segunda-feira, 6 de junho de 2011

O milagre venezuelano: O "Sistema" oferece perspectivas mais amplas a crianças e jovens que aprendem música erudita

Gustavo Dudamel em um ensaio da Orquestra Jovem Simon Bolívar: gravações elogiadas no mundo todo e uma execução polêmica do Hino Nacional
Luz Ramirez, de 11 anos, e Genesis da Silva, de 14, vivem em bairros pobres e assolados pelo crime em Caracas, a capital mais violenta da América do Sul: segundo as estatísticas oficiais, provavelmente maquiadas, há 130 assassinatos para cada 100 000 pessoas (o índice no Rio de Janeiro, por exemplo, é de 34 para cada 100 000). Luz é da favela de Antimano, e Genesis mora em Sarría, bairro onde imperam os traficantes. Ambas falam em seguir carreira na música. No subúrbio latino-americano típico, esse seria apenas um sonho irreal. Para Luz e Genesis, porém, trata-se de um plano factível. 

Elas são revelações de um projeto social que, há mais de trinta anos, vem arrancando jovens da pobreza com o auxílio de Bach, Beethoven e Mozart. Atendidas pelo Sistema Nacional de Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela – mais conhecido simplesmente como El Sistema –, as duas garotas estão bem avançadas no aprendizado de seus instrumentos. Luz é primeiro-violino de uma orquestra do Centro Acadêmico Infantil de Montalbán. Genesis toca clarinete no Núcleo Infantil de Sarría, e seu talento despertou a atenção do clarinetista venezuelano Jorge Montilla – que, radicado nos Estados Unidos, visita seu país natal periodicamente para dar aulas a alunos que considera promissores. 

Criado em 1975 pelo maestro e economista José Antonio Abreu, o Sistema conta hoje com 250 000 estudantes em toda a Venezuela, 90% deles vindos de comunidades carentes. Seus objetivos são sociais – a música serve para ajudar crianças e adolescentes em situação precária –, mas o projeto também alcançou um notável sucesso artístico, formando artistas que tocam nas melhores orquestras do mundo – o celebrado maestro Gustavo Dudamel é seu mais reluzente garoto-propaganda. Na Venezuela cada vez mais caótica e autoritária de Hugo Chávez, o Sistema é uma rara instituição que merece ser copiada em outros países. "É o maior acontecimento da música clássica no mundo inteiro", já disse o maestro inglês Simon Rattle, diretor artístico da Filarmônica de Berlim.

Retirado da Revista Veja

domingo, 5 de junho de 2011

Vulcão causa saída de 3.500 pessoas de suas casa no Chile e cobre cidade argentina de cinzas

Nuvem de fumo do vulcão Puyehue (foto AP)

A cidade argentina de Bariloche foi afetada neste sábado por uma intensa chuva de cinzas devido à atividade do vulcão chileno Puyehue, que entrou em erupção no sul do país andino. O Corpo de Bombeiros da cidade, a 1,6 mil quilômetros ao sudoeste de Buenos Aires, está disposto a declarar "alerta vermelho" na região.

Por causa da situação, o prefeito de Bariloche, Marcelo Cascón, convocou à Polícia e a Defesa Civil para formar um comitê de emergência. As autoridades resolveram fechar a passagem de fronteira de Cardeal Samoré, um das divisas entre Argentina e Chile, e também o aeroporto local devido à baixa visibilidade.

"Em 44 anos nunca tinha visto algo assim", comentou um morador de Bariloche ao canal "Todo Noticias", da capital do país. "Uma camada de cinzas cobriu a cidade e era possível escutar trovões", ressaltou. A prefeitura pediu aos moradores que mantenham a calma, economizem água e permaneçam em suas casas porque a chuva de cinzas pode prolongar-se por muito tempo. Recomendou também, em caso de necessidade, a utilização de máscaras. "Pedimos à população que não abarrote os supermercados e os postos de combustíveis, e fique em suas casas na medida do possível. Os serviços públicos seguirão funcionando com normalidade", assinalou Cascón em entrevista coletiva.

