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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Países amazônicos se unem para medir desmatamento


Os países da região amazônica iniciarão em agosto uma série de estudos para medir a taxa de desmatamento dessa zona, que abriga 20% das reservas de água doce do planeta, anunciou na última segunda-feira (11) em Quito a associação que os representa.

O monitoramento sobre desmatamento busca harmonizar critérios para medir a perda de área verde, que varia de país para país, explicou o diretor-executivo da OTCA (Organização do Tratado de Cooperação Amazônica), o boliviano Mauricio Dorfler.

Trata-se do primeiro estudo desse tipo de alcance regional, e contará com especialistas de Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, destacou Dorfler. Entre as causas do fenômeno do desmatamento, o diretor mencionou a pressão sobre o uso da terra, a agricultura, a exploração madeireira e a extração de minerais. A OTCA também empreenderá em agosto o primeiro estudo de recursos hídricos fronteiriços, com o objetivo de promover uma melhor e mais adequada utilização da água, disse Dorfler.


A Amazônia representa 6% da superfície do planeta. Contém mais da metade do parque úmido tropical e 20% das reservas de água doce do mundo, o que a converterá em um território estratégico frente a fenômenos como o aquecimento global, segundo a OTCA.

A região abarca 7,4 milhões de quilômetros quadrados - equivalentes a 40% da superfície do território sul-americano. É uma das mais diversas da Terra, um "grande espaço de riqueza cultural", sendo habitada por 420 povos indígenas, disse Dorfler.

DA FRANCE PRESSE, EM QUITO

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Multa ecológica no Equador coloca pressão em empresa norte americana


Um grupo de acionistas da Chevron, a terceira maior empresa nos Estados Unidos começaram a exigir que a empresa chegue a um acordo com os povos indígenas do Equador que reivindicam uma indenização milionária por um vazamento de óleo na Amazônia. Chevron realizou a sua assembleia de accionistas quarta-feira em San Ramon, Califórnia.

Conforme revelado pelo jornal Wall Street Journal, Thomas P. DiNapoli, gerente de um fundo de investimento em Nova York, de US $ 140 milhões, enviou uma carta a Chevron em que ele disse: É hora de desistir de enfrentar a realidade. "Os efeitos dessa poluição descontrolada e terríveis na Amazônia ainda estão sem solução hoje. " "Os investidores não recebem nenhum benefício a partir deste drama legal sem fim." A carta também assinada por outro grande financiamento.

O caso remonta a quase quatro décadas. A empresa petrolífera Texaco (comprada pela Chevron em 2000), operado há 25 anos na Amazônia equatoriana. Quando se aposentou em 1990, centenas de poços deixados ao ar livre com lodo tóxico que escoam para os rios da vida, pelo menos, cinco tribos indígenas.
Do El País