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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Buenos Aires": Município brasileiro tem o mesmo nome da capital argentina


Buenos Aires é um município brasileiro do estado de Pernambuco. É formado pelo distrito sede e pelo povoado de Lagoa do Outeiro das Localidades rurais de châ de Mautez e de Chã das Mulatas.

O povoamento da área territorial onde se encontra o município de Buenos Aires, teve início no século XX. Por ser região de terras férteis, localizadas na Zona da Mata Seca, intensificou-se o plantio de culturas de subsistência, destacando-se, entre essas, a cana-de-açucar, que motivou a instalação de engenhos para o fabrico de açúcar e aguardente.

A meados do século XIX as terras do atual Município pertenciam ao Engenho de Manoel Francisco de Sales. Ele ergueu uma capela e, em torno dela, surgiu um povoado que se desenvolveu no ciclo da cana-de-açúcar.

A localidade conhecida pelo nome de Jacu, passou a ter o topônimo de Buenos Aires, a partir de 1928, quando se tornou vila. Pela lei estadual nº 4970 de 20 de dezembro de 2010, foi elevado à condição de município.


Formação Administrativa: Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito, figura município de Nazaré. Assim permanecendo em divisão administrativa datada de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Pelo decreto-lei estadual nº 952, de 31 de dezembro de 1943, o município de Nazaré passou a denominar-se Nazaré da Mata. Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito, figura no município de Nazaré da Mata e o distrito de Buenos Aires passou a pertencer ao município de Nazaré da Mata. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1960. Elevado à categoria de município de Buenos Aires, pela lei estadual nº 4970, de 20 de dezembro de 1963, desmembrado de Nazaré da Mata. Sede no antigo distrito de Buenos Aires.Distrito criado com a denominação de Buenos Aires, pela lei municipal nº 311, de 4 de novembro de 1920, subordinado ao município de Nazaré.

Retirado do Wikipédia

sábado, 22 de outubro de 2011

América Latina é mais autônoma em relação aos EUA, diz Dosman

A América Latina está mais autônoma em relação aos EUA. O Brasil desempenha um papel-chave para conter nacionalismos e precisa controlar suas próprias tentações. A crise atual vai aumentar o protecionismo.

As avaliações são de Edgar Dosman, cientista político e professor da Universidade de York, no Canadá, onde é pesquisador do Centro York de Estudos Internacionais e de Segurança.

Ele lança no Brasil o livro "Raúl Prebisch, a Construção da América Latina e do Terceiro Mundo", biografia do estruturalista argentino que construiu a Cepal (Comissão Econômica para a América Latina), imaginou a integração regional e defendeu a industrialização no continente.

A seguir, trechos da entrevista que concedeu à Folha. Dosman estará no Brasil em agosto para o lançamento do livro.

Como o sr. qualifica a situação na América Latina, os blocos econômicos e a emergência da China na região?
Edgar Dosman - É complexa. A arquitetura regional está em transição com numerosas iniciativas simultâneas, incluindo o esforço liderado pelo Brasil para consolidar a comunidade sul-americana. A criação de um novo processo latino-americano exclui os Estados Unidos e o Canadá e desafia a tradicional máquina interamericana centrada na Organização dos Estados Americanos (OEA). Há o experimento da Alba. Também o México faz uma nova aliança no Pacifico, com os países andinos. O processo de integração regional, que começou em 1960, teve uma segunda fase com a formação de blocos subregionais, como o Mercosul e o Nafta. Agora há um terceiro período, de conteúdo ainda indefinido. Todos os blocos existentes têm problemas de legitimidade, incluindo o Mercosul e o Nafta. A Alca está morta. O que é certo é que a América Latina tem hoje muito mais autonomia em relação aos EUA do que tinha no passado. Não apenas como resultado da afluência de atores poderosos como a China e a Índia, o que favorece um sistema econômico internacional multipolar, como também pelas conquistas macroeconômicas feitas a duras penas pelos governos latino-americanos, que deram uma resposta anticíclica à recessão de 2008. O declínio da influência norte-americana também reflete, é claro, a paralisia do governo de Washington, o que afeta o seu prestígio.


A questão do nacionalismo está de volta?
O Mercosul tomou o lugar da rivalidade militar entre Brasil e Argentina, com uma comunidade segura. Foi uma grande conquista. Também a diplomacia conteve crises como a entre Equador e Colômbia, administra as relações com a Venezuela, e aceita a liderança do Brasil no Haiti. É possível que a nova aliança do Pacífico alivie as tensões entre Chile e Peru. Mas há desafios. Na América hispânica, há resentimentos em relação ao poder do Brasil. Algumas das antigas rivalidades continuam (Chile-Bolívia, Colômbia-Venezuela, América Central etc), complicando o diálogo continental. A questão do crime na região precisa ser constatemente atacada. O principal fator de sucesso será a qualidade da liderança brasileira. Como lider regional, o país tem a responsabilidade de conter o nacionalismo e, mais do que isso, controlar suas próprias tentações.

Qual sua visão do Mercosul?
Tem apoio forte, apesar das tensões. Enquanto existe hoje o início de um diálogo continental, o escopo da integração dos sistemas produtivos é muito mais profundo. O desafio continua sendo a disparidade na região entre países em diferentes níveis de capacidades e desenvolvimento.