Além de Bariloche, um dos centros turísticos mais importantes e belos do país, o fenômeno afeta a localidade de Villa La Angostura. O vulcão Puyehue, de 2.240 metros de altitude, fica no lado chileno da Cordilheira dos Andes. Sua última grande erupção ocorreu em 1960, ano em que aconteceu nessa zona um terremoto de magnitude 9,5, o mais forte registrado até agora no mundo todo. O vulcão obrigou o governo chileno a retirar cerca de 3.500 moradores próximos à montanha. De acordo com o ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, uma enorme nuvem de fumaça foi formada que, segundo informações, já poderia ser vista da Argentina.

O intendente da região de Los Rios, Juan Andrés Varas, disse à Cooperativa que nas localidades próximas há um forte "cheiro de enxofre e cinzas" e que de alguns locais é possível ver uma "boca de fogo e uma coluna de fumaça". Após seguidos tremores de terra, o governo chileno emitiu código vermelho para a região do vulcão. De acordo com o Escritório Nacional de Emergências, são registrados em média 230 tremores por hora.

Veja um vídeo a seguir dos primeiros momentos de erupção do vulcão:

Do G1

sábado, 4 de junho de 2011

Vulcão faz coluna de cinzas de 3 km de altura perto da Cidade do México

O vulcão Popocatepetl visto nesta sexta-feira (3) a partir da cidade mexicana de Puebla (Foto: AFP)
O vulcão Popocatepetl visto nesta sexta-feira (3) a partir da cidade mexicana de Puebla (Foto: AFP)

O vulcão Popocatépetl, localizado próximo à Cidade do México, expeliu nesta sexta-feira (3) uma coluna de cinzas que alcançou uma altura de aproximadamente 3 quilômetros, informou o Centro Nacional de Prevenção de Desastres (Cenapred) da Secretaria de Governo do México. O vulcão, que tem uma altura de 5.426 metros acima do nível do mar, é a segunda maior montanha do México, lança fumaça regularmente e é visível de algumas áreas da Cidade do México.
O vulcão Popocatepetl visto nesta sexta-feira (3) a partir da cidade mexicana de Puebla (Foto: Reuters)

O Cenapred disse em um comunicado que a emissão de cinzas desta sexta-feira começou com um "tremor" que foi "aumentando sua amplitude por alguns minutos", mas que depois diminuiu. Os ventos inicialmente deslocaram as cinzas em direção oeste, rumo ao Estado do México. No entanto, à medida que ganhou altitude, "mudou o rumo para o leste-nordeste".

Atualmente o sistema de alerta vulcânico, que consta de três cores - verde (normal), amarelo (alerta) e vermelho (alarme) -, se encontra no amarelo, e a emissão de cinzas não mudou a situação. Por enquanto, as autoridades mantêm a proibição de se chegar a mais de 12 quilômetros da cratera. Segundo um estudo recente da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM) do México, o Popocatépetl perdeu quatro de suas geleiras nos últimos 15 anos por conta do aquecimento global.

Da EFE

Toureiros anões viajam pelo México promovendo 'minitouradas'

O grupo de comediantes 'Los Enanitos Toreros' (Anões Toureiros) é composto por seis anões e viaja pelo México para entreter o público com 'minitouradas'. Na imagem, Osvaldo Hernandez é atingido por um dos bezerros usados nas apresentações. Diferentemente das touradas originais, os animais não são feridos. (Foto: Reuters)

O grupo de comediantes 'Los Enanitos Toreros' (Anões Toureiros) é composto por seis anões e viaja pelo México para entreter o público com 'minitouradas'. Na imagem, Osvaldo Hernandez é atingido por um dos bezerros usados nas apresentações. Diferentemente das touradas originais, os animais não são feridos. (Foto: Reuters)

O grupo de toureiros anões surgiu na cidade de Yucatan, no México, e tem também componentes femininas. Na imagem, ao centro, Laura Gonzalez aguarda para entrar na arena. (Foto: Reuters)

O grupo de toureiros anões surgiu na cidade de Yucatan, no México, e tem também uma componente feminina. Na imagem da direita, ao centro, Laura Gonzalez aguarda para entrar na arena. (Foto: Reuters)

