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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Líder estudantil se converte em musa de protesto no Chile

Camila Vallejo, 23, admite que sua beleza acaba ajudando na exposição dos reclamos estudantis
Claudio Reyes - EFE
Piercing de argola no nariz, olhos turquesa de Chico Buarque e charme irresistível, Camila Vallejo, 23, virou musa e uma das principais lideranças da Primavera Árabe dos estudantes chilenos. A beleza da jovem transformou-se em um dos atrativos de eventos e debates do movimento.

Durante discurso de Camila, a sala ficou lotada. Na saída, pedidos de fotos. Na rua, elogios até de senhores admirados com o vigor estudantil. "É normal esse assédio", comenta calma e atenciosa --diferente do agito de antes de discursar.

Estudante de geografia da Universidade do Chile, ela preside desde novembro a confederação de estudantes da instituição, um dos colegiados responsáveis por reclamar reformas na educação chilena e ponta de lança dos protestos que estouraram nas ruas do país há dois meses.

Camila Vallejo, presidente da Federação de Estudantes Universitários do Chile, lidera movimento de protestos por melhores condições de ensino no paísNascida em Santiago, Camila é filiada ao Partido Comunista, como os pais, e milita em causas sociais desde os 18 anos. Admiradora do ex-presidente Salvador Allende, afirma venerar o presidente da Bolívia, Evo Morales.

A jovem cruza os dedos para responder que, agora, não tem pretensão política --também falta idade, já que no Chile, para ser deputado, é preciso ter mais de 35 anos. Sobre ter se tornado musa dos protestos, conta, sem modéstia, que já esperava. "A sociedade chilena é muito machista. Aí surge uma mulher bonita, que vai debater, e ninguém aceita isso muito bem."

Camila admite que sua beleza acaba ajudando na exposição dos reclamos estudantis. Ela só detesta falar que, sim, está namorando.

Da  Folha de São Paulo

terça-feira, 27 de setembro de 2011

quinta-feira, 14 de julho de 2011

FOTOS: Estudantes chilenos fazem protesto 'silencioso' contra governo

No protesto "silencioso", os estudantes levaram cartazes com as inscrições "Como vamos dialogar se o governo nos cala?".
Estudantes de "luto" fizeram um novo protesto contra o governo de Sebastián Piñera em Valparaíso (a 120 km de Santiago). Eles pedem mudanças no sistema educacional do país.
Esse não é o primeiro protesto. Os estudantes já simularam uma praia nas ruas de Santiago, se vestiram de zumbis e fizeram até um "beijaço" em praça pública.
"Como vamos dialogar se o governo nos cala?", questionam os estudantes no protesto.
Fotos de Eliseo Fernandez/Reuters
Do Uol Educação

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Estudantes entram em choque com a polícia no Chile


Confrontos violentos entre manifestantes e policiais foram registrados na última quinta-feira no centro de Santiago do Chile, como parte de um protesto de milhares de estudantes e professores para exigir educação gratuita, comprovaram jornalistas da AFP. Os confrontos começaram ao final de uma colorida e festiva manifestação.

Os policiais lançavam bombas de gás lacrimogêneo e utilizavam jatos d'água contra manifestantes, que os atacavam com paus, pedras e objetos metálicos no centro de Santiago. Houve saque a uma loja de telefonia celular e a tentativa de ocupar a embaixada do Brasil em Santiago, onde um grupo de manifestantes agrediu com pedras e paus a polícia, tentando atravessar as barreiras de proteção. A embaixada brasileira fica em frente ao Ministério da Educação, no centro da cidade e ponto nevrálgico da marcha.

Segundo a imprensa local, os manifestantes atingiram seu objetivo de chegar aos 100 mil participantes e converter o protesto no maior já realizado por estudantes do Chile, embora a polícia não tenha divulgado números oficiais. Os manifestantes exigem educação pública gratuita, num país que possui cerca de 4,5 milhões de estudantes e onde os melhores resultados são obtidos por alunos de instituições privadas.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Manifestações no Mundo Hispânico: Cerca de 15 mil vão às ruas do Chile por melhorias na educação

Estudante é preso durante manifestação por melhorias no sistema educacional chileno
Estudante é preso durante manifestação por melhorias no sistema educacional chileno; cerca de 15 mil protestaram
Cerca de 15 mil estudantes se manifestaram nesta quarta-feira nas ruas do centro de Santiago para exigir melhorias no sistema educativo do país, assim como mais facilidades para o financiamento de seus estudos universitários. O Colégio de Professores e a Associação Nacional dos Funcionários Fiscais aderiram aos protestos, e suas exigências receberam o apoio da Universidade de Santiago do Chile e da Universidade do Chile.

"As universidades públicas, que realizam ensino de boa qualidade e pesquisa no Chile, estão há anos aguardando por um tratamento justo,e a verdade é que não queremos continuar esperando enquanto os sonhos e ideais de gerações de chilenos são frustrados", disse o reitor da Universidade do Chile, Víctor Pérez Vera, em um comunicado.

A manifestação ocorreu de forma pacífica, segundo a polícia. No entanto, na região do Ministério da Educação, um grupo de manifestantes protagonizou distúrbios, sendo contidos por jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo lançados pelas forças de segurança. A Confederação dos Estudantes do Chile (Confech) quer ampliar o acesso à educação universitária e facilitar o financiamento dos estudos por meio da concessão de bolsas e créditos, de acordo com a representante da Federação dos Estudantes da Universidad do Chile, Camila Vallejos.

Os estudantes denunciam a falta de financiamento das universidades públicas e a pouca regulamentação das universidades privadas. Uma drástica redução dos recursos, ocorrida durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), e a ampla privatização do setor educativo são apontados como as principais causas dos maus resultados.
Da Folha de São Paulo