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sábado, 22 de outubro de 2011

América Latina é mais autônoma em relação aos EUA, diz Dosman

A América Latina está mais autônoma em relação aos EUA. O Brasil desempenha um papel-chave para conter nacionalismos e precisa controlar suas próprias tentações. A crise atual vai aumentar o protecionismo.

As avaliações são de Edgar Dosman, cientista político e professor da Universidade de York, no Canadá, onde é pesquisador do Centro York de Estudos Internacionais e de Segurança.

Ele lança no Brasil o livro "Raúl Prebisch, a Construção da América Latina e do Terceiro Mundo", biografia do estruturalista argentino que construiu a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina), imaginou a integração regional e defendeu a industrialização no continente.

A seguir, trechos da entrevista que concedeu à Folha. Dosman estará no Brasil em agosto para o lançamento do livro.

Como o sr. qualifica a situação na América Latina, os blocos econômicos e a emergência da China na região?
Edgar Dosman - É complexa. A arquitetura regional está em transição com numerosas iniciativas simultâneas, incluindo o esforço liderado pelo Brasil para consolidar a comunidade sul-americana. A criação de um novo processo latino-americano exclui os Estados Unidos e o Canadá e desafia a tradicional máquina interamericana centrada na Organização dos Estados Americanos (OEA). Há o experimento da Alba. Também o México faz uma nova aliança no Pacifico, com os países andinos. O processo de integração regional, que começou em 1960, teve uma segunda fase com a formação de blocos subregionais, como o Mercosul e o Nafta. Agora há um terceiro período, de conteúdo ainda indefinido. Todos os blocos existentes têm problemas de legitimidade, incluindo o Mercosul e o Nafta. A Alca está morta. O que é certo é que a América Latina tem hoje muito mais autonomia em relação aos EUA do que tinha no passado. Não apenas como resultado da afluência de atores poderosos como a China e a Índia, o que favorece um sistema econômico internacional multipolar, como também pelas conquistas macroeconômicas feitas a duras penas pelos governos latino-americanos, que deram uma resposta anticíclica à recessão de 2008. O declínio da influência norte-americana também reflete, é claro, a paralisia do governo de Washington, o que afeta o seu prestígio.


A questão do nacionalismo está de volta?
O Mercosul tomou o lugar da rivalidade militar entre Brasil e Argentina, com uma comunidade segura. Foi uma grande conquista. Também a diplomacia conteve crises como a entre Equador e Colômbia, administra as relações com a Venezuela, e aceita a liderança do Brasil no Haiti. É possível que a nova aliança do Pacífico alivie as tensões entre Chile e Peru. Mas há desafios. Na América hispânica, há resentimentos em relação ao poder do Brasil. Algumas das antigas rivalidades continuam (Chile-Bolívia, Colômbia-Venezuela, América Central etc), complicando o diálogo continental. A questão do crime na região precisa ser constatemente atacada. O principal fator de sucesso será a qualidade da liderança brasileira. Como lider regional, o país tem a responsabilidade de conter o nacionalismo e, mais do que isso, controlar suas próprias tentações.

Qual sua visão do Mercosul?
Tem apoio forte, apesar das tensões. Enquanto existe hoje o início de um diálogo continental, o escopo da integração dos sistemas produtivos é muito mais profundo. O desafio continua sendo a disparidade na região entre países em diferentes níveis de capacidades e desenvolvimento.

"Raúl Prebisch, a Construção da América Latina e do Terceiro Mundo"
  • Autor: Edgar Dosman
  • Editora: Contraponto
  • Páginas: 656
  • Quanto: R$ 80
    Entrevista feita por Eleonora de Lucena da Folha de São Paulo

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pelos Andes: Com caminho asfaltado, Brasil alcança Pacífico via Transoceânica

Estrada Transoceânica faz a ligação do Brasil com o Pacífico e o Peru / Foto: DivulgaçãoFoi preciso domar os caprichos da natureza para transformar em realidade o sonho de pavimentar o caminho do Brasil ao Oceano Pacífico. Mas, para tirar definitivamente do papel a Transoceânica - projeto que nasceu em 2000 -, faltava construir uma pequena ponte sobre o Rio Madre de Dios, no Peru. Inaugurada, enfim, no último dia 15, a ponte se tornou um marco dessa complexa, singular e desafiadora rodovia, cujo megaprojeto binacional é assinado por um pool de empreiteiras brasileiras: Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão.