Toureiro comediante Jorge Vega agradece o público após apresentação dos 'Anões Toureuros' em Cancun, no México (Foto: Reuters)

Toureiro comediante Jorge Vega agradece o público após apresentação dos 'Anões Toureiros' em Cancun, no México durante o último final de semana (Foto: Reuters)

Do G1

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Curiosidade: O som do “v” no espanhol

Em espanhol existem alguns sons que confundem muito os brasileiros, principalmente quando temos que ler um texto. Geralmente a letra “v” é uma pegadinha “mortal”. O som de “v”, da maneira que o conhecemos, não existe no espanhol (talvez exista em alguma variação ou dialeto do espanhol). O certo é que na maioria das vezes o som do “v” é substituído pelo “b”, às vezes um “b” acentuado e em outras situações um “b” bem fraco. Veja os exemplos:
  1. Verano (verão): aqui o som inicial do “v” vira um “b” mais acentuado, a pronúncia fica mais ou menos assim “beráno”.
  2. Primavera (primavera): aqui no final da palavra “vera” há uma clara diferenciação do “v”, que se torna um “b” bem fraquinho. Na pronúncia, os lábios nem se tocam: “primabera”.
Do site "Dicas de Espanhol"

Supercomícios marcam último dia de campanha no Peru

                      Ollanta Humala e Keiko Fujimori
O último dia da campanha oficial dos dois candidatos à presidência do Peru teve supercomícios de Ollanta Humala e Keiko Fujimori, com a presença de milhares de partidários. Refletindo a polarização, intensa rivalidade e indefinição nas pesquisas que têm marcado o segundo turno, os palanques de cada candidato estavam distantes apenas 1.500 m e os comícios finais ocorreram quase que simultaneamente.

O dia também foi marcado pela divulgação de uma nova pesquisa de intenção de voto mostrando Keiko com uma ligeira vantagem, mas ainda dentro da faixa de empate técnico. Segundo o instituto de pesquisa Ipsos Apoyo, a conservadora está com 51,1% dos votos válidos e Humala, 48,9%. A acirrada disputa presidencial será decidida no domingo, com uma votação que já vem sofrendo acusações de possíveis fraudes.

A candidata conservadora Keiko Fujimori acena em comício na reta final de sua campanha para a Presidência Cavalaria: Entre um palco e outro, centenas de policiais patrulhavam as ruas para garantir que os partidários dos candidatos rivais não se encontrassem. Apesar da tensão, o clima no centro da capital era de festa. Aos gritos de "Se siente, se siente, Ollanta presidente", o candidato de centro-esquerda, subiu ao palco vestido de jeans e camisa azul, que passou a vestir após aposentar a vermelha, numa tentativa de deixar sua imagem mais palatável para os eleitores moderados.

Ele estava acompanhado da família, de Alejandro Todelo, ex-presidente peruano e candidato derrotado no primeiro turno, e também de Álvaro Vargas Llosa, filho do mais reconhecido escritor peruano, Mario Vargas Llosa.

Sem medo:  Humala pediu que os eleitores não tivessem medo da mudança que ele representava e atacou Keiko, alegando que ela representa a continuidade do governo de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, que governou entre 1990 e 2000 e foi condenado em 2009 a 25 anos de prisão por violação de direitos humanos no país.

"É preciso dizer aos eleitores mais jovens o que aconteceu na década de 90, para que a ditadura não seja instalada de novo", disse Humala. "Dizem que queremos mudar a Constituição. Eles já mudaram para fechar o Congresso, não respeitaram a liberdade de expressão e os que pensavam diferente." Vestindo uma camiseta estampada com um grande "O" (de Ollanta), a estudante de direito Diana Pabón, de 29 anos, era uma das mais empolgadas ao lado do palco do nacionalista.

"Sua maior qualidade (de Humala) é representar a mudança. É isso que queremos, pois estamos cansados de tanta corrupção. Ele vai cobrar imposto das grandes empresas e valorizar os que precisam de ajuda", disse. "E o pior da Keiko é aquela equipe que a cerca. Se ela ganha, o que os outros países vão pensar de nós peruanos?"

