, critica. “Nossa campanha é pela libertação deles”.

O seminário da UnB destaca ainda a relação do presidente americano, Obama, com a Cuba.
O seminário começa nesta terça, a partir das 10h, no auditório do Memorial Darcy Ribeiro. O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior, participará da abertura do evento. Os debates contarão com a presença de convidados cubanos: a deputada Magaly Llort, Zuleika Romay, presidente do Instituto do Livro, a jornalista Rosa Miriam Elizalde – Jornalista e o representante do Ministério das Relações Exteriores, Alberto González Casals. Falarão os professores da UnB Hélio Doyle, José Flavio Sombra Saraiva e os jornalistas brasileiros Ivan Godoy, da Radio Senado e Carlos Alberto Almeida, da TV Cidade Livre.

Veja abaixo programação:

10h – Reitor José Geraldo de Sousa e embaixador de Cuba Carlos Zamora Rodríguez.

10h20 - Palestrantes Cubanos:
Magaly Llort - Deputada
Zuleika Romay – Presidente do Instituto do Livro
Rosa Miriam Elizalde – Jornalista
Alberto González Casals – Ministério das Relações Exteriores

11h20 INTERVALO

11h30 - Palestrantes Brasileiros:
José Flávio Saraiva - Professor Titular do Instituto de Relações Internacionais da UnB
Helio Doyle - Jornalista e Professor do Departamento de Comunicação da UnB
Ivan Godoy – Jornalista da Radio Senado
Carlos Alberto Almeida – Jornalista e Presidente da TV Cidade Livre
12h30 - Encerramento

Por Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB