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sábado, 17 de setembro de 2011

Conheça a Cordilheira dos Andes, uma das paisagens mais bonitas do Chile


A Cordilheira dos Andes (em língua quechua: Anti(s)) é uma vasta cadeia montanhosa formada por um sistema contínuo de montanhas ao longo da costa ocidental da América do Sul, sendo a formação geológica da mesma datada do período Terciário. A cordilheira possui aproximadamente 8000 km de extensão. É a maior cadeia de montanhas do mundo (em comprimento), e em seus trechos mais largos chega a 160 km do extremo leste ao oeste. Sua altitude média gira em torno de 4000 m e seu ponto culminante é o pico do Aconcágua com 6962 m de altitude.

A Cordilheira dos Andes se estende desde a Venezuela até à Patagônia, atravessando todo o continente sul-americano, caracterizando a paisagem do Chile, Argentina, Peru, Bolívia, Equador e Colômbia, também conhecidos como países Andinos.

Nos territórios da Colômbia e da Venezuela a cordilheira se ramifica e se prolonga até quase alcançar o Mar do Caribe. Em sua parte meridional serve de longa fronteira natural entre Chile e Argentina. Na zona central, os Andes se alargam dando lugar a um planalto elevado conhecido como Altiplano, partilhado pelo Peru, Bolívia e Chile. A cordilheira volta a estreitar-se no norte do Peru e se alarga novamente na Colômbia para estreitar-se e dividir-se ao entrar na Venezuela.
Retirado do Wikipédia

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Maioria dos formados na Bolívia não consegue revalidar diploma no país


A baixa concorrência, os menores preços e a proximidade fazem com que muita gente atravesse as fronteiras com Paraguai e Bolívia para cursar o ensino superior. Mas voltar para o Brasil e exercer a profissão nem sempre é fácil.

O sonho de se tornar médico motivou o técnico em contabilidade Estevão de Queiroz, de 48 anos, a procurar uma universidade boliviana. Ele mora na cidade sul-mato-grossense de Corumbá, que fica a cerca de oito quilômetros de Porto Quijarro, na Bolívia. "Optamos por questão financeira mesmo, porque lá o custo é bem mais barato do que aqui", afirma.

Enquanto nas escolas brasileiras de medicina as mensalidades variam de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil, na Bolívia o custo fica em torno dos R$ 375 por mês. Além do preço, a facilidade para entrar na faculdade é outro atrativo. O folheto - em português e espanhol - diz que não é preciso fazer vestibular e oferece serviços para ajudar o candidato brasileiro a obter os documentos exigidos pelo governo para estudar na Bolívia.

A sede da universidade boliviana está sendo ampliada. A intenção é aumentar o acervo da biblioteca, que tem apenas uma estante, e estruturar novos laboratórios. Tudo para atender a demanda. "É uma universidade que está em estruturação ainda, mas temos recursos necessários para fazer medicina. A profissão é igual em toda a parte", relata Estevão.

Para atuar no Brasil, quem se forma na Bolívia ou em qualquer outro país precisa da revalidação do diploma. Desde o ano passado, o processo começou a ser padronizado. Todos os candidatos precisam passar por várias etapas de avaliação para que a formação em outro país tenha validade no Brasil.

Este ano, mais de 600 candidatos se inscreveram para participar do programa de revalidação de diplomas médicos, segundo o Ministério da Educação. A maioria deles, 320, é de profissionais formados em universidades bolivianas. Mas só a inscrição no programa não garante a revalidação. No ano passado, dos 281 médicos formados na Bolívia, apenas dois tiveram o diploma revalidado.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina, as provas aplicadas para revalidação não são mais difíceis do que a realidade que os médicos encontrarão nos hospitais. "É uma prova de conhecimentos gerais da área médica normalmente aplicada para os formandos no Brasil que tentam acesso aos programas de residência", explica Luís Mascarenhas, vice presidente do CRM-MS.

Em Porto Quijarro, a universidade defende que as disciplinas e a carga horária são muito parecidas com as de instituições brasileiras. "Estamos com o mesmo nível e isso ajuda bastante para que os estudantes formados nesta universidade possam revalidar com muita facilidade e atingir o objetivo de poder exercer sua profissão no país irmão Brasil", defende o vice-reitor da faculdade Edwin Delgadillo.

Veja quais as principais dificuldades de quem tenta validar diploma estrangeiro (Foto: Reprodução/TV Morena)
(Foto: Reprodução/TV Morena)
Para o CRM-MS, não há como garantir a qualidade da formação no país vizinho. "Não temos nenhum acesso a essas universidades, do ponto de vista de avaliação ou fiscalização do ensino", diz Mascarenhas.

O médico legista Riad Ali Hamie estudou em uma universidade boliviana de Santa Cruz de La Sierra, e se formou em 2004. Exibe com orgulho dezenas de certificados e o diploma de médico. Mesmo depois de seis anos de estudo e muitos cursos, ele ainda levou anos para conseguir o direito de revalidar o documento no Brasil. "É uma jornada longa. Para aqueles que acham que foi fácil para mim, pelo contrário, foi muito difícil", conta. Atualmente, Riad é perito da Polícia Civil em Mato Grosso do Sul, além de atuar em postos de saúde.