"Raúl Prebisch, a Construção da América Latina e do Terceiro Mundo"
  • Autor: Edgar Dosman
  • Editora: Contraponto
  • Páginas: 656
  • Quanto: R$ 80
    Entrevista feita por Eleonora de Lucena da Folha de São Paulo

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

"María la del Barrio": A novela mais vendida do mundo


María la del Barrio (no Brasil: Maria do Bairro) é uma telenovela mexicana gravada em 1995, baseada em história escrita por Inés Rodena (A Usurpadora e A Intrusa), sendo exibida em mais de 180 países, dentre eles Portugal, pela RTP1, e quatro vezes no Brasil, pelo SBT, nos anos de 1997, 1998, 2004/2005 e 2007/2008.

A trama contou com Thalía, Fernando Colunga e Itatí Cantoral nos papeis principais da história.

Curiosidades:
  • Alguns atores que participaram de Maria do Bairro já morreram: Irán Eory (Dona Vitória), Aurora Molina (Madrinha Cacilda), Silvia Caos (Calixta), Tito Guizar (Padre Honório), René Muñoz (Padrinho Vera Cruz), Meche Barba (Lupe), Paulina Viesca (Esperança).
  • A novela na versão americana teve uma voz conhecida no elenco. A dublagem de Soraya Montenegro (Itatí Cantoral), ficou por conta da atriz Neve Campbell.
  • Foi a novela da trilogia das "Marias" que teve mais sucesso, seguida por Maria Mercedes e Marimar.
Maria do Bairro é a novela mais vendida do mundo inteiro. Exportada para mais de 180 países.
  • As novelas da Thalía são as mais reprisadas em todo o mundo - Maria do Bairro em especial.
  • O sucesso foi tanto que além da primeira exibição (1997) ainda rendeu mais 3 reprises (1998, 2004 e 2007) com relativo sucesso cada uma.
  • Suas reprises fizeram muito sucesso, deixando o SBT em primeiro lugar diversas vezes.
  • Essa novela teve considerada por muitos a maior vilã das telenovelas mexicanas: Soraya Montenegro, interpretado por Itatí Cantoral. Foi tão cruel que foi capaz de matar sua própria mãe.
  • Na vida real, Thalía, é a madrinha do filho de Itatí Cantoral, a Soraya Montenegro, da trama.
  • María do Bairro poderá ganhar uma versão brasileira,pela Rede Record no ano que vem , ela poderá substiruir REBELDE.
    Do Wikipédia

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brasil redujo su perspectiva de crecimiento para este año

El secretario ejecutivo del Ministerio de Hacienda de Brasil. Nelson Barbosa, afirmó esta tarde que esa secretaría de Estado revisó a la baja el crecimiento del PIB para 2011 situándolo en una franja de entre 3,5% y 4%. Hasta ahora la perspectiva era de 4,5%, informó el portal Folha.com.

El menor crecimiento del país vecino puede tener efectos negativos en la economía local, dado que Brasil es el mayor comprador de productos uruguayos.

En enero la estimación de crecimiento era de 5%, pero a fines de setiembre el Banco Central revisó sus proyecciones reduciendo la estimación a 3,5%.

"El Banco Central tiene sus estimaciones sy nosotros tenemos las nuestras. El PIB será de entre 3,5% y 4% este año", afirmó Barbosa.

El País Digital

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Relación Brasil y Paraguay: Usina Hidrelétrica de Itaipu


A Usina Hidrelétrica de Itaipu (Guarani: Itaipu, Espanhol: Itaipú) é uma usina hidrelétrica binacional localizada no Rio Paraná, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Construída por ambos os países no período de 1975 a 1982, Itaipu é hoje a maior usina geradora de energia do mundo. Seu nome, que na língua guarani significa "a pedra que canta", faz referência à pequena ilha que havia ali, antes da obra.

Com seu lago perfazendo uma área de 1350 km², indo de Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, até Guaíra e Salto del Guairá, 150 km ao norte, além de suas 20 unidades geradoras de 700 MW cada, Itaipu tem uma potência de geração de 14.000 MW. No ano de 2008, a usina atingiu seu recorde de produção, com 94,68 bilhões de quilowatts-hora (kWh), fornecendo 90% da energia consumida pelo Paraguai e 19% da energia consumida pelo Brasil.

A Usina de Itaipu é resultado de intensas negociações entre os dois países durante a década de 1960. Em 22 de julho de 1966, os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Juracy Magalhães, e do Paraguai, Sapena Pastor, assinaram a "Ata do Iguaçu", uma declaração conjunta de interesse mútuo para estudar o aproveitamento dos recursos hídricos dos dois países, no trecho do Rio Paraná "desde e inclusive o Salto de Sete Quedas até a foz do Rio Iguaçu". O Tratado que deu origem à usina foi assinado em 1973.

Os termos do tratado, que expira em 2023, têm sido objeto de descontentamento generalizado por parte do Paraguai. O governo do presidente Fernando Lugo prometeu renegociar os termos do tratado com o Brasil, que permaneceu por muito tempo hostil a qualquer tipo de renegociação.