Ex-rivais: Tomada por bandeiras laranja, a multidão na outra ponta da avenida ouviu Keiko prometer intensificar os programas sociais e anunciar que fariam parte de seu governo os candidatos derrotados do primeiro turno que a estão apoiando, como Pedro Pablo Kucynski.
Acompanhado da mulher, Wilfredo Huarsaya, um professor de matemática de 32 anos, dizia ter certeza que Keiko seria eleita. "Ela merece vencer pela competência que sempre mostrou, desde que assumiu como primeira-dama no governo do pai dela." A mulher do professor, Cristina, logo intervém para acrescentar: "E ela é nova. Todos os jovens merecem uma chance."

O voto feminino tem sido uma grande base de apoio para Keiko, especialmente no segundo turno. "Nossa economia está crescendo há 20 anos, quando se fizeram reformas. Por isso é fundamental que nosso país continue seguindo esse rumo", disse a candidata. Ela também disse ter certeza que Humala recebeu financiamento do presidente venezuelano, Hugo Chávez, tocando em um ponto que é o maior fator de rejeição para seu rival: "Eu não vou permitir ingerências de outros países em nossa soberania."

Da Folha de São Paulo

Simon Bolívar: Um homem libertador e sonhador


De família criolla, Simon Bolívar nasceu em Caracas (hoje Venezuela), em 1783. Seu pai era um rico fazendeiro, mas sua mãe era descendente de negros. Estudou na Europa e nos EUA, onde aprendeu a gostar dos filósofos gregos e dos pensadores iluministas franceses, especialmente J. J. Rousseau. Desde jovem, Bolívar entregou-se à luta pela independência da América espanhola. Com dinheiro de herança, formou um exército rebelde que comandou em inúmeras batalhas vitoriosas contra os espanhóis. 

Foi o comandante das guerras de independência da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela! E, em 1825, no auge do prestígio, abriu mão de seus poderes de general. Não aceitou tornar-se rei da América recém emancipada e recusou homenagens oficiais. Seu ideal agora era o pan-americanismo: unir todos os países libertados. As elites criollas, entretanto, tinham outros projetos. Iriam se devorar em guerras civis.

Bolívar morreu triste e solitário, com apenas 47 anos de idade. A história não é feita pelos heróis. Mas existe algumas circunstâncias históricas especiais em que as ações de um indivíduo podem ser relevantes. Bolívar foi o homem relevante naquelas circunstâncias da América Hispânica.

Retirado do livro "Nova História Crítica" de Mario Shmidt 

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lula encerra visita a Cuba antes de partir para a Venezuela

Lula encerrou visita a Cuba após manter encontros com Fidel e Raúl Castro e segue agora para a Venezuela
Lula encerrou visita a Cuba após manter encontros com Fidel e Raúl Castro e segue agora para a Venezuela
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu nesta quinta-feira uma visita de dois dias a Cuba, durante a qual se reuniu com Fidel e Raúl Castro, e revisou projetos financiados por Brasília. Após a visita, Lula viajou para a Venezuela. "Fiquei muito entusiasmado, penso que as coisas estão bem, agora vou a Caracas, amanhã participarei de um fórum com empresários e hoje conversarei um pouco com o presidente [Hugo] Chávez", declarou Lula no aeroporto em Havana, onde se despediu do ditador Raúl Castro.

Lula, que visitou Fidel na quarta-feira, afirmou que o ex-ditador está "muito falante como sempre". Também se disse "feliz porque o trabalho que o Brasil está fazendo com Cuba está avançando muito bem". Fidel Castro, afastado do poder desde 2006 por uma grave crise de saúde, é um antigo amigo de Lula desde a época que era dirigente sindical. O ex-presidente visitou a ilha quatro vezes durante seus dois mandatos (2003-2011).

"Espero que a presidenta Dilma [Rousseff] faça uma visita a Cuba e que depois o presidente Raúl visite o Brasil para que nossas relações continuem cada vez melhor", completou.
Da Folha de São Paulo

Multa ecológica no Equador coloca pressão em empresa norte americana


Um grupo de acionistas da Chevron, a terceira maior empresa nos Estados Unidos começaram a exigir que a empresa chegue a um acordo com os povos indígenas do Equador que reivindicam uma indenização milionária por um vazamento de óleo na Amazônia. Chevron realizou a sua assembleia de accionistas quarta-feira em San Ramon, Califórnia.

