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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em novo mandato, Cristina adota medidas 'impopulares' e causa incertezas


Duas semanas após ser reeleita, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, iniciou a implementação de ajustes da política econômica de seu marido e antecessor, Nestor Kirchner (2003-2007), como o fim de subsídios e mudanças na política cambial --medidas que, segundo analistas, podem causar incerteza e voltar a opinião pública contra o governo.

Neste período de oito anos, o país registrou forte expansão econômica e de consumo, com a moeda desvalorizada, estabilidade financeira, tarifas de serviços públicos congeladas e uma inflação tida por muitos como "maquiada" desde 2007.

Na semana passada, em uma tentativa de conter a fuga de capitais registrada nos dias anteriores, o governo aumentou o controle para a venda de dólares no país. A moeda americana funciona como referência para os argentinos, tanto na hora de poupar quanto de comprar imóveis, por exemplo.

"Sabemos quanto cada pessoa recebe, quanto gasta e se tem ou não dinheiro sobrando para comprar dólares", afirmou nesta semana o diretor da Afip (Administração Federal de Ingressos Públicos, equivalente à Receita Federal), Ricardo Echegarray.

Se o órgão entender que o comprador não tem recursos para a compra da moeda americana, não autorizará sua venda nos bancos ou casas de câmbio.

"VERDADEIRO OPOSITOR"

"O dólar pode se transformar no verdadeiro opositor do novo governo", escreveu o colunista Eduardo van der Kooy, do Clarín, jornal critico do governo, sugerindo que a medida poderia gerar mau humor na classe média argentina.

Desde a semana passada, a Afip enviou fiscais, com cães, para as filas das casas de câmbio para fiscalizar os motivos da compra da moeda americana, gerando criticas dos analistas. O professor de Economia Pública da Universidade Católica Argentina (UCA), Gerardo Sanchis Muñoz, disse à BBC Brasil que a medida poderia provocar "incertezas" entre os argentinos.

"Se as instituições fossem respeitadas, o governo precisaria de uma ação judicial para mandar soldados para as filas de câmbio. Mas na Argentina, o regime presidencialista é concentrado e assim funciona, há pelo menos vinte anos. Mas este estilo se intensificou a partir do governo (Nestor) Kirchner e continuou com Cristina." O economista Orlando Ferreres, da consultoria Ferreres e Associados, afirmou que o governo não implementou "uma só medida impopular" desde 2003, e que era esperado que o governo implementasse alguns ajustes.

"Era esperado que o governo reduzisse os subsídios para diminuir seu gasto público e organizar seu caixa, ainda mais num momento de fuga de capitais. Mas o que não era esperado é que mandasse controlar a venda de dólares, moeda de referência para os argentinos", disse ele à BBC Brasil.

Cristina foi reeleita com ampla margem de votos frente aos candidatos opositores. Por isso a referência agora ao dólar como possível "verdadeiro opositor" diante da fragilidade dos opositores políticos nas urnas.

Segundo o economista Marcelo Elizondo, da consultoria DNI, a presidente, que dá início ao novo mandato no dia 10 de dezembro, pode estar "arrumando a casa" antes da posse. No entanto, para especialistas, a maior dúvida é quando e como o governo reconhecerá "a inflação real", como afirma o economista Ernesto Krtiz, da Sel Consultores.

FIM DE SUBSÍDIOS

Nesta quarta-feira, os ministros da Economia, Amado Boudou, e do Planejamento, Julio de Vido, anunciaram a eliminação da transferência de recursos do governo, chamados de subsídios, para bancos, empresas e até cassinos e hipódromos, que assim deverão pagar mais pelo fornecimento de água, luz e gás.

A ajuda do governo foi decisiva para manter congeladas as tarifas dos serviços públicos privatizados, nas empresas e residências, apesar da disparada da inflação registrada recentemente.

A expectativa é que o governo elimine a transferência de recursos para outros setores o que poderia provocar a alta no preço das tarifas para o consumidor final como se especulou na imprensa local.

"Queremos continuar trabalhando para combater a desigualdade social. Ninguém pode receber subsídio do governo se dele não precisa", disse Boudou. A interpretação dos especialistas foi a de que os que ganham mais poderiam passar a pagar mais pelos serviços e os que ganham menos pagariam tarifas menores.