Em julho de 2009, houve uma renegociação do Tratado de Itaipu, pela qual o Brasil aceitou passar a pagar o triplo do que pagava ao Paraguai pelo percentual de eletricidade produzida por Itaipu, pertencente a este país. Por esse acordo também, o Brasil passou a permitir que o excedente da energia paraguaia seja vendido diretamente às empresas brasileiras (ou a outros países), se assim preferirem os paraguaios, pondo fim ao monopólio elétrico brasileiro.

Acordo entre Brasil, Paraguai e Argentina: Outro marco importante, na área diplomática, foi a assinatura do Acordo Tripartite entre Brasil, Paraguai e Argentina, em 19 de outubro de 1979, para aproveitamento dos recursos hidráulicos no trecho do Rio Paraná desde as Sete Quedas até a foz do Rio da Prata. Este acordo estabeleceu os níveis do rio e as variações permitidas para os diferentes empreendimentos hidrelétricos na bacia comum aos três países. À época, quando os três países eram governados por ditaduras militares, havia o temor que o Brasil em um eventual conflito com a Argentina, abrisse completamente as comportas de Itaipu, inundando a cidade de Buenos Aires.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

UnB é a quarta melhor do Brasil e 11ª da América Latina

A Universidade de Brasília é a quarta melhor do país e a 11ª da América Latina de acordo com o ranking QS Top Universities de instituições de ensino superior. A lista foi elaborada pela Quacquarelli Symonds a partir de dados publicados em setembro deste ano pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne 34 países. Com escritórios em 11 capitais do mundo, a empresa oferece serviços para alunos de graduação e pós-graduação interessados em fazer intercâmbio.

Divulgado nesta segunda-feira, 3 de outubro, o ranking lista as 200 melhores universidades da América Latina. Sessenta e quatro delas são brasileiras. Isso significa que as instituições de ensino superior do Brasil representam 32% da lista.

A Universidade de São Paulo (USP) está no topo do ranking, seguida pela Universidade Católica do Chile e pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Outra instituição brasileira que aparece dentre as 12 primeiras colocadas, imediatamente antes da UnB, é a Universidade Federal de Minas Gerais. "O ensino superior tem sido marcado como a principal engrenagem para ajudar o Brasil alcançar seu potencial massivo de crescimento econômico, com o número de matrículas subindo de 2 milhões para 6 milhões na última década", afirma David Byrne, editor do site QS Top Universities

O ranking leva em conta a reputação acadêmica da universidade, medida por meio de pesquisas com acadêmicos e empresas. Considera ainda os números de artigos científicos publicados pelos pesquisadores das universidades, de citações em revistas científicas e de professores com doutorado e pós-doutorado, além de medidas de impacto da universidade na internet.

Os resultados refletem dados obtidos em estudo da OCDE que analisou investimentos em educação em 34 países. "O ranking mostra que a UnB está aproveitando a oportunidade desses investimentos para aumentar a qualidade", afirma Márcia Abrahão, decana de Ensino de Graduação. Ela atribuiu a boa colocação à expansão da graduação e pós-graduação nos últimos cinco anos. "Contratamos professores doutores em quantidade e assim pudemos também aumentar a pesquisa e os cursos de mestrado e doutorado na universidade. É uma marca de qualidade dentro da expansão", completa.

UnB Agência. Foto: Ana Grilo/UnB Agência

Brasil lidera primeiro ranking de universidades latino-americanas


Brasil, com a Universidade de São Paulo (USP) no topo, lidera com folga, à frente de México, Argentina e Chile, o primeiro ranking QS de Universidades latino-americanas, publicado esta terça-feira no site TopUniversities.com. Impulsionado pelo aumento do investimento público em educação, o Brasil emplacou 65 universidades entre as 200 primeiras da lista, quase o dobro do México (35) e muito mais do que Argentina e Chile (25 cada).

Segundo os autores do estudo, as universidades brasileiras adquiriram oito dos dez primeiros lugares em produtividade de pesquisa e tiveram a maior proporção de acadêmicos com doutorado. Eles destacaram, ainda, que o número de matrículas universitárias triplicou nos últimos 10 anos no Brasil. "A economia brasileira já é a sétima do mundo e a Goldman Sachs previu que superará as de Canadá, Itália, França, Reino Unido e Alemanha nos próximos 20 anos", disse Ben Sowter, chefe de pesquisas do ranking QS.

"Enquanto muitos governos de países desenvolvidos cortam os gastos em universidades, os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) estão investindo grandes quantias de dinheiro na construção de universidades de nível internacional", avaliou o diretor da página TopUniversities.com, Danny Birne, para quem o denominador comum é que todos consideram a educação um "elemento chave" para seu desenvolvimento. "Uma educação superior de nível mundial será central para seu desenvolvimento e o novo ranking QS mostra que os investimentos do Brasil já estão começando a colher frutos", acrescentou, em um comunicado.