Conforme revelado pelo jornal Wall Street Journal, Thomas P. DiNapoli, gerente de um fundo de investimento em Nova York, de US $ 140 milhões, enviou uma carta a Chevron em que ele disse: É hora de desistir de enfrentar a realidade. "Os efeitos dessa poluição descontrolada e terríveis na Amazônia ainda estão sem solução hoje. " "Os investidores não recebem nenhum benefício a partir deste drama legal sem fim." A carta também assinada por outro grande financiamento.

O caso remonta a quase quatro décadas. A empresa petrolífera Texaco (comprada pela Chevron em 2000), operado há 25 anos na Amazônia equatoriana. Quando se aposentou em 1990, centenas de poços deixados ao ar livre com lodo tóxico que escoam para os rios da vida, pelo menos, cinco tribos indígenas.
Do El País

Tira da Mafalda: A menina não gosta de sopa


¿Lo qué fue la guerra de sucesión española?

Tudo começou quando o duque de Anjou, da dinastia Bourbon, neto do rei francês Luís XIV, ganhou o direito de ser o novo rei da Espanha. A Inglaterra não aceitou esse crescimento do poder da França, que passaria a influenciar diretamente o país vizinho. Por isso, uniu-se a holandeses e alemães e partiu pra guerra.   Em 1714, com o fim do conflito, o Tratado de Utrecht concedeu grandes vantagens aos britânicos. O duque de Anjou foi coroado rei espanhol, mas em compensação os ingleses ganharam a Terra Nova (América do Norte) dos franceses e os direitos de asiento e de navío de permiso. Furo oficial no monopólio colonial.


Retirado do livro "Nova História Crítica" de Mario Shmidt

quarta-feira, 1 de junho de 2011

La pintora surrealista Leonora Carrington fallece en México a los 94 años


La pintora Leonora Carrington ha fallecido de una neumonía en un hospital de la ciudad de México a los 94 años. La surrealista Carrington convivió con nombres como André Breton, Pablo Picasso, Max Ernst, Salvador Dalí, Octavio Paz, Remedios Varo, Luis Buñuel y Joan Miró. Nacida en una familia de industriales textiles en Lancashire, Reino Unido, en 1917, vivía en el país norteamericano desde hace casi 70 años. La joven Leonora pasó por varias escuelas religiosas, pero no encajó en ninguna por su espíritu rebelde. Carrington estaba casada con Imre Weisz, fotógrafo de origen húngaro, con quien tuvo dos hijos. (EL PAÍS)

Ver algunas obras de Leonora Carrington:

El mundo mágico de los mayas - Leonora Carrington

Ab eo quod - Leonora Carrington

Manifestações no Mundo Hispânico: Cerca de 15 mil vão às ruas do Chile por melhorias na educação

Estudante é preso durante manifestação por melhorias no sistema educacional chileno
Estudante é preso durante manifestação por melhorias no sistema educacional chileno; cerca de 15 mil protestaram
Cerca de 15 mil estudantes se manifestaram nesta quarta-feira nas ruas do centro de Santiago para exigir melhorias no sistema educativo do país, assim como mais facilidades para o financiamento de seus estudos universitários. O Colégio de Professores e a Associação Nacional dos Funcionários Fiscais aderiram aos protestos, e suas exigências receberam o apoio da Universidade de Santiago do Chile e da Universidade do Chile.

"As universidades públicas, que realizam ensino de boa qualidade e pesquisa no Chile, estão há anos aguardando por um tratamento justo,e a verdade é que não queremos continuar esperando enquanto os sonhos e ideais de gerações de chilenos são frustrados", disse o reitor da Universidade do Chile, Víctor Pérez Vera, em um comunicado.