Pensada para ser um corredor de commodities, ainda não se sabe, contudo, se a rodovia vai realizar o sonho acalentado por anos pelo ex-presidente Lula. Talvez ela funcione mais como ferramenta de integração regional, incorporando áreas isoladas do Peru, e menos como uma estrada para escoar para a Ásia, via Pacífico, produtos do Centro-Oeste brasileiro, como carne, minério e soja. Isso porque a rodovia é estreita, sinuosa e remota, o que aumenta os gastos com combustível e manutenção dos caminhões.

- A integração física poderia ser também comercial, se fosse assinado acordo de livre comércio entre os dois países - avalia o diretor de Sustentabilidade da Odebrecht Peru, Delcy Machado Filho, comentando que o megassonho de um corredor de commodities talvez não se realize, mas o fato de o Brasil já ter acesso irrestrito ao Pacífico é, sem dúvida, mais uma porta que se abre aos itens made in Brazil. Se a origem for Santos (SP), para se chegar ao Pacífico pela estrada é preciso percorrer 2,6 mil quilômetros até os portos peruanos de Ilo, Matarani e San Juan de Marcona, todos à beira do oceano.

A Odebrecht investiu US$ 1,25 bilhão para explorar por 25 anos o maior trecho da estrada, batizado de Interoceânica Sul. São 710 km de asfalto no pedaço que começa em Cuzco, passa por Puerto Maldonado, na região de Madre de Dios, e chega a Assis Brasil, no Acre. É nesse ponto, na fronteira entre os dois países, que foi preciso levantar a ponte Billinghurst sobre o Rio Madre de Dios, que desemboca no Brasil com o nome de Madeira.

Ao custo de US$ 32 milhões, a enorme estrutura metálica da Billinghurst, de 722,9 metros de extensão e altura correspondente a um prédio de 25 andares, era o último elo que faltava para concluir um negócio que começou a ser discutido nos anos 2000, durante a Cúpula dos Presidentes da América do Sul.

Por Liana Melo, do O Globo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Jogos Pan-Americanos de 2011 irá acontecer na cidade de Guadalajara no México


A cidade sede dos Jogos Pan-Americanos de 2011, Guadalajara, foi escolhida por votos unânimes em 2006, sendo Guadalajara a única cidade oficialmente candidata na disputa. Seguindo o rodízio informal da ODEPA (América do Sul, América do Norte, América Central), os jogos de 2011 acontecerão na América do Norte.

Outras potenciais candidatas foram as cidades norte-americanas de San Antonio (que perdeu a disputa para os Jogos Pan-americanos de 2007 para o Rio de Janeiro) e Detroit, que não participaram da disputa para não influenciar a então candidatura de Nova Iorque aos Jogos Olímpicos de 2012.

Além dos 26 esportes disputados nos Jogos Olímpicos, foram incluídos no programa de 2011 o rugby, o raquetebol e a pelota basca. O futsal que havia estreado nos Jogos de 2007, foi excluído pela ODEPA. A Organização Desportiva Pan-Americana (ODEPA) completa o programa dos Jogos de acordo com os pedidos da cidade-sede, e das Federações Internacionais Esportivas.

A Rede Record adquiriu com exclusividade os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos de 2011 para o Brasil. O canal negociou com a Globosat a venda dos direitos para televisão a cabo no Brasil e com o site Terra Networks a venda dos direitos para a internet.
Do Wikipédia

quarta-feira, 6 de julho de 2011

México ainda está na briga pela liderança regional com o Brasil


Após uma década na qual passou de maior economia latino-americana a observador do protagonismo brasileiro na região, o México possui hoje 'as bases assentadas para surpreender muitos', na avaliação de artigo publicado nesta sexta-feira (24) pelo jornal britânico Financial Times.

O texto, intitulado 'Com tudo ainda a jogar na disputa com o Brasil', é assinado pelo ex-correspondente do jornal no México, John Authers, e faz parte de um caderno especial de quatro páginas sobre investimentos no país.

Authers comenta que há uma década, quando chegou ao país, o debate em voga na época, sobre quem era o verdadeiro líder econômico da América Latina, 'parecia desnecessário para os mexicanos'. Na ocasião, o país se mostrava totalmente recuperado da chamada Crise Tequila, de 1994, havia passado por uma transição democrática que acabou com mais de 70 anos de governos ininterruptos do PRI (Partido Revolucionário Institucional), tinha um sistema bancário robusto e era apontado como um dos principais mercados emergentes do mundo.

O artigo observa porém, que 'a história da rivalidade entre o Brasil e o México nos dez anos seguintes é dolorosa, ao menos para aqueles que gostam do México'. O texto observa que o Brasil hoje é parte do grupo BRIC e aparece apenas atrás da China na preferência dos investidores entre os países emergentes.