A classificação é liderada pela Universidade de São Paulo, seguida da Pontifícia Universidade Católica do Chile, em segundo lugar, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em terceiro. Com relação a outros países, a primeira instituição de ensino mexicana, a Universidade Nacional Autônoma do México (Unam), apareceeu em quinto lugar; em sexto está a primeira de 21 instituições colombianas, a Universidade dos Andes; e a primera da Argentina, a Universidade de Buenos Aires, em oitavo.

Nesta primeira edição do ranking regional, o QS se baseou em critérios específicos da América Latina, como a proporção de professores com doutorado, a produtividade de pesquisas per capita e a presença na internet, assim como pesquisas existentes. Os pesquisadores, no entanto, se questionam se o Brasil poderá chegar a ser a próxima superpotência universitária. No mais recente ranking QS das melhores universidades do mundo 2011, liderado pela primeira vez pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a USP só alcançou o 169º lugar, sendo a única instituição de ensino latino-americana entre as 200 melhores do mundo.

Correio Braziliense

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mergulhe na cultura do café colombiano

Vista aérea do parque nacional do café, na Colômbia; local é uma viagem pela cultura cafeeira do país

Um bom jeito se aproximar da cultura cafeeira é visitar Recuca ("Recorrido de la cultura cafetera"), literalmente, uma viagem pela cultura do café. Numa fazenda localizada a cerca de 20 minutos de Armênia, no povoado de Barcelona, guias conduzem os visitantes a um passeio de cerca de duas horas.

Começam demonstrando como o café era processado nos primeiros anos da colonização colombiana, desde a separação da casca pelo método rudimentar em pedra, passando por pequenas moendas. A visita passa ainda por uma vivência de colheita: o visitante veste um traje típico e entra no cafezal. No final, podem-se ver os grãos sendo torrados e moídos -e saborear um café.

TRIÂNGULO DO CAFÉ

O eixo cafeicultor colombiano fica no centro do país, no chamado Triângulo do Café, nos departamentos de Risaralda, Caldas e Quindío. Voos diários com cerca de uma hora ligam a região à capital Bogotá. Armênia, capital de Quindío, soube aproveitar melhor o lado turístico da cultura cafeicultora e hoje atrai visitantes de todo mundo. Para se hospedar, procure os hotéis da região norte, mais arborizada e tranquila. Ali se concentram os poucos bons restaurantes.


O aparecimento do café arábico na região tem algumas versões. Uma delas é que o cultivo foi introduzido pelos jesuítas em 1730, principalmente nas proximidades de Santander, nordeste da Colômbia, e, posteriormente, chegou à área conhecida hoje como Triângulo do Café.

Se a ideia é uma imersão total na cultura cafeicultora, procure se hospedar em uma "hacienda" ou "finca", antigas propriedades rurais transformadas em hotéis. Programe a viagem entre setembro e novembro, quando é feita a principal colheita do ano. Nessa época, em qualquer estrada será possível ver os cafezais vermelhos e floridos. A segunda colheita do ano, bem menor, é feita em maio e junho.

A enorme quantidade de cafezais é vista logo no curto trajeto entre o aeroporto El Éden e o centro de Armênia. Há também bananeiras, cujas folhas protegem as plantas em época de muito sol -e os pés de cafés afastam pragas que atacam as bananeiras. A altitude local, a 1550 metros, faz toda a diferença no cultivo. Segundo os produtores, os cafés cultivados na Colômbia são mais suaves. Em locais mais baixos, como é o caso da África e do Brasil, são mais amargos.

POR GUILHERME TOSETTO
ENVIADO ESPECIAL FOLHA DE SP À COLÔMBIA

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Apresentadora Xuxa também é conhecida nos países hispânicos

Criticada por muitos, adorada por milhões, devemos reconhecer que Xuxa é um ícone cultura no Brasil e no exterior.

Na década de 90, Xuxa teve um programa na Argentina nos mesmos moldes do seu Xou da Xuxa aqui no Brasil. O programa em espanhol, transmitido pela Telefe, foi também visto em mais de 17 países da América Latina. Xuxa conseguiu o que poucos latinos conseguiram, ter seu próprio programa na rede americana CBS.

El Show de Xuxa (6 de Maio de 1991 a 31 de Dezembro de 1993) Como virou um fenômeno na Brasil, Xuxa assinou contrato com o canal Telefé de 1991 à 1993 para apresentar o El Show de Xuxa, Xou da Xuxa em português. A versão da Argentina foi um fenômeno, atingindo 24 pontos de audiência (mais que no Brasil). 

O programa tornou Xuxa uma celebridade em vários países da América Latina e serviu como ponto de apoio para a divulgação dos discos de Xuxa em espanhol. Um dos discos mais lembrados da carreira da apresentadora é o Xuxa. Nele contém grandes sucessos da apresentadora com Ilarié, Arco-Ires, Bombón, Quiero Pan, Campeón, Dulce Miel, Danza de Xuxa, Juguemos a los Indios, Receta de Xuxa e El Circo

O vídeo abaixo mostra um pouco de Xuxa falando espanhol e o faz de maneira até competente:


Do Dicas de Espanhol e Wikipédia

sábado, 24 de setembro de 2011

Apesar de violência local, México recebe 41% mais brasileiros

Praia de Puerto Vallarta, importante centro turístico do México
Praia de Puerto Vallarta, importante centro turístico do México
Resorts de praia na península de Yucatán, no México, estão distantes e aparentemente imunes da intensa violência ao longo da fronteira entre o país e os Estados Unidos. Tanto que em 2011, até agora, o México teve um crescimento de turistas brasileiros de 40,9%, segundo seu Ministério do Turismo.

