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sábado, 8 de outubro de 2011

Shakira inicia trabalho em comissão de educação de Obama


A estrela do pop colombiana Shakira iniciou seus trabalhos como membro de uma comissão para assessorar o presidente Barack Obama na melhora do nível educacional dos hispânicos, minoria mais numerosa nos Estados Unidos. "Não há investimento melhor do que o investimento em nossas crianças, principalmente quando elas são muito pequenas", afirmou Shakira durante uma reunião da comissão na Casa Branca. "Espero poder dividir um pouco do que aprendi nesses últimos 15 anos em que trabalhei com crianças na Colômbia e América Latina."

A cantora colombiana dirige a fundação Pies Descalzos, que ajuda crianças na América Latina. Ela foi escolhida ontem por Obama para integrar a comissão, ao lado de líderes americanos que trabalham para melhorar o nível educacional das minorias. Diante da comissão, Shakira defendeu "as estratégias para o desenvolvimento da infância". "Promover essas estratégias é uma forma de garantir que nossas crianças, principalmente as latinas, chegarão ao ensino secundário e à universidade", afirmou.

A jornada de debates da qual Shakira participou foi a segunda da comissão, criada no ano passado por Obama. A primeira aconteceu em maio.

O governo americano escolheu Shakira por seu perfil filantrópico: além de liderar a fundação Pies Descalzos - que ajudou escolas na América Latina e África do Sul, alimentando 6 mil crianças -, ela trabalhou com o Banco Mundial em projetos educacionais, e é embaixadora da boa-vontade do Unicef.

Doze milhões de crianças e jovens hispânicos estudam em escolas públicas americanas, 22% do total, mas eles formam o grupo com menor nível educacional. A comissão presidencial faz parte dos esforços do governo Obama para melhorar a situação dos hispânicos, que foram afetados desproporcionalmente pela crise econômica.

Correio Braziliense

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Entenda a relação entre Porto Rico e os EUA


Porto Rico, oficialmente Estado Livre Associado de Porto Rico é um território autonômo dos Estados Unidos.

Porto Rico não é propriamente independente, mas estado associado e depende dos Estados Unidos da América para garantir sua defesa. Além disso, a ajuda financeira que recebe é vital para sua economia, cujos setores mais importantes são a indústria química e o turismo.

  • Puerto Rico – Porto Rico
  • Capital – San Juan.
  • Condição – Membro da Comunidade dos EUA (Commonwealth)
  • Governo - República de três-ramos
  • Presidente (Chefe de Estado) - Barack Obama
  • Governador - Luis Fortuño
  • Ramo Legislativo Federal - Congresso dos Estados Unidos da América
História

Descoberto por Cristóvão Colombo em 19/11/1493, Porto Rico é colonizado pelos espanhóis a partir de 1509. Cerca de 1511, Juan Ponce de Leon funda a cidade chamada de Porto Rico (por razões desconhecidas, os nomes se inverteram, a cidade passou a ser chamada de San Juan e a Ilha de Porto Rico)...

Foi colônia da Espanha até o final da Guerra Hispano-Americana, em 1898, quando foi cedido aos EUA. Em 1917, a população consegue a cidadania norte-americana e, 30 anos depois, adquire o direito de eleger o governador. Uma Constituição própria é promulgada em 1952. Em 1989, o furacão Hugo arrasa sua economia.

Durante décadas, o Partido Popular Democrático (PPD), favorável à manutenção de Porto Rico na Comunidade dos EUA (na qual fora incluído em 1952), domina a política local. Nos anos 60 é fundado o Partido Novo Progressista (PNP), com a proposta de transformação da ilha em estado norte-americano. Desde então, os dois partidos revezam-se no poder.

Em um referendo de 1993, 48% dos votantes são favoráveis à permanência na Comunidade dos EUA, 46% apóiam a condição de estado norte-americano e 4% defendem a independência.