'Políticos errados'

O jornal aponta uma série de motivos para essa diferença, entre elas a debilidade das instituições políticas mexicanas e a 'escolha de políticos errados' em referência aos dois últimos presidentes, Vicente Fox e Felipe Calderón.

Outro problema, segundo o Financial Times, foi o aumento da dependência mexicana em relação aos Estados Unidos após o estabelecimento do Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte). Mas a emergência da China e a entrada do país asiático à Organização Mundial do Comércio (OMC) levou as empresas mexicanas a perder mercado de exportação para as chinesas. Enquanto isso, o Brasil se beneficiou do crescimento chinês e do consequente aumento da demanda por suas commodities.

O artigo também afirma que o Brasil tem uma cultura política e de negócios melhor do que o México, controlado por oligarquias e oligopólios que reduzem 'cronicamente' a competitividade da economia mexicana. Para o autor, porém, 'talvez a mais profunda razão pela qual o México ficou para trás' está relacionada à aceitação, com o Nafta, de que suas empresas seguissem as normas para o resto da América do Norte'. 'Companhias que agora tinham a chance de competir nos Estados Unidos ou no Canadá tinham que se comportar como seus competidores americanos e canadenses', observa o artigo.



Recessão 'terrível'

Por fim, o texto comenta que, como resultado da crise de 1994, mais de 90% do sistema bancário do país foi parar em mãos estrangeiras, o que por um lado fortaleceu o sistema e permitiu a adoção de políticas monetárias que conseguiram conter a inflação, mas por outro deixou o país altamente vulnerável à recente crise nos bancos americanos.

O jornal observa que a recessão de 2009 no México foi 'terrível', com uma contração de mais de 9%. 'Enquanto isso, o Brasil e os grandes produtores sul-americanos de commodities sofreram apenas uma leve e passageira contração', comenta.

Apesar de todos os problemas, o artigo prevê um futuro melhor para os mexicanos. O jornal conclui dizendo que 'após anos de ortodoxia macroeconômica, o México tem as bases assentadas para surpreender muitos'.
Para o autor do texto, o México precisa ainda 'que seu poderoso vizinho do norte tenha sucesso e que seus políticos rompam uma década de impasses, mas pode ainda haver algo para debater'.

sábado, 2 de julho de 2011

Projeto "Soy loco por ti America" ocupa o palco do CCBB


O projeto realizará quatro diferentes shows promovendo encontros inéditos entre artistas brasileiros e de outros países da América do Sul. A cada apresentação um artista ou grupo estrangeiro divide o show com um artista nacional. Com direção artística e apresentação do cantor e compositor Paulinho Moska.

A interação entre a cultura musical brasileira e a de outros países latino-americanos é, em síntese, a proposta do Soy loco por ti America, projeto que vai ocupar durante este mês o palco do teatro 1 do Centro Cultural Banco do Brasil. A abertura será hoje, às 21h, com o show que colocará lado a lado a banda de rock colombiana Aterciopelados — formada pela vocalista Andrea Echeverri e pelo baixista Hector Buitrrago — e a cantora Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu, com a participação de Paulinho Moska, diretor artístico da série.

Moska, que atuará, também, como mestre de cerimônia, explica que os artistas brasileiros serão convidados dos hermanos e com eles dividirão a interpretação de canções, “estabelecendo diálogo entre o contemporâneo e o regional, com sotaque de modernidade”. A produtora do evento, Amanda Menezes, prevê boa acolhida do brasiliense ao projeto: “Ultimamente, o público brasileiro tem recebido bem a oferta de bons espetáculos latino-americanos”, acredita.

Fernanda Takai vê com entusiasmo o intercâmbio musical e aponta a Aterciopelados como sua banda preferida entre as latino-americanas. “Há uma grande afinidade entre nós. Junto a eles, vou cantar Tudo vai ficar bem, Fruto real e El álbum, entre outros”, afirma. (FONTE: Correio WEB)

PROGRAMAÇÃO:

1 a 3 de julho - Aterciopelados x Fernanda Takai
8 a 10 de julho - Fernando Cabrera e Pedro Luís
15 a 17 de julho - Lisandro Aristimuño e Marcelo Jeneci
22 a 24 de julho - Francisca Valenzuela e Ana Cañas

Informações
Data: 1º a 24 de julho
Classificação: 12 anos
Horário: às 21h
Local: Teatro I | SCES, Trecho 2, lote 22
Bilheteria: Terça a domingo, das 9h às 21h | Telefones: (61) 3108-7038
Ingressos: R$15,00 a inteira e R$7,50 a meia entrada

domingo, 19 de junho de 2011

Histórico de erupções do vulcão Puyehue é pouco conhecido

 Erupção do vulcão chileno Puyehue 
A erupção do vulcão Puyehue no Chile, registrada nas últimas duas semanas, é a última de uma série de atividades vulcânicas que desde o ano passado chamam a atenção da mídia internacional pelo impacto sobre a população em nível global. As erupções do vulcão Eyjafjallajokul, no ano passado, e em menor medida a do vulcão Grimsvotn, esse ano, na Islândia, geraram muitos problemas no trafego de aviões no hemisfério norte devido à emissão de abundante cinza vulcânica na parte alta da atmosfera.