O site da emissora CNN, citando dados oficiais, relata que a imagem internacional do país latino-americano pode ter sido afetada, mas sua indústria turística segue ilesa.

De fato, a fronteira problemática fica a quase 2.000 quilômetros da cidade de resorts Cancún, por exemplo, uma das mais populares a brasileiros. O turismo internacional ao México aumetnou 2,1% nos primeiros cinco meses de 2011, comparados ao mesmo período de 2010.

E o país permanece como o destino principal de norte-americanos viajando ao exterior, que percentualmente escolhem mais o México para sua viagem. Há também registro de dois dígitos de porcentagem no aumento de visitantes a partir da Rússia e China, além do Brasil.
Folha de São Paulo

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Clipe em espanhol do Jota Quest ultrapassa Foo Fighters, Arctic Monkeys, Rihanna… e é 1º lugar na Argentina


Depois do quarteto Restart ganhar destaque na Argentina, chegou a vez do Jota Quest ser a banda brasileira mais querida dos nossos vizinhos. O grupo mineiro fechou um acordo com a Sony Music, recentemente, para dar início a uma série de ações promocionais no território de Maradona.

Com o lançamento do álbum "Dias Mejores", que reúne os sucessos do Jota repáginados em espanhol, eles começaram a conquistar o público argentino. O resultado foi a versão em espanhol do hit "Na Moral" alcançar o topo das paradas de clipes nas TVs locais do país, deixando de lado grandes nomes internacionais, como Foo Fighters, Arctic Monkeys, Rihanna.

No Brasil, a banda segue em turnê comemorativa dos seus 15 anos de carreira. Assista ao videoclipe "Na Moral", em espanhol.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Música de Zezé Di Camargo e Luciano que fez sucesso no Brasil é uma versão de uma dupla mexicana Sin Banderas


"Mentes Tão Bem", música de grande sucesso de Zezé Di Camargo e Luciano, é uma versão em português de uma música em espanhol. A música se posicionou de uma forma expetacular nos ranks da música brasileira.

A música "Mentes tão Bem" de Zezé Di Camargo e Luciano, foi simplesmente uma febre geral nas rádios das capitais e do interior do país, fazendo um sucesso imensurável, atingindo os cantos mais desertos dos sertões, que quando não chega pelo rádio, é tocada nas modas de viola e violão dos sertanejos.

“Mentes tão bem”, canção mais tocada do ano no Brasil, gravada por Zezé di Camargo e Luciano, é uma versão. A canção original é de uma dupla mexicana chamada “Sin Banderas”, que fez muito sucesso na década passada, mas que já se separou. A versão em português foi feita e gravada pelo cantor Luiz Cláudio, ainda na época em que fazia dupla com Giuliano. A canção original, em espanhol, pode ser ouvida abaixo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Maioria dos formados na Bolívia não consegue revalidar diploma no país


A baixa concorrência, os menores preços e a proximidade fazem com que muita gente atravesse as fronteiras com Paraguai e Bolívia para cursar o ensino superior. Mas voltar para o Brasil e exercer a profissão nem sempre é fácil.

O sonho de se tornar médico motivou o técnico em contabilidade Estevão de Queiroz, de 48 anos, a procurar uma universidade boliviana. Ele mora na cidade sul-mato-grossense de Corumbá, que fica a cerca de oito quilômetros de Porto Quijarro, na Bolívia. "Optamos por questão financeira mesmo, porque lá o custo é bem mais barato do que aqui", afirma.

Enquanto nas escolas brasileiras de medicina as mensalidades variam de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil, na Bolívia o custo fica em torno dos R$ 375 por mês. Além do preço, a facilidade para entrar na faculdade é outro atrativo. O folheto - em português e espanhol - diz que não é preciso fazer vestibular e oferece serviços para ajudar o candidato brasileiro a obter os documentos exigidos pelo governo para estudar na Bolívia.

A sede da universidade boliviana está sendo ampliada. A intenção é aumentar o acervo da biblioteca, que tem apenas uma estante, e estruturar novos laboratórios. Tudo para atender a demanda. "É uma universidade que está em estruturação ainda, mas temos recursos necessários para fazer medicina. A profissão é igual em toda a parte", relata Estevão.

Para atuar no Brasil, quem se forma na Bolívia ou em qualquer outro país precisa da revalidação do diploma. Desde o ano passado, o processo começou a ser padronizado. Todos os candidatos precisam passar por várias etapas de avaliação para que a formação em outro país tenha validade no Brasil.

Este ano, mais de 600 candidatos se inscreveram para participar do programa de revalidação de diplomas médicos, segundo o Ministério da Educação. A maioria deles, 320, é de profissionais formados em universidades bolivianas. Mas só a inscrição no programa não garante a revalidação. No ano passado, dos 281 médicos formados na Bolívia, apenas dois tiveram o diploma revalidado.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina, as provas aplicadas para revalidação não são mais difíceis do que a realidade que os médicos encontrarão nos hospitais. "É uma prova de conhecimentos gerais da área médica normalmente aplicada para os formandos no Brasil que tentam acesso aos programas de residência", explica Luís Mascarenhas, vice presidente do CRM-MS.