Da TV Morena

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Bolivia sufre una protesta de indígenas peruanos en la frontera

Protesta en la frontera Bolivia-Perú
Manifestantes bloquean la vía este 27 de mayo de 2011, en la localidad de Desaguadero (Perú), frente a la entrada a Bolivia- EFE
Bolivia vive desde hace más de 20 días la lacerante experiencia de su enclaustramiento debido a una protesta de indígenas peruanos que rechazan la contaminación minera de la cuenca lacustre binacional. Al menos medio millar de camiones aguardan el levantamiento de las medidas de presión de los manifestantes aimaras que ocupan un puente desde comienzos de mes. Hasta el momento se desconoce el número de vehículos que se encuentran en el lado peruano en tránsito a Bolivia.

Protestas en PunoLos pobladores de la región de Puno rechazan la concesión a la empresa minera Santa Ana en la franja de 50 kilómetros de la frontera con Bolivia, tanto porque infringe normas de su Carta Magna como por los riesgos de contaminación ambiental, según dicen sus líderes.

Los bolivianos afectados por el conflicto peruano viven momentos dramáticos debido a la falta de alimentos y agua, además por el frío intenso en esa región altiplánica a más de 3.000 metros sobre el nivel del mar. La prensa local ha reflejado actos solidarios de compatriotas que han organizado colectas de alimentos, con la ayuda de los pobladores del Desaguadero boliviano, y los propios chóferes que están aprendiendo a cazar animales silvestres para poder comer.

El pedido de ayuda para que el Gobierno peruano pueda resolver el conflicto tendrá que esperar a los resultados de las elecciones presidenciales en el país vecino.
Del "El País"

domingo, 21 de agosto de 2011

Hugo Chávez diz que sairá do poder somente em 2031


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse que planeja deixar o cargo em 2031, e não mais em 2021, como havia anunciado anteriormente. A declaração foi feita quando o mandatário, apesar da saúde debilitada, saiu ao "balcão do povo", no Palácio de Miraflores, sede do governo venezuelano, para cumprimentar milhares de partidários que se reuniam na frente do local por ocasião do aniversário de 57 anos do presidente.

Chávez aproveitou a oportunidade para fazer um chamado ao fortalecimento dos movimentos revolucionários. "Peço aos indecisos que se juntem à revolução", disse o presidente, que pretende ser reeleito nas eleições do ano que vem.

Apesar de seu quadro de saúde instável, o mandatário cantou e dançou na presença de partidários que traziam bandeiras e cartazes de saudações pelo aniversário. O venezuelano ainda agradeceu aos presidentes do Brasil, Dilma Rousseff, da Bolívia, Evo Morales, e de Cuba, Raúl Castro, pelos votos de felicidades enviados.

Chávez anunciou que sofria câncer no início de julho, após ser submetido a uma cirurgia de emergência em Cuba, onde ficou por cerca de um mês. Até o momento, no entanto, não foi confirmada a região do corpo do mandatário atingida pela doença.
DA ANSA, EM CARACAS

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dilma participa da posse de Ollanta Humala no Peru

Foto: Roberto Stuckert Filho/PresidênciaAmpliar

A presidenta Dilma Rousseff iniciou nesta quinta-feira uma agenda de dois dias voltada para as relações com vizinhos da América do Sul ao participar da posse do presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, em Lima. A cerimônia começa no Congresso Nacional e termina com um almoço oferecido por Humala, no Palácio do Governo. Na sexta-feira, Dilma recebe a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, como parte da agenda periódica de encontros bilaterais.

A presidenta está no Peru desde a noite de ontem (27) e retorna ao Brasil no fim do dia. Dilma deve participar ainda de uma reunião extraordinária da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Um dos temas será a necessidade de integração regional para fazer evitar consequências da crise que afeta os Estados Unidos e países da União Europeia.

"O continente tem que estar preocupado com a situação mundial porque estamos assistindo a modelos econômicos derretendo", disse o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, em entrevista a imprensa.

Segundo ele, uma recessão nos países desenvolvidos afetara a região – especialmente as economias de países como o Peru, que dependem mais de exportações. Daí a importância de uma maior integração regional e da busca de novos mercados, como China e Índia.

Marco Aurélio também falou da tendência de aliar crescimento econômico à melhor distribuição de renda. “Não basta só crescer e a população ficar ao Deus dará", disse ele. Como exemplo, citou o caso de Humala, que inspirou-se no ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu ampliar os projetos sociais, sem mexer no modelo econômico.

Presidente do Congresso, Daniel Abugattas, coloca a faixa no presidente Ollanta Humala, durante cerimônia de posse

Posse de Humala

O nacionalista Ollanta Humala assume a presidência do Peru após ter vencido uma disputa acirrada com a conservadora Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000).

Humala escolheu o Brasil como destino para a primeira visita após a eleição e explicou ter feito a opção por considerar o país modelo de desenvolvimento econômico com inclusão social. Durante a visita, em junho, Humala declarou a intenção de reforçar a atuação do Peru na Unasul e no Mercosul, onde é membro associado. Citou ainda o narcotráfico como um dos desafios a ser enfrentado em conjunto com os países vizinhos.

Analistas políticos e econômicos avaliam que, internamente, um dos principais desafios de Ollanta Humala será a falta de emprego no Peru e o elevado percentual de pobreza no país – aproximadamente 30% da população são considerados na faixa de pobreza.