Há duas semanas, no hemisfério sul, no Chile, o vulcão Puyehue tem começado uma intensa erupção que tem perdurado até hoje. O vulcão Puyehue, um estratovulcano de ~2240 m.s.n.m., faz parte de um complexo vulcânico maior conhecido como Cordon Caulle, localizado nos Andes no Chile (40.59°S, 72.12°W), aproximadamente 700 km ao sul da capital Santiago. O Cordón Caulle é conhecido por ser uma zona geotérmica muito ativa, que ocupa uma depressão vulcânico-tectônica de 6x13 km. A atividade histórica do vulcão Puyehue é muito pouco conhecida por ele estar afastado dos centros habitados. As últimas importantes erupções aconteceram no período entre os anos de 1914 e 1934, e em 1960, logo depois do terremoto de Valdívia, no Chile, de 9,6 graus na escala Richter, o maior registrado na historia da humanidade.

A última atividade eruptiva do vulcão Puyehue foi precedida por uma crise sísmica nos dias 3 e 4 de junho de 2011, chegando a mais de 230 terremotos por hora com 50 eventos acima de 3 graus na escala Richter. No mesmo dia 4 de junho uma explosão gerou uma coluna de cinza vulcânica de ~12 km de altitude, que foi transportada pelos ventos no território argentino causando queda de cinza e pómices na cidade de San Carlos de Bariloche. A coluna de cinza vulcânica continuou nos dias seguintes e o material vulcânico transportado pelos ventos chegou até o oceano Atlântico, gerando problemas na navegação aérea e causando cancelamentos de mais de 300 vôos entre Argentina, Chile, Brasil e Europa. Nos últimos dias o material vulcânico chegou até a parte alta da atmosfera e foi transportado para o Oeste chegando a causar problemas no tráfego aéreo da Austrália e da Nova Zelândia.


O vulcão Puyehue faz parte da zona vulcânica dos Andes que conta com mais de 200 vulcões ativos. O ambiente geológico dessa região é dominado pelo processo de subducção da placa tectônica chamada de Nazca, embaixo da placa tectônica da América do Sul. Esse processo gera numerosos terremotos e intensa atividade vulcânica que são restritos exclusivamente ao longo da cadeia andina. As outras regiões do continente da América do Sul, em particular o Brasil, resultam ser muito pouco ativas sismicamente e absolutamente livres de qualquer perigo de erupção vulcânica.

O único risco vulcânico potencial nas regiões ao oeste dos Andes é representado pelo material vulcânico emitido que pode ser transportado pelos ventos atmosféricos, gerando problemas no tráfego aéreo, ou se acumular na superfície, causando problemas de contaminação aos cultivos ou ao gado.

Artigo de Massimo Matteini, professor do Laboratório de Geocronologia, do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

FOTOS: La presidenta de Brasil en Uruguay




La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, llegó en el día de hoy a Uruguay en una visita relámpago con el objetivo de firmar varios acuerdos de cooperación binacional y destacó la cercanía entre los dos países ( ver nota relacionada ). La mandataria norteña destacó a la región como "una de las que más creció en el mundo" y elogió la integración lograda en el marco de la Unasur y el Mercosur.

Tras reunirse con el presidente José Mujica, Rousseff anunció la implementación de grandes proyectos de "integración física", principalmente "logística y energética" con el objetivo de lograr mayor sinergia entre Brasil y Uruguay. Dentro de lo anunciado por la mandataria se destacan la reactivación de la conexión ferroviaria para fines de 2011 entre el sur de Brasil y Rivera y de ésta con Montevideo, de forma de unir los dos países.

Además, mencionó la decisión de acelerar el cronograma de construcción de un segundo puente sobre el río Yaguarón.
Del "El País"

Relación Brasil y Uruguay: Dilma visita Uruguai entre temores de dependência ao Brasil

O presidente do Uruguai, José "Pepe" Mujica, e Dilma Rousseff  
Depois de quatro adiamentos, a presidente Dilma Rousseff desembarca nesta segunda-feira no Uruguai. A chegada da mandatária à capital do país está prevista para às 11h30.