AUMENTO NO METRÔ

O prefeito de Buenos Aires, o opositor Mauricio Macri, disse que o fim do repasse de verbas do governo central para o metrô da cidade, por exemplo, deverá triplicar o preço do bilhete, passando de 1,10 pesos para 3,30 pesos.

"Esse é o valor que estimamos porque o metrô era responsabilidade do governo nacional, e não do governo municipal", disse Macri. Num artigo no jornal "La Nación", o economista Roberto Cachanosky disse que o corte nos subsídios "pode ser apenas a ponta do iceberg do que virá" no novo mandato.

"O governo anunciou corte de uma parte mínima dos subsídios, mas pode ser um sinal das próximas medidas do governo", afirmou. Para ele, o governo poderia estar resolvendo os problemas que "varreu durante muito tempo para debaixo do tapete", como o congelamento das tarifas.

sábado, 29 de outubro de 2011

Imprensa internacional noticia doença do ex-presidente Lula

Tumor de Lula ganhou a manchete do site do "Clarín" (Foto: Reprodução)A imprensa internacional noticiou neste sábado (29) o tumor na laringe diagnosticado no ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

O argentino “Clarín” destacou na manchete do seu site “Lula tem diagnóstico de câncer na laringe”. A publicação informa que o ex-presidente brasileiro passará por quimioterapia.

O jornal espanhol “El País” também noticiou a doença de Lula. A publicação destaca que uma das recomendações dos médicos ao ex-presidente é que ele deixe de fumar, “hábito que mantém durante décadas”, diz a nota.
Do G1

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Brasil redujo su perspectiva de crecimiento para este año

El secretario ejecutivo del Ministerio de Hacienda de Brasil. Nelson Barbosa, afirmó esta tarde que esa secretaría de Estado revisó a la baja el crecimiento del PIB para 2011 situándolo en una franja de entre 3,5% y 4%. Hasta ahora la perspectiva era de 4,5%, informó el portal Folha.com.

El menor crecimiento del país vecino puede tener efectos negativos en la economía local, dado que Brasil es el mayor comprador de productos uruguayos.

En enero la estimación de crecimiento era de 5%, pero a fines de setiembre el Banco Central revisó sus proyecciones reduciendo la estimación a 3,5%.

"El Banco Central tiene sus estimaciones sy nosotros tenemos las nuestras. El PIB será de entre 3,5% y 4% este año", afirmó Barbosa.

El País Digital

sábado, 24 de setembro de 2011

Chávez diz que quer incluir a classe média em projeto socialista


Em uma entrevista por telefone para a televisão estatal, Chávez disse que está entrando em um período reflexivo de sua vida e que seu governo precisa convencer a classe média do país de que ela é necessária. O presidente se recupera de um tratamento contra o câncer em Cuba, mas afirmou que pretende se candidatar à reeleição em 2012.

O comentário de Chávez aconteceu um dia após a celebração de seu aniversário de 57 anos, quando disse a seus partidários que não tinha pretensões de deixar a presidência no futuro próximo. Durante a celebração, Chávez apareceu vestindo uma camisa amarela e disse que era preciso eliminar dogmas e acabar com o que ele chamou de abuso de símbolos, como o termo "socialismo".

"Por que temos sempre que usar uma camisa vermelha? O mesmo vale para a palavra 'socialismo'", disse.

Lições cubanas
Na entrevista por telefone, na última sexta-feira, Chávez afirmou que o tratamento para a retirada de um tumor na região pélvica o levou a mudar radicalmente sua vida e entrar em um período "mais diverso, mais reflexivo e mais multifacetado".

O líder venezuelano, que subiu ao poder em 1999, disse que o setor privado e a classe média eram "vitais" para seu projeto político e disse lamentar o fato de que suas tentativas de incluir estes grupos tenham sido criticadas por alguns oficiais do país.

"Raúl Castro está liderando um processo de auto-crítica", disse Chávez, sugerindo que a Venezuela pode aprender com as reformas feitas pelo atual presidente de Cuba, que fez concessões ao setor privado após substituir Fidel Castro em 2006. Segundo Chávez, o governo da Venezuela precisa corrigir a percepção de que pequenos negócios serão dominados pelo estado.