Entre os presentes, também figuram o príncipe de Astúrias, Felipe de Bourbon, e os presidentes de Argentina, Cristina Kirchner; Equador, Rafael Correa; Colômbia, Juan Manuel Santos; Uruguai, José Mujica; e Chile, Sebastián Piñera, que chegaram a Lima nesta quarta-feira.

Embora ainda não tenha chegado à capital peruana, Evo Morales, presidente da Bolívia, também é esperado. Após a posse de Humala, os chefes de Estado presentes participarão de uma cúpula da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que será seguida por outra de presidentes dos países-membros da Comunidade Andina (CAN).


Com informações da EFE e Agência da Brasil

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Por causa da crise espanhola, o Brasil é um dos países mais procurados pelos imigrantes bolivianos

O Brasil é um dos países mais procurados pelos bolivianos.

Trocar o interior da Bolívia por uma ilha no Mediterrâneo foi um desafio para Mariluz Carballo. Mas a crise acabou com os sonhos dela. Após quatro meses desempregada em Palma de Mallorca, ela está fechando as malas para rumo à São Paulo em busca de trabalho.

Sem saber o que lhe espera, seu único medo é ser discriminada no Brasil. Mariluz, 32, nascida na província boliviana de Beni, deixa para trás cinco anos na Espanha, de onde nunca saiu nesse período com medo de não poder voltar a entrar por falta de documentação.

Chegou com um trabalho garantido como faxineira num hotel de Mallorca. Com a crise, o administrador do hotel reduziu o pessoal e a solução para Mariluz foi seguir o aviso de um compatriota: "Em São Paulo tem lugar para você".

"Eu vou com um trabalho certo, que foi o que me garantiram. Numa fábrica pequena de costura onde trabalham já três bolivianas da minha região. É bom porque pelo menos com elas posso falar espanhol (risos)... Só tenho medo de racismo. É verdade que os brasileiros são racistas com os bolivianos?", perguntou à reportagem

O dinheiro da passagem para São Paulo era o que Mariluz guardava para uma eventual volta à Bolívia, sem data definida. Agora virou investimento, porque na Espanha gastou o que restava, sobrevivendo nos quatro meses sem trabalho.

PROMESSAS

"Estou apostando o que sobrou nesta ida para o Brasil. Meu futuro e do meu filho dependem disso", conta. Mariluz é tímida e se emociona ao lembrar do filho de sete anos que mora com a avó em Beni e das promessas que lhe fez quando imigrou para a Espanha.

Desde então só o vê pela internet e diz que encontrou no Brasil uma solução para manter as promessas. A família conta com as mesadas do exterior para os gastos de casa, escola e brinquedos para o filho.

"Eu preferia ficar aqui, porque o euro vale mais. Mas não tenho nem tempo de escolher. Como digo ao meu filho que agora a mamãe não tem trabalho e ele não vai ter mais a comida, a roupa e os brinquedos de antes?", diz. "A Espanha não melhora e não dá para esperar mais. É muita angústia. Estão dizendo que o Brasil agora é que está bem e eu vou já no fim do mês", relata.

EFEITO CHAMADA

O exemplo de Mariluz não é único. A Associação de Cooperação Bolívia-Espanha (Acobe) não tem cifras exatas, mas afirma que "existe um efeito chamada (no qual os primeiros imigrantes chamam os demais a seguir seu rumo) e isso é notório", disse à reportagem o coordenador geral da ONG, Hugo Bustillos.

A organização que registra cerca de 500 mil imigrantes bolivianos na Espanha confirma que a crise "está provocando um remanejamento dos trabalhadores para lugares onde outros compatriotas têm aberto caminhos".

Bolivianos trabalhando em uma fábrica de roupas em São Paulo.
Segundo Bustillo, o Brasil é um desses lugares. O país está entre os destinos mais procurados por bolivianos junto com Argentina, Espanha e Estados Unidos. "Estamos basicamente no ramo de pequenas fábricas de roupas em São Paulo. Há muitos bolivianos abrindo seus próprios negócios, contratando compatriotas para a costura feminina", relata.

Outro fator é a moeda. "A diferença entre o real e o dólar é pouca e isso é praticamente uma garantia na hora do câmbio para mandar as remessas para as famílias", explicou.

A Acobe calcula que o número de bolivianos no Brasil esteja em torno de 250 mil atualmente, a maioria no Estado de São Paulo. Segundo a Organização Mundial para Migrações (OIM), os estrangeiros que mais migram para o Brasil são os bolivianos, os paraguaios, os peruanos, os equatorianos, os guianeses e os surinameses.
POR ANELISE INFANTE
DA BBC BRASIL, EM MADRI

Tal notícia expõe a importância de se abordar o tema "cultura hispânica" no projeto de IC.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Países amazônicos se unem para medir desmatamento


Os países da região amazônica iniciarão em agosto uma série de estudos para medir a taxa de desmatamento dessa zona, que abriga 20% das reservas de água doce do planeta, anunciou na última segunda-feira (11) em Quito a associação que os representa.

O monitoramento sobre desmatamento busca harmonizar critérios para medir a perda de área verde, que varia de país para país, explicou o diretor-executivo da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), o boliviano Mauricio Dorfler.