Com o plebiscito, o inglês, que havia sido abolido em 1991, volta a ser a língua oficial. Em julho de 1996, uma comissão da Câmara dos Deputados dos EUA recomenda aos eleitores de Porto Rico que se manifestem novamente sobre o status do território até 1998.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"As veias abertas da América Latina" - Eduardo Galeano

Las venas abiertas de América Latina (As veias abertas da América Latina em português) é um livro do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano.

Sinopse: No livro, de 1971, Galeano analisa a história da América Latina desde o período da colonização europeia até a Idade Contemporânea, argumentando contra a exploração econômica e a dominação política do continente, primeiramente pelos europeus e seus descendentes e, mais tarde, pelos Estados Unidos. Essa exploração e dominação política chegaram a ser muito violentas. Devido à sua perspectiva de esquerda, o livro foi banido da Argentina, do Chile e do Uruguai durante as ditaduras militares destes países.

Presente a Obama: O presidente da Venezuela Hugo Chávez deu uma cópia do livro de presente ao presidente estadunidense Barack Obama durante a 5ª Cúpula das Américas. As vendas do livro aumentaram drasticamente desde então. Um dia antes do evento, o livro estava na posição de número 54.295 dos livros mais populares do site Amazon.com, mas no dia seguinte já estava na segunda posição. Um dos porta-vozes da Casa Branca anunciou que o livro não está na lista de prioridades de leituras "pendentes" do presidente Obama, e que provavelmente ele nem lerá o livro, por ter outras prioridades e não saber falar espanhol. O livro pode ser lido em muitos idiomas, inclusive português e inglês.

Chávez dá o livro de presente a Obama.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Seminário na UnB reunirá especialistas brasileiros e cubanos para discutir os 52 anos da revolução cubana

Seminário mostrará Cuba vista por outros ângulos.
Apresentar Cuba sob um olhar diferente do que é propagado pela mídia é o objetivo do seminário a Revolução Cubana 52 anos depois: Transformações e Desafios. Os convidados para o debate vão mostrar o lado da ilha desconhecido pelo grande público. “A solidariedade cubana, por exemplo, não é conhecida da maioria das pessoas”, destaca o professor Juarez Rodrigues, do Núcleo de Estudos Cubanos da UnB (NESCUBA). “O país está atuando ativamente na reconstrução do Haiti depois do terremoto”.

O professor destaca que Cuba está presente no país assolado pelo terremoto através de uma brigada de médica que participa do atendimento às vítimas e na formação de profissionais de saúde Haitianos. “Cuba está presente também em outros países da América Latina e mesmo da África”, destaca Juarez.

Núcleo de Estudos Cubanos da UnB está ligada a organização do evento.
O professor da Faculdade de Comunicação da UnB Hélio Doyle critica o viés tendencioso que a grande mídia trata o país caribenho. “Os jornais disseminam uma visão de Cuba que soma o desconhecimento ao preconceito”, critica. O professor vai apresentar no seminário dados que contradizem o que se vê nos meios de comunicação. “Vou apresentar dados relacionados ao último congressso do Partido Comunista Cubano, que aconteceu em abril”. O congresso aprovou mudanças econômicas no país como uma maior abertura para investimentos e a criação de cooperativas agrícolas. “São alterações que procuram se adaptar às novas realidades do mundo, sem perder de vista o sistema socialista”, destaca.

Segundo o professor Juarez, outro tema importante que será discutido durante o evento é a prisão de cinco cubanos nos Estados Unidos há 11 anos, acusados de espionagem. “O presidente Barack Obama fala em abertura política em relação a Cuba, mas mantém prisioneiros políticos no próprio país”, critica. “Nossa campanha é pela libertação deles”.