"Temos que garantir que ninguém acredite nisso. Temos que convencê-los do nosso projeto real, do fato de que precisamos desse setor e reconhecemos sua contribuição", disse.
Da BBC Brasil

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Entenda a relação entre Porto Rico e os EUA


Porto Rico, oficialmente Estado Livre Associado de Porto Rico é um território autonômo dos Estados Unidos.

Porto Rico não é propriamente independente, mas estado associado e depende dos Estados Unidos da América para garantir sua defesa. Além disso, a ajuda financeira que recebe é vital para sua economia, cujos setores mais importantes são a indústria química e o turismo.

  • Puerto Rico – Porto Rico
  • Capital – San Juan.
  • Condição – Membro da Comunidade dos EUA (Commonwealth)
  • Governo - República de três-ramos
  • Presidente (Chefe de Estado) - Barack Obama
  • Governador - Luis Fortuño
  • Ramo Legislativo Federal - Congresso dos Estados Unidos da América
História

Descoberto por Cristóvão Colombo em 19/11/1493, Porto Rico é colonizado pelos espanhóis a partir de 1509. Cerca de 1511, Juan Ponce de Leon funda a cidade chamada de Porto Rico (por razões desconhecidas, os nomes se inverteram, a cidade passou a ser chamada de San Juan e a Ilha de Porto Rico)...

Foi colônia da Espanha até o final da Guerra Hispano-Americana, em 1898, quando foi cedido aos EUA. Em 1917, a população consegue a cidadania norte-americana e, 30 anos depois, adquire o direito de eleger o governador. Uma Constituição própria é promulgada em 1952. Em 1989, o furacão Hugo arrasa sua economia.

Durante décadas, o Partido Popular Democrático (PPD), favorável à manutenção de Porto Rico na Comunidade dos EUA (na qual fora incluído em 1952), domina a política local. Nos anos 60 é fundado o Partido Novo Progressista (PNP), com a proposta de transformação da ilha em estado norte-americano. Desde então, os dois partidos revezam-se no poder.

Em um referendo de 1993, 48% dos votantes são favoráveis à permanência na Comunidade dos EUA, 46% apóiam a condição de estado norte-americano e 4% defendem a independência.

Com o plebiscito, o inglês, que havia sido abolido em 1991, volta a ser a língua oficial. Em julho de 1996, uma comissão da Câmara dos Deputados dos EUA recomenda aos eleitores de Porto Rico que se manifestem novamente sobre o status do território até 1998.

sábado, 10 de setembro de 2011

Doação do Brasil, versão peruana do Cristo é alvo de controvérsia


De braços abertos às margens do Pacífico, a estátua do Cristo construída com generosa doação da construtora brasileira Odebrecht pode ser vista de vários pontos de Lima, a capital peruana. Iluminada, medindo 37 m de altura (a do Rio tem 38 m), a estátua foi ideia do ex-presidente Alan García, que deixou o cargo anteontem.

Foi, segundo ele, um presente de despedida à capital. E causou controvérsia desde sua instalação, em junho. A instalação de um símbolo associado ao Brasil em Lima foi vista como uma metáfora demasiadamente literal da crescente influência do Brasil na política e na economia peruanas por comentaristas políticos e personalidades da cultura.

A obra foi feita por um artista baiano e paga com doações do próprio García (R$ 56 mil), da Odebrecht (R$ 1,3 milhão) e de outras empresas brasileiras no Peru -todas com capacidade legal de fazer doações a campanhas políticas peruanas.

"Se é um presente do Brasil ao presidente, melhor colocá-lo na Interoceânica sul", disse Susana Villarán, prefeita esquerdista de Lima, citando a estrada em parte construída pela Odebrecht, que atravessa o Brasil e o Peru. O embaixador brasileiro em Lima até meados de julho, Jorge Taunay, disse que Villarán foi "descortês". O nome oficial do monumento é "Cristo do Pacífico", mas a imagem foi ironicamente apelidada de "Cristo do Roubo" -crítica aos escândalos de corrupção do governo García.


Contudo, a obra tem atraído visitantes e foi recebida com entusiasmo pela Igreja Católica. Na missa em homenagem à festa pátria peruana, anteontem, o arcebispo de Lima, Juan Luis Cipriani, incluiu a imagem nos pedidos solenes pelo futuro do país: "Senhor do Milares, Cristo do Pacífico, bendita Virgem Maria, proteja-nos e siga fazendo de nosso país uma pátria grande".