Trata-se do primeiro estudo desse tipo de alcance regional, e contará com especialistas de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, destacou Dorfler. Entre as causas do fenômeno do desmatamento, o diretor mencionou a pressão sobre o uso da terra, a agricultura, a exploração madeireira e a extração de minerais. A OTCA também empreenderá em agosto o primeiro estudo de recursos hídricos fronteiriços, com o objetivo de promover uma melhor e mais adequada utilização da água, disse Dorfler.


A Amazônia representa 6% da superfície do planeta. Contém mais da metade do parque úmido tropical e 20% das reservas de água doce do mundo, o que a converterá em um território estratégico frente a fenômenos como o aquecimento global, segundo a OTCA.

A região abarca 7,4 milhões de quilômetros quadrados - equivalentes a 40% da superfície do território sul-americano. É uma das mais diversas da Terra, um "grande espaço de riqueza cultural", sendo habitada por 420 povos indígenas, disse Dorfler.

DA FRANCE PRESSE, EM QUITO

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Além dos espanhol, quais os idiomas também praticados no Peru?


Grande parte da população fala quíchua e aimará, mas o idioma mais falado é o espanhol. Tanto o quichuá quanto o aimará são línguas indígenas pré-colombianas. O quichuá era extensamente falado no Império Inca. Atualmente, é usado na Bolívia, no Equador e no Peru.

Em 2007, o espanhol era a primeira língua de 83,9% dos peruanos a partir de cinco anos de idade, sendo a principal língua do país. Ele coexiste com várias línguas indígenas, a mais importante das quais é a Quechua, falada por 13,2% da população. Outras línguas nativas e estrangeiras são faladas por 2,7% e 0,1% dos peruanos, respectivamente.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Morales promulga lei que legaliza veículos contrabandeados na Bolívia

Evo Morales, presidente da Bolívia
O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou a promulgação de uma lei polêmica que legalizará milhares de veículos contrabandeados, apesar da oposição do poderoso grêmio dos motoristas. Uma greve contra a decisão foi programada para a próxima segunda-feira. "A partir de hoje, os que tiverem carros sem documentos devem apenas registrá-los, num prazo de 15 dias; depois disso, não vamos perdoar", disse o chefe de Estado, em entrevista à imprensa.

Os parlamentares de oposição, Jaime Navarro e Elizabeth Reyes, consideram que a iniciativa, impulsionada por três parlamentares governistas, apresenta "indícios claros de uma instigação ao crime e à cumplicidade no crime.

Os veículos que entram de contrabando no país estão concentrados, em maioria, nas zonas de produção de coca - Yungas e Chapare - onde circulam sem problemas os carros sem placas. Segundo cálculos extraoficiais, a legalização dos veículos de contrabando vai gerar ao Estado uma receita de até US$ 200 milhões que, "definitivamente, ajudará a curar feridas causadas pelo déficit fiscal" este ano, opinou Daniel Sánchez, presidente do grêmio empresarial.

Da France Presse

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Brasileiros se formam em medicina no exterior, mas não conseguem trabalhar no Brasil


Na classe de uma faculdade de medicina na Bolívia em dia de prova, apenas um aluno era boliviano. Todos os outros eram brasileiros. “Só na minha faculdade, podemos falar em seis mil estudantes brasileiros em Cochabamba, Santa Cruz e Cobija”, afirma o vice-reitor da Universidad Técnica Cosmos (Unitepc), José Teddy.

Por que tanta gente está estudando medicina fora do Brasil? A resposta está na ponta da língua de todo aluno. “É bem mais fácil, a gente não tem vestibular”, declara Michel Mendonça, estudante sul-mato-grossense. “A gente vai pagar, mais ou menos, seis vezes menos do que se pagaria no Brasil”, afirma Pedro Adler, esutdante acreano.

As mensalidades dos cursos de medicina privados no Brasil variam de R$ 2,5 mil a R$ 6 mil. Em uma faculdade de Cobija, fronteira da Bolívia com o Brasil, custa pouco mais de R$ 500. “Meus pais não têm condições financeiras de pagar e nem para me ajudar. Se eu tivesse condições, provavelmente eu estaria fazendo no Brasil. Eu sempre quis fazer medicina, acho que desde que eu me entendo por gente. Então, eu decidi vir para cá”, conta Antônia Maria Cândido, estudante acreana.

Para se manter em Brasiléia, no Acre, a poucos quilômetros da faculdade boliviana, Antônia trabalha como manicure e garçonete. O Brasil é o segundo país com maior número de escolas de medicina, só perde para a Índia. No Brasil, são 180 faculdades de medicina, todas com vestibular. “Eu tive que estudar por conta própria. Passei em algumas faculdades lá, mas não em medicina. Por isso, eu me arrisquei tudo vindo aqui”, diz Anderson Figueiredo, estudante carioca.

Anderson saiu do Rio para estudar medicina e morar em um em Cobija, na Bolívia. “Não fico muito aqui, porque é apertado e quente. É horrível ficar muito tempo aqui. Não tem uma cozinha, não posso te oferecer uma água, porque a água é quente. Então, eu tento passar o máximo de tempo na faculdade”, conta. “Fiquei dois dias com bala de hortelã no estômago. Não tinha dinheiro para o almoço, nem para o lanche. Espero que eu consiga continuar”.

No Brasil, medicina costuma ser o curso mais caro nas universidades e, muitas vezes, o mais concorrido.