A estada de cinco horas está sendo aguardada com expectativa especialmente por parte do empresariado local - preocupado com a inclusão, por parte do Brasil, de produtos uruguaios no sistema de licenças não automáticas de importação - e será acompanhada com atenção por toda a sociedade do país, já que o Brasil é hoje o principal mercado das exportações nacionais e também o principal fornecedor de produtos ao Uruguai.

Segundo o governo brasileiro, em 2010 o intercâmbio bilateral ultrapassou os US$ 3 bilhões, o que representou um aumento de 19,4% em relação ao ano anterior e uma relação comercial equilibrada, com aproximadamente o mesmo valor de US$ 1,5 bilhão tanto de exportações para o Uruguai quanto de importações oriundas do país vizinho.

Os primeiros eventos oficiais de Dilma serão uma visita ao Laboratório Tecnológico do Uruguai, ao meio-dia, e na sequência uma reunião com o presidente José "Pepe" Mujica. Às 14h15, participa de almoço oferecido pelo uruguaio e, duas horas depois, embarca de volta a Brasília.

'Brasil-dependência': Durante a visita, Dilma discutirá várias iniciativas que visam reduzir a insatisfação entre alguns setores da população uruguaia com a ofensiva de empresários brasileiros no mercado local nos últimos anos e o crescente atrelamento do Uruguai à economia verde-amarela, um fenômeno que já foi apelidado de "Brasil-dependência".

O comércio de arroz é outro tema que deverá pautar o encontro entre Dilma e Mujica. Nas últimas semanas, produtores do grão fecharam ponte que liga o Rio Grande do Sul à Argentina para protestar contra o ingresso do produto de países do Mercosul, o que, segundo eles, está barateando excessivamente o arroz nacional. O Brasil tenta negociar com o Uruguai a venda de parte do excedente do arroz uruguaio para países de fora do Mercosul, a fim de proteger os produtores brasileiros.

Reencontro com o passado: A chegada de Dilma Rouseff ao Uruguai marca ainda o reencontro da mandatária com uma parte de seu passado. Além de compartilhar com Mujica o fato de haver combatido a ditadura militar a partir de movimentos de esquerda - o presidente uruguaio foi um dos líderes da organização guerrilheira Tupamaros -, a presidente esteve no Uruguai para receber um "treinamento de inteligência", segundo comentou.

Da BBC Brasil  e Colaboração de João Fellet

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Incas e os seus registros matemáticos feitos no "quipu"


O povo inca não desenvolveu a escrita, mas possuía um interessante sistema de registro: o quipu. O quipu era um cordão no qual estavam amarrados vários cordões menores, de cores e tamanhos variados, onde se faziam diferentes tipos de nós.

As cores dos cordões menores permitiam identificar os tipos de objetos. Os nós indicavam quantidades e datas. O nó mais próximo da ponta do cordão menor correspondia à unidade, o seguinte referia-se às dezenas, e assim sucessivamente. Pelo quipu, o imperador tinha informações importantes sobre a população, a administração e a economia. O quipu registrava tipos, quantidades de produtos armazenados, datas, número de pessoa, animais e armazéns existentes no Império.

O nome do armazém e da região representada, bem como outros detalhes, era memorizado por especialistas treinados para essa tarefa. Durante a conquista da América, os espanhóis queimaram milhares de quipus, que certamente poderiam ter-nos revelado muito sobre os incas e sua história.


Retirado do livro "História - Sociedade & Cidadania" de Alfredo Boulos Júnior,  2009.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Enrique Iglesias e Shakira vencem o Billboard Latin Music Awards

Shakira, a cantora mais popular da América do Sul
Enrique Iglesias e Shakira foram os grandes vencedores do 2011 Billboard Latin Music Awards, realizado na noite desta quinta-feira, 28, em Miami, Florida.

O cantor de "I Like It" venceu nove categoria incluindo Artista Latino do Ano, Música Latina do Ano ("Cuando Me Enamoro") e Álbum Latino do Ano ("Euphoria"). Shakira levou seis prêmios. Entre eles estão o de Artista Latina Pop do Ano, Álbum Pop do Ano ("Sale El Sol") e Música Digital do Ano ("Waka Waka"). Usher levou o prêmio como artista internacional batendo Lady GaGa, Rihanna e Taio Cruz.

Shakira  está mesmo com tudo no mercado musical. Ganhando cada vez mais fãs, ela agora conquistou um título muito importante. Segundo a Nokia Ovi Music, ela é a artista mais popular da América do Sul. Este é o segundo ano seguido que a cantora colombiana alcança tal título. 

Do site Pop Line