Em Porto Quijarro, a universidade defende que as disciplinas e a carga horária são muito parecidas com as de instituições brasileiras. "Estamos com o mesmo nível e isso ajuda bastante para que os estudantes formados nesta universidade possam revalidar com muita facilidade e atingir o objetivo de poder exercer sua profissão no país irmão Brasil", defende o vice-reitor da faculdade Edwin Delgadillo.

Veja quais as principais dificuldades de quem tenta validar diploma estrangeiro (Foto: Reprodução/TV Morena)
(Foto: Reprodução/TV Morena)
Para o CRM-MS, não há como garantir a qualidade da formação no país vizinho. "Não temos nenhum acesso a essas universidades, do ponto de vista de avaliação ou fiscalização do ensino", diz Mascarenhas.

O médico legista Riad Ali Hamie estudou em uma universidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra, e se formou em 2004. Exibe com orgulho dezenas de certificados e o diploma de médico. Mesmo depois de seis anos de estudo e muitos cursos, ele ainda levou anos para conseguir o direito de revalidar o documento no Brasil. "É uma jornada longa. Para aqueles que acham que foi fácil para mim, pelo contrário, foi muito difícil", conta. Atualmente, Riad é perito da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul, além de atuar em postos de saúde.

Da TV Morena

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Ônibus urbano na América Latina

Uma das coisas mais difíceis em Santiago do Chile é pegar o ônibus urbano (tomar un autobus), eles dificilmente param no ponto. Quando estive lá, vi muitas pessoas subindo no ônibus ainda em movimento. Já andei muito de ônibus pela América, de um país para outro, ou até mesmo de uma região para outra. Os ônibus em espanhol recebem vários nomes como: bus, autobús (plural autobuses), colectivo, ómnibus e autocar.

Alguns países dão nome singular aos ônibus. Em Cuba, Porto Rico e nas Ilhas Canárias, onde chamam-no de “Guagua”. Vale fazer uma breve nota sobre esta palavra “Guagua”, no Chile ela significa bebê. Já na Venezuela, Costa Rica, Colombia e Equador, se chama de “buseta” e para o mais conhecido e simpático micro ônibus: busetilla (as vezes chamam também de “buseta”).

Na Colômbia, os ônibus interurbanos, aqueles que percorrem grandes distâncias (largos recorridos) e geralmente usam estradas (carretera) eles o chamam de “Chiva”. Há também os “bus articulado”, como os que tem em Curitiba e outras cidades do Brasil. Foi o sistema integrado de transporte de Curitiba que inspirou uma das cidades que renasceu para o turismo: Bogotá. Muitas cidades já copiaram esse modelo pelo mundo afora.

O mais importante quando alguém tiver fazendo sujeira no ônibus você fala: 
“No haga eso, por favor”.


Um dos piores ônibus que já peguei foi no Paraguai, tanto o urbano quanto o intermunicipal. Os alguns urbanos têm piso de madeira, cortinas nas janelas e alguns bordados de lã na janela da frente do ônibus, na maioria das vezes (quase sempre) estão sujos (sucio) e coberto de poeira; as janelas laterais que abrem estão soltas, fazendo um barulho ensurdecedor. Em algumas cidades as ruas tem tanto buraco que parece que estamos andando de barco.

Quando fui a Trindad, 249 km de Foz do Iguaçu, passei por quase tudo no ônibus, pessoas vomitando no chão, ou mijando na poltrona, ou comendo no ônibus (comendo peixe empanado, o preferido, principalmente para colocar no pão) e depois limpando a mão na cortina (enfim descobri o uso delas).

Uma coisa devo destacar, ônibus da América Latina são “graciosos e hermosos”. É como os defino para muitos dos ônibus coloridos e de design peculiar, como os da Colômbia, Paraguai, Venezuela, para o delírio de todos os amantes e apaixonados por ônibus.

Palavras relacionadas:
  • Butaca: poltrona
  • Peaje: pedágio
  • Autopista: estrada
  • Calle ancha: rua larga, como Avenida Paulista
  • Tarjeta: cartão de transporte

Por Jairo Moreira
Do Dicas de Espanhol

sábado, 10 de setembro de 2011

Doação do Brasil, versão peruana do Cristo é alvo de controvérsia


De braços abertos às margens do Pacífico, a estátua do Cristo construída com generosa doação da construtora brasileira Odebrecht pode ser vista de vários pontos de Lima, a capital peruana. Iluminada, medindo 37 m de altura (a do Rio tem 38 m), a estátua foi ideia do ex-presidente Alan García, que deixou o cargo anteontem.

Foi, segundo ele, um presente de despedida à capital. E causou controvérsia desde sua instalação, em junho. A instalação de um símbolo associado ao Brasil em Lima foi vista como uma metáfora demasiadamente literal da crescente influência do Brasil na política e na economia peruanas por comentaristas políticos e personalidades da cultura.