A reportagem é de Eduardo Faustini, do Fantástico.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Simon Bolívar: Um homem libertador e sonhador


De família criolla, Simon Bolívar nasceu em Caracas (hoje Venezuela), em 1783. Seu pai era um rico fazendeiro, mas sua mãe era descendente de negros. Estudou na Europa e nos EUA, onde aprendeu a gostar dos filósofos gregos e dos pensadores iluministas franceses, especialmente J. J. Rousseau. Desde jovem, Bolívar entregou-se à luta pela independência da América espanhola. Com dinheiro de herança, formou um exército rebelde que comandou em inúmeras batalhas vitoriosas contra os espanhóis. 

Foi o comandante das guerras de independência da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela! E, em 1825, no auge do prestígio, abriu mão de seus poderes de general. Não aceitou tornar-se rei da América recém emancipada e recusou homenagens oficiais. Seu ideal agora era o pan-americanismo: unir todos os países libertados. As elites criollas, entretanto, tinham outros projetos. Iriam se devorar em guerras civis.

Bolívar morreu triste e solitário, com apenas 47 anos de idade. A história não é feita pelos heróis. Mas existe algumas circunstâncias históricas especiais em que as ações de um indivíduo podem ser relevantes. Bolívar foi o homem relevante naquelas circunstâncias da América Hispânica.

Retirado do livro "Nova História Crítica" de Mario Shmidt 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Fotos: Contrastes do funcionalismo público no mundo

O fotógrafo holandês Jan Banning retratou o ambiente em que trabalham funcionários públicos de oito países no llivro 'Bureaucratics'. Na foto acima, Rodolfo Villca Flores, supervisor-chefe de mercados e serviços sanitários de Betanzos, na Bolívia Leia Mais
Bolívia
O fotógrafo holandês Jan Banning retratou o ambiente em que trabalham funcionários públicos de oito países no llivro 'Bureaucratics'. Na foto acima, Rodolfo Villca Flores, supervisor-chefe de mercados e serviços sanitários de Betanzos, na Bolívia.

Banning disse que se sentiu atraído pela ideia de fotografar o modo como o estado se apresenta a seus cidadão: "A burocracia é uma vitrine do Estado". Além do livro, as imagens percorrem o mundo em exposições. Em de julho a agosto de 2011, estarão em San Juan e depois em Neuquen, na Argentina. Segundo o fotógrafo, os países do projeto foram escolhidos por representarem ideias políticas.

Veja outras fotos da exposição:

Segundo o fotógrafo, os países do projeto foram escolhidos por representarem ideias políticas. Acima, Sushma Prasad, escriturária assistente na sede do governo do estado de Bihar, na Índia. Ela foi contratada depois que seu marido, que trabalhava no mesmo departamento, faleceu Leia Mais

Acima, Sushma Prasad, escriturária assistente na sede do governo do estado de Bihar, na Índia. Ela foi contratada depois que seu marido, que trabalhava no mesmo departamento, faleceu

De acordo com Jan Banning, oferecer empregos burocráticos era uma forma de resolver problemas entre o Estado e chefes tribos poderosas no Iêmen. Acima, Nadja Ali Gayt é uma conselheira no centro de educação para mulheres da zona rural do governorado de Sana, dentro do Ministério da Agricultura iemenita Leia Mais

Acima, Nadja Ali Gayt é uma conselheira no centro de educação para mulheres da zona rural do governorado de Sana, dentro do Ministério da Agricultura do Iêmen.

Além do livro, as imagens percorrem o mundo em exposições. Em de julho a agosto de 2011, estarão em San Juan e depois em Neuquen, na Argentina. Na imagem, Henry Gray comissário em River Gee, na Libéria. Durante a guerra civil, seu escritório foi completamente destruído. Ele não tem orçamento e deve dois anos e salário aos funcionários Leia Mais

Na imagem, Henry Gray comissário em River Gee, na Libéria. Durante a guerra civil, seu escritório foi completamente destruído. Ele não tem orçamento e deve dois anos e salário aos funcionários

Reportagem da Folha de São Paulo

sábado, 7 de maio de 2011

Entrevista Parte I: Veja a seguir a primeira parte da entrevista com a professora de espanhol Rosilei Justiniano da UnB

Professora Rosilei, Elizabete, Gisele, Marcos e a orientadora Rejane Rodrigues.
Como primeira atividade prática do projeto, ontem (06/05), os alunos Marcos Roberto, Elizabete e Gisele foram à UnB para uma entrevista com a professora Rosilei Justiniano, que leciona a disciplina de Estágio Supervisionado de Língua Espanhola 1, do curso de Letras - Espanhol, do LET (Departamento Línguas Extrangeiras e Tradução). A nossa professora orientadora, Rejane Rodrigues já foi aluna da professora entrevistada durante a sua graduação, veja a seguir as informações importantes que a entrevistada nos proporcionou.