Polêmicas à parte, a presença brasileira parece ter uma percepção positiva. Pesquisa de julho da Ipsos Apoyo perguntou: que viagem do novo presidente Ollanta Humala mais pode trazer benefícios para o Peru? O Brasil aparece em segundo, com 21% das respostas. Em primeiro, os EUA (39%). Situação distinta é a do Chile, que tem forte investimento no Peru, mas um histórico de guerra e desconfiança: só 6% citaram esse país.
FLÁVIA MARREIRO
Folha de São Paulo

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Marisa von Bülow: "O Chile na Encruzilhada"


“Nunca vimos nada assim”. Essa é a frase que mais se escuta nas últimas semanas no Chile, dita com ar de perplexidade tanto por aqueles que simpatizam com a onda de mobilizações que vem sacudindo o país, como por aqueles que se opõem a ela. E que não há meio termo possível: tem sido cada vez mais difícil manter-se neutro frente aos protestos liderados pelos estudantes universitários. Mas todos, independentemente da posição política, demonstram estar surpreendidos com o que está acontecendo em um país que tem sido reiteradamente apresentado como símbolo de estabilidade das instituições políticas.

Isso não quer dizer que o Chile democrático tenha sido sempre um país isento de conflitos ou de tensões sociais. Basta lembrarmos que, em 2006, aqueles que hoje são universitários formavam parte da geração de estudantes de ensino médio que, por meio de multitudinárias manifestações, conseguiu colocar o governo da então presidente socialista Michelle Bachelet em xeque. Algumas das reivindicações daquela época são as mesmas, como, por exemplo, a instituição do ensino público e gratuito.

O que há então de novo? Não só as manifestações reúnem um número inédito de pessoas, mas o mais importante é que refletem um grau de insatisfação que vai muito além das salas de aula dos colégios e universidades pagos. De fato, o Chile encontra-se hoje em uma encruzilhada.

Desde a década de 1980, quando foi implementado o modelo de desenvolvimento chileno, baseado na liberalização comercial e no papel reduzido do Estado na economia, nunca este havia sido questionado de maneira tão forte pela sociedade. Ao contrário: por muitos anos, parecia que o Chile era um dos poucos países do mundo em que boa parte da direita e da esquerda estava de acordo sobre as bases da política econômica. Tanto é que, apesar da alternância dos partidos no poder, foram poucas as mudanças realizadas nos alicerces desse modelo nos últimos trinta anos.

Do ponto de vista do modelo político chileno adotado no mesmo período, nunca houve consenso entre direita e esquerda. No entanto, as regras herdadas da ditadura criaram um regime político engessado, repleto de bloqueios e de obstáculos que dificultam qualquer reforma. O resultado é que, apesar de muitos avanços do processo de democratização, ainda hoje as instituições político-eleitorais do país são afetadas por regras que dificultam a renovação política e limitam a participação da sociedade civil.

O movimento estudantil que hoje ocupa escolas, universidades e ruas está forçando a discussão tanto desse modelo econômico como desse modelo político. Não tem, argumentam os críticos, demandas concretas. Os estudantes são contra a educação paga, são contra o lucro das instituições de ensino, pedem uma reforma tributária que gere recursos para a educação e defendem a instituição do plebiscito para decidir sobre temas fundamentais (como a reforma educacional). De fato, à exceção desta última proposta, os discursos são imprecisos e as pautas de reivindicação são vagas. O que os mesmos críticos têm dificuldade de reconhecer é que movimentos sociais captam e canalizam a insatisfação e a frustração da sociedade. Cabe às instituições políticas – o Poder Executivo, o Congresso Nacional e os partidos políticos –, em conjunto com as organizações da sociedade civil, encontrar respostas que permitam superar a crise, sob pena de perderem ainda mais credibilidade.


Esse desafio é urgente, conforme mostram os dados do Projeto Auditoria da Democracia, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD-Chile). Desde 2006, vem diminuindo o número de eleitores que se identificam com coalizões partidárias, seja a que hoje governa o país, seja a que o governou nas duas décadas anteriores. De acordo com a mesma fonte, em 2010 mais de 60% dos chilenos não se sentiam identificados com nenhum partido político, um crescimento de mais de vinte pontos em apenas uma década. Essa crescente desconfiança dos canais de representação tem afetado especialmente os jovens, cuja participação no eleitorado (no Chile o voto não é obrigatório) diminuiu de forma significativa desde a transição democrática. Ao mesmo tempo, as pesquisas de opinião pública mostram que o Presidente vem amargando recordes de baixa popularidade.