A obra foi feita por um artista baiano e paga com doações do próprio García (R$ 56 mil), da Odebrecht (R$ 1,3 milhão) e de outras empresas brasileiras no Peru -todas com capacidade legal de fazer doações a campanhas políticas peruanas.

"Se é um presente do Brasil ao presidente, melhor colocá-lo na Interoceânica sul", disse Susana Villarán, prefeita esquerdista de Lima, citando a estrada em parte construída pela Odebrecht, que atravessa o Brasil e o Peru. O embaixador brasileiro em Lima até meados de julho, Jorge Taunay, disse que Villarán foi "descortês". O nome oficial do monumento é "Cristo do Pacífico", mas a imagem foi ironicamente apelidada de "Cristo do Roubo" -crítica aos escândalos de corrupção do governo García.


Contudo, a obra tem atraído visitantes e foi recebida com entusiasmo pela Igreja Católica. Na missa em homenagem à festa pátria peruana, anteontem, o arcebispo de Lima, Juan Luis Cipriani, incluiu a imagem nos pedidos solenes pelo futuro do país: "Senhor do Milares, Cristo do Pacífico, bendita Virgem Maria, proteja-nos e siga fazendo de nosso país uma pátria grande".

Polêmicas à parte, a presença brasileira parece ter uma percepção positiva. Pesquisa de julho da Ipsos Apoyo perguntou: que viagem do novo presidente Ollanta Humala mais pode trazer benefícios para o Peru? O Brasil aparece em segundo, com 21% das respostas. Em primeiro, os EUA (39%). Situação distinta é a do Chile, que tem forte investimento no Peru, mas um histórico de guerra e desconfiança: só 6% citaram esse país.
FLÁVIA MARREIRO
Folha de São Paulo

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Feliz Día de la Independencia a todos los brasileños!


Denomina-se independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política desse país do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, no início do século XIX. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, em que ocorreu o chamado "Grito do Ipiranga". 

De acordo com a historiografia clássica do país, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe-regente D. Pedro de Alcântara bradou perante a sua comitiva: "Independência ou Morte!". Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores em nossos dias.

A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à transferência da corte portuguesa para o Brasil, no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.

Retirado do Wikipédia

sábado, 27 de agosto de 2011

"Sertanhol": O sucesso "Chora, Me Liga", da dupla João Bosco & Vinícius, vira mania na América Latina, ganha versão em espanhol e inaugura um novo gênero


SEM TEMPO: Com agenda lotada no Brasil, João Bosco e Vinícius não
puderam aceitar os convites para fazer shows na Argentina
A música “Chora, Me Liga”, que há dois anos anima as baladas sertanejas no Brasil, está se tornando um fenômeno também na América Latina. Vertida para o espanhol com o título “Llora, Me Llama”, a canção da dupla João Bosco & Vinícius pode ser ouvida na voz de, pelo menos, duas dezenas de bandas estrangeiras. Foi gravada por artistas colombianos, peruanos, venezuelanos e, claro, argentinos – em Buenos Aires, a canção é uma mania que sobreviveu ao fim do verão e aquece o frio inverno portenho. 

É ouvida em rádios, lojas, bares e, especialmente, nas pistas de dança. Caiu tanto no gosto popular que passou a ser usada pelas torcidas dos grandes times como grito de guerra – o tom romântico, obviamente, foi trocado por agressões verbais ao torcedor adversário. O primeiro time a usá-la foi o Newell’s Old Boys, logo seguido pelo River Plate. Não se tem notícia se o Boca Juniors aderiu à febre, mas o YouTube traz um clipe do hit, dedicado ao time do coração de Maradona.

João Bosco, que se refere a si mesmo como “o japonês” da dupla, diz que ficou sabendo do fenômeno justamente pelo futebol. Ao visitar o blog do jogador argentino Sergio Aguero, do Manchester City, ele leu com surpresa – e alegria – que a música era a preferida do atacante. “A partir daí, sempre recebíamos da Argentina emails de amigos com filmes de celular mostrando pessoas cantando o nosso refrão”, diz. 

Nem João Bosco nem Vinicíus foram conferir o fenômeno in loco: não sobra tempo na agenda de 25 shows por mês, fechada até o ano que vem. Por isso, não puderam também aceitar os inúmeros convites para se apresentar no país. Eles pretendem, contudo, tirar “uns três ou quatro dias de folga” para visitar as rádios locais: “Não conseguimos dar conta da demanda de apresentações no Brasil. Nosso foco ainda está aqui”, afirma João Bosco.

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Mesmo com a crise fonográfica, o mercado latino ainda representa uma mina de ouro para os artistas, mas, ultimamente, raros nomes nacionais têm conseguido furar o bloqueio do idioma antes conseguido por gente como Roberto Carlos e Caetano Veloso. Há dois anos, a dupla Victor & Leo lançou um CD e um DVD em espanhol, “Nada es Normal”, e no início do ano o cantor Luan Santana estrelou um comercial de tevê em Buenos Aires.