O seminário da UnB destaca ainda a relação do presidente americano, Obama, com a Cuba.
O seminário começa nesta terça, a partir das 10h, no auditório do Memorial Darcy Ribeiro. O reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Júnior, participará da abertura do evento. Os debates contarão com a presença de convidados cubanos: a deputada Magaly Llort, Zuleika Romay, presidente do Instituto do Livro, a jornalista Rosa Miriam Elizalde – Jornalista e o representante do Ministério das Relações Exteriores, Alberto González Casals. Falarão os professores da UnB Hélio Doyle, José Flavio Sombra Saraiva e os jornalistas brasileiros Ivan Godoy, da Radio Senado e Carlos Alberto Almeida, da TV Cidade Livre.

Veja abaixo programação:

10h – Reitor José Geraldo de Sousa e embaixador de Cuba Carlos Zamora Rodríguez.

10h20 - Palestrantes Cubanos:
Magaly Llort - Deputada
Zuleika Romay – Presidente do Instituto do Livro
Rosa Miriam Elizalde – Jornalista
Alberto González Casals – Ministério das Relações Exteriores

11h20 INTERVALO

11h30 - Palestrantes Brasileiros:
José Flávio Saraiva - Professor Titular do Instituto de Relações Internacionais da UnB
Helio Doyle - Jornalista e Professor do Departamento de Comunicação da UnB
Ivan Godoy – Jornalista da Radio Senado
Carlos Alberto Almeida – Jornalista e Presidente da TV Cidade Livre
12h30 - Encerramento

Por Francisco Brasileiro - Da Secretaria de Comunicação da UnB

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Obama faz visita oficial histórica a Porto Rico de olho em voto hispânico


O presidente dos EUA, Barack Obama, chegou nesta terça-feira (14) a Porto Rico para uma visita oficial histórica - a primeira de um líder americano à ilha em 50 anos. Na capital, San Juan, Obama disse aos porto-riquenhos que está comprometido com o sucesso e com a autodeterminação do território. 'Quando o povo de Porto Rico tomar uma decisão clara, o meu governo vai apoiá-los', afirmou o presidente, segundo a agência Associated Press.

Em sua breve passagem de cinco horas por Porto Rico, Obama mirou não tanto nos habitantes da ilha, já que esses, apesar da cidadania americana, não votam nas eleições presidenciais. O foco de Obama, segundo analistas políticos, está nos mais de 4 milhões de porto-riquenhos que vivem nos Estados Unidos e, portanto, são eleitores, podendo influenciar a escolha do próximo presidente americano. Segundo estatísticas recentes, hoje o número de porto-riquenhos nos Estados Unidos já supera em quase 1 milhão de pessoas a população total da ilha.

Esses eleitores, acredita-se, podem ter um papel definitivo na conquista de Estados cruciais no pleito presidencial de 2012, como a Flórida - onde vivem mais de 800 mil porto-riquenhos. A visita também faz parte de um esforço mais amplo por parte de Obama de cortejar a população hispânica em geral, que foi decisiva para sua eleição em 2008, mas tem se mostrado decepcionada pela demora do presidente em cumprir algumas promessas de campanha, como a reforma das leis de imigração.

Foto: AFP, Saul Loeb
Status:O último presidente a fazer uma visita oficial a Porto Rico foi John Kennedy, em 1961. Depois disso, outros presidentes americanos passaram pela ilha, mas não em visitas oficiais. A viagem de Obama ocorre poucos meses depois de uma força-tarefa instituída pelo presidente ter apresentado um relatório sobre Porto Rico e sugerido a realização de um novo plebiscito sobre o status político da ilha, que atualmente é um território autônomo dos Estados Unidos.

No referendo sugerido pela força-tarefa, que seria realizado no final de 2012, os habitantes decidiriam se a ilha deve ser parte dos Estados Unidos, tornando-se o 51º Estado, ou ganhar a independência. Em consultas anteriores, os porto-riquenhos optaram por manter seu status de Estado Livre Associado dos Estados Unidos. O governador de Porto Rico, o republicano Luis Fortuño, disse que pretende conversar com Obama sobre o tema do status político que, segundo ele, precisa ser resolvido 'de uma vez por todas'.

Da BBC Brasil