Nesse contexto de enfraquecimento das instituições políticas de representação e de questionamento das lideranças tradicionais, outros setores da sociedade civil vêm somando-se aos estudantes e transformando os protestos em um ciclo de mobilização mais amplo. A questão, colocada especialmente para as forças políticas de centro e de esquerda, é conseguir transformar esse complexo cenário de instabilidade e de descrença em uma oportunidade para que o Chile finalmente termine de acertar suas contas com o passado.

Do site UnB Agência

Marisa von Bülow é professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília e atualmente professora visitante do Instituto de Ciência Política da PUC-Chile. Possui doutorado em Ciência Política pela Johns Hopkins University, mestrado em Ciências Sociais pela Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais-Sede México e graduação em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. As atividades docentes e de pesquisa se relacionam principalmente aos seguintes temas: sociedade civil e globalização, redes domésticas e transnacionais sobre comércio nas Américas, participação e políticas públicas, movimentos sociais e ONGs.

Tira da Mafalda: Sopa x Marx



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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Qual a origem do nome "El Salvador"?

O nome oficial de El Salvador foi adotado na primeira constituição do país, promulgada em 12 de junho de 1824. Entretanto, a maneira de fazer-se contração da primeira palavra provocou a inscrição "República del Salvador". Essa mesma constituição estipulava, ainda, que "O Estado se chamaria Estado del Salvador" (art. 7).

Isso permaneceria até 7 de junho de 1915, quando por meio de um Decreto Legislativo, foi estabelecido definitivamente como nome oficial "El Salvador". Apesar do preceito, em documentos oficiais internacionais, continuava a prática de omitir a primeira parte do nome. Em 1958, por gestões do secretário de cultura Jorge Lardé y Larín, foi emitido outro Decreto Legislativo, com a data 23 de outubro, no qual adicionou-se ao texto de 1915 a proibição de suprimir a palavra El quando associada às palavras "República" ou "Estado". 

Também foi determinada a reserva do direito de contestar qualquer documento ou inscrever-se em qualquer acordo onde aparecesse escrito incorretamente o nome oficial da república.
Texto do Wikipédia

sábado, 3 de setembro de 2011

Zapatero antecipa eleições gerais na Espanha

O presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, anunciou nesta sexta-feira a antecipação das eleições gerais na Espanha para o dia 20 de novembro. O anúncio foi feito na entrevista coletiva que seguiu o encontro do Conselho de Ministros, segundo publicado pelo jornal espanhol "El País".

"O governo alcançou em larga medida os objetivos da segunda parte da legislatura", declarou Zapatero. "Em um contexto complicado, a economia dá sinais positivos, por isso é hora de anunciar o calendário para as próximas eleições gerais."

Ele disse que a eleição em novembro permitirá que o novo governo esteja em funcionamento antes do final do ano e, portanto, pode atacar de frente o novo exercício econômico desde o dia 1º de janeiro. "Se escolhi a data é para projetar certeza econômica e política", justificou. A escolha supõe que o orçamento geral, que tramita mo mês de outubro, são aplicados para o ano seguinte.

Zapatero insistiu que a decisão foi fruto do "interesse geral" e da "responsabilidade". Comentaristas políticos já haviam especulado que os socialistas poderiam se aproveitar da melhora nas pesquisas de opinião e da melhora nos recentes dados de emprego para convocar uma eleição antecipada. A expectativa é de que a oposição conservadora, sob liderança de Mariano Rajoy, vença a votação, mas analistas acreditam que a única questão é a margem dessa vitória.

A dívida espanhola está na linha de fogo dos mercados financeiros, diante de um possível rebaixamento pela agência de classificação de risco Moody's, que citou o crescimento fraco e os gastos regionais descontrolados como os principais desafios para a quarta maior economia da zona do euro.

"Não estou convencido de que só a eleição, mesmo se ela criar um novo governo relativamente estável, irá acalmar os mercados. O que vimos nos últimos 18 meses é que existem eventos que têm um impacto de curto prazo nos mercados", disse David Back, economista da escola de negócios IE.