1. Há todo um conflito a cerca de qual termo usar para se designar a cultura dos países que têm o espanhol como língua oficial, em sua opinião, qual o termo mais correto?
"Cultura Hispânica, por que o termo espanhol ele na verdade, é um termo mais moderno, do que o castelhano, a palavra castellano dá a origem do que hoje é o termo espanhol, por que quando esta língua se formou como língua neolatina, assim como o português, não existia o país Espanha, eram apenas reinos, um deles era o Reino de Castilla, de onde se originou o que hoje é o espanhol, então a partir dessa língua castellana, que os países daqui da América do Sul, que hoje em dia falam espanhol, foram colonizados e trouxeram a língua, por isso países vizinhos ao Brasil dizem "hablamos castellano y no español", mais o termo é o mesmo, mas recomenda-se o "Diccionario Panhispánico" que se use a palavra espanhol, por que ela é mais genérica. Na Espanha, se você usar o termo língua castellana, significa a língua de uma determinada região, e já na América eles preferem usar o termo língua castellana por que o termo espanhol parece que é próprio da Espanha, e castellano ninguém mais lembra de Castilla, então é uma língua que não tem um dono específico, mas o termo usado por professores, e escolas, ainda é espanhol."

2. O sociólogo Gilberto Freyre considera o Brasil como um país "pan-hispânico", que participa da cultura hispânica, você concorda com essa afirmação?
"Nós temos muitas coisas em comum, mas nós temos uma cultura diferente, nós não falamos espanhol por exemplo. Eu diria que somos culturas 'irmãs'.

3. Para você o que é a "Cultura Hispânica"?
"A Cultura Hispânica é a cultura que representa os países que falam espanhol, então qualquer país que tem a língua espanhola como língua materna, tudo que eles produzirem vai ser cultura hispânica, é claro que a cultura varia de uma região para outra,  mas a cultura é a deles, os hábitos, costumes, literatura, folclore. Pelo fato deles falarem espanhol, tudo que eles produzirem é cultura hispânica, produzida na Bolívia e nas suas regiões tanto quanto produzida na Espanha, apesar de cada lugar ter interferência de outras línguas, como em Catalunha na Espanha, mas eles não deixam de usar a língua espanhola, então eles não deixam de produzir cultura hispânica, é a mesma coisa de algumas regiões da Bolívia que tem o 'quíchua' mas eles não deixam de usar o espanhol."

4. Por que você se interessou em estudar a língua espanhola?
"No meu caso, por que eu gosto de línguas extrangeiras em geral, talvez seja pelo fato de eu ter crescido em um ambiente meio meio de 'Babel', meu pai é grego, minha mãe boliviana, e quando ela veio para o Brasil ela não falava português e meu pai falava um 'portunhol', por que morava entre o Brasil e a Bolívia, na fronteira, e como ele era falante de uma outra língua, o grego, pra ele o português e o espanhol era a mesma coisa, ele não sabia distinguir, então tudo isso já me despertou desde cedo observar as diferenças de línguas e eu ficava prestando atenção no que eu iria falar é português ou espanhol e eu gostei quando eu comecei a estudar inglês na escola eu me identifiquei, sempre gostei de línguas, todas as línguas estrangeiras, eu gosto muito de culturas diferentes, viver as diferenças, a comunicação entre as pessoas, eu me interesso por culturas que eu nunca conheci, por exemplo as culturas que eu menos conheço são as orientais e isso me interessa muito, não só a língua, mais também o modos diferentes de se expressarem, pra mim é um tema apaixonante."


"Conversar com uma profissional da UnB foi muito produtivo" enfatiza a aluna  Elizabete, que também esteve presente na envrevista.
5. Você mantém contato com pessoas nativas da cultura?
"Sim, inclusive convivo com uma diariamente, em casa, com um espanhol e eu vejo programas espanhóis, eu acho que pra uma pessoa que aprende uma língua, ela tem que mergulhar na cultura, por isso eu acho que vocês acertaram plenamente, no sentido de absorver, de fazer parte do seu dia dia, pra você entender você precisa conhecer e pra você entender a língua você tem que entender a cultura. Por exemplo uma piada, que é mais claro, você só consegue entender a piada, quando você entende tudo que está por trás daquilo, tudo que não é tão literal, então se a piada se refere ao contexto político do momento então você acha graça, se você entende o contexto, você entende a piada. Igual as tiras da Mafalda? Ela é mais no sentido universal, tanto é que ela é traduzida para outras línguas, eu não conheço muitas, mais os que eu conheço tem um valor reconhecido internacionalmente, é meio filosófico. Mais isso que você me perguntou, não convivo só com pessoas, mais também assisto séries de televisão, assisto jornal, mais da Espanha, embora eu tenha família na Bolívia, mas como eu convivo com uma pessoa espanhola e recentemente passei 4 anos e meio na Espanha, então eu acho que não perdi esse vínculo, e ainda estou um pouco ligada a coisas que eu costumava fazer, determinados programas, jornais, séries, eu gosto de humor, então eu assisto diariamente esse tipo de programação, e na verdade eu não tenho TV a cabo, eu baixo da internet e assisto."