A manifestação ocorreu de forma pacífica, segundo a polícia. No entanto, na região do Ministério da Educação, um grupo de manifestantes protagonizou distúrbios, sendo contidos por jatos d'água e bombas de gás lacrimogêneo lançados pelas forças de segurança. A Confederação dos Estudantes do Chile (Confech) quer ampliar o acesso à educação universitária e facilitar o financiamento dos estudos por meio da concessão de bolsas e créditos, de acordo com a representante da Federação dos Estudantes da Universidad do Chile, Camila Vallejos.

Os estudantes denunciam a falta de financiamento das universidades públicas e a pouca regulamentação das universidades privadas. Uma drástica redução dos recursos, ocorrida durante a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), e a ampla privatização do setor educativo são apontados como as principais causas dos maus resultados.
Da Folha de São Paulo

¡Alegría! ¡Alegría": Lygia Pape e os "indignados" na Espanha


O SOL NAS BANCAS de revista. E a banca de revista na Puerta del Sol. No coração de Madri, onde acampam há duas semanas os "indignados", ninguém lê tanta notícia. São outros os textos: do enorme outdoor da L'Oréal, os indignados -como são conhecidos os manifestantes que há duas semanas ocupam as praças de toda a Espanha, protestando contra a corrupção e o desemprego avassalador no país- sacaram o começo para compor "real democracia".

Numa fachada próxima, estamparam um homem que lembra Hitler com as orelhas do Mickey Mouse. Não satisfeitos, subverteram a placa do metrô Sol para criar o ponto utópico de "plaza SOLución". Sob o codinome 15-M, o movimento armou barracas ali, em 15 de maio (a uma semana dos sufrágios municipais e de comunidades autônomas), como forma de protesto contra o sistema eleitoral espanhol. Objetos cênicos da ocupação, cartazes listam currículos dos revolucionários: fluência em cinco línguas, duas graduações, especialização. Arrematam com um "score": o do tempo que levam de braços cruzados.

Debatem tudo. Passam largas horas em infinitas assembleias para discutir do salário mínimo aos planos urbanísticos, da especulação imobiliária a questões de ordem. Na terça-feira, levaram um par de horas para deliberar sobre a conveniência de conceder uma entrevista a um canal de televisão, decidindo pelo não após acalorada reunião. Mas são todos muito polidos. Anunciam pelo Twitter quando acabam as atividades ruidosas do dia, para não incomodar os vizinhos da praça. Também se distribuem em brigadas de alimentação, enfermaria, comunicação, organizam leituras dramáticas, traduzem clássicos para a linguagem infantil e oferecem camisinhas aos que endureceram sem perder a ternura.

Divisor - Lygia Pape
POR ENTRE FOTOS E NOMES: Outra estrangeira, Lygia Pape, é mais benquista no front revolucionário. Na praça em frente ao Reina Sofía, um grupo ensaiava sua performance "Divisor" na abertura da retrospectiva dedicada à brasileira no museu espanhol. É o pano branco que cobre a multidão, deixando só as cabeças à mostra, num mar flutuante de corpos desmembrados pela plástica da ação. 

Pape fez desaguar seu oceano humano pela primeira vez em 1968, ano da entrada em vigor do AI-5, diante do Museu de Arte Moderna do Rio. Agora, espanhóis convocados para a ação estavam a serviço do marketing habitual das grandes mostras no circuito global. Ignoravam a história pregressa da obra -embora uma ala até sugerisse contrabandear o pano para "causar" na Puerta del Sol. Aflita com a documentação, a filha da artista, Paula Pape, orientava a massa em "portunhol" para poder filmar tudo a tempo, cancelando a itinerância do manto. 

Adaptado de Silas Martí da coluna "Ilustríssima", Folha de São Paulo

A obsessão de Velázquez pela figura do anão

"El bufón Don Diego de Acedo, el Primo" (1642-44), do pintor espanhol Diego VelázquezNão é de hoje que os anões fascinam artistas de várias épocas e de culturas distintas. O pintor espanhol Diego Velázquez (1599-1660) foi um dos maiores entusiastas do fenótipo do anão, retratando os anões que trabalhavam como bobos nas cortes reais.

A literatura e o cinema também foram acometidos pela "síndrome de Velázquez", representando o anão ora como maligno, ora como um ser dotado de bondade.

Da Folha de São Paulo