O ex-ministro do Interior Alfredo Perez Rubalcaba então foi escolhido como candidato do Partido Socialista. 
"Os mercados provavelmente responderão de forma positiva inicialmente, até perceberem que pode não haver um plano alternativo como as pessoas esperavam." Zapatero, que tem um índice baixo de aprovação, tem sido considerado um líder fraco desde que anunciou que não se candidataria novamente no início do ano, e depois que os socialistas perderam por grande margem as eleições regionais de maio.

Pesquisa do Centro de Investigações Sociológicas realizada entre os dias 4 e 11 de julho deu aos socialistas, liderados por Rubalcaba, 36 por cento de aprovação, contra 43,1 por cento do Partido Popular, liderado por Rajoy. O resultado mostra que os socialistas reduziram a vantagem do PP em 3 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior realizada em abril.
Da Reuters e Folha de São Paulo

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Comissão de Direitos Humanos recebe líder estudantil chilena


Após participar de uma audiência pública, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias , da Câmara dos Deputados, a presidente da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, Camila Vallejo, se encontrou com o presidente da câmara, Marco Maia. A reunião ocorreu às 17h no gabinete do deputado e foi acompanhado da deputada Manuela D'Ávila.

Vallejo entregou uma carta de reinvindicações ao parlamentar com uma série de medidas para reforçar a educação no país. Entre os principais objetivos, está o investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na formação de estudantes e professores, além de 50% dos recursos que serão arrecadados com o Pré-Sal.

A líder estudantil veio ao Brasil para acompanhar a Marcha dos Estudantes, organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que foi realizada nesta quinta-feira, em Brasília.

Encontro com Dilma

Enquanto Vallejo conversava com o presidente da Câmara, Marco Maia, o presidente da UNE Daniel Iliescu, se encontrou com a presidente Dilma no Palácio do Planalto. O encontro foi breve e amistoso. "A presidente disse que encaminhará ao ministro Fernando Haddad nossa pauta e pretende criar uma comissão para poder implantar nossas demandas", garnatiu.

Por  Sofia krause, do "Eu, estudante"

domingo, 21 de agosto de 2011

Hugo Chávez diz que sairá do poder somente em 2031


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que planeja deixar o cargo em 2031, e não mais em 2021, como havia anunciado anteriormente. A declaração foi feita quando o mandatário, apesar da saúde debilitada, saiu ao "balcão do povo", no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, para cumprimentar milhares de partidários que se reuniam na frente do local por ocasião do aniversário de 57 anos do presidente.

Chávez aproveitou a oportunidade para fazer um chamado ao fortalecimento dos movimentos revolucionários. "Peço aos indecisos que se juntem à revolução", disse o presidente, que pretende ser reeleito nas eleições do ano que vem.

Apesar de seu quadro de saúde instável, o mandatário cantou e dançou na presença de partidários que traziam bandeiras e cartazes de saudações pelo aniversário. O venezuelano ainda agradeceu aos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, da Bolívia, Evo Morales, e de Cuba, Raúl Castro, pelos votos de felicidades enviados.

Chávez anunciou que sofria câncer no início de julho, após ser submetido a uma cirurgia de emergência em Cuba, onde ficou por cerca de um mês. Até o momento, no entanto, não foi confirmada a região do corpo do mandatário atingida pela doença.
DA ANSA, EM CARACAS

sábado, 20 de agosto de 2011

Chile deve enfrentar greve nacional em meio a protesto de estudantes


O enviado especial da Folha ao Chile, Lucas Ferraz informa no vídeo acima que existe uma greve geral marcada para o dia 24 de agosto em meio aos protestos dos estudantes por melhorias no sistema de ensino do país.

"Há um rechaço generalizado por parte da população chilena com o sistema político", informa Ferraz. A crise deflagrada principalmente pela manifestação dos estudantes que já dura cerca de 3 meses afeta não somente o governo do Sebastián Piñera, que tem a pior avaliação da história do país, mas também a oposição.

O diálogo com os estudantes está não tem avançado e isto tem provocado um desgaste do governo chileno e da figura do presidente. A última manifestação dos estudantes foi na terça-feira (9) passada e reuniu cerca de 70.000 pessoas, mas que acabou em confrontos com a polícia e resultou em 400 detidos.