6. Você conhece outros países além da Espanha? Quais os costumes mais marcantes destes lugares que você já visitou? 
"Minha mãe é boliviana, então eu ia muito pra Bolívia, e toda a família dela mora lá, então na verdade a minha primeira ligação telefônica em espanhol foi da Bolívia, e eu estudei lá no segundo ano do segundo grau também, e ainda vou lá pra visitar família. Você tem muito contato com a cultura então? Com a cultura boliviana uma parte, por que a cultura é uma questão de convívio, e não convivia lá, apenas me comunicava com as pessoas, com a minha irmã que mora lá, mais essa parte de comunicação não tanto. E você percebeu algum costume diferente? Da Bolívia para a Espanha por exemplo, totalmente, e muito, uma das coisas que me chama a atenção para mim por exemplo é a culinária, e faz parte do dia dia de qualquer pessoa, a gastronomia em si, o que as pessoas comem, o que o lugar produz. Tem toda a diferença e algumas semelhanças também. Entre regiões da Espanha também que eu morei é diferente, a Espanha é um país pluricultural, igual a Bolívia, inclusive quando eu estive no país, eles mudaram o nome da Bolívia para Estado Pluricultural por que realmente eles tem umas regiões, que tem influências indígenas, espanholas. Eu falo só os lugares que eu já morei, como em Santa Cruz na Bolívia, e em Barcelona na região de Catalunha, na Espanha, não é das mais castellanas, mas também temos contato com Granada, Madrid, Toledo, Galiza onde moram alguns amigos. Paraguai também já visitei."

7. Como a população destes países vê a cultura brasileira?
"No geral, é uma coisa assim que cada lugar tem uma característica própria, mas como eles vêem é bem geral a percepção, eles vêem a gente como pessoas muito simpáticas, bonitas, animadas, até por que ligam muito a questão do carnaval, futebol, feijoada e café, eles acham que todo mundo toma café aqui, então são essas as imagens que eles têm, nós temos uma boa imagem nesses países. É uma imagem muito estereotipada? Sim, é muito estereotipada. Até por que nós também temos uma visão assim da Espanha, pensamos que é só tourada e flamenco, no entanto, são poucos lugares onde tem isso."


"Minhocão" na UnB
8. Qual um fato, ou curiosidade que marcou a sua visita nestes lugares?
"Sim, por exemplo, na Espanha, uma coisa que me marcou muito, inclusive eu fiquei até com antipatia no início, mas é simplesmente por falta de conhecimento dos costumes, não só na Espanha, mas também em outros países europeus, o nosso jeito latinoamericano é muito cordial, gostamos muito de servir aos outros e eu não notei isso na Espanha, França ou Inglaterra, e isso me chocou, quando eu ia a um restaurante, e eu fazia um pedido por garçom eu notava que ele não tinha a menor paciência ou gentileza, então ele perguntava "¿qué va a querer?", rápido e seco, com uma entonação que parecia grosso, de forma diferente, e quando eu tenho um costume meu, uma coisa diferente, eu interpretava dentro daquilo que eu estou acostumada, então o dono da onde eu estava hospedada ou não gostavam de mim ou dos brasileiros, mas não era nada disso. Aqui no Brasil quando você que a pessoa é estrangeira você dá mais atenção, eles não fazem nada disso, até por que lá tem um monte de estrangeira, por que na Europa eles viajam muito. Na verdade, eles são sérios, a gente é mais sorridente, é o nosso jeito. Hoje em dia eu já não vejo mais dessa forma, foram anos até eu me acostumar e principalmente entender."

9. No ano de 2010, foi implantado nas escolas públicas do Distrito Federal o ensino do espanhol no currículo das escolas pela lei 11.161, o que você acha dessa iniciativa? Foi tarde?
"Não sei dizer se foi tarde, tudo isso foi resultado de um longo processo, pra você conseguir isso demora, como um projeto de lei. Eu acho positivo, por que se você não coloca como lei, os recursos para a educação já são reduzidos, então muitas escolas não oferecem não é por que não querem, é por causa dos recursos limitados, e não podem oferecer tudo, se não colocar como obrigatório, eles não vão oferecer por essa falta de recursos. O inglês e o espanhol são duas línguas importantes, não tem como oferecer apenas uma, foi muito positivo colocar como lei por que é uma maneira de garantir o direito da comunidade, dos alunos."

10. Quais os fatores importantes que levam o estudante a ter a necessidade de estudar o espanhol como língua estrangeira?
"Para o brasileiro, é importante estudar o espanhol, primeiro pelo contexto que nós estamos rodeados de países que são de língua espanhola, temos oportunidade de trabalho em língua espanhola, na área cultural, turismo, então tudo isso você acaba encontrando uma aplicação da língua. Muitas pessoas podem falar que se entendem, por que são línguas parecidas [português e espanhol], só que para um uso profissional, negócios, relações acadêmicas, culturais e para isso tipo de relação não basta você saber se comunicar razoavelmente, esse tipo de relação necessita de uma comunicação plena, e é importante você saber com quer você vai negociar com o seu interlocutor, você precisa saber a língua dele, a cultura dele para que você tenha um maior proveito dessa relação então eu acho que é um interesse para que tenha uma qualidade nas relações de negócios. Com o 'portunhol' a sua comunicação estará prejudicada, em questões de negócios, acadêmicos, tudo tem de ter qualidade. Fora isso, aprender uma língua estrangeira é muito importante para qualquer pessoa, você amplia a sua visão, você aumenta a sua capacidade de relacionamento, você não fica só com a sua visão única, com uma forma de ser, você pode ver novas formas de se expressar e de se comportar. Isso que você falou é importante, muitos questionaram: por que abordar cultura hispânica em Brazlândia? E esse é um dos nossos objetivos. Quanto maior a sua capacidade, maior o seu alcance e hoje em dia você pode viajar muito sem sair do lugar inclusive, há uma tecnologia que permite isso, e nada te impede que você faça isso, tudo depende da sua comunicação com esses meios."