Tudo leva a crer que, com o câmbio favorável e a grande afluência de brasileiros à cidade, a onda do sertanejo universitário tenha ido na bagagem. Redes de fast-food portenhas servem sua versão da feijoada, e os difíceis cortes de carne argentinos já trazem tradução para o português. Nos outlets apinhados de brasileiros sempre se ouvem Bruno & Marrone e outras duplas de sucesso. Nada, contudo, que se iguale ao estouro de “Chora, Me Liga”.

João Bosco, que está preparando com Vinícius a versão em espanhol dessa música e de outros sucessos, dá uma pista para se entender a mania. Ele lembra que o estilo de sua dupla traz elementos dos ritmos do Sul, como o chamamé, originário do norte da Argentina, e a polca paraguaia, gêneros musicais muito comuns em Mato Grosso do Sul, Estado onde nasceram e cresceram, que faz fronteira com o Paraguai. De fato, estudiosos da música sertaneja detectam em sua formação esses dois estilos sonoros.

E também da guarânia – a dupla Cascatinha e Inhanha, por exemplo, gravou “Índia”, mais tarde recuperado pelo tropicalismo, via Gal Costa. Trata-se, portanto, de uma estrada de mão dupla: o nosso sertanejo foi influenciado pelo som dos países fronteiriços e, agora, devolve o resultado deglutido e transformado. 

Outra fonte de inspiração para os rapazes de bota e camisa xadrez é a canção romântica mexicana, mais precisamente, o cantor Cristian Castro, cujas baladas derramadas integram o repertório de Bruno & Marrone, Marlon & Maicon, Guilherme & Santiago e das extintas duplas Rick & Renner e Edson & Hudson.
O que estaríamos assistindo, então, seria ao surgimento de um novo estilo: o sertanhol.

Reportagem da revista "ISTO É"

'Nessa vida eu sou brasileiro', diz Ricky Martin em São Paulo

Cantor grava participação no programa de Hebe Camargo.
O cantor Ricky Martin, que desembarcou no Brasil na quinta-feira (25) para uma série de shows, disse em entrevista, que se identifica com o país. "Eu sou brasileiro nessa vida, não em outra vida, nessa vida sou brasileiro", brinca o artista.

Ricky Martin se apresentou nesta sexta em São Paulo, no sábado (27) no Rio de Janeiro e na terça-feira (30) em Porto Alegre. Mas esta não é sua primeira vez no Brasil. Ele já viajou por diversas regiões do país e planeja uma parceria com a brasileira Cláudia Leitte.

“Tenho uma foto mental de uma noite em Iguaçu que mudou minha vida, tão perto da natureza. O Nordeste do país é maravilhoso também. Conheci Natal, Fortaleza e Recife, lindo. Belém e Amazonas eu conheço também”, lembrou o cantor porto-riquenho, que chegou a se arriscar no português durante a entrevista.

Em novembro, ele planeja lançar a música "Samba", com Cláudia Leitte. Ele afirma que está preparado para incorporar o ritmo. “Claro que sim. Dá uma caipirinha”, diz o cantor rindo.

Ricky Martin, que chegou ao Brasil na última quinta-feira, dia 25, escapou de dar um selinho em Hebe Camargo, durante a gravação da entrevista com a apresentadora. Em vez da tradicional bitoca na boca, ele cumprimentou Hebe com um beijo na bochecha. O programa,vai ao ar na próxima terça-feira, dia 30, na Rede TV!.

Do G1

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Transitando entre o pop e o jazz, a banda Pimenta Buena agrega à tendência world um estilo vanguardista


Sua música, executada por três instrumentistas brasileiros e um cantor uruguaio caracteriza, pela sua influência, uma dicotomia de estilos com cargas de som cosmopolita e trajetos de poesia provinciana, inclinando-se assim, seu trabalho, ao público latino-internacional.

Nascida na fronteira de Brasil e Uruguai, em fins de 2007, começou através de inúmeros espetáculos e via internet a divulgação das músicas que integrariam seu primeiro CD, intitulado Pimenta Buena, produzido de forma independente.

Em seu currículo carrega recitais como os do Theatro Sete de Abril, o mais antigo em atividade no Brasil; do bar-estúdio Abbey Road, em Porto Alegre; e da turnê por Montevidéu, no ano de 2008.

Além disso, expandiram sua audição através do projeto ARTE-SESC, e de parcerias como a que realizou com a Livraria FNAC e com as Prefeituras Municipais no Estado do Rio Grande do Sul e diversas casas de espetáculo, que possibilitou apresentações nas cidades de Porto Alegre, Santa Maria, Jaguarão, Arroio Grande, Bagé, Ijuí, Camaquã, São Sebastião do Caí, Rio Grande, Cassino, Barra do Chuí, Santo Antônio da Patrulha, entre outras.

Citações na imprensa e críticas na cena artística avalizam o trabalho até agora desenvolvido. O músico e produtor Duca Leindecker, trouxe a público sua admiração pela banda, vindo mesmo a sediar parte da produção do segundo trabalho do grupo em seu estúdio na cidade de Porto Alegre.

Somando-se a isso, durante este breve período a banda virou objeto do vídeo documentário denominado Pimenta Buena, realizado por Moviola Filmes, que acompanhou todos os passos da banda em seu início de carreira.
Site Oficial do Pimenta Buena