11. Qual a língua mais falada na América Latina? 
"Embora o Brasil seja muito grande, nos temos 19 países que falam espanhol na América Latina, o Brasil, fala Português, então eu acho que pela diversidade de países, está claro que é o espanhol, e não é uma questão assim: eles que aprendam o português, quanto mais você pode crescer a sua capacidade, é lucro para você, então é uma questão de você lutar pelo seu crescimento, ampliando a sua capacidade, é valido. Eu gostaria de conhece outras culturas inclusive, por eu acho que eu vou ganhar com isso."


12. Há algum lugar em Brasília que divulga a cultura em questão?
"Aqui em Brasília, mais pela internet eu vejo muito um país que promove muito a cultura e a língua é a Argentina, eu vejo em uma revista que eu assino, que eles oferecem muitos cursos, mas aqui em Brasília, eu não conheço instituições que promovam, acredito que tenha, aqui temos particularidade que nós temos comunidade de todos os países, por causa das embaixadas e cada embaixada têm a sua comunidade, mas são comunidades bem fechadas. Quando fui na embaixada da Bolívia eles me disseram que tem uma comunidade pequena, mas que trabalhe a difusão da cultura eu não ouço falar."


13. Qual a sua opinião a cerca do aprendizado do espanhol em relação ao inglês?
"A vantagem depende muito de cada pessoa, dos objetivos de cada pessoa que decide aprender uma língua ou outra. Se você vai se relacionar com pessoas fora da América, na Europa na Ásia, então o inglês é mais universal, mas as pessoas que pensam na América como os EUA, eles pensam muito no espanhol, interesse cultural  ou comercial,  já identificam o espanhol, por que a maioria dos países das Américas falam espanhol, então eu acho que a vantagem do espanhol em relação ao inglês para o brasileiro é que o espanhol é mais próximo ao português, mais isso não quer dizer que seja mais fácil."


OBS: Uma questão levantada pela professora no começo da entrevista, foi que a embaixada da Espanha oferece muitos cursos e oportunidade de bolsas, que inclusive ela já visitou outros países com auxilio de bolsas de estudo, ela também é professora de inglês, e não sentiu tal facilidade na época em que buscava por bolsas na embaixada americana.


14. Muitas pessoas deixam de estudar o espanhol com afinco, alegando que a língua é parecida com a nossa, o português, não tendo a necessidade de se dedicar para tal, o que você acha dessa situação?
"A questão não se restringe a estudar, para aprender a língua você tem que praticar, essa prática ela pode ser observando, fazendo exercícios em livros, mas isso não basta, estudo é você sentar e fazer exercícios e ficar lendo e isso não faz com que você aprenda 100% uma língua, para aprender 100% você tem que escutar e praticar, primeiro você tenta entender, e depois você tentar usar e vai aperfeiçoando. As pessoas quando elas estudam elas entendem o espanhol mais isso não significa que ela usem bem a língua, existem pessoas que estudam para ser professor de espanhol, eles ficam 4 anos, fazem um monte de matérias em espanhol e não aprendem, isso vendendo, lendo e fazendo trabalhos em espanhol todos os dias, e chegam no final desses 4 anos e estão falando 'portunhol', estão com um nível que esta longe de ser o ideal para um professor de espanhol, isso por que não é fácil aprender uma língua, mas muitas vezes é a maneira de como a pessoa esta aprendendo que não está adequada, por que ela pensa que só ler e ficar escrevendo vai fazer com que ela fale, o que faz você falar bem é usar essa língua constantemente, fazer ela fazer parte da sua vida, estar observando e utilizando estratégias de aperfeiçoamento constantemente e se fosse tão fácil aprender espanhol, todos que saíssem daqui estariam falando perfeitamente, e eu posso dizer que no máximo 5% saem daqui com um nível ideal."


OBS: Amanhã será postada a Parte II da entrevista com a professora Rosilei da UnB.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Primeira Atividade Prática: Entrevista com a professora de espanhol, Rosilei Justiniano, da UnB

Livros doados pela professora da UnB para a escola.
Hoje a aconteceu a primeira das muitas atividades práticas que pretendemos fazer durante o ano. Fomos na Universidade de Brasília para uma entrevista com a professora Rosilei Justiniano C. Cardea, que leciona a disciplina de Estágio Supervisionado de Língua Espanhola 1 do curso de Letras-Espanhol no LET (Departamento Línguas Extrangeiras e Tradução). Três alunos do grupo, Marcos, Elizabete e Gisele foram acompanhados pela professora e orientadora Rejane, vale ressaltar que a professora Rejane já foi aluna da entrevistada durante a sua graduação.

A entrevista foi muito produtiva, a professora Rosilei abriu os horizontes do projetos através de uma entrevista com várias perguntas sobre a cultura hispânica, ela pôde responder com ricos detalhes já que ela teve a oportunidade de conhecer países como Espanha, Bolívia e Paraguai. Além de informações preciosas, a entrevistada nos deu sugestões para o projeto, comentou curiosidades e fatos que marcou a estadia dela nesses países hispânicos e ainda nos doou alguns exemplares de dicionários, livros didáticos e literários, para nossa escola. Aproveitamos ainda para colocar o cartaz de divulgação do blog pelo "Minhocão" da UnB.

Amanhã postaremos a entrevista na íntegra aqui no blog